A verdade por trás das campanhas do “milagre de Manassés” e “de Miqueias” e da “queda pelo poder” em certas igrejas ditas evangélicas

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Antes de mais nada, é preciso esclarecer algumas coisas.

Eu acredito em milagres. Acredito que Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hebreus 13.8), e acredito em Suas promessas para seus seguidores (Marcos 16.16-18). Creio que através de nós, Igreja, Corpo de Cristo, obras extraordinárias podem acontecer (João 14.12). Não apenas creio como sei que, Brasil e mundo afora, muitos milagres ocorrem nas igrejas evangélicas, com pessoas sendo verdadeiramente convertidas de seus maus caminhos, com a cura milagrosa de enfermidades condenadas pela medicina moderna, com o revestimento de verdadeiros cristãos com os dons e os frutos do Espírito Santo.

E por acreditar piamente em tudo isso, é que talvez esse seja um dos artigos mais difíceis de escrever. Meu coração, creiam, está despedaçado. Mas vamos lá.

Apesar de não ser novidade para ninguém, infelizmente muitas igrejas que se dizem evangélicas estão falsificando milagres, curas, conversões, unção. Para isso, estão apelando para técnicas de uma ciência antropocêntrica: a psicologia, mais especificamente a prática da hipnose. Dessa forma, conseguem falsificar a manifestação divina utilizando-se de uma ferramenta meramente humana.

O “insight”que deu origem a esse artigo veio após assistirmos, pela tv, à um dos cultos do 7o. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil, que termina hoje aqui em São Paulo. Era o culto do (im)Pastor Jeronimo Onofre da Silveira, líder do Templo dos Anjos, que pertence à Igreja do Evangelho Quadrangular em Belo Horizonte (MG). Assistindo a esse culto (ao homem, não a Deus), presenciamos claramente a utilização de técnicas de indução e de hipnose coletiva nos 3 “milagres” ministrados pelo tal (im)pastor.

"Milagre de Miqueias" ou rapport de hipnose "mãos coladas": os "demônios" só prendem as mãos das pessoas sugestionáveis

“Milagre de Miqueias” ou rapport de hipnose “mãos coladas”: os “demônios” só prendem as mãos das pessoas sugestionáveis

O “milagre de Miqueias” baseia-se numa interpretação ao pé da letra e sem pé nem cabeça da primeira parte de Miqueias 5.12: “E exterminarei as feitiçarias da tua mão”. O versículo citado ainda contempla “e não terás adivinhadores”, e lendo-o completo já dá para entender que a palavra “mão” está em sentido figurado, mas para Jeronimo Onofre importa que “deus” lhe revelou certo dia que tal versículo amputado significaria que há demônios que ficam nas mãos das pessoas, provocando uma reação “Rei Midas” ao contrário: tudo o que a pessoa toca dá errado, apodrece, vai para trás. Esse mesmo “deus” lhe revelou também a solução do problema: o tal “milagre de Miqueias 5.12″, que consiste na expulsão do tal demônio das mãos.

Mas o pior ainda está por vir. A forma, segundo “deus” revelou a Jeronimo Onofre, do tal demônio das mãos ser descoberto é com um “truque”: as pessoas precisam entrelaçar os dedos das mãos e aquelas que não conseguirem desentrelaçá-las após um comando de voz é porque estão endemoniadas. Porém, em hipnose essa é uma forma de rapport, ou seja, uma maneira de gerar uma relação de empatia, confiança entre o hipnotizador e o hipnotizado, fazendo com que esse último se abra para os próximos comandos.

Permita-se uma pausa neste texto para assistir com atenção ao vídeo abaixo. É a ministração do “milagre de Miqueias” no 7o. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil, com uma exposição do hipnólogo Fabio Puentes fazendo o mesmo, porém sob a denominação de rapport hipnótico:

hip3O “milagre de Manassés” ocorre depois do “milagre de Miqueias”, pois lembre-se, a técnica utilizada em nome do Miqueias é um rapport em hipnose, é o que permite descobrir quem é mais sugestionável, assim levando o (im)pastor ou hipnólogo a abordar as pessoas certas, aquelas que aceitarão as sugestões com maior facilidade, proporcionando assim um grande espetáculo no palco (ou púlpito).

Então, escolhidas as pessoas sugestionáveis, o (im)pastor pode partir para o “milagre de Manassés”, que nada mais é do que uma técnica de esquecimento, bastante comum em hipnose. O tal “deus” revelou ao Jeronimo Onofre que poderia fazer as pessoas se esquecerem do passado de sofrimento, e assim poderem levar suas novas vidas adiante. Veja o vídeo abaixo:

O uso da hipnose clínica pode ser benéfico ao ser humano, segundo alguns estudiosos. Muitos médicos e hospitais se utilizam da hipnose, especialmente como alternativa ao uso de anestesias. A Revista Superinteressante publicou em 2009 um artigo muito bom sobre hipnose, no qual relata que o Conselho Federal de Odontologia regulamentou o uso da hipnose, bastando aos dentistas um curso de 180 horas. A revista informa também que até o Hospital das Clínicas oferece a hipnoterapia como alternativa de tratamento para as dores sofridas por pacientes de câncer.

hip6Outro que apresentou técnicas de hipnose coletiva no 7o. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil foi o (im)pastor americano Benny Hinn. No caso dele, sua especialidade é levantar a mão e fazer o público cair supostamente sob o poder do Espírito Santo. Quem dera fosse!!! Na verdade, tudo não passa de mais uma técnica de indução.

No vídeo a seguir, gravado numa edição anterior do tal congresso (mas em demonstração de poder idêntica à ocorrida neste ano), vemos Benny Hinn (a partir do minuto 3:55) utilizando-se de uma série de técnicas para conseguir, no final, o “espetáculo” da derrubada de parte da multidão.

No livro Lavagem Cerebral e Hipnose nos Cultos Protestantes, de Jaime Francisco de Moura, vemos muitas informações a respeito do (mau) uso da indução para provocar pseudo milagres divinos. Deixe-me anexar algumas informações retiradas desse livro:

Existem vários métodos para uma pessoa entrar num estado mental alterado (EMA). As consequências dessa prática ao longo do tempo não são positivas. Às vezes a pessoa passa de êxtase para terror sem motivo real. A pessoa pode sentir calor ou frio ou ter convulsões ou sentir correntes de eletricidade passar por seu corpo. Freqüentemente sente depressão quando está num estado mental normal, pois sente a ausência do efeito. A prática dessas coisas pode conduzir a uma paranoia com ansiedade, raiva, confusão ou desorientação. [p. 19]
hip4Ainda sobre o assunto, o Instituto Brasileiro de Hipnologia alerta: “Há perigos para a hipnose? – Ela pode ser realmente perigosa se aplicada indevidamente, ou seja, nas mãos de pessoa inescrupulosa ou sem cautela. Por isso exige a formação correta do profissional, o preparo e a habilitação, para lidar com psicoterapia e um bom estudo da mente e do comportamento humana. É crescente a quantidade de profissionais da saúde, educação, desportes, RH e criminalística que buscam na hipnologia a ferramenta eficiente para atender os mais diversos tipos de patologias.”
O site Gazeta Digital vai mais longe: […] “Muitos leigos e charlatões sabendo que a hipnose é um estado natural do corpo e que uma pessoa pode entrar em transe apenas com certos estímulos, se aproveitam e levam isso ao palco”, argumenta. “Essa atitude pode colocar em risco a vida das pessoas. Pois após o estado hipnótico, se o hipnotizador não tiver experiência pode deixar sequelas no hipnotizado. Um profissional responsável não faz uma cosia dessas”, critica.

Ou seja, a utilização indiscriminada da hipnose pode ser altamente prejudicial ao ser humano. Um pastor ou líder de qualquer cargo eclesiástico que se utiliza dessa técnica para simular milagres de Deus, além de blasfemar contra o divino e enganar os fiéis, ainda os coloca em grande perigo. No momento do “milagre” tudo fica bem, as curas parecem acontecer, só que as consequências de tal abominação e irresponsabilidade só vão aparecer com o passar do tempo, servindo para afastar ainda mais as pessoas de Cristo.

hip2Mas nos lembremos da forma mais básica de técnica de hipnose, utilizada desde os anos 80 por igrejas neopentecostais (como a Igreja Universal do Reino de Deus) para simular pseudo expulsões de demônios (um espetáculo que atrai público para essas igrejas e, consequentemente, aumenta-lhes sobremaneira a arrecadação através de dízimos e muitas ofertas). Moura explica:

[…] “Os pastores exibem o diabo subjugado como se fosse um animal na jaula. Primeiro: Os pastores entrevistam o demônio para identificar seu “nome”, invariavelmente uma entidade dos cultos afro-brasileiros. […] Segundo: Pergunta como ele se apossou daquela pessoa. Terceiro: Procura descobrir os males e sofrimentos que ele está provocando na vida (familiar, financeira…) da vítima. No quarto derradeiro passo, o ritual perde o caráter de talk show com o demônio. Depois de humilhá-lo, o pastor ou manipulador expulsa-o em nome e para a glória de Cristo. O que acontece na verdade, é que estes manipuladores fazem que as pessoas em transe andem de joelhos ao redor da igreja, ou batem a cabeça nos nossos pés, ou ainda que imitem cachorros, galinhas, porcos e outros animais”.

