Ainda somos colônia

Neste ultimo sábado no fim da tarde, fui ao Carrefour Pauliceia em São Bernardo dos Campos como sempre faço nos sábados. Fiz minhas compras, e já estava saindo em direção ao estacionamento quando subitamente ouvi gritos de crianças, como se estivesse apanhando. Larguei tudo e sai na tentativa de saber de onde vinha o barulho. Foi quando subi uma escadaria que fica de canto no mercado e vi de encontro, um funcionário do Carrefour (uniformizado), espancando a socos e pontapés duas crianças, que não aparentavam mais de 8 anos. As crianças negras, sujinhas, pés descalços, com certeza crianças de uma favela que fica bem próximo do supermercado. Quando fui de encontro a cena varias pessoas também chegaram pois os gritos eram ouvidos por todo canto. O funcionário quando viu a multidão chegando saiu correndo e sumiu dentro do mercado. Todos foram para dentro da loja e pediam pela gerencia, o que apareceu após uns 15 minutos. Todos tentavam ligar para a policia o estranhamente também não conseguíamos. A gerencia chegou com ar de deboche e totalmente irônico disse que aquilo não existia. Mais de 30 pessoas que viram a cena e estavam indignadas, foram desmentidas. Logo chegou uma cidadão dizendo que era chefe da segurança, e dize que aquilo não acontecia, o interessante que o local que as crianças estavam sendo espancadas é o único local na loja onde não há câmeras. O mais triste em meio a tudo isto os gerentes saíram rindo e nos deixaram ali plantados sem respostas. Não conseguimos falar no 190, restou ligar para o 0800 do Carrefour, que fez o atendimento como o de uma reclamação comum, com a fala costumeira: queira anotar o numero do protocolo, Senhor!!!   Estou triste, pois esta não é uma situação isolada, isto acontece em todo canto em nosso pais. Basta ter aparência de pobre, estar sujo, mal vestido que a violência gratuita acontece. E o mais triste isto não assusta mais ninguém pois gritos de dor de pobre não toca o coração de muitos. É negro, pobre, sujo, deve ter feito alguma coisa, tem que apanhar mesmo. Graças a Deus isto não aconteceu neste fato, dezenas de pessoas se mostraram estarrecidas com o fato, e ficaram lá quase uma hora esperando a policia (que não veio). E alguns tentaram ate contato com a imprensa. Lamentavelmente se tratando de maturidade social ainda estamos nos dias de colônia, onde negros, índios e escravos eram espancados a céu aberto, tudo em nome do progresso. Esta é a realidade, estou triste, pois só consegui tiras as crianças das mãos deste torturador, não consegui puni-lo. Não consegui fazer justiça. Com certeza estas crianças vão apanhar outros dias, pois esta é de um pais que vive a cultura da violência, principalmente contra os mais fracos. O Carrefour perdeu um cliente pois quem apoia o erro comete dois erros. Que Deus abra os nossos olhos e nos de coragem para lutar por um pais mais justo.

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;   Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;   Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;   Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;   Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;   Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;   Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”;   Mateus 5:3-9

Vivemos uma crise de humanização, perdemos a consciência do que é a vida.

Que o Senhor tenha misericórdia de todos nós.

Paulo Siqueira

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Recuperando o Evangelho

Fonte: Trecho do Livro “Chamado ao Evangelho e a Verdadeira Conversão”, do autor Paul Washer, lançamento da Editora Fiel de março.

O evangelho de Jesus Cristo é o maior de todos os tesouros dados à igreja e ao cristão como indivíduo. Não é uma mensagem entre muitas, mas mensagem acima de todas as outras. É o poder de Deus para a salvação e a maior revelação da multiforme sabedoria de Deus aos homens e aos anjos. É por essa razão que o apóstolo Paulo deu primazia ao evangelho em sua pregação, esforçando-se com tudo que tinha para proclamá-lo com clareza, pronunciando até mesmo uma maldição sobre todos que pervertessem sua verdade.

Cada geração de cristãos, pelo poder do Espírito Santo, é responsável pela mensagem do evangelho. Deus nos chama a guardar este tesouro que nos foi confiado. Se quisermos ser fiéis mordomos, teremos de estar absorvidos no estudo do evangelho, tomando grande cuidado para compreender as suas verdades, comprometendo-nos a guardar o seu conteúdo. Ao fazê-lo, garantimos nossa salvação, bem como a salvação daqueles que nos ouvem.

Como sabemos comumente, a palavra Evangelho vem do vocábulo grego euangélion, que é traduzida como “boas novas”. Num sentido, toda página da Escritura contém o evangelho, mas em outro sentido, ele se refere a uma mensagem muito específica — a salvação realizada para um povo caído, por meio da vida, morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Conforme o bom prazer do Pai, o Filho eterno, que é um com o Pai e a exata representação de sua natureza, deixou voluntariamente a glória do céu, foi concebido pelo Espírito Santo no ventre de uma virgem, e nasceu o homem-Deus: Jesus de Nazaré. Como homem, ele andou sobre a terra em perfeita obediência à lei de Deus. Na plenitude do tempo, os homens rejeitaram-no e o crucificaram. Sobre a cruz, ele carregou o pecado do homem, sofreu a ira de Deus, e morreu no lugar do homem. Ao terceiro dia

Deus o ressuscitou da morte. Esta ressurreição é a declaração divina de que o Pai aceitou a morte de seu Filho como sacrifício pelo pecado. Jesus pagou a penalidade pela desobediência do homem, satisfez as demandas da justiça e aplacou a ira de Deus. Quarenta dias após a ressurreição, o Filho de Deus ascendeu ao céu e se assentou à destra do Pai, e foi-lhe dada glória honra, e domínio sobre todas as coisas. Ali, na presença de Deus, ele representa seu povo e intercede junto a Deus em seu favor. Deus perdoará plenamente a todos quantos reconhecem seu estado de pecado e incapacidade, e se lançam sobre Cristo, sendo por ele declarados justos e reconciliados a ele. Este é o evangelho de Deus e de Jesus Cristo, seu Filho.

