Dia 31 de Maio estaremos na Marcha POLÍTICA para Jesus em São Paulo

aad3Não, você não leu errado: Marcha POLÍTICA para Jesus em São Paulo, evento patenteado e organizado pelos líderes da Igreja Evangélica Renascer em Cristo, do Apóstolo (?) Estevam Hernandes e sua esposa Bispa (?) Sônia Hernandes. E provaremos, neste artigo, que de Jesus essa marcha só tem o nome (pois os objetivos são POLÍTICOS).

Voltemos um ano no tempo. Feriado católico de Corpus Christi, tendo como evento de maior proeminência a Marcha para Jesus. Em todas as edições, essa Marcha tem participações especiais de grandes autoridades, como o Governador do Estado, o Prefeito e Vereadores e Deputados aliados aos líderes “apostólicos”. Porém, na edição de 2017, por conta do forte rebuliço em torno de denúncias de corrupção por autoridades, Geraldo Alckmin e João Dória não compareceram (sendo o governador citado na delação da Odebrecht com a alcunha de “santo”, fato que está, ou estava, sendo investigado).

14jul2012---marcha-para-jesus-realizada-em-sao-paulo-1342291590213_956x500O Apóstolo (?) Estevam Hernandes ficou chateadinho com a ausência das maiores autoridades do Estado em SUA marcha. Conforme noticiado no jornal Folha de São Paulo, o Apóstolo (?) Hernandes disse que o Governador Alckmin não julgava a Marcha importante, pois se a julgasse estaria lá. Disse também que não entendia porque o Governador não tinha ido. Que dó. Mas sobre o Prefeito João Dória, disse entender que ele tinha viajado para o exterior.

[um adendo: recomendo muitíssimo que você leia a íntegra da reportagem da Folha clicando aqui – abrirá em outra janela]

Esforçando-me para ter toda a empatia possível, entendo a decepção do Apóstolo (?). É muito triste fazer um grande evento e a pessoa mais importante não estar lá. E nem estou falando de Jesus, pois esse só dá nome ao evento, é apenas marketing. Estou falando mesmo é da ausência do Governador do Estado de São Paulo, já que a Marcha tem conotação POLÍTICA.

marchaMat1-eEnfim, o Apóstolo (?) ficou “de mal” com o Governador. Mas um precisa do outro. O Apóstolo (?) precisa do Governador para viabilizar seus sonhos de grandeza e poder para si e sua denominação religiosa, e o Governador precisa de cada voto dos milhares de seguidores e fiéis do Apóstolo (?). Uma mão lava a outra e juntas enxugam o rosto.

Assim, esse “mal-estar” político-religioso precisava se resolver logo. Apenas “pedir desculpas” não ajudaria muito, pois o Apóstolo (?) sentiu a ausência do Governador em SUA marcha como uma grande desfeita. Imaginem como o Apóstolo (?) ficou em relação a outros líderes estelionatários gospel! O que devem ter rido dele pelas costas…

Para desfazer o “mal-estar”, o Governador teve que presentear o Apóstolo (?). E, conhecendo-o, escolheu um presente que serviu direitinho – para o seu grande ego gospel. No dia 16 de outubro de 2017, cerca de 4 meses após sua ausência na Marcha, promulgou a Lei 16.547, que institui o dia 12 de Março como o Dia da Igreja Renascer em Cristo (lembrando que esse projeto de lei estava parado desde 2016).

[outro adendo: tão bom saber que o Estado de São Paulo está em ótima situação, a ponto do Governador perder tempo promulgando essa tão importante data comemorativa!]

600-doria-renascerComo neste ano teremos eleições (e Alckmin concorre a Presidente ou mesmo ao Senado), alguém duvida que, desta vez, ele aparecerá na Marcha? E não só ele, mas também o candidato ao Governo do Estado João Dória, e todos os demais que queiram uma parte dos votos dos marchadores (candidatos a deputados, senadores, presidente – talvez o candidato da IURD Flávio Rocha –  e o que mais for)?