Quando o suposto demônio reluta em sair, o pastor pede a ajuda da platéia, que bate firme os pés no chão, ergue as mãos em direção ao possesso e brada “sai, sai, queima, queima”.
Qualquer pessoa de bom senso notará que, se a intenção fosse curar a pessoa, não precisaria mantê-la tanto tempo diante da platéia, sendo ridicularizada. Esta cura poderia acontecer entre o pastor e a pessoa, ou seja, entre os dois, mas parece que isto não interessa. É necessário haver um show, um espetáculo para impressionar. Curiosamente, é que muitas igrejas protestantes buscam inspiração nas religiões afro-brasileiras para apimentar seus cultos.” [p. 19-20]

O autor ainda descreve outras táticas utilizadas em certas igrejas:

cai-cai-2“1) Sobre a possessão – A maioria dos pastores empregam técnicas e truques para induzir o fiel a entrarem transe nas sessões de exorcismo.

2) Sobre a Trilha sonora – O tecladista executa melodias leves nos momentos de alusão a bênçãos divinas. Mas, quando o pastor menciona as ações do demônio e de espíritos malignos, ouve-se uma sucessão de acordes pesados, que lembram filmes de terror.

3) Sobre a Iluminação – Em muitos cultos realizados à noite, quase todos os pastores, que vi pregar, apagam as luzes principais da igreja. Envoltos na penumbra, os fiéis ficam mais sugestionáveis. Os pastores também pedem às pessoas que fechem os olhos 
4) Sobre o Roteiro – Para evocar os demônios, os pastores fazem orações repetitivas. A mente humana tende a aceitar como verdadeiras as frases proferidas sucessivamente, em tom de autoridade e num ambiente emocional.
5) Sobre a Coreografia – Os obreiros apertam e balançam a cabeça ou o corpo do fiel em movimentos circulares. A tontura e a falta de apoio no chão são fatores que induzem o transe
6) Sobre a Figuração – O burburinho das pessoas orando e gritando rebaixa os níveis de consciência de fiéis suscetíveis. Quem está no meio de uma multidão é influenciado pelas emoções dos indivíduos ao redor
7) Sobre a Sonoplastia – Em algumas igrejas, junto coma música, são reproduzidas gravações de gritos e sons de assombração. Esses ruídos estimulam o inconsciente das pessoas em transe a considerar real aquela manifestação,objetos mágicos que embalam as sessões de descarrego.” [p. 21-22]


Se formos ver biblicamente como ocorriam os milagres, era muito diferente do que vemos em certas igrejas. As curas e expulsões de demônios não aconteciam para levar entretenimento ou espetáculo à plateia, mas para levar as pessoas a reconhecerem o Filho de Deus e terem um pouco de alívio em suas tão sofridas vidas. Os milagres aconteciam de forma natural, pura, simples. Jesus e seus discípulos diziam “sai” e os demônios saíam, não sendo necessário entrevistá-los ou mesmo brincar de tira-e-põe para demonstrar poder sobre as trevas. Jesus e seus discípulos diziam “seja curado” e a doença deixava os corpos. Diziam “levanta-te e anda” e os mortos ressuscitavam.

Atualmente, em certas igrejas, o que se vê é justamente o contrário. Enquanto Jesus pedia para que não falassem aos demais sobre suas curas, os (im)pastores transformam os testemunhos em estratégia de marketing religioso. Afinal, a minha igreja cura/liberta/prospera mais do que as outras, então você tem que vir dar seu dízimo aqui porque é aqui que deus está.

frases-sobre-arrependimento-1“Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.” – Eclesiastes 1:2

É a vaidade quem domina os corações dos (im)pastores que simulam milagres a rodo para demonstrar um poder divino que não possuem, e uma intimidade com Deus que está longe de ser verdade. Quem realmente serve a Deus O teme e jamais falsificaria um ato Seu. Esses (im)pastores não temem a Deus (pois não O vêem e não O conhecem), temendo apenas aos outros homens, e por isso precisam se afirmar através de seus ministérios, construindo catedrais maiores que as dos concorrentes e sendo mais milagreiros que os demais.

Nossa oração é para que Deus (o Verdadeiro, o Santo Santo Santo, o Justo, o Bom, o Misericordioso) possa, através de Seu Santo Espírito, levar esses e outros (im)pastores ao arrependimento, e seus seguidores possam abrir os olhos espirituais e abandonar o falso e manipulado evangelho que vivem.

Que esse Maravilhoso Deus possa apresentar Seu Verdadeiro Evangelho às pessoas, e todos possamos nos arrepender enquanto é tempo.

Que possamos ir a uma Igreja para buscar a Deus, não para buscar o espetáculo dos milagres falsificados. O Verdadeiro Deus nos disse que não precisamos nos ansiar com nada, pois se Ele veste os lírios dos campos e alimenta as aves nos céus, muito mais fará por nós, Seus filhos. Que possamos acreditar na Sua Palavra, não nos truques mágicos de homens que pensam ser alguma coisa, mas são apenas pó.

Que, apesar de tantos enganos em Seu Nome, ainda haja aqui na terra corações de servos humildes, que não buscam holofotes para si, pois destes é que vêm os verdadeiros milagres – Deus não divide Sua glória com ninguém.

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito. ” – Mateus 24:24-25

“Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” – 2 Timóteo 3.13-17

Movimento pela Ética Evangélica Brasileira levando versículos bíblicos no 7o. Congresso de Avivamento Fogo para o Brasil, no Estádio do Canindé em São Paulo

Movimento pela Ética Evangélica Brasileira levando versículos bíblicos no 7o. Congresso de Avivamento Fogo para o Brasil, no Estádio do Canindé em São Paulo

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7o. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil: falsos profetas querendo ganhar o seu dinheiro

preleitores2Por Vera Siqueira

Entre os dias 12 e 18 de fevereiro teremos, no estádio do Canindé em São Paulo, a realização do 7o. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil. A organização, como nos demais, está a cargo do Apóstolo (?) Agenor Duque e sua Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus, uma igreja que caminha nos mesmíssimos passos da IURD, igreja de onde veio o tal apóstolo (?), Mundial, Internacional da Graça de Deus e afins (ou seja, pregação da demoníaca Teologia da Prosperidade, uso e abuso de atos proféticos e rituais de todos os tipos e presença em meios de comunicação como rádio e TV, com o fim de atrair o maior número de fiéis).

Nesse Congresso estarão diversos pastores, apóstolos (?) e doutores (??) evangélicos, além dos artistas gospel (???), que prometem um entretenimento alternativo para os fiéis, já que o evento ocorre durante o feriado prolongado de carnaval. As maiores atrações (?) são o “profeta” Benny Hinn e o “doutor” Mike Murdock, mas haverá astros gospel tupiniquins, como o pr. Marco Feliciano, o pr. Jerônimo Onofre e o pr. Youssef Akiva, os cantores Fernandinho, Robson Nascimento, Damares, Ao Cubo, André Valadão e Ludmila Feber.

A entrada para o público comum é 1 quilo de alimento não perecível. Porém, se você não quiser ficar no lugar-comum, basta desembolsar R$ 1.000,00 por cabeça e assentar-se confortavelmente na Área Vip ou no Camarote, e de quebra ainda ganha de presente uma ministração especial do Benny Hinn.

(Um conselho: se você tiver R$ 1.000,00 guardados no banco é melhor comprar direto o acesso à Área Vip. Ou você realmente acredita que conseguirá guardar esse dinheiro após tantos dias de pregação pesada da Teologia da Prosperidade, com diversas promessas de restituição 100 vezes mais para quem provar a “deus” e der seu tudo? Se é para deixar seu dinheiro no evento, pelo menos desfrute disso comprando o acesso dos chiques.)

Mas enfim, conheçamos alguns desses que estarão nesse evento.

Benny-HinnBenny Hinn

A grande estrela do Congresso é tido por alguns como um homem santo, cheio de unção, que derruba multidões com o poder do Espírito Santo e que traz mensagens diretamente Dele. Porém, como podemos conhecer se um profeta o é de verdade?

“E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou?
Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele.” – Deuteronômio 18:21-22

Pois bem, um falso profeta diz falsas profecias, correto? Eis algumas profecias de Benny Hinn:

– Fidel Castro morreria nos anos 90 e Cuba seria visitada por Deus;
– Deus destruiria com fogo a comunidade homossexual dos Estados Unidos até o ano de 1995;
– Jesus Cristo em pessoa, fisicamente, apareceria num dos cultos do Benny Hinn.

Sim, Benny Hinn profetizou essas coisas. Para não deixar dúvidas, vejam os vídeos a seguir (são bem curtos):


Só esclarecendo (pois não duvido de que alguém acredite que essas profecias se realizaram): Fidel apareceu publicamente em janeiro de 2014. Pode ser que tenha morrido depois, isso não se sabe, mas com certeza não morreu nos anos 90 e Cuba continua como dantes, pois não houve a tal visitação profetizada; a comunidade homossexual dos Estados Unidos continua livre, leve, solta e viva; Jesus Cristo negaria a Sua própria Palavra se resolvesse aparecer fisicamente no culto de algum pastor antes do tempo do Fim.