Um dos maiores crimes cometidos pela presente geração de cristãos é a negligência do evangelho, e é devido a essa negligência que nascem todos os nossos outros males. O mundo perdido não é tão endurecido quanto é ignorante do evangelho, porque muitos que proclamam sua mensagem também ignoram suas verdades mais básicas. Os temas essenciais que compõem o próprio cerne do evangelho — justiça de Deus, depravação total do homem, expiação pelo sangue, a natureza da verdadeira conversão, e a base bíblica para a segurança da salvação — estão demasiadamente ausentes dos púlpitos atuais. As igrejas reduzem a mensagem do evangelho a algumas declarações do credo, ensinam que a conversão é apenas uma decisão humana e pronunciam a segurança da salvação para qualquer um que tenha feito a “oração do pecador”.

O resultado desse reducionismo evangélico tem sido de longo alcance. Primeiro, endurece ainda mais o coração dos não convertidos. Poucos “convertidos” dos dias modernos entram na comunhão da igreja, e os que o fazem, muitas vezes, se desviam ou têm as vidas marcadas pela carnalidade habitual. Milhões sem conta andam por nossas ruas e se assentam, não transformados pelo verdadeiro evangelho de Jesus Cristo. No entanto, estão convencidos de sua salvação, porque em dado momento de sua vida levantaram a mão em uma campanha evangelística ou repetiram uma oração aceitando Jesus. Esse falso senso de segurança cria uma grande barreira que, frequentemente, isola estes indivíduos de ouvir o verdadeiro evangelho.

Em segundo lugar, tal evangelho deforma a igreja, fazendo com que, em vez de ser um corpo espiritual de crentes regenerados, seja um ajuntamento de homens carnais, que professam conhecer a Deus, mas o negam por suas obras. Com a pregação do verdadeiro evangelho, os homens chegam à igreja, sem o entretenimento evangélico, atividades especiais ou promessas de benefícios além daqueles realmente oferecidos pelo evangelho. Aqueles que vêm o fazem porque desejam a Cristo e tem fome da verdade bíblica, adoração de coração e oportunidades de servir. Quando a igreja proclama um evangelho menor que isso, ela se enche de homens carnais, que

compartilham pouco interesse pelas coisas de Deus. Manter tais pessoas é um fardo pesado para a igreja. A igreja então diminui o nível das demandas radicais do evangelho para uma moralidade conveniente, e a verdadeira dedicação a Cristo cede a atividades projetadas para suprir as necessidades sentidas pelos seus membros. A igreja torna-se dirigida por atividades ao invés de ser centrada em Cristo, e cuidadosamente filtra ou faz novo pacote da verdade, a fim de não ofender a maioria carnal. A igreja deixa de lado as grandes verdades da Escritura e do cristianismo ortodoxo, e o pragmatismo (ou seja, aquilo que mantém a igreja em movimento e crescimento) se torna a regra do dia.

Em terceiro lugar, um evangelho desse tipo reduz o evangelismo a pouco mais que um esforço humanista dirigido por estratégias de marketing sagazes, baseadas nas últimas tendências da cultura. Após anos testemunhando a impotência de um evangelho não bíblico, muitos evangélicos parecem convencidos de que ele não vai dar certo, e que o homem de alguma maneira tornou-se um ser complexo demais para ser salvo e transformado por mensagem tão simples e escandalosa. Hoje em dia há maior ênfase em entender nossa cultura decaída e seus modismos do que compreender e proclamar a única mensagem que tem o poder de salvá-la. Como resultado, o evangelho é constantemente reapresentado, de forma a caber na caixinha do que a cultura contemporânea considera mais relevante. Esquecemos que o verdadeiro evangelho sempre é relevante a toda cultura porque é a palavra eterna de Deus para todo homem.

Em quarto lugar, um evangelho assim traz repreensão ao nome de Deus. Uma proclamação diluída do evangelho faz com que os carnais e não convertidos entrem na comunhão da igreja, e pela negligência quase que total do que seja uma igreja bíblica, é permitido que eles permaneçam sem correção ou repreensão. Isso mancha a pureza e reputação da igreja e é blasfêmia ao nome de Deus entre os incrédulos. No final, Deus não é glorificado, a igreja não é edificada, os membros não convertidos na igreja não são salvos, e a igreja tem pouco ou nenhum testemunho ao mundo descrente.