O Apóstolo (?) Estevam Hernandes deu seu recado na última Marcha: fica magoadinho com político que não o apoia abertamente, desfilando seu ar da graça nos trios-elétricos ou no palco do show da Marcha para Jesus. Atitude que revela toda a santidade, espiritualidade e dependência de Deus que percorre os bastidores desse evento dito – apenas dito – cristão.

Nem vou falar da questão do comércio que ronda o evento, que é gratuito mas arrecada com a venda de camisetas oficiais e tem patrocínio governamental em forma de verbas do orçamento de São Paulo. Também não vou novamente citar o comércio dos shows, na forma de cachês para as atrações, para os artistas gospel. Isso tudo já foi dito em outros artigos neste blog. No final deste artigo, deixaremos alguns links caso você tenha estômago, pois é muito triste ver no que se tornou muitas igrejas nos dias de hoje.

Mas fica a dica: se Jesus não for à Marcha não tem problema, afinal para muitos Ele é apenas uma ideia que dá muito dinheiro. O importante é que os políticos estejam lá.

043Em nossa infinita insignificância, estaremos na Marcha POLÍTICA para Jesus no dia 31 de maio, em São Paulo. Estaremos carregando faixas com dizeres bíblicos, buscando em Deus que o Espírito Santo leve alguns que as lerem a refletir sobre o que é o verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo. Em Marchas anteriores já fomos chamados de fariseus pela multidão, já jogaram objetos em nós, já roubaram nossas faixas para que o público não as lesse, já tentaram encobrir as faixas formando uma parede de brutamontes na nossa frente e na última passaram os carros alegóricos com líderes gospel e políticos no outro lado da rua, para que seus ocupantes não se escandalizassem ao ler os versículos bíblicos que portávamos. Ainda assim, estaremos lá novamente, pois o que nos move é o amor a Deus e à Sua Palavra e o amor aos sinceros que lá estão e são enganados em nome do “Gizuiz” que muitos lobos pregam.

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Nos tempos bíblicos, Deus levantou “coisas loucas” para se opor aos sacerdotes que distorciam Sua Palavra. Cadê as “coisas loucas” do nosso tempo, deste tempo em que a apostasia está se espalhando em muitas igrejas em grande velocidade?

Haverá “coisas loucas” para confundir as que pensam que são alguma coisa no dia 31/05, às 10 horas em frente ao posto de gasolina na saída da estação Armênia do Metrô. Quantas, só Deus sabe, lembrando que nosso Deus, em Sua Superioridade, não trabalha com grandes números, mas com o necessário para que se saiba que não é por nossa força e poder, mas pela força e poder que vem do Alto.

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A Igreja de Cristo não precisa de carros, de cavalos, de governadores, presidentes, prefeitos, deputados, senadores e vereadores. A Igreja de Cristo precisa apenas de Cristo.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

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Por que algumas igrejas estão se tornando empresas?

cruz“E disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio.” – João 2:16

Alguns anos atrás, no lançamento de uma feira evangélica em São Paulo, ao ser indagado sobre o crescimento dos evangélicos no Brasil Silas Malafaia respondeu de forma rápida e enfática: “É tudo business”.

O que temos observado nos últimos anos nas relações entre igrejas evangélicas e o mundo é de assustar, pois as igrejas vêm se apoderando das mesmas armas utilizadas pelo universo corporativo, tanto para o crescimento quanto para a administração de sua eclesiologia.

Indo direto ao ponto, lamentavelmente muitas igrejas estão se tornando verdadeiras empresas. Isso mesmo.

Não há outro nome para definir a forma como muitas estão agindo.

Para muitos, o grande problema da igreja eram as questões relacionadas à teologia liberal e o neopentecostalismo. Porém, a meu ver, esses já são pontos ultrapassados, pois até mesmo as igrejas históricas já se renderam a esses pontos.

A questão é que muitas, agora, além de abraçarem o liberalismo e as crendices neopentecostais, abraçaram para si o desejo ardente pelo lucro, tornando-se casas de negócios.