Fora essas profetadas todas, dignas de um falso profeta de grosso calibre, ainda temos todos os seus ensinos heréticos. Como a lista é grande, indico o estudo no site Sola Scriptura.

E fora as profetadas e os ensinos heréticos, Benny Hinn também nos premia com suas técnicas de manipulação do público, ávido por ser derrubado pelo “ungido do senhor”. No vídeo a seguir (também de curta duração) temos inicialmente nossa ida, há 2 anos, noutra edição desse mesmo congresso. Logo em seguida, vemos as técnicas que Benny Hinn utilizou para “derrubar no espírito” uma parte dos presentes no estádio.

Após assistir a esse vídeo diga para si, sinceramente: Deus precisa usar dessas estratégias para derrubar as pessoas? E por que Deus derrubaria as pessoas? Por que Deus faria tal espetáculo?

E falando em “derrubar”, o filho do Benny Hinn foi preso dias depois do pai fazer a ministração do vídeo. O por quê? Por ter agredido um deficiente auditivo, que cometeu o terrível pecado de tentar chegar perto do papai ungidão, na esperança de o abraçar e tentar, assim, obter algum milagre.

Enfim, esse é o Benny Hinn. Mas lá vai ter outros…


hqdefaultMike Murdock

Ele se autointitula “doutor”. No Brasil, ficou conhecido por sua amizade com Silas Malafaia e suas visitas ao programa do telepastor, onde prometia sempre 3 bênçãos para quem desse altas quantias em dinheiro. Em uma das vezes, o preço era R$ 1.000,00, e em troca o fiel receberia 3 bênçãos, entre as quais unção financeira e a salvação de toda a família. Sim, você leu certo: a salvação da família, para Mike Murdock, tinha um preço – e não era o preço do sacrifício de Cristo por nós.

Em outra aparição no programa do Malafaia, Mike Murdock disse que o livro que ele estava vendendo no momento tinha a resposta para todos os problemas. Em outro, que o segredo da properidade era obedecer total e irrestritamente às instruções que ele passava. E todas as instruções passavam, necessariamente, pela necessidade do fiel “doar voluntariamente” grandes quantias preestabelecidas (R$ 1.000,00, 10.000,00) e em troca 3 bênçãos (sempre 3, e dessas sempre 1 relacionada à aquisição de riquezas) se realizariam na vida do fiel.

Benny Hinn e Morris Cerullo também usam essa técnica de 3 bênçãos em troca de uma grande oferta do fiel. Para que mudar a técnica da Teologia da Prosperidade, se está funcionando perfeitamente?


downloadMarco Feliciano

Esse pastor tupiniquim, hoje também Deputado Federal, também é da turma da Teologia da Prosperidade. Num vídeo muito triste, ele é visto cobrando a senha do cartão entregue por um fiel, afinal sem a senha o dinheiro não seria retirado e, consequentemente, o fiel não receberia a “bênção”. Logo em seguida, recebe uma oferta de R$ 1.000,00 de um cadeirante, e vai cobrando as ofertas dos demais, numa espécie de leilão financeiro gospel.

Em outro vídeo, Marco Feliciano diz que a prosperidade está no bolso ou na bolsa, e pede o que a pessoa tiver (jóias, cheques pré, cartão de crédito) para que possa conquistar as bênçãos divinas. Mas e quem não tem nada para ofertar? Que peça emprestado. Afinal, a Teologia da Prosperidade realmente funciona, pois prospera sobremaneira os líderes que a a adotam em seus ministérios.


jerc3b4nimoJerônimo Onofre

Esse líder da Igreja do Evangelho Quadrangular em Belo Horizonte é um grande especialista em Teologia da Prosperidade. Tanto é que adora fazer palestras sobre o assunto (olha o título de uma: Sete segredos para o homem ficar rico segundo a administração de Jesus), e é claramente uma das maiores inspirações do Apóstolo (?) Agenor Duque, pois as campanhas financeiras do Templo dos Anjos (singelo nome da igreja do Jerônimo Onofre da Silveira) repetem-se iguaizinhas na Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus.

Realmente esse pastor é um inovador em heresias. Se alguém se assustou ao ver um simulacro da Arca da Aliança sendo carregada na inauguração do Templo de Salomão (IURD), é porque não viu o vídeo da carreata (em cima do caminhão do Corpo de Bombeiros) pelas ruas de BH e a entrada triunfante do artefato no tal Templo dos Anjos. Fica a dúvida: como conseguiram acionar o caminhão dos Bombeiros para essa encenação de idolatria de péssima qualidade?

livros2A heresia mais recente (e espero, a última) foi a invenção do Batismo da Prosperidade. Sim, para Jerônimo Onofre e seus asseclas não basta o batismo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo: tem que ser batizado também na prosperidade (vulgo Mamom).

São tantas as heresias pregadas por esse dito pastor que é mais fácil lhe direcionar para outro link, onde há alguns vídeos, como a unção no lamaçal e no chiqueiro dos porcos e a poção mágica com 7 folhas de oliveira fritadas no azeite, que teria o poder de curar tudo. O Jerônimo é quem garante!


foto 2Yossef Akiva

Youssef Akiva é o nome de guerra gospel de mais um pastor da Teologia da Prosperidade e, como fica claro pelo nome adotado, um idólatra das tradições judaicas.

Se você ficou impressionado com a adoração da Arca da Aliança pelo pastor Jerônimo Onofre e sua igreja, como ficará ao saber que Yossef Akiva não apenas incentiva a adoração à réplicas da Arca, como também as negocia?

Durante seus cultos, esse pastor (que tentou virar Deputado no ano passado) vende, ou melhor, troca por boas ofertas, pequenas réplicas da Arca da Aliança para os fiéis, assim como outros pastores fazem o mesmo com rosa ungida, fronha ungida, sabonete ungido, etc.

Frases do Yossef Akiva retiradas do site O Grande Diálogo:

12“Agora a arca da aliança irá entrar, quando ela estiver entrando, vocês vão olhar para ela, se possível, tocar nela, e fazer um pedido, e Deus irá conceder o pedido que vocês fizerem.”

“Nesse momento eu estarei distribuindo réplicas da arca, vocês virão, só os que crêem, e irão pegar a arca com a mão direita. Levarão a arca para casa, deixarão de hoje até amanhã num lugar específico. E amanhã vocês devolverão a arca com uma oferta a Deus.”

“Eu tenho aqui réplicas de metal da arca. Quem trouxer a oferta de dez mil reais, vai ganhar de presente essa arca grande, quem trouxer a oferta de cinco mil, levará essa menor, e os que trouxerem a oferta de mil, essa outra pequena. […] e eu profetizo em nome de… (umas palavras em hebraico), que em no máximo três meses, sua vitória vai chegar.”

img_0010-copy_534424d27be2fAgenor Duque

O autointitulado Apóstolo (?) Agenor Duque é o grande anfitrião do Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil. Assim como os demais, bebe da amarga fonte da Teologia da Prosperidade e alimenta sua congregação com atos proféticos e campanhas mirabolantes. Uma rápida pesquisa na internet nos faz ver que muitas de suas campanhas são imitações idênticas de campanhas de outras igrejas de igual teor, como o Templo dos Anjos do Jerônimo Onofre.

Ao mesmo tempo em que leva seus fiéis a pensarem que ficarão ricos se aderirem – financeiramente – às campanhas propostas, esse apóstolo (?) gosta de demonstrar poder, e por isso se aproximou de Benny Hinn, um especialista em indução coletiva. Gosta de entrevistar demônios (como deve ter aprendido em seus tempos de Universal) e tem recorrido aos meios de comunicação para alavancar seu ministério.

 

gidaltiGidalti de Alencar

Parente do Jabes de Alencar da Assembleia de Deus do Bom Retiro, Gidalti é o intérprete “oficial” de Mike Murdock e Morris Cerullo nos programas que gravam para o Silas Malafaia. Provavelmente fará um bico de intérprete do Benny Hinn nesse congresso.

Como todo bom intérprete, Gidalti é um bom papagaio repetidor da Teologia da Prosperidade.

___

Essas são algumas das figurinhas que estarão ensinando no 7o. Congresso Fogo do Avivamento para o Brasil. Dá para tentar prever a qualidade das ministrações? Dá para perceber que, excetuando-se a Área Vip e os Camarotes, o povo poderá não pagar para entrar, mas de forma nenhuma sairá sem pagar? Afinal, o teor das palestras fica bem claro: dê tudo o que puder (e o que não puder também), para só então receber as bênçãos de Deus.

É sempre bom lembrar que os que estarão nesse evento se dizem evangélicos. Os evangélicos (sejam históricos, pentecostais ou neopentecostais) surgiram após uma ruptura com a Igreja Católica de séculos atrás, quando era a única igreja oficial cristã. Um dos principais motivos que motivaram essa ruptura foi que, naquela época, a Igreja Católica negociava as bênçãos e o perdão dos pecados.

O tempo passou, o mundo evoluiu (?), mas voltamos a um estado possivelmente pior ao da Igreja dos tempos de Calvino e Lutero. Hoje vendem-se bênçãos e ai daquele que denunciar esse tipo de coisa!!!

“E estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados.
E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas;
E disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda.
E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou.” – João 2:13-17

Muitos que se dizem seguidores de Cristo hoje O crucificariam, caso Ele aparecesse com seu chicote para atrapalhar um evento tão bacana como esse congresso, onde até alimento para os pobres vai ser recolhido!!!