Não fica bem a nós, ministros ou leigos, estarmos tão próximos, vendo “o glorioso evangelho de nosso bendito Deus” substituído por um evangelho de menor glória, e não fazermos nada sobre isso. Como mordomos desta verdade, temos o dever de recuperar o único evangelho verdadeiro e proclamá-lo com ousadia e clareza a todos. Faríamos bem em atender as palavras de Charles Haddon Spurgeon:

Nestes dias, sinto-me impelido a voltar repetidamente às verdades elementares do evangelho. Em tempos de paz, talvez sintamos liberdade de fazer excursões aos interessantes distritos da verdade que se encontram em campos distantes; mas agora precisamos manter-nos em casa, guardando os corações e lares da igreja, defendendo os primeiros princípios da fé. Na era presente, tem surgido na própria igreja, homens que falam coisas perversas. Há muitos que nos perturbam com suas filosofias e novas interpretações, com as quais negam as doutrinas que professam ensinar, solapando a fé

que têm compromisso de manter. É bom que alguns de nós, que sabemos no que cremos, e não forjamos significados secretos para nossas palavras, simplesmente batamos o pé e nos recusemos a tanto, apresentando a palavra da vida, e declarando claramente as verdades fundamentais do evangelho de Jesus Cristo.

 

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Uma mensagem antiga para o carnaval deste ano

A mensagem a seguir foi pregada em 2009 pelo Pr. Paul Washer. Vale a pena ouvi-la nesses tempos de carnaval, ou em qualquer outro tempo.

A propósito, Paul Washer e outros irmãos estão pregando na 16. Conferência Consciência Cristã, com transmissão ao vivo pelo Púlpito Cristão (hoje a partir das 19 horas, amanhã a partir das 9 e 19 horas). Fica a dica.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

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O Evangelho segundo Eu

“Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema” – Gálatas 1.9

Em meu trabalho, descobri que uma colega é evangélica, membro de uma igreja neopentecostal. Em uma conversa cotidiana, perguntei-lhe de qual versão da Bíblia ela gostava, e tive uma grande surpresa: ela frequenta a igreja há 13 anos e disse não ter uma Bíblia.

Eu perguntei: “e na igreja, como você faz?”, e ela respondeu: “na igreja a gente não usa”.

Muito triste isso, porém é a realidade  de muitas igrejas no cenário evangélico nacional. O local até se denomina “igreja”, mas ao entrar as músicas, a forma do culto e principalmente o sermão não se enquadram nas essências, nos valores da tradição cristã.

Incrivelmente, a Bíblia, quando citada, o é em textos isolados e com interpretações pragmáticas seguidas de segundas intenções. O ambiente é carregado de emoção, de um senso místico e com propósitos mágicos, e lamentavelmente em muitos desses ambientes não se prevalece a verdade,  ou seja, este é o cenário que muitos chamam de “igreja”, porém diante da revelação bíblica podemos chamar esse espaço cúltico de muitos nomes, menos de igreja.

A ênfase de hoje é a prosperidade, é o crescimento, é a vitória. Porém, essas afirmações não se enquadram com a realidade do país, realidade  onde há a injustiça, a corrupção, a fome, a violência, as drogas, tudo o que representa a degradação da vida e dos seres humanos.

Vivemos uma crise de humanização, pois os valores da vida foram trocados pelos valores materiais. Lamentavelmente, a igreja também entrou nesse processo crítico, pois trocou a sua espiritualidade pelo entretenimento, deixando de lado o seu papel de luta pela justiça e pela promoção da vida para se unir aos valores mundanos. Para isso, não mediu esforços para se tornar uma fonte de realização de desejos e favores humanos.

É preciso afirmar aqui que é sim papel da igreja denunciar o  pecado, as injustiças e a degradação da vida humana, pois Jesus afirmou que o verdadeiro pastor dá a vida pelas ovelhas. É triste ver que a igreja, através de suas principais lideranças nacionais, deixa de lado as essências do cristianismo para se unir aos valores do mundo.

Hoje vemos pastores utilizando tempo de tv, rádio para se autopromover e para a realização de seus desejos megalomaníacos, através da nítida exploração da ignorância e da simplicidade do povo evangélico brasileiro. Quando ouço de alguém que frequenta uma igreja neopentecostal há 13 anos que não possui uma Bíblia porque ela não é usada na igreja, além de indignado me vem uma enorme preocupação: que igreja está sendo construída?

Os neopentecostais afirmam que o Brasil será do Senhor Jesus, mas como será se não há a pregação do verdadeiro Evangelho de Cristo?

Paulo nos afirma que a fé vem pelo ouvir, e pelo ouvir do Evangelho. E ainda afirma que como haverá os que creem se não houver os que pregam?

O que vemos hoje é o evangelho segundo o Malafaia, segundo Estevam Hernandes, segundo Valdemiro Santiago, segundo o Renê Terranova, segundo o R. R. Soares, ou seja, o evangelho segundo “eu mesmo”, o evangelho que enaltece personagens, que enaltece os desejos humanos, que tem sede de vaidades, de poder e das glórias humanas.

Isso é facilmente identificável, até mesmo por um leigo, se fizer o simples exercício de analisar as ideias apresentadas por muitos pregadores à luz do texto bíblico.

Porém, é preciso dizer que muitos desses líderes estão desestimulando o povo a ler e principalmente a desenvolver e exercer o seu senso crítico.