No texto base desta reflexão, temos a narrativa na qual Jesus, ao ver no que havia se tornado o templo, faz chicotes e adentra o local expulsando os vendedores e derrubando as mesas, até que diz uma frase: “não faça da casa do meu Pai casa de negócios”.

Para muitos, Jesus está se referindo a Si mesmo como templo que havia de ser restaurado. Porém, há preocupação com a conduta daqueles que frequentavam o templo.

Em Mateus 21, a mesma narrativa é apresentada com mais detalhes nesse sentido, pois além de tombar as mesas, Jesus repreendeu os comerciantes do templo dizendo: “está escrito: a minha casa será chamada casa de oração, vós, ao contrário, estais fazendo dela um covil de salteadores”.

O texto a que Jesus está se referindo é o texto de Isaías 56.7, onde o Senhor nos descreve que a Sua casa será chamada casa de oração para todos os povos. Ou seja: apesar de estarmos na pós-modernidade, a essência de toda a espiritualidade cristã ainda continua na Palavra de Deus. E a igreja ainda é a assembleia dos santos.

O que vemos hoje é que esse referencial foi deixado de lado, pois muitas lideranças abandonaram as Escrituras, rendendo-se às metodologias da administração, da gestão de pessoas, da psicologia e demais ciências. Ou seja, em muitas igrejas há um pouco de tudo, menos uma teologia fundamentada nas Escrituras.

Isso faz com que a igreja também seja um pouco de tudo: casa de show; agência de turismo, principalmente para a Terra Santa; clube social nos finais de semana e feriados; fonte de entretenimento para jovens e crianças; sociedade secreta para empresários; etc.

Lamentavelmente, a solidariedade, a misericórdia, a oração, a promoção da justiça e da paz ficaram em segundo plano. Para muitos, isso se tornou “assistencialismo social”. O que importa hoje, para muitos, é que a igreja cresça, arrecade e apareça.

Sempre ouvi que a igreja não podia ter duas coisas: ter um dono e ter por essência o lucro.

Não ter um dono, porque a igreja tem por cabeça o Senhor Jesus. Em Efésios 5, Paulo se refere à igreja como a Noiva de Cristo e, como tal, deve se apresentar com suas vestes brancas, sem mácula. Triste se compararmos com nossa realidade e vermos que muitos dos escândalos que vêm a tona, relacionados à igrejas e suas lideranças, têm sempre como pano de fundo a ganância e o desejo de desenfreado de se manter no poder.

Exemplos não faltam. Se fosse para citá-los, essa reflexão se tornaria extensa demais. A questão é que temos visto que muitas lideranças parecem não conseguir refrear seu desejo cada dia maior de poder, enriquecimento e vaidades e vaidades.

Esses dias vi uma publicação onde certo pastor ironizava os demais presentes pelo fato do seu avião ser maior e mais caro do que o dos demais. E alguns, cita o pastor, nem avião têm. Ou seja, o bom pastor é que aquele que tem o poder e a capacidade financeira de poder se esbaldar diante dos outros.

E aí entra nosso segundo ponto, o lucro. E aqui está uma questão que muitos ignoram, ou fazem que não vêem.

A igreja nunca foi referência de lucro ou enriquecimento para seus líderes.

É preciso lembrar que ela nasce na narrativa de Atos 2, onde os membros da igreja vendiam tudo o que tinham e depositavam aos pés dos Apóstolos para que todos na comunidade tivessem tudo em comum e não houve necessitados no meio deles.

Isso parece até uma utopia diante do que vemos hoje, pois o que vemos hoje é o contrário. Os pastores e líderes chegam na igreja em helicópteros, limusines, carros importados e blindados, cercados pela comitiva de seguranças, enquanto muitos membros suportam horas nos sucateados transportes públicos.