No mundo gospel, importa mais se calar a denunciar as heresias. Só que não, não é esse o exemplo que Jesus e os Apóstolos (de verdade) nos deixaram. Ao contrário, eles e muitos outros deram suas próprias vidas por denunciarem falsos sacerdotes e defenderem a fé cristã.

Avivamento é doação de vida. Só acredito num verdadeiro avivamento da Igreja brasileira quando ver essa Igreja doando vida, trazendo transformação ao mundo ao redor.

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Desmistificando o “tudo posso Naquele que me fortalece”

blogPor Vera Siqueira

No imaginário gospel brasileiro há uma máxima, ensinada nas igrejas que pregam a demoníaca Teologia da Prosperidade: uma vez crente e tudo vai se resolver, todos os sonhos vão se realizar, todas as portas vão se abrir. E muitas vezes utilizam do versículo “tudo posso Naquele que me fortalece” para explicar porque Deus tem que realizar os desejos do fiel.

Porém, uma coisa é um versículo fora do seu contexto. Outra coisa, bem diferente, é quando o contextuamos.

“Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade.
Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.
Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.
Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.
Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição.” – Filipenses 4:10-14

Lida em seu contexto, vemos que a frase tão usada no meio gospel significa que o Apóstolo (de verdade) Paulo sabia viver de todas as formas, tanto na abundância quanto na necessidade. E, vivendo na necessidade, não precisava ficar fazendo campanhas gospel para ficar rico, pois sabia passar por momentos difíceis. E como é isso?

Na abundância e na necessidade é muito fácil se desviar da vontade de Deus. Na abundância, pois podemos nos tornar avarentos e gananciosos, querendo juntar cada vez mais, além de cair na tentação de nos achar autossuficientes, não necessitando de Deus. E na necessidade podemos nos enfurecer com Deus, por ter permitido estarmos nessa situação.

O Apóstolo (de verdade, pois vivemos uma época de abundância de apóstolos falsos) conhecia a Deus e por isso não se deslumbrava com a riqueza e não se revoltava com a pobreza. Paulo poderia ser rico ou ser pobre, e essas são as coisas que ele tudo podia Naquele que o fortalecia.

Ensino da Bíblia de Batalha Espiritual e Vitória Financeira, bíblia símbolo da Teologia da Prosperidade

Ensino da Bíblia de Batalha Espiritual e Vitória Financeira, bíblia símbolo da Teologia da Prosperidade

A diabólica Teologia da Prosperidade prega que a pobreza é uma maldição. Essa teologia que se diz cristã mas não é ensina a seus fiéis que devem ser cabeça e não cauda, devem ser ricos, prósperos ao extremo. As igrejas que pregam essa abominação a Deus ensinam que o deus deles prospera os que o servem, e esse serviço passa principalmente pelo “sacrifício”, pelo desembolso de grandes quantias em forma de dízimos, trízimos e ofertas. Para esses, o cristão só deve viver na riqueza, e quanto mais rico, maior é sua intimidade com o deus que eles servem.

Assim, a famigerada Teologia da Prosperidade nega os ensinos de Jesus e do Apóstolo (de verdade) Paulo. A pobreza para o cristão não é maldição, é apenas uma condição que não deveria interferir em seu relacionamento com Deus. Tanto não deveria interferir, que em Cristo o fiel pode ser pobre ou rico, pois é Ele quem nos fortalece independente de nossa situação.

Quem é nascido de novo tudo pode Naquele que o fortalece, pois glorifica a Deus tanto na falta quanto na sobra. Quem é nascido de novo não teme distribuir seus bens aos pobres pois não teme a pobreza, assim como o Apóstolo (de verdade) Paulo não temia. Quem é nascido de novo coloca sua esperança em Deus, não na fortuna guardada ao preço da miséria de muitos outros.

Quando vemos (im)pastores e apóstolos (?) pregando um deus que existe para dar riquezas àqueles que derem as melhores ofertas à denominação, vemos o contrário da pregação do Apóstolo (esse sim de verdade) Paulo. Aliás, se alguém merecia ter desfrutado do conforto e da riqueza era justamente o Paulo e os demais apóstolos da Igreja Primitiva. Esses, porém, sofreram privações e perseguição. E também os que vieram após eles. E muitos outros. E, nos dias atuais, os cristãos sírios, iraquianos, nigerianos, de Camarões, da Coreia do Norte, da Índia, da China e de tantos lugares mundo afora.

A área Vip (vip porque só quem estiver lá ganhará uma ministração do Benny Hinn) no Congresso em São Paulo custa R$ 1.000,00. Pena que os cristãos no Iraque e na NIgéria não tenham dinheiro (nem casa, nem comida), e por conta disso perderão essa grande bênção!!!

A área Vip (vip porque só quem estiver lá ganhará uma ministração do Benny Hinn) no Congresso em São Paulo custa R$ 1.000,00. Pena que os cristãos no Iraque e na Nigéria não tenham dinheiro (nem casa, nem comida), e por conta disso perderão essa grande bênção!!!

Quando será que veremos os “doutores” pregadores da satânica Teologia da Prosperidade fazendo congressos de avivamento nesses lugares? Se são de Deus, por que não fazer um congresso no Iraque ou na Nigéria?

Simples: porque esses “doutores-apóstolos-pastores” não podem tudo naquele que os fortalece. Se pudessem, não temeriam e iriam pregar nesses lugares, dando forças aos irmãos que lá estão sofrendo em nome de Cristo. Esses falsos doutores, falsos apóstolos e falsos pastores só podem naquele que os endinheiram.

Quem sustenta esses falsos líderes evangélicos não é Deus (pois eles não depositam sua fé Nele), mas um povo alienado, que teme estudar a Palavra e descobrir que está sendo enganado, que prefere fechar os olhos à Verdade e colocar suas vidas nas mãos dos estelionatários da fé. Tanto isso é verdade que esses covardes adoram pregar que o crente tem que testar sua fé, dando o máximo possível pois o deus deles vai restituir 10, 100 vezes mais. Ora, se é verdade, por que esses mesmos líderes não fazem isso? Não seria o melhor investimento de suas vidas?

Eles não fazem isso porque sabem que estão pregando um engano, pois Deus não se vende a preço de ofertas e dízimos. E porque eles nada podem, pois Aquele não os fortalece.

Que possamos poder tudo, seja viver em abundância, seja viver em necessidade, Naquele que nos fortalece, que é Deus. E que possamos ter nossos olhos abertos, para que possamos aprender de Deus e da Sua Palavra, não da mão dos lobos em meio ao rebanho.

 

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Um mundo complicado

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O COMEÇO DE TUDO  – www.teologiabrasileira.com.br
Às vezes nos sentimos num verdadeiro exílio bem no meio da sociedade em que vivemos, exatamente no lugar que nos pareceria mais acolhedor e mais normal para o desenvolver de nossa vida. Quando nos sentimos assim, algo súbito e desconfortável parece surgir em nosso interior, uma vez que essa não seria uma estrutura normal para nossa percepção de espaço e circunstâncias periféricas.

A existência de exílios foi algo relativamente regular e sistemático na história dos povos da antiguidade. Povos mais fortes e poderosos conseguiam, por meios militares, fazer com que as nações menos portentosas lhes pagassem tributos, entregassem pessoas para o serviço escravo, e muitas outras práticas comuns daqueles tempos passados. Algumas vezes a exigência era cumprida após invasões militares, com muitas mortes e com verdadeiras hordas de destruição e pilhagem. Em algumas dessas ocasiões, havia um verdadeiro e nominal genocídio, com gente de todas as faixas etárias, ambos os sexos, todas as classes sociais simplesmente mortas ao fio da espada. Outros povos, no ato da vitória, escolhiam para si o cativeiro de pessoas ilustres, principalmente aquelas que poderiam contribuir para um avanço ainda maior da influência, poderio e capacidade operacional do invasor. Era comum, por exemplo, pessoas de destacada posição intelectual ou espiritual serem pinçadas para assessorarem diretamente os interesses de Estado dessas poderosas nações.

Na história de Israel alguns desses episódios também aconteceram. Embora saibamos da tristeza que é deixar sua terra sendo levados como animais amarrados para outro lugar, tendo perdido parentes, estruturas, bens e lugares de culto, é inegável que a história estava mais favorável aos que eram levados para prestar serviços mais nobres, se compararmos sua situação com a daqueles que tombavam pelo caminho ou que eram escravizados para penosa labuta que comumente os levava à morte. Um desses exílios menos dolorosos no sentido físico foi aquele em que Daniel e seus amigos, Hananias, Misael e Azarias, se viram levados para corte da Babilônia onde deveriam servir como sábios.

Essa narrativa pode nos servir de livre comparação com a sociedade moderna, ou pós-moderna, como alguns a chamam, uma vez que há alguns traços paralelos a serem observados. E, nesse modelo social, uma das características marcantes é a múltipla forma de expressão cultural, a multiculturalidade.