Silas Malafaia, em mais um vexame televisivo, trouxe Mike Murdock para afirmar ao povo brasileiro que devemos “negociar com Deus”. Esse é o discurso do evangelho segundo eu mesmo, o evangelho que atribui a Deus o papel de servo e não de Criador e Senhor.

É preciso combater esse evangelho segundo eu mesmo, e é preciso que cada líder, cada cristão tenha um cuidado, pois esse evangelho do Eu é tentador. É preciso que assumamos nosso papel de servos inúteis e venhamos a adotar o discurso de João Batista:

“É necessário que ele cresça e que eu diminua.” – João 3.30

Que tudo o que venhamos fazer em prol do Reino de Deus não renda lucros nem aplausos, mas sim o reconhecimento de que “a causa de não sermos consumidos é que a misericórdia de Deus se renova em nossas vidas todos os dias”.

A Deus, somente a Deus, toda a honra e toda a glória.

Paulo Siqueira

 

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Baal só mudou de roupa

O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol”. (Eclesiastes 1:9)

Os liberais de hoje — ou “progressistas”, nome mais discreto pelo qual preferem ser chamados — atuam movidos por uma ideia errada e estranha. Em outras palavras, não há nada que seja de fato “progressista” nos dogmas fundamentais de sua cega religião humanista e secular. Aliás, o liberalismo moderno é em grande parte a versão recauchutada e esterilizada de uma mitologia antiquada — uma mitologia que existe antes do único movimento que realmente traz progresso, que é o Cristianismo bíblico.

A adoração a Baal possui uma ligação cada vez mais forte com o seu descendente moderno: o esquerdismo e o liberalismo. Baal, o deus da fertilidade que era meio touro e meio homem, era o ponto central da idolatria pagã no Israel semítico antes de Deus ter revelado Sua natureza monoteísta para os precursores do Judaísmo.

Embora tenham adquirido um aroma mais moderno, os princípios fundamentais da adoração a Baal permanecem vivos nos dias de hoje. As principais colunas do baalismo eram o sacrifício de crianças, a imoralidade sexual (tanto heterossexual quanto homossexual) e o panteísmo (adoração da criação acima do Criador).

A adoração ritualística a Baal, em resumo, funcionava da seguinte maneira: Os adultos costumavam se reunir em volta do altar de Baal. Recém-nascidos eram então queimados vivos como oferta sacrificial ao falso deus. Em meio a tamanha crueldade, os adoradores — homens e mulheres, sem distinção — se engajariam em orgias bissexuais. O ritual da conveniência tinha como propósito produzir prosperidade econômica estimulando Baal a mandar chuvas para que a “mãe terra” experimentasse fertilidade.

As consequências naturais de tal conduta — gravidez indesejada e parto — e os pesos financeiros associados eram facilmente resolvidos. O adorador poderia escolher se engajar em relações homossexuais ou poderia simplesmente — com a disponibilização legal do sacrifício de crianças — participar de outra cerimônia de fertilidade para eliminar o bebê indesejado.

O liberalismo moderno é pouca coisa diferente de seu antigo antecessor. Embora seus rituais macabros tenham sido modificados e maquiados com termos floridos e eufemistas de arte, seus principais dogmas e práticas permanecem assustadoramente semelhantes. A adoração da “fertilidade” foi substituída pela adoração da “liberdade reprodutiva” ou “liberdade de escolha”. Os sacrifícios de crianças por meio de oferendas de fogo foram atualizados, ainda que levemente, para se tornarem sacrifícios de crianças por meio de abortos cirúrgicos ou químicos. A promoção, prática e celebração ritualista da imoralidade e promiscuidade heterossexual e homossexual foram cuidadosamente camufladas — e adotadas com entusiasmo — pelas religiões do feminismo radical, do movimento homossexual militante e do movimento que quer implantar abrangente educação sexual nas escolas. E a adoração panteísta da “mãe terra” foi substituída — apenas no nome — pelo ambientalismo radical.

Entretanto, não são somente aqueles que se intitulam “progressistas” ou humanistas seculares que adotaram as colunas fundamentais do baalismo. Nestes tempos pós-modernos, estamos lamentavelmente vendo o advento de uma espécie de “Cristianismo emergente”, que é contrário à Bíblia, o qual prefiro chamar de “pseudo-Cristianismo”.

Essa tendência é meramente um liberalismo embonecado e imerecidamente carimbado como “cristão”. É um jeito de ideólogos depravados terem seu próprio “cristianismo” e o praticarem. Sob o pretexto da “justiça social”, seus seguidores muitas vezes apoiam as mesmas políticas pró-homossexualismo, pró-aborto e pró-ambientalismo radical promovidas pelos modernos adoradores de Baal.

Embora a “esquerda cristã” represente uma minoria insignificante dentro do Cristianismo maior, apesar disso os meios de comunicação liberais abraçaram a causa deles e adotaram a popularidade deles entre as elites como prova de que a tão chamada “direita cristã” (leia-se: Cristianismo bíblico) está perdendo influência — que o Cristianismo está, de certo modo, “acompanhando a evolução dos tempos”.