Em muitas denominações, a desigualdade sócio econômica do líder para com o fiel é assustadora.

livro-economia-e-fe-no-inicio-da-era-crist-justo-gonzalez-D_NQ_NP_379325-MLB25419916715_032017-FGostaria de referir como base para essa questão do lucro envolvendo a igreja o livro de Justo González Economia e Fé no início da era cristã (Ed. Hagnos), no qual o escritor nos descreve bem qual era a relação da Igreja primitiva com o dinheiro, a prosperidade e a riqueza diante dos direitos e obrigações dos ricos para com os pobres e necessitados.

Outra questão a ser referida em razão do lucro são os fundamentos da Reforma Protestante, onde Lutero embasa suas teses principalmente em relação da entregada busca pela Igreja Católica do lucro. Muitos se esqueceram que, em decorrência da ganância dos papas, foram criadas as indulgências, que sacrificaram a vida de muitos unicamente pelo lucro.

Essa relação igreja e lucro também é denunciada por Calvino e muitos outros Pais da Igreja.

É triste, mas o que estamos vendo hoje não tem nada de novo, pois a igreja sempre retorna nessa mesma tentação de ser uma casa de negócios, deixando de lado os valores essenciais do Cristianismo.

Lamentavelmente, até mesmo as igrejas ditas reformadas também se deixaram levar pelo desejo do crescimento desenfreado das riquezas.

Lutero tem vários escritos se referindo à “usura” dos fiéis, porém seu maior embate era contra a ambição da própria igreja.

autoridadeGostaria de citar como referência disso o livro Autoridade Bíblica Pós-Reforma de Kevin Vanhoozer, no qual o autor descreve fatos que resgatam as Solas segundo as essências do cristianismo protestante puro e simples (Ed. Vida Nova).

São muitas obras sobre o assunto. Nessa reflexão, quero tocar na ferida que lamentavelmente tem tirado muitas igrejas e suas lideranças do verdadeiro caminho da santificação e da consagração a Cristo.

Muitos vão dizer: “a igreja sem dinheiro não vive”, “como que a igreja irá sustentar os obreiros e os missionários?”, “como a igreja irá evangelizar?”. São perguntas comuns, e aqui está o grande problema.

Muitas igrejas, por conta desse espírito de dominação e lucro, se esqueceram dessas coisas, pois o que vemos hoje não é mais evangelismo ou missões, são empreendimentos, abertura de filiais para perpetuação da marca.

Já citei isso em muitos outros artigos e não quero ser repetitivo, porém quero refletir que essa não é a missão da Igreja.

Melhor dizendo: a missão da Igreja não é ganhar dinheiro, expandir imóveis, enriquecer as lideranças e se tornar “uma marca famosa” em todo o mundo. O papel da Igreja é a simplicidade, a santidade, a espiritualidade e, acima de tudo, a integridade para com Deus.

É um grande desafio, porém, como disse Jesus, a casa de Deus é casa de oração e não casa de negócios.

A Deus toda a honra e toda a glória.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

 

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Prefeito Marcelo Crivella é flagrado “beneficiando” pastores com dinheiro público: a corrupção consentida na relação igreja/Estado

Marcelo-Crivella-3“Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas;
Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa.” –  Deuteronômio 10:17,18

“Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para o que é posto diante de ti,
E se és homem de grande apetite, põe uma faca à tua garganta.
Não cobices as suas iguarias porque são comidas enganosas.” – Provérbios 23:1-3

Para entender o caso, assista à reportagem do programa Bom Dia RJ (menos de 8 minutos):

https://globoplay.globo.com/v/6854628/

Conforme a reportagem, o prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella se reuniu, a portas fechadas e com a observância do não uso de celulares (pois gravar a reunião seria prejudicial), com 250 pastores. Nessa reunião, mostrou-se muito benevolente ao grupo que ali estava, prometendo-lhes prioridade na realização de cirurgias de catarata e varizes, a priorização no andamento de processos de isenção de IPTU e até a colocação de sinal (ou farol ou semáforo) e quebra-molas diante dos templos. Para que os fiéis não venham a pegar chuva, prometeu também deslocar pontos de ônibus para próximo das igrejas.

Que lindo! Que bênção! Um prefeito comprometido com o povo de Deus! Oh glórias!