Daniel e seus amigos eram filhos de Deus, pessoas comprometidas com o Deus do povo de Israel, cuja promessa conheciam e cujo culto praticavam em sua terra. Isso nos faz concluir que o fato de sermos filhos de Deus não nos isenta de sofrer pressões e desgostos e de, muitas vezes, nos sentirmos de tal forma acossados que nos sentimos sob escravidão em nossos atos e gestos. A liberdade que temos no Senhor, muitas vezes, parece parcial quando nos vemos em situações extremadas em nossa jornada. Então nos perguntamos por quais razões tudo nos acontece dessa ou daquela forma, uma vez que, a exemplo de Daniel e seus amigos, nenhum de nós pediu para nascer, muito menos nesta geração, nesta sociedade específica, nas condições exatas em que nos encontramos.

Olhamos para os lados e confirmamos a nossa desconfiança: somos diferentes. Como nossos heróis da Bíblia, nossa língua é diferente, nossa roupa é diferente, nossos talentos são diferentes. Mas por vezes nos vemos no meio da corte estranha, tendo que usar roupas de outro reino, enfrentando culturas e religiões contrárias ao nosso pensamento, aos nossos gestos e à nossa fé. Em quase tudo a sociedade multicultural difere da nossa, que não é daqui, cujo trono é diferente e o Rei difere dos demais. É nesse momento de crise que um perigo sutil se apresenta, quase sempre sem nossa percepção: um relativo conforto externo, com comida farta, posição de respeito, roupas de destaque, que podem nos fazer trair em nossas mentes o fato de que não pertencemos a nada daquilo e que, na verdade, estamos longe de casa, apenas cumprindo um mandato de nosso rei.

Diante disso, nosso gesto precisa ser como o de Daniel: ainda em 1.8a, lemos “Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia”. Esse firme propósito é algo que muitas vezes nos falta quando nos deparamos com a multiculturalidade de nossa sociedade, com os avanços daquilo que pode representar um problema para nossas vidas e, quem sabe, até um perigo de morte. Deus nos dá todas as condições de vencer, todas as qualificações necessárias para sermos tidos por ele como pessoas, filhos, que serão vencedores por ele e através dele, a fim de que ele mesmo seja glorificado ao final de tudo. Isso agrada a Deus e nos confere vitória.

Essa narrativa, se tornada contemporânea em sua aplicação prática, mostra a cada um de nós que é possível realmente viver e vencer mesmo quando estamos encravados numa sociedade multicultural que, em tese, seria oposta a muitos de nossos princípios mais profundos. Como forma de ligação com nosso tempo, utilizarei, para cada parte do texto que se exporá de tempos em tempos nesta publicação, a expressa de significância dos nomes hebreus dos quatro amigos: DANIEL: Deus é Juiz, HANANIAS: Deus é Amor, MISAEL: Quem é igual a Deus? e AZARIAS: Deus Ajuda.

O pano de fundo da narrativa de Daniel, Hananias, Misael e Azarias durante o exílio sofrido por Israel bem antes de Cristo vir a este mundo como o Messias era o de um mundo bem diferente do nosso, atual, em termos de tecnologia, bens de consumo disponíveis, conforto urbano, etc. Mas era um mundo povoado pela mesma raça caída que o povoa hoje.

Outra coisa bem diferente dos nossos dias eram os preceitos legais. Israel tinha um código legal baseado naquilo que o próprio Deus havia prescrito como ideal para a condução isenta da sociedade. Eram leis retributivas, numa terra sem prisões ou tribunais como os conhecemos hoje. O mundo conhecido da época também dispunha de códigos legais, mas nenhum deles se aproximava do que conhecemos por lei em nosso tempo.

As relações internacionais praticamente inexistiam. A diplomacia não era meio de estabelecer relacionamentos entre Estados, e o que valia de fato era o poderio bélico-militar, geralmente usado de forma indiscriminada. Esse modelo fortalecia a economia com as pilhagens e a mão de obra escrava e servil, que se destinava a ocupar os postos de trabalho pesados e insalubres. Se morressem, os escravos eram apenas trocados: saia um morto, entrava um vivo no lugar. Nesse mundo estranho a nós podemos dizer que, pelo menos aos nossos olhos, não havia lei. O mundo era dos mais fortes, mais armados, mais destrutivos. Os demais eram peças de um jogo estranho e cruel.

Precisamos entender que Deus levantará a ajuda de que precisamos até na cultura circundante, mesmo que não a percebamos de imediato. Assim foi com eles, quando, ao fazerem o voto de não comerem daquelas comidas que tinham traços fortes de apego religioso contrário a Deus, encontraram num outro serviçal do rei, estrangeiro e pagão, o auxílio de que precisavam para executar suas intenções. Com isso, ao longo deste breve trabalho, faremos alguns comparativos, entendendo acima de tudo que Deus cuidará de nós enquanto estivermos mergulhados numa sociedade que tenta nos abafar e matar, fazendo de nós seus servos e escravos. Deus cuidará de nós em toda a extensão de nossa existência, pois somos seus servos, seus escravos, e, por isso, ele nos conduz como filhos e amigos.

A conclusão a que chegaremos juntos é que, em Babilônia, nossos heróis tiveram uma surpresa, mas ela não pareceu abatê-los. Uma das coisas que lhes fizeram logo de início foi trocar seus nomes hebreus, com significados relacionados ao Deus de Israel, por nomes locais, voltados para os deuses pagãos aos quais os babilônios serviam. Assim, Daniel recebeu o nome de Beltessazar, que se crê signifique “o deus Bel (ou Baal) proteja sua vida”; Hananias teve seu nome mudado para Sadraque, que quer dizer “servo do deus Sin”; Misael passou a ser chamado de Mesaque, que quereria dizer “Quem é como o deus Aku?” e, finalmente, Azarias recebeu o nome babilônio de Abede-nego, que quereria dizer “Servo do deus Nabu”.

Os significados podem divergir entre os estudiosos, mas o importante aqui é destacar que eles, no ambiente multicultural em que foram inseridos, sofreram a tentativa de miscigenação, de mistura, de perda de identidade de fé, de inserção total nos costumes da sociedade circundante. Conseguiram mudar legalmente seus nomes, mas a narrativa do livro mostra que não conseguiram mudar seu caráter de verdadeiros filhos de Deus e de líderes levantados pelo Senhor em meio ao seu momento histórico.

Por diversas vezes ao longo do livro de Daniel, governantes e religiosos babilônios tentaram mudar a religião dos filhos de Deus, mas não conseguiram tocar na firmeza de sua fé. Daniel e seus amigos algumas vezes precisaram se perfilar em cerimônias em louvor a outros deuses que não o Deus de Israel, mas jamais se curvaram diante deles ou os adoraram.

Que Deus ajude os líderes que ele levanta ainda hoje, na Babilônia moderna, com sua fragmentação, sua violência, sua incredulidade, sua empáfia contra tudo que procede de Deus. Que ele nos ajude a sermos líderes que servem, para que sirvamos a Deus acima de tudo e todos, e ao próximo que ele mesmo conduz a nós.

1. UM MUNDO SEM LEI. MAS DEUS É JUIZ
DANIEL: DEUS É JUIZ
A liderança cristã num ambiente multicultural muitas vezes se apercebe exatamente nessas circunstâncias desfavoráveis e de grande pressão. O mundo que nos cerca parece um mundo absolutamente sem lei, em que ela própria é instável e depende de inúmeras circunstâncias para que seja mantida. A sociedade secularizada e altamente relativizada em que nos encontramos é terreno propício a desqualificações e desmandos dos mais variados níveis.

As pessoas que lideramos nesta geração encontram-se com angústias intensas em seu coração, sem conexão clara com aquilo que se pode ou não fazer, sem perceberem de forma lúcida quais são seus limites e quais são as reais intenções daqueles que nos cercam. Dessa forma encontramos muitíssimas pessoas em nossas igrejas, as quais, mesmo havendo sido libertas do jugo do pecado, continuam agrilhoadas no coração por algemas de sentimentos e constrangimentos que praticamente lhes provam a assertiva de que realmente vivemos num mundo sem lei, cujas fronteiras éticas e morais são volúveis e instáveis, com toda sorte de medos interiores. Ao mesmo tempo, externamente, precisam parecer cada vez mais fortes e lutadores, a fim de não serem tragados pelos demais.

A liderança que Deus nos entrega nessa sociedade pode ser delicada, em que nada temos a oferecer em termos concretos aos olhos das pessoas que nos cercam. Oferecemos a fé num Deus que é desacreditado, o aconchego num grupo, a igreja, que é menosprezada, e uma exigência de viver pelo que não se vê, mas no que se crê inquestionavelmente.

Quando esse mundo que aparenta não ter lei se materializa diante de nossos olhos, precisamos nos lembrar de que Deus é a nossa justiça absoluta, nosso Juiz. Isso Daniel foi mostrar ao caos babilônico, a uma terra cuja lei era arbitrária e que tinha afrontado a liberdade de filhos de Deus. Embora todos os demais amigos de Daniel fossem filhos do mesmo Deus, é inegável a posição de liderança que Daniel tinha sobre eles e sobre os demais desde o primeiro momento.