Pelo fato de que o Cristianismo emergente não consegue passar pelo teste de autenticidade toda vez que é sujeito ao exame bíblico mais leve, suspeito que com o tempo ele acabará em grande parte se extinguindo. Mas isso não absolve os líderes evangélicos de sua obrigação de cobrar explicações acerca dessa heresia de outros líderes envolvidos nessa revolução contrária aos princípios bíblicos. Não é uma questão de direita versus esquerda; é uma questão de certo e errado — de princípios bíblicos versus princípios não bíblicos.

Apesar disso, as colunas acima mencionadas do baalismo pós-moderno — aborto, relativismo sexual e ambientalismo radical — quase que certamente farão rápido progresso nos próximos quatro a cinco anos, com ou sem a ajuda da esquerda cristã. Os deuses do liberalismo têm sacerdotes supremos no meio político, e desfrutam muitos seguidores devotos nos veículos de comunicação liberais, nas instituições de ensino e na intelectualidade que se julga detentora da ciência e da sabedoria.

Portanto, o liberalismo de hoje é realmente apenas um velho livro com uma lustrosa capa nova. Uma filosofia enraizada nas antigas tradições pagãs, das quais nada há para se orgulhar.  É vendido como o doce remédio das revoluções sociais, contudo não passa da mesma lepra espiritual que sempre foi.

É verdade. Salomão estava coberto de razão: “não há nada novo debaixo do sol”.

Fonte: Blog do Reinaldo Ribeiro
Dica do Paulo Pereira Sousa

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Mike Murdock no programa do Silas Malafaia: “eu não queria servir um Deus que fazia as pessoas pobres”

Murdock e Malafaia em fevereiro de 2014. As mesmíssimas roupas usadas no programa que foi ao ar em janeiro de 2013.

Murdock e Malafaia em fevereiro de 2014. As mesmíssimas roupas usadas no programa que foi ao ar em janeiro de 2013.

Por Vera Siqueira

Hoje, dia 01 de fevereiro de 2014, vemos mais uma vez o “Dr.” Mike Murdock no programa televisivo do Pr. Silas Malafaia. E o que há de novo nisso?

Nada. Nada mesmo.

Já no início chama a atenção a camisa do “Dr.” Murdock, listrada em tons de verde. Ué, já vi essa camisa em algum lugar… Ah, lembrei! Ele usava uma camisa igualzinha no programa que foi ao ar em 05/01/2013, aquele programa onde dizia que tinha um livro que tinha superpoderes, o tal d’O Desígnio. Aquele programa onde, ao final, pedia uma oferta de R$ 1.000,00 em troca de visitação do Espírito Santo (vendendo literalmente a santa presença de Deus) e dinheiro.

Mas olhando bem… Não apenas o Murdock usa, em 2014, as mesmas roupas que usava em 2013. O Malafaia e o intérprete Gidalti Alencar também usam as mesmíssimas roupas de um ano antes!!!

Foto do programa de 2013

Foto do programa de 2013

Ou houve uma gigantesca coincidência, ou os dois programas foram gravados no mesmo dia, em 2012 ou 2013. Como não acredito em coincidências gigantescas, fica claro que o Murdock gravou dois programas no mesmo dia, com mensagens parecidas (apenas com o “livro poderoso” diferente) e o Malafaia guardou um para esse ano.

Isso não seria um grande problema se as tais falas do Murdock não fossem dadas com falso tom profético. O tal “dr.” costuma fazer uma pregação apelativa, usando de métodos de autoajuda misturada com versículos bíblicos fora do contexto para justificar sua Teologia da Prosperidade. E, no final, de forma falsamente inspirada diz que quem oferta certa quantidade vai ter certas bênçãos especiais. Ora, se gravou dois programas no mesmo dia, como teve inspiração para pedidos de oferta com bênçãos relacionadas diferentes para anos diferentes?

Isso, por si só, denota que os pedidos de oferta com bênçãos relacionadas são invenções humanas, não de Deus. Murdock e Malafaia (e Morris Cerullo também) estão intimamente mancomunados na fabricação de apelos para angariar fundos para seus ministérios. E isso nada tem a ver com revelações de Deus.

Bom, as roupas dos (im)pastores eram as mesmas em 2013 e 2014, e claro, o discurso também era o mesmo. Na edição 2014 Murdock começa falando de seu pai, um santo homem que orava de 4 a 10 horas todos os dias, mas mesmo assim não tinha dinheiro. “Eu não queria servir um Deus que fazia as pessoas pobres”, falou Mike Murdock a respeito do Deus que seu pai servia. Porém Murdock (e Malafaia, que apóia toda a papagaiada do seu colega americano) esquece-se que Jesus rejeitou todas as riquezas e poder oferecidos pelo deus deste mundo, quando dos seus quarenta dias no deserto. Jesus também dizia dos pobres e humildes que eram “bem-aventurados”, e isso Ele não disse sobre os ricos e poderosos. Ao jovem rico, Jesus disse que vendesse tudo, doasse aos pobres e só então O seguisse; Zaqueu entendeu a mensagem e não apenas restituiu com altos juros a quem tinha defraudado, como também deu metade do que lhe restou aos pobres. Ainda sobre os ricos, Jesus disse que é muito difícil, quase impossível, um rico entrar no Reino dos Céus, associando à dificuldade de um camelo passar pelo buraco de uma agulha. Ora, se a riqueza torna tão difícil alguém ser salvo, por quê alguns que se dizem cristãos anseiam tanto por ela?