Mas vejamos:

Milhares de pessoas aguardam nas filas para cirurgia de catarata e de varizes. Pessoas católicas, evangélicas, espíritas, umbandistas, candomblecistas, budistas, agnósticas e até que não acreditam na existência de um Deus. Porém, todas possuem algo em comum: moram na cidade do Rio de Janeiro e lá pagam seus impostos (IPTU, IPVA, IR, ISS e sei lá mais quantos). Quando fazem sua compra no mercado, cerca de 30% fica retido sob a forma de impostos. E o mesmo acontece quando pagam suas contas de energia e água. Parte desses impostos fica no município e o valor é redirecionado, segundo o Orçamento, para prover os programas necessários. Assim, o contrato de 15 mil cirurgias de catarata foi pago com dinheiro não apenas de evangélicos, mas de todos os cidadãos de todos os credos. Ora, e por que apenas os fiéis dos 250 pastores presentes na reunião merecem o privilégio de furar a fila da cirurgia? E como ficam os casos mais urgentes, mas cujos portadores não rezem na cartilha do Crivella e seus asseclas?

Processos administrativos costumam ser demorados, por conta da lentidão ocasionada pelo excesso de burocracia e pela falta de servidores no Estado (de servidores, não de “indicados” que nada fazem, além de lesar o Erário e servir aos seus padrinhos políticos). Assim, mesmo que alguém tenha razão, pode demorar anos para que seu direito seja reconhecido. Mas Crivella promete resolver o problema dos 250 pastores com cobranças de IPTU num piscar de olhos. Afinal, precisam aproveitar que Deus colocou um evangélico no poder para que essas coisas se resolvam.

Sim, templos evangélicos não pagam IPTU, mas devem ter prioridade no recebimento das benesses do poder.

E entre essas benesses, conforme o prefeito do Rio, está a segurança dos fiéis. Na reunião, Marcelo Crivella deixou muito claro o quanto é fácil a instalação de semáforos e quebra-molas próximo aos templos (sinal que deve ter dinheiro sobrando na prefeitura). Basta pedir e esses equipamentos de segurança no trânsito serão prontamente instalados.

Mas será que a essa mesma celeridade ocorre quando uma escola ou um hospital solicitam esses equipamentos? Ou mesmo quando uma comunidade os solicita, por conta da realização de rachas ou mesmo da existência de vias onde há frequentes abusos de velocidade, trazendo perigo aos pedestres?

A própria proposta indecorosa do Crivella diz que não. Afinal, se há como agilizar (falando com as pessoas certas), é porque se não agilizar a coisa demora, e muito.

O Rio de Janeiro, como grande cidade que é, deve ter grandes dificuldades na questão do transporte público. Muito provavelmente as linhas de ônibus disponíveis não são suficientes para abarcar toda a demanda. Para ir ao trabalho, à escola ou mesmo curtir um lazer, o carioca que não pode contar com um veículo próprio deve penar nos ônibus e lotações.

Mas, se for fiel de um dos pastores que aceitarem a proposta indecorosa de Crivella, seus problemas (pelo menos para se deslocar para o templo religioso) “acabaram-se”! Com a influência do prefeito, o ponto de ônibus que ficava há 3 quadras do templo se deslocará para a frente dele! Se isso vai ocasionar dificuldades para quem descia 3 quadras atrás para chegar ao trabalho, escola ou casa, aí já é outra história. Deus colocou o homem no governo para que possa ajudar aos seus “irmãos de fé”. O resto que se lixe (mas continue pagando impostos e votando nos candidatos do PRB e aliados, por favor).

crivella-prb-pesquisa-prefeito-rio-de-janeiro-foto-oglobo-28-04-2016-2000x1333Nojento. Asqueroso. Diabólico. Inadmissível. Infelizmente, as palavras são poucas para manifestar toda a nossa indignação diante de um escândalo como esse, que fere com punhal os verdadeiros seguidores de Jesus Cristo. Os (im)pastores, esses vão se fazer de desentendidos, esperar a notícia se desfazer diante de outras novas atrocidades e vão mamar nas tetas da prefeitura do Rio de Janeiro, com as bênçãos do Bispo Marcelo Crivella e de seu chefe Bispo Edir Macedo.