Daniel quer dizer “Deus é Juiz”. E Daniel foi uma espécie de juízo vivo de Deus enquanto operou na corte babilônica. As narrativas do livro não deixam dúvida disso a nenhum de nós. Mas há vários outros lugares nas Escrituras em que encontramos essa ideia, como nos lembra Russel Shedd em seu livro O líder que Deus usa, ao nos dizer:

Neste episódio lembrado pelo autor, a justiça praticada pelo líder foi manifestada numa completa mudança de hábitos comuns àqueles tempos. O comum era que apenas os soldados em combate direto tivessem o direito de repartir os despojos tomados aos derrotados nas batalhas, mas Davi instituiu um novo modelo, em que os soldados que ficaram cuidando dos bens dos soldados que foram à frente de combate, também passaram a ter direito a parte dos despojos. Isso foi possível porque a liderança de Davi sobre seus homens visava a fazer cumprir a justiça que Davi entendia como sendo de Deus sobre os que o cercavam.

O mesmo autor prossegue falando a respeito do princípio de justiça, ainda tocando na vida de Davi e sua busca por estabelecer justiça em sua liderança, que o

“insensato Nabal quase perdera sua cabeça por não reconhecer que a liderança de Davi baseava-se em um senso vital de justiça (lSm 25), em vez de subornos, favoritismos e ‘panelinhas’. O general Joabe, que servira Davi tão habilmente nas batalhas, mas que pecava na falta deste princípio crucial de orientar sua vida pela justiça, finalmente perdeu sua vida como uma consequência da falta de justiça.” 2

“Davi deu valor à justiça. Considere a maneira que ele desafiou a prática de distribuição dos despojos da batalha entre os homens. Ele se assegurou de que os homens fracos recebessem um montante igual e justo.”1

Ora, tudo isso nos mostra que há em Deus uma preocupação constante com a justiça. Uma vez que Deus estabelece líderes em meio às pessoas de suas gerações, o próprio Deus espera que tais líderes sejam movidos pela justiça e que implantem e lutem por estabelecer a justiça de Deus entre os homens. O líder que Deus levanta não se destina apenas a pregar o Evangelho, embora essa seja sua principal vocação. De fato, ao pregar o reino de Deus, cabe ao líder que Deus levanta pregar todas as circunstâncias do Evangelho, o que inclui o bem, a paz, a justiça, etc.: a presença do caráter do próprio Deus como fator de pregação e de construção da própria essência da sociedade que nos cerca.

Assim trabalharam Daniel e seus amigos. Homens de Deus postos por circunstâncias adversas no meio de uma sociedade estranha, e que souberam se posicionar e liderar inúmeras pessoas que as cercaram ao longo de seu ministério na Babilônia. O resultado foi positivo, o nome de Deus foi glorificado, e os efeitos da liderança desses homens são sabidos e seguidos até hoje, cerca de 2,5 mil anos após o ocorrido.

Mark Shaw, em seu Lições de Mestre, ao mencionar Martinho Lutero, diz que o incômodo do reformador tinha muita conexão com a questão da justiça de Cristo, que é imputada a nós pelo próprio Senhor. Diz ele:

De acordo com essa postura, a santidade é a base para a formação de cristão – um futuro líder. Voltando a Daniel, o que temos ao longo da leitura do livro bíblico é a exposição da vida de servos devotados do Senhor, cuja preocupação maior era uma vida santa, buscando ao Senhor e querendo executar sua vontade. Isso os tornou líderes realmente usados por Deus numa sociedade multicultural: essa deve ser a realidade buscada por líderes cristãos em nossos dias.

Finalmente, falando a respeito de William Wilberforce e citando parte de seus escritos, Shaw levanta a questão de que o verdadeiro cristianismo leva os cristãos a lutar por melhores condições, particularmente a justiça. A liderança cristã persegue os ideais de Deus, o que faz com que queira promover esses princípios no entorno de sua liderança, conectando a falta disso a um desfalecimento da missão cristã. Diz o autor:

Conforme Wilberforce ensinou em A Practical View, o cristianismo vital impele os cristãos a lutar pela justiça. A separação entre ação social e paixão espiritual fará com que esse cristianismo se apague e feneça, como ocorre quando separamos uma brasa acesa do fogo.9

Entendemos que a liderança inequívoca de Lutero em termos de Reforma, e posterior a ela, também deve nos falar de forma profunda a respeito da questão de justiça, particularmente a justiça de Deus que vem sobre a raça humana. Como líderes levantados por Deus numa sociedade multicultural, nosso papel será apregoar livre e poderosamente que o mundo jaz no maligno,4 que toda maldade (injustiça) é decorrente do afastamento de Deus,5 mas que Deus é totalmente justo,6 e que levanta seus líderes para trazer justiça ao homem.7

Já o expoente do avivamento britânico, John Wesley, cria na perfeição humana, o que é altamente questionável do ponto de vista de uma formulação doutrinária reformada. No entanto, é inegável sua contribuição para a formação de cristãos piedosos, dada a sua ênfase na questão da espiritualidade equilibrada. A santidade, nesse contexto, é o que forma uma identidade de líderes cristãos comprometidos com a aplicação da justiça de Deus em seu entorno.
Segundo lemos em Shaw, não podemos ignorar

que a busca pela santidade é um objetivo proposto pela Bíblia. Os efeitos positivos dessa busca eram numerosos: ação social cristã, renovação da família, redução nas taxas de crimes e imoralidade e assim por diante. A ênfase na santidade pessoal e social evitou que o movimento de grupos pequenos de Wesley se tornasse restritivo e acomodado. Quando a santidade e a justiça são os alvos do discipulado, um cristão decidido pode ser formado, alguém que realmente poderá transformar tanto a Igreja quanto a sociedade.8

Para um monge esgotado espiritualmente, que vivia em uma época contaminada pela ansiedade mal resolvida, a verdade da justificação pela fé parecia ser uma cura milagrosa. Lutero escreveu que, quando entendeu que a justiça de Cristo é imputada (transferida) sobre nós, os ‘portões do paraíso’ pareciam se abrir diante de seus olhos. 3

Haja o que houver no nosso entorno, precisamos fazer de nossa jornada de líderes, no contexto da multiculturalidade em que estamos inseridos, o mesmo que Daniel. Jamais podemos nos desviar do conhecimento de que Deus é o nosso juiz e que dele só advêm julgamentos totalmente justos.

Diante do Senhor devemos depositar nossas causas, e, pelo tema deste trabalho, as causas que afligem a liderança que Deus nos confiou, sendo Deus o justo juiz, único que julga de forma totalmente justa as nossas causas. Diz a palavra do Senhor em Jeremias 11:20: “Mas, ó SENHOR dos Exércitos, justo Juiz, que provas o mais íntimo do coração, (…) a ti revelei a minha causa.”

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
A Bíblia Sagrada. 2. ed. Tradução ao português: João Ferreira de Almeira. Revista e Atualizada no Brasil. Barueri: SBB, 1993.
LAWRENCE, Bill. Autoridade pastoral: servindo a Deus, liderando o rebanho. São Paulo: Vida , 2002.
SHAW, Mark. Lições de mestre: 10 insights para a edificação da igreja local. Tradução: Jarbas ARAGÃO. São Paulo: Mundo Cristão, 1997.
SHEDD, Russel P. O líder que Deus usa. 1ª. Tradução: Edmilson A. BIZERRA. São Paulo: Vida Nova, 2000.
STOTT, John. Ouça o Espírito, ouça o mundo. Tradução: Silêda Silva Steuernagel. São Paulo: ABU, 2003.
STOTT, John R. W. Los Desafíos del Liderazgo Cristiano. 3ª. Tradução: n.d. Buenos Aires: Certeza, 2002.

1SHEDD, Russel P. O líder que Deus usa. Tradução: Edmilson A. BIZERRA. São Paulo: Vida Nova, 2000.
2 Idem
3
SHAW, Mark. Lições de mestre: 10 insights para a edificação da igreja local. Tradução: Jarbas ARAGÃO. São Paulo: Mundo Cristão, 1997. P. 23.
4 “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno”. (1João 5.19)
5 “Cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia”. (Romanos 1.29-31)
6 “Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto”. (Deuteronômio 36.4)
7 “Todo o Israel ouviu a sentença que o rei havia proferido; e todos tiveram profundo respeito ao rei, porque viram que havia nele a sabedoria de Deus, para fazer justiça”. (1Reis 3.28)
8  SHAW, Mark. Lições de mestre: 10 insights para a edificação da igreja local. Tradução: Jarbas ARAGÃO. São Paulo: Mundo Cristão, 1997. P. 170.
9 Ibidem. P. 222.

Joel Theodoro da Fonseca Jr.

É graduado em Teologia, Letras e Filosofia, e Mestre em Ciência da Literatura (Semiologia). Atualmente cursa Doutorado em Ministério pelo Reformed Theological Seminary em parceria com o Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper. Concluiu o curso de Liderança Avançada do Haggai Institute, em Cingapura. É membro do Conselho Administrativo e docente no Seminário Martin Bucer-Brasil. É pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil em Ramos, Rio de Janeiro, e é casado com Roberta Leonardo da Fonseca, com quem tem dois filhos, Gabriel e Rafaela.

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Uma reflexão sobre o massacre na redação da revista Charlie Hebdo

Charge ofensa aos muçulmanos, retratando o profeta Maomé de forma violenta

Charge ofensiva aos muçulmanos, retratando o profeta Maomé de forma violenta

Por Vera Siqueira

Nos últimos dias o assunto em voga é a tragédia na redação da revista Charlie Hebdo, na França. Dois militantes da Al Qaeda, grupo extremista islâmico, invadiram a redação e mataram 12 pessoas. Após buscas, esses dois militantes e um outro foram mortos pela polícia francesa.