“Eu não queria servir um Deus que fazia as pessoas pobres”. Malafaia e Murdock querem servir ao deus que faz as pessoas ricas. Ele está na Bíblia, e tem até nome: Mamom. Se Jesus, no deserto, respondeu “não” a essa proposta, esses (im)pastores dizem “sim” com toda a alegria do mundo, afinal é no mundo que colherão sua recompensa financeira.

Na introdução do programa, o Malafaia diz: “a questão não é você ouvir, é você obedecer à instrução”. A princípio, apenas mais do mesmo. Porém, no decorrer do programa percebe-se que esse é o centro da pregação: a obediência às instruções. Ora, o Malafaia então já sabia de antemão sobre o que o Murdock ia falar? Sim, sabia.

Usando o exemplo de seu pai, Murdock diz que nunca ora por finanças, pois é perda de tempo. Seu pai mesmo orava horas e horas e não tinha dinheiro nenhum. Segundo Murdock, “a maioria dos intercessores que conheci não têm dinheiro; muitas pessoas trabalham sem sabedoria”. Em outras palavras: não perca tempo orando, isso não dá dinheiro.

Para Murdock, o que traz dinheiro nem é amar a Deus, mas entender as leis de Deus. Como exemplo citou Donald Trump, que segundo ele não é do tipo que aparenta ser santo, de oração, mas é milionário. Para Murdock e Malafaia mais vale um incrédulo rico que um santo pobre.

E aí o Murdock usa, pela primeira vez, a Bíblia (mal usada, mas usa): invoca o Salmo 112 como aquele com a mais poderosa “aliança financeira” para com Deus. Diz até que, em homenagem a esse salmo, todo domingo dá uma oferta de 112 dólares. É numerologia gospel da brava.

E agora entra a tal “obediência às instruções” que o Malafaia citou lá na introdução da mensagem. O Salmo 112 diz no primeiro versículo sobre quem tem prazer nos mandamentos de Deus, que Murdock nomeia como “instruções”. As instruções seriam as ordens dos líderes eclesiásticos e as ordens dos patrões ou chefes, que devem ser obedecidas imediata e totalmente, e caso isso ocorra Deus tem que fazer a pessoa prosperar.

“Não ame a Deus. Você pode ter um filho que te ama e não ama suas instruções”. O segredo do sucesso nas finanças, segundo Murdock, é obedecer às instruções dadas (por ele, é claro) tão somente. Essa lição é muito importante, afinal no final da mensagem haverá um apelo financeiro que precisa ser obedecido pelo maior número de telespectadores, com o fim de aumentar os recursos dos impérios religioso-midiáticos de Silas Malafaia e Mike Murdock.

No Malafaia custa 12 parcelas de R$ 58,00; na livraria Saraiva você encontra por R$ 29,90

No Malafaia custa 12 parcelas de R$ 58,00; na livraria Saraiva você encontra por R$ 29,90

Se em 2013 quem ofertasse ganhava O Desígnio, em 2014 o livro da vez é 31 Razões Porque as Pessoas Não Recebem Sua Colheita Financeira (lembrando que ambos os programas foram gravados no mesmo dia, mas já havia o planejamento para que tal livro fosse lançado em 2014 aqui no Brasil pela editora do Malafaia). O assunto de ambos, é óbvio, é a busca por sucesso financeiro.

“Eu faço negócios com Deus. Deus faz negócios através de mim”. Será?

Há muito mais a se falar, mas vamos pular para as tais 4 dicas para nunca perder o emprego, o mote da propaganda que o Malafaia tem feito a semanas sobre o programa de hoje. Adivinha o teor das dicas?

Se disse obediência às instruções, acertou:

- Você nunca vai precisar repetir uma instrução (pois será obedecida na hora);
- Eu termino toda a instrução que recebo;
- Eu concordo com qualquer pessoa na equipe;
- Serei a pessoa mais fácil para você corrigir.

Agora leve essas “instruções” do mundo corporativo para o mundo eclesiástico, e veja que belo rebanho manipulável por líderes inescrupulosos nós teremos!

A propósito, estamos em ano de eleições. Aceite as “instruções” do seu pastor (se for do Malafaia melhor ainda, pois a unção dele é maior) para eleger quem “deus” indicou para estar no poder, e fique com as promessas de bênçãos financeiras a perder de vista…

Bom, após toda essa tentativa de lavagem cerebral gospel, chega a hora do apelo financeiro. No ano passado foi R$ 1.000,00 parcelados em 10 vezes; em 2014, 12 parcelinhas de R$ 58,00 para quem quer receber milagres de qualquer tipo e um emprego novo, claro! No ano passado os mais fiéi$$$ tinham que ofertar 12 parcelas de R$ 1.000,00; no programa apresentado neste ano o valor é uma oferta única de R$ 8.500,00, e em troca bênçãos em todas as áreas da vida do ofertante pelo resto da sua vida. É pegar ou largar.

O que pensar disso tudo?

Eu penso na figura de Cristo, em Seus ensinos, em Sua vida. E até Ele foi profanado na pregação de hoje do Murdock/Malafaia, pois foi afirmado que Jesus era rico, com base em que havia um tesoureiro entre os doze. Ora, se Jesus era rico Ele mentiu ao dizer, em Lucas 9.58, que as raposas tinham covis, as aves dos céus ninhos, mas o Filho do Homem não tinha sequer onde recostar a cabeça. E também não dá para entender como alguém rico precisa apelar para uma moeda na barriga de um peixe para pagar seu imposto e o de um de seus discípulos.