Porém, o leitinho das tetas governamentais tem um preço: mandar os fiéis votarem nos candidatos indicados por esses abomináveis. Ou alguém achou que essas propostas indecorosas foram feitas faltando apenas 3 meses para as eleições para Presidente, Governador, Deputados e Senadores por simples coincidência do destino?

Trocar voto por dentadura ou dinheiro é coisa do passado. Agora troca-se voto por cirurgia de catarata, instalação de semáforo e celeridade em processos administrativos. E em nome de Deus.

Monstros sanguinários!!! Desgraçados!!! O nome de Deus é Santo, Santo, Santo!!!!

Paramos por aqui, pois não nos responsabilizamos pelo que poderemos escrever diante desse claro comércio das coisas de Deus.

De Deus não se zomba. Arrependam-se – se é que isso ainda é possível – enquanto há tempo.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

 

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A igreja brasileira é uma igreja fundamentada na essência bíblica?

igreja-destruida-na-siria“E a meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro.” – Ezequiel 44:23

Gostaria de escrever artigos que exaltassem a vida prática cotidiana da igreja, sua liturgia cúltica e pregação centrada no Evangelho. Gostaria de dizer que a vida pastoral de muitas igrejas fosse exemplo de conduta ética, moral para o sistema político e demais cidadãos. Gostaria de pensar que a igreja fosse fundamentada na Palavra de Deus e na extensão do Seu Reino.

Porém, o que vejo são evangélicos defendendo aborto, se engajando em campanhas de volta ao regime militar, evangélicos favoráveis à tortura e a políticas armamentistas, evangélicos que são a favor de políticas violentas contra imigrantes em diversas partes do mundo, evangélicos que acreditam que o Deus da sua igreja e do seu líder é maior e melhor do que o de outra denominação. E muitos exemplos mais.

Tudo isso que citei acima faz parte de um contexto onde a maioria das instituições estão centradas. Graças a Deus, apesar deste artigo ser uma crítica à realidade da igreja brasileira, eu tenho consciência de que, apesar de poucos, muitos ainda não se dobraram aos deuses deste mundo.

Depois que iniciei, junto com outros irmãos, os trabalhos do MEEB (Movimento pela Ética Evangélica Brasileira), uma das frases que mais ouvimos em nossos trabalhos de conscientização é a referência ao texto de Mateus 12:25: “Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá”, onde alguns pensam que nossas críticas são formas de dividir o chamado “reino de Deus”. Porém, é preciso dizer que o texto referido tem por base mais uma das expressões onde Jesus tenta descrever a essência do movimento religioso de seus dias, nos quais fariseus, escribas, saduceus etc. tentavam viver uma vida aparente, longe das essências da Lei.

Quando alguém diz que minhas críticas dividem o Reino, logo me vem à mente: será que essa pessoa acredita que um dia veremos Edir Macedo, Valdemiro Santiago trabalhando em prol dos mesmos objetivos? Será que essa pessoa acredita que calvinistas, arminianos, pentecostais e neopentecostais vivem a mesma essência de fé?

Lamentavelmente, muitos são os cristãos que não têm consciência das realidades da igreja brasileira. Quando digo realidades, estou dizendo dos bastidores, das reuniões ministeriais, dos acertos de contas envolvendo ministros, membros, diretorias, líderes, professores. O que temos visto é que, para muitos, a igreja se resume aos curtos períodos de permanência na igreja, de tal forma que, para muitos, o ser cristão se resume a uma espiritualidade de cinquenta a noventa minutos semanais.

Porém, isso não é verdade.

A palavra espiritualidade deixou de ser vivida e entendida entre muitos que se dizem evangélicos. Não estou me referindo aos leigos, porque esses vivem daquilo que recebem dos seus líderes. Estou falando de lideranças que não sabem mais definir para si mesmos e para quem os ouve o que é uma verdadeira espiritualidade. Estamos vivendo dias onde igrejas metodistas, luteranas, batistas, presbiterianas, igrejas fundamentadas em uma teologia com bases históricas, fundamentas nas essências do cristianismo, também se deixaram levar pelos modismos e pelas metodologias vigentes.