Muito se tem dito sobre o episódio. Todos os jornais convocaram jornalistas e especialistas no assunto para darem suas opiniões, que com raras exceções giram em torno de que o episódio pode ameaçar a liberdade de expressão da imprensa. Porém, gostaria também de tecer alguns comentários a respeito.

Não penso que o cerne da questão seria uma ameaça à liberdade de expressão. Na França, onde tudo aconteceu, tal liberdade existe, tanto que a revista Charlie Hebdo há anos que satiriza, de forma desrespeitosa e até cruel, aqueles com os quais não concorda. Por ser uma revista de viés esquerdista, suas principais vítimas têm sido as religiões, em especial a católica e a muçulmana. A questão (que ninguém quer discutir, preferindo focar na ameaça à liberdade de expressão) é:

Liberdade de expressão implica na responsabilização pelas consequências do que falamos ou escrevemos

Charge ofensiva aos cristãos (desculpem-me por postar essa imagem, mas é necessária para entendermos a "linha editorial" da revista Charlie Hebdo.

Charge ofensiva aos cristãos (desculpem-me por postar essa imagem, mas é necessária para entendermos a “linha editorial” da revista Charlie Hebdo.

Pensemos numa situação fictícia (mas muito mais comum do que imaginamos):

Você, ainda adolescente, certo dia chega na escola e vê, no mural de avisos, um desenho afixado e uma multidão de alunos olhando e rindo. Você se aproxima para ver do que se trata, e se assombra ao ver uma caricatura do seu pai sendo sodomizado. E, pelo tipo de desenho, você até sabe quem fez tal “arte” que o ridicularizou e à sua família perante toda a escola. O que você faria?

Volta e meia vemos, nos Estados Unidos, histórias de jovens que adquirem armamentos, entram nas escolas e matam quem vê pela frente. Ao se investigar os casos, todos têm o mesmo perfil: o jovem assassino era alguém vítima de bullying.

As charges da revista Charlie Hebdo eram mais graves que esses casos, pois mexiam diretamente com a pessoa mais importante e sagrada para quem professa uma religião: seu deus. Para os fundamentalistas, esse tipo de ofensa tem penalidade capital.

Os chargistas foram assassinados, mas poderiam tomar uma surra, poderiam ser processados, e poderia também não acontecer nada. Toda ação tem uma reação, nem sempre proporcional. Nada justifica, para mim, tirar a vida de outro ser humano. Mas, para muitos, estuprador tem que morrer mesmo, assassino tem que ir pra cadeira elétrica, quem ofende seu deus tem que levar um tiro no meio da testa.

Liberdade de expressão é um conceito complicado, pois implica não apenas em termos liberdade para falar bem ou mal de quem quisermos, mas em fazer isso com responsabilidade, já que tudo o que fazemos publicamente tem uma consequência junto ao outro. Uma palavra ou um desenho pode levar alegria, ser um instrumento de salvação, dar forças ao cansado, mas pode também humilhar, agredir, matar por dentro. Muitos suicidas foram pessoas que sofreram bullying por anos, em silêncio. Os terroristas mataram os jornalistas da Charlie Hebdo, fato com o qual ninguém pode concordar, mas esses mesmos jornalistas mataram interiormente muitas pessoas, ao tratarem com violência o que lhes é mais sagrado.

E, falando em morte de muitas pessoas…

Por que o mundo se sensibilizou tanto com a morte de 12 franceses, mas não se sensibiliza nem um pouco com a morte de milhares nas mãos dos extremistas islâmicos?

A morte de doze franceses pela publicação de várias charges ofensivas ao Islã foi motivo de comoção mundial, a ponto de marcarem uma marcha pela liberdade de expressão que terá representantes dos governos de diversas nações, inclusive do Brasil. Porém, há tempos temos ouvido notícias de extermínio e tortura de cristãos e praticantes de outras religiões por parte de extremistas islâmicos, mas parece que isso não comove a ninguém.

Enquanto você lê esse artigo, essas e muitas outras meninas estão sendo violadas por extremistas do Boko Haram pelo crime de irem à escola e serem cristãs. Mas isso não é importante, por isso não se faz nada.

Enquanto você lê esse artigo, essas e muitas outras meninas estão sendo violadas por extremistas do Boko Haram pelo crime de irem à escola e serem cristãs. Mas isso não é importante, por isso não se faz nada.

O Boko Haram tem infligido grande sofrimento aos moradores no norte da Nigéria. Desde 2009 invadem aldeias – muitas cristãs -, matam todos os homens e levam as mulheres e os meninos. As mulheres se tornam escravas sexuais e os meninos passam por lavagem cerebral e treinamento para se juntarem à milícia islâmica. Segundo o depoimento de uma sobrevivente que conseguiu escapar do grupo, as prisioneiras mais jovens sofrem até 15 estupros por dia.

E no último dia 7, centenas foram mortos em mais um ataque do Boko Haram. Dia 7/1/2015. O mesmo dia do ataque à redação da Charlie Hebdo.

Por que a imprensa, com sua “liberdade de expressão”, deu tanto enfoque à morte de 12 franceses, mas não deu o menor enfoque à morte de centenas de nigerianos (fora o sequestro das mulheres e meninos)?

nunptBoko Haram exterminando populações cristãs na Nigéria. O Estado Islâmico avançando no norte do Iraque e exterminando cristãos e membros de religiões minoritárias. Mas só é notícia quando americanos e europeus sofrem na carne. Soluções só são pensadas quando as vítimas têm algum valor, afinal embora digamos que todos têm direitos, americanos e europeus têm mais direitos que os outros.

No caso específico do ataque à Charlie Hebdo, houve repúdio por parte do Hezbollah e de grupos islâmicos moderados. Representantes de várias religiões também repudiaram o ato. Mas…

O ateísmo está avançando

ateismoA revista Charlie Hebdo tinha viés esquerdista e era obviamente ateísta, se vendo no direito de violentamente ridicularizar as principais religiões (Islamismo e Catolicismo). Na Europa e no mundo o ateísmo ganha terreno, e mais e mais vemos pessoas vitimada pelas religiões. No Brasil, cresce a cada dia o número dos que se dizem evangélicos e, em contrapartida, dos que se magoam com a igreja e não pretendem entrar em outra por um bom tempo.

Busca-se, com o avanço da tecnologia e das ciências, um mundo sem Deus. Para que uma divindade, se o homem por si só tem o poder sobre todas as coisas ao seu redor?

O aumento dos grupos terroristas ligados à religiões também demonstram ao público que o conceito do divino pode ser enganoso. Afinal, se há um Deus, por que Ele permitiria tantas aberrações, ainda mais em Seu nome?

Porém, o ser humano precisa de Deus. Embora alguns possam achar que não, tornando-se ateístas, a grande maioria sempre vai continuar na busca pela Verdade.

Tudo isso são situações que levarão, com o passar do tempo, àquilo que já está previsto no livro das Revelações: uma única religião, um único líder religioso, um único líder mundial. Haverá por um tempo uma fictícia paz, um período sem terroristas, sem extremismo, sem guerras. Porém, em pouco tempo a Verdade será revelada, e o que parecia trazer a paz se mostrará o grande inimigo da Cruz.

Mas isso é bem lá para frente. Agora é hora de nos preocuparmos com os possíveis ataques à França, aos Estados Unidos, a Israel. A Nigéria, o Iraque, a Síria e todo e qualquer país subdesenvolvido que se lixe.

Só que não.

“E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos;
E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.
Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” – Mateus 5:1-16

Oremos para que as famílias dos mortos no episódio da Charlie Hebdo sejam consoladas. Mas oremos também pelas famílias dos mortos e exilados da Nigéria, do Iraque, da Síria, da Coreia do Norte e de outras nações do globo. Oremos em especial por todas aquelas meninas e meninos, que um dia entregaram suas vidas a Cristo, mas hoje sofrem torturas diárias nas mãos dos extremistas islâmicos. Eles não têm esperança de resgate nesse mundo, pois esse mundo não lhes ama pois eles não fazem a sua vontade. Esses jovens e mulheres provavelmente morrerão após anos de barbaridades. Não ficarão ricos e não serão cabeça e sim cauda. Eles são a antítese da demoníaca Teologia da Prosperidade, que infelizmente impregna nosso país. Mas essas mulheres e meninos receberão, a seu tempo, a Coroa da Vitória, e ninguém lhes poderá roubar. Não mais.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

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Escolha sua profecia para 2015

Ei madame, ei doutor! Vamos nos aproximar!

Essa é a barraca das profecias, onde moça bonita não paga, mas também não leva!

Vem chegando, venha já! Temos profecias para 2015 de todos os tipos e tamanhos, basta você escolher!

Pode confiar, chefia, é produto de primeira! Olha a variedade que temos para você em 2015:

 

- Ano Apostólico de Efraim (Igreja Reino dos Céus):

O ano de 2015 que se aproxima será um ano grandemente marcado por sinais de Deus na vida do povo dos Santuários em todo o Brasil. Em 2015 o Apóstolo celebra 40 anos de seu ministério sacerdotal.