No livro Zelota, a Vida e a Época de Jesus de Nazaré, do especialista em temas religiosos Reza Aslan, vemos:

“Aqui está o que sabemos sobre Nazaré no momento do nascimento de Jesus: havia pouco lá para um carpinteiro fazer. Isto é, afinal, o que a tradição diz ser a ocupação de Jesus: um tekton – um carpinteiro ou construtor -, embora valha a pena mencionar que há apenas um versículo em todo o Novo Testamento em que é feita essa afirmação sobre ele (Marcos 6:3). Se essa afirmação é verdadeira, então, como trabalhador artesanal e diarista, Jesus teria pertencido à classe mais baixa de camponeses na Palestina do século I, um pouco acima do indigente, do mendigo e do escravo.” – pág. 59

Pois é, para adequar Jesus aos propósitos da Teologia da Prosperidade vale até dizer que era rico, mesmo que o Novo Testamento traga muitos relatos que discordam dessa visão.

É com muita tristeza que mais uma vez escrevo sobre esse assunto, ciente de que terei que escrever ainda muitas outras vezes, pois com certeza há outros programas gravados ou a gravar com os (im)pastores Mike Murdock e Morris Cerullo, além de Silas Malafaia, que talvez não diga da própria boca os impropérios que seus colegas americanos não se acanham em dizer, mas os aceita a todos e ainda lucra muito com isso.

Pobres ovelhas as que ainda acreditam em pastores pelo belo terno que vestem (mesmo repetido), ou por sua bela retórica, ou posição social avantajada. O Verdadeiro Pastor tem cheiro de ovelha e não precisa deturpar a Palavra para que ela se encaixe em seus (ou nossos?) interesses pessoais.

Fiquemos com uma passagem de 1 Timóteo que penso que nunca ouvirei sendo pregada por im(pastores) como Malafaia, Murdock ou Cerullo (e outros mais Brasil e mundo afora):

“Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade,
É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas,
Perversas contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.
Mas é grande ganho a piedade com contentamento.
Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.
Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.” – 1 Timóteo 6:3-11

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O Show tem que parar!

O vídeo está sendo baixado e nas próximas horas estará disponível.

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Igreja Bola de Neve tenta impedir lançamento de livro: será a tal perseguição religiosa profetizada nas Escrituras?

blog79De Vera Siqueira

Está vendo a imagem? É a capa do livro do A grande onda vai te pegar: marketing, espetáculo e ciberespaço na Bola de Neve Church, do autor Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho, publicado pela Fonte Editorial. O lançamento foi no dia 30 de outubro, e hoje, quando tentei comprar o livro pelo site da editora, que estranho! Não havia nenhuma citação sobre o mesmo.

Na verdade é estranho para quem não conhece os fatos. A verdade é que a igreja do Apóstolo (?) Rina resolveu entrar na justiça contra o lançamento e publicação da obra.

Antes de mais nada, precisamos fazer algumas definições.

Primeiro, a obra citada não traz a simples opinião do autor. É um trabalho acadêmico. É baseada na dissertação do autor para a obtenção do mestrado em história pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Para quem não sabe (espero que o apóstolo [?] Rina e seus advogados saibam!), um trabalho acadêmico é construído através da opinião de vários autores. Qualquer citação que se faça tem que partir de uma fonte. Tudo o que se diz nesse tipo de trabalho tem que ter uma referência, não pode ser simples invenção do autor. Há toda uma metodologia científica a ser adotada. O autor do trabalho precisa contar com um professor-orientador, e no final ainda se tem que passar pela avaliação de uma banca de professores. Ou seja, a obra de Eduardo Meinberg não é simplesmente um livrinho de historinhas gospel, mas é um trabalho acadêmico, um livro que poderá servir de base de pesquisas para outras futuras obras sobre o assunto, que poderão, a seu tempo, trazer novas luzes para o fenômeno do neopentecostalismo no Brasil.

Estrutura de um trabalho acadêmico. Quem já fez (o apóstolo [?] Rina e seus advogados acho que já fizeram!) sabe o "trabalho" em pesquisas que dá!

Estrutura de um trabalho acadêmico. Quem já fez (o apóstolo [?] Rina e seus advogados acho que já fizeram!) sabe o “trabalho” em pesquisas que dá!

Sendo um trabalho científico, uma obra acadêmica, um estudo, por que a Igreja Bola de Neve tentaria impedir que tal material chegue ao público? Qual o medo que uma obra, pautada em observações e estudos de outros autores pode trazer à denominação?