O camarada se diz presbiteriano, metodista, porém suas reuniões são fundamentadas na Teologia da Prosperidade! Diz crer na infalibilidade da Bíblia, porém também crê em misticismos, práticas neurolinguísticas e muitos até em hipnose “cúltica”!

É assustador, mas é essa a realidade.

igrea2Por que de tudo isso?

Algumas igrejas criaram para si teologias fundamentadas em uma filosofia institucional, filosofia essa que faz líderes e membros acreditarem que sua instituição tem uma missão acima das demais, fazendo com que a vida diária dessas instituições se fundamentem em um crescimento que mais se assemelha à concorrência comercial e industrial de algumas marcas e patentes.

Eu já vivi uma experiência onde, ao criar um projeto de evangelismo que unia membros de várias denominações, após alguns meses, quando começamos a ver frutos do trabalho, alguns líderes retiram seus membros. Algum tempo depois, descobri que esses mesmos líderes haviam mudado o nome do projeto, porém na sua funcionalidade, o projeto era o mesmo que eu havia iniciado, isso porque os líderes não conseguiam exercer o evangelismo sem o pensamento institucional. Tenho conhecimento de um pastor que carrega esse projeto como algo seu, nunca se referindo que o irmão A ou B iniciou aquele trabalho.

Lamentavelmente, a filosofia institucional não permite que muitas igrejas consigam ver o mundo como algo global, mas simplesmente como algo individualista e pessoal. Com isso, a igreja cotidiana vive uma teologia fundamentada na filosofia institucional, onde lideranças e membros só agem nos seus próprios interesses, fazendo com que Deus e Seu Reino e Sua Palavra sejam simplesmente fórmulas e métodos. Nesse sentido, tudo o que a cerca são meios de interesses. E quais são as consequências disso? A falência da missio dei  da igreja. Muitas igrejas não enviam mais missionários, enviam gerentes das novas filiais para o mercado religioso.

O papel do sacerdote não é entreter, nem multiplicar, nem arrecadar.

O versículo base deste artigo traz, nas palavras de Ezequiel, os fundamentos da vida sacerdotal. Estamos observando a nova onda de “coaching“, onde líderes religiosos são treinados para produzir e bater metas institucionais, transformando pastores em gerentes eclesiásticos.

Muitas escolas já oferecem cursos de administração eclesiástica. Não vejo problema nisso, porém dentro do pensamento que rege o universo evangélico brasileiro, que acredita que o bom pastor é aquele que tem uma grande igreja, valores como caráter, ética, moral, santificação, transparência, transcendência se tornam valores de segundo plano dentro da carreira sacerdotal.

Hoje somos obrigados a ver telepastores se vangloriando de suas posses, se vangloriando por usar relógios caríssimos e roupas importadas. Alguns até se dispõem a apresentar os valores e as marcas de seus objetos, criando a imagem do super pastor.

O que diríamos disso, se refletíssemos a realidade de João Batista, dos Apóstolos e do próprio Jesus?

Certa vez, encontrei-me com um pastor que fez parte da minha mocidade. Ao conversarmos, entramos no assunto do ministério. A primeira pergunta dele para mim foi: “que carro você tem?” Ao citar a marca do meu automóvel, com voz de espanto ele disse: “isso não é carro de pastor!” E prossegui a conversa. E daqui a pouco veio outra pergunta: “quantas vezes você já foi para Israel?” E eu disse que nunca fui. E ele, mais assustado ainda, respondeu: “meu irmão, essa sua igreja não tem poder!” E eu lhe contei a história de um pastor que conheci no interior do Estado do Paraná, um pastor que era lavrador e cortava cana o dia todo, e mesmo assim, após o dia de trabalho, pregava em uma pequena igreja de madeira na periferia da cidade.