Uma marca especial na vida deste consagrado Apóstolo de Cristo que com simplicidade, amor e poder espiritual já ajudou milhões de pessoas por todo o Brasil e em outras nações, a conquistarem a felicidade por meio da fé. Esse marco de vitórias que vamos celebrar em 2015 dará início também a um novo tempo na vida do povo de Deus.

Em 2015 será aberto e celebrado o novo tempo do apostolado do Missionário Adelino de Carvalho, que chamar-se-á Apóstolo Davi Efraim Missionário Adelino de Carvalho.

Agora, porque Efraim? Efraim é nome forte! Efraim é o milagre da multiplicação; é dom de adquirir riquezas. 2015 – Ano de Efraim – Será o ano que Deus vai pegar o mais fraco, o menor, e o colocará entre os príncipes. Os pobres tornar-se-ão ricos, e haverá fartura e abundância para o Seu povo. O ano em que Deus irá enriquecer o Seu povo com prosperidade. É promessa de Deus! “Eu te farei prosperar na terra da sua aflição e tudo que colocares a mão te abençoarei, encherei os teus celeiros e te darei abundância de bens”.

O Senhor abrirá o Seu bom tesouro dos céus e dará chuva de prosperidade, abençoando toda a obra de suas mãos; emprestarás a muitos e não terás dívidas nem pedirás emprestado; você será um supridor de necessidades da sua família e da casa de Deus. Você será um distribuidor de riquezas e para isto Deus proverá para você prosperidade, surpreendendo seus inimigos, com a multiplicação de seus bens.

Deus vai enriquecer você, como enriqueceu Abrão! É tudo uma questão de fé. Disse Jesus: “Vai, e como credes te seja feito” (Mateus 8:13).

O Deus Provedor, Dono do Ouro e da Prata vai inverter a fila! E os últimos serão os primeiros!

 

- O Ano do Provedor (Igreja do Evangelho Quadrangular Sede em Juiz de Fora – MG):

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- O Ano do Exagero de Deus (Igreja Plenitude do Trono de Deus):

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- O Ano da Adoração do Senhor e O Dobro Privilégio para a Igreja – Guia Profética 2015 (“Dr. Apóstolo” Rony Chaves para as igrejas sob sua cobertura espiritual):

O ano de 2015 será caracterizado por:

1-Uma crescente onda de evangelização em massa e de casa em casa com grandes milagres do Todo-Poderoso.

2-A grande onda de conscientização do poder e os benefícios da obra da Cruz do Calvário.

3-Vai tornar-se cada vez mais crescente o chamado para a Igreja e os seus ministros para ensinar e ministrar na plenitude, os dons e unção do Espírito Santo.

4-Um crescente peso de sobrenaturalidade de Deus na igreja e através de seus ministros para operar em milagres do Senhor.

5-A adoração a Jesus Cristo, em um nível mais alto, provocando e fazendo com que, na atmosfera de muitas regiões, sejam carregadas com a glória do Senhor e Suas várias manifestações de poder.

6-Uma intercessao cada vez mais inteligente e cheia de recursos cibernéticos para facilitar estratégias de batalha e a mobilização prática da oração e dos guerreiros do Senhor.

7-Por negócios e transações impressionantes, a preços baixissimos em favor do Povo de Deus. Esteja preparado para comprar casas, terrenos, propriedades a “preço de presente” e a construir seus projetos com provisão total do Céu, sem empréstimos bancários.

2015 Será o ANO DA BOA VONTADE DO ALTISSIMO, para você e sua casa AMEM AMEM !!

 

- O Ano Apostólico de Daniel (Igreja Renascer em Cristo):

Este ano de 2015 será:

1º) Ano de quebrar o poder da Babilônia. A Babilônia vai cair diante da autoridade do Senhor na sua vida. A Babilônia significa o poder do mundo (Daniel 2). Deus deu a Daniel uma interpretação profunda dos sonhos de Nabucodosor, com a queda dos reinos. As estruturas que se levantaram contra você vão cair!

2º) Ano de receber uma capacitação 10 vezes maior. As mulheres serão levantadas com entendimento e sabedoria do Senhor e os homens serão diferenciados! Você vai construir base para coisas muito grandes, Deus está te dando a sabedoria de Daniel. Você vai receber a Luz de Daniel, que é Jesus Cristo. Sua Luz vai brilhar diante dos homens.

3º) Ano de viver os maiores livramentos da história das nossas vidas! Nós viveremos livramentos sobrenaturais. Existem armadilhas, mas o que o inimigo preparar, você vai dar a volta por cima e sair em honra! Este é o ano de sair da cova, de sair da fornalha.

4º) Ano de vencer os invejosos, teremos dupla honra! O principado da Pérsia vai cair! Ano de visitação espiritual, o arcanjo Miguel (Daniel 10.13) vai nos visitar. Os principados vão cair.

5º) Ano de prosperidade! Ano de me vestir com ouro e ter o reconhecimento da Babilônia (Daniel 6). Você será enviado a viver situações que nunca viveu! Você será reconhecido como aquele que tem o espírito excelente. As pessoas vão reconhecer que o Espírito Santo de Deus está na sua vida, a Babilônia vai te vestir de ouro! Você terá prosperidade em todas as áreas da sua vida!

 

- O Ano Profético da Restituição (Igreja Sara Nossa Terra – visto no Púlpito Cristão):

Em troca de restituição em 2015, o fiel tem a grande chance de dar três tipos de ofertas:
– R$ 300,00 = restituição + livro grátis;
– R$ 600,00 = restituição + bíblia rosa grátis;
– R$ 1.000,00 = restituição + super caneta dourada que só deve ser usada uma vez, para assinar o contrato da sua vida grátis (confira no vídeo de 1 minuto, a seguir).

 

- O Ano Profético de Estêvão (Facebook):

Estevão, foi apedrejado pelos religiosos do seu tempo (Judeus), quando inspirado por Deus expôs o quanto o seu sistema religioso e doutrinas eram opostos ao Altíssimo.

Disse-lhes ele: “Salomão lhe edificou casa, mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono,e a terra o estrado dos meus pés.Que casa me edificareis? diz o Senhor,Ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura não fez a minha mão todas estas coisas? Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais.” Blog d’Actos dos apóstolos, cap. 7 vers. 47 a 51
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E aí, freguesia? O que você vai escolher?

“Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,
Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.
Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.
Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo.
Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. – 2 Timóteo 4:1-8

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

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A realidade do natal!!!

Monólogo do Natal – Aldemar Paiva
Eu não gosto de vancê, Papai Noé!
Tamém não gosto desse seu papé de vendê ilusão pra tar
da burguesia.
Se os meninu pobre da cidade soubessem o desprezo qui
o se tem, pelos humirde, pela humirdade eu acho que eles
jogava pedra em sua fantasia.
Você talvez vancê nem se alembra mais.
Eu cresci, me tornei rapaz, sem nunca me esquecê,
daquilo que passô.
Eu lhe escrevi um biete, pedindo um presente a noite
inteira eu esperei contente, chegou o sor, mais vancê
num chegou.
Dias depois, meu pobre pai, cansado, me trouxe um
trenzinho véio, enferrujado, e me ponhou ansim na
minha mão e me oiando baixinho me falou: toma, é pra
vancê, foi papai noé que mandou. E vi quandu ele
adisfarçou umas lágrima cum a mão.
Eu alegre e inocente nesse caso, pensei que o meu
biete embora cum atraso tinha chegadu em suas mão, no
fim do mês.
Limpei ele bem limpado, dei corda, o trem partiu, deu
muitas vorta, meu pai então se riu e me abraçô pela
urtima vez.
O resto, eu só pude cumpreender quando cresci e
comecei a ver as coisa com a realidade.
Um dia meu pai chegou ansim, cum quem tá cum medo e
falou pra mim: me dá aqui aquele seu brinquedo daqui
vou trocá por outro na cidade . Entônce eu entreguei
pra ele o meu trenzinho quase a soluçá.
e, como quem não quer abandoná um mimo, um mimo que
lhe deu, quem lhe qué bem, eu supriquei medroso: ?ô
pai eu só tenhu ele! Eu num quero outro brinquedo, eu
quero aquele. por favor pai, num vá levá meu trem?.
Meu pai calô e pelo seu rosto veio descendo uma
lágrima que, inté hoje creio, tão pura e santa ansim
só Deus chorou!
Ele saiu correnu bateu a porta, ansim como um doido
varido minha mãe gritou; pra ele: José! ele num deu
orvido. Foi embora e nunca mais vortô.
Vancê, Papai Noé, vancê me transformou num homem que
hoje a infância arruinô. Sem pai e sem brinquedo.
Afiná, dos seus presentes, num ai um que sobre da
riqueza do menino pobre que sonha o ano inteiro com a
noite de natá.
Meu pobre pai coitado, mar vestido, pra num me vê
naquele dia desiludido, pagô bem caro a minha inlusão,
num gesto nobre, humano e dicisivo, ele foi longe
demais pra me trazer aquele lenitivo, tinha robado
aquele trem do filho do patrão.
Quando ele sumiu, pensei que tinha viajadu, no
entanto, minha mãe despois deu grande, me contou em
pranto que ele foi preso coitado e tranformadu em réu.
Ninguém pra absolvê meu pai se atrevia.
Ele foi definhando na cadeia, inté,qui um dia, Deus
entrou na sua cela e o libertô pro céu.

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