Segundo, quem é Eduardo Meinberg, o autor da perseguida obra A grande onda vai te pegar? É um espertinho que quer ganhar dinheiro investindo em livrinhos de leitura fácil gospel? As informações abaixo foram retiradas do seu Currículo Lattes (algo que o apóstolo [?] Rina e seus advogados conhecem, tenho certeza, é claro!!!):

Doutorando em História Social pela USP, mestre em História pela UDESC (2010), especialista em Marketing e Comunicação Social pela Fundação Cásper Líbero (2002), bacharel e licenciado em História pela USP (1999). Membro da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR) e do GT História das Religiões e Religiosidades da Associação Nacional de História (GTHRR/ANPUH). Integrante da comissão editorial dos periódicos: a) Revista Brasileira de História das Religiões, do GTHHR/ANPUH (ISSN 1983-2850), b) PLURA – Revista de Estudos de Religião da ABHR (ISSN 2179-0019), c) Angelus Novus – Revista dos alunos de pós-graduação em História da USP (ISSN 2179-5487) e d) História Agora – Revista de História do Tempo Presente (ISSN 1982-209X). Pesquisador do NEHO – Núcleo de Estudos em História Oral da USP, do GREPO – GP Gênero, Religião e Política da PUC/SP e do GEPP – GE Protestantismo e Pentecostalismo da PUC/SP. Tenho experiência na área de História Contemporânea, pesquisando temas relacionados a religião e religiosidades: marketing, espetáculo e ciberespaço / canção gospel / intolerância / transgeneridade, transexualidade, travestilidade / igrejas inclusivas LGBT / ateísmo e descrença / profissionais do sexo / heavy metal. No mestrado pesquisei sobre marketing, espetáculo e ciberespaço na Bola de Neve Church. No doutorado pesquiso bricolagens e trânsitos religiosos de pessoas que se definem em trânsitos de gênero. Contato: edumeinberg@gmail.com
(Texto informado pelo autor)”

Essa é só uma breve apresentação do autor da obra que, não se sabe porquê, está sendo impedida de ser vendida pela Igreja Bola de Neve. Eduardo Meinberg tem dezenas de trabalhos publicados, que podem ser acessados em seu Currículo Lattes. Se fôssemos também colocar o currículo do orientador, do pessoal da banca avaliadora, o próprio histórico da Fonte Editorial (conhecida pela publicações de obras acadêmicas cristãs), aí ninguém mais iria ler esse artigo.

Um autor com esse currículo mancharia sua reputação e história com um livrinho de contos gospel que buscasse apenas denegrir ou prejudicar quem quer que fosse, sem nenhum embasamento?

Liberdade de expressão boa é aquela que só serve para defender a gente. Se for contra a gente não vale!!!

Liberdade de expressão boa é aquela que só serve para defender a gente. Se for contra a gente não vale!!!

Terceiro, a tal da “liberdade de expressão”. É muito bonito ouvir essa expressão nas Marchas para Jesus, quando os líderes gospel e os políticos em cima do palco principal a bradam e fazem a plateia repetir, em referência à liberdade que querem para denunciar o homossexualismo. Porém, a tal “liberdade de expressão” só vale quando é favorável ao líder gospel. Esse negócio de “liberdade de expressão” para homossexuais, críticos e autores de livros acadêmicos tem que ser reprimida a qualquer custo.

Ora, o que um livro acadêmico pode trazer de tão ruim para a Igreja Bola de Neve e seu apóstolo (?) Rina, para que tenham que acionar seus advogados contra a publicação? Será que têm algo a esconder?

No dia 30 de outubro passado “quase que não foi” o lançamento do livro A grande onda vai te pegar. É que no local surgiram dois rapazes de porte bastante avantajado, seguidos de advogados, que queriam impedir o lançamento. Dias antes tinham aberto um “agravo de instrumento”, que foi INDEFERIDO pelo juiz responsável. O “agravo de instrumento” está disponível aqui. Mas, mesmo com a presença intimidante dos enviados da Bola de Neve, o lançamento ocorreu.

Uma ovelhinha cristã disse que o apóstolo (???? – ops, travou a tecla) Rina quer entrar com uma ação civil contra o autor, Eduardo Meinberg. E que está tendo culto na tal igreja com “orações fortes”, determinando a queda do “inimigo” e a vitória judicial.

Ah, mas sinceramente não acredito que eles estejam fazendo isso!!! Não acredito mesmo!!!! Eu que sou menos inteligente jamais daria um tiro no pé desses!!!

E você, o que acha?

Enfim, não temos o livro (ainda!) mas tem a tese de mestrado que deu origem ao livro, que podemos apreciar até que o livro resolva aparecer nas livrarias do país. Assim que aparecer, recomendo a compra e a leitura, pois é um assunto muito pertinente nesses dias em que vemos muitas das profecias bíblicas se cumprindo.

“Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.” – 2 Coríntios 12:10

“Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos.” – 2 Coríntios 4:9

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.” -; Mateus 5:10

Quando as Escrituras se cumprirem, até no Brasil teremos perseguições aos cristãos. Será que, sutilmente, já não estamos começando a viver isso?

Quando as Escrituras se cumprirem, até no Brasil teremos perseguições aos cristãos. Será que, sutilmente, já não estamos começando a viver isso?

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane;
Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.
E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.
Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.
Mas todas estas coisas são o princípio de dores.
Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vosão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.
Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarào.
E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.
Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo.
E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.
Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, entenda;
Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes;
E quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa;
E quem estiver no campo não volte atrás a buscar as suas vestes.
Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias!
E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado;
Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver.
E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.
Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito;
Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” – Mateus 24:4-24

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

Em tempo: em visita hoje à loja física da Fonte Editorial descobrimos que o livro está esgotado. Estamos esperando nova edição. Para quem interessar possa, o site é http://www.fonteeditorial.com.br/.

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