Passei vários dias com esse homem, e o que aprendi com ele me são referências até hoje. Aprendi que o homem de Deus não deve ser medido pelo seu tablet de marca importada, nem por suas gravatas italianas, nem pelo seu diploma da grande e referida universidade, mas sim pela sua capacidade de reconhecer a sua pequenez e pecaminosidade diante da Glória do Deus que ele prega.

Aos pastores que têm possibilidades de viver com posses, é preciso que tenham a consciência de que nada que possuem poderá comprar a Salvação, pois o que dará o homem em prol da sua alma?

O papel do sacerdote é demonstrar aos seus eclesianos os caminhos para uma vida onde Cristo é o cabeça. Por isso o texto de Ezequiel nos vai dizer que é dever, que é obrigação de todo o sacerdote ensinar, instruir todos aqueles que pararem para ouvi-lo qual a diferença entre o Sagrado e o Profano, qual a diferença entre o entretenimento e a espiritualidade, e esses ensinamentos não são só para sua denominação, mas esses ensinamentos são para o Reino. Só teremos uma igreja fundamentada pelo Sagrado se essas lideranças se multiplicarem.

O pastor, o líder que se submete à ordenanças de entreter, multiplicar e arrecadar precisa rever os seus conceitos, pois o Reino de Deus não é feito de funcionários. O Reino de Deus é feito de filhos e servos.

É triste ver igrejas sendo dirigidas como lojas de fast food e casas de entretenimento. A casa de Deus é casa de oração, é casa de arrependimento e transformação, onde as coisas velhas ficam para trás e as coisas novas ressurgem para todos aqueles que estão em Cristo.

Qual a verdadeira religião?

O livro de Tiago traz vários exemplos de como distinguir um movimento religioso e os discípulos de Cristo.

“A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” – Tiago 1:27

Muitos vão dizer: “lá vem mais um defensor do assistencialismo!”

Edir Macedo diz que a pobreza e o sofrimento são frutos de uma vida sem Deus, onde o diabo toma conta. Para mudar isso, é preciso fazer sacrifícios, e sacrifícios esses financeiros e monetários.

Silas Malafaia, em um dos seus programas, desafiava aqueles que pagavam aluguel a ofertarem o valor do seu aluguel para que Deus lhes providenciasse uma casa própria.

Muitos e muitos e muitos são os pregadores que afirmam ser bíblico o ato de quanto mais dar, mais receber. Essa se tornou a lógica de muitas igrejas e seus pregadores.

Dia após dia, ano após ano, e isso tem sido pregado e enfatizado. E o que temos visto: líderes e instituições enriquecendo nababescamente.

O exemplo bíblico não descarta o trabalho, não descarta o esforço, não descarta a dedicação em busca do crescimento e da conquista, porém Jesus deixa-nos claro que não devemos juntar para nós tesouros nessa terra, pois onde estiver nosso tesouro ali estará nosso coração. E o texto bíblico tem por essência que todo aquele e aquela genuinamente discípulo de Cristo é capacitado com o Espírito da compaixão, da solidariedade e da misericórdia, e esses são atributos que nos capacitam a dividir. Se temos duas capas, compartilhamos uma com os mais necessitados.

Diante do tal crescimento evangélico, onde as denominações expandem suas catedrais por todo canto das metrópoles, o que pouco vemos são trabalhos palpáveis, substanciais de compaixão e solidariedade aos menos favorecidos.

Dentro do universo pentecostal e neopentecostal, os investimentos de ajuda humanitária são irrisórios, e quando o fazem são fantasiosos e midiáticos. Igrejas como Metodista do Brasil, fundamentas na Teologia Wesleyana e no seu Credo Social perdem a cada dia o ânimo e o enfoque nas práticas humanitárias. Até mesmo os metodistas estão focando o aqui e agora e o ter e poder.

Com isso, o que vemos nas grandes metrópoles: catedrais suntuosas, umas frente às outras, porém rodeadas de famintos, miseráveis, sofrendo com a degradação socioeconômica imposta por um sistema político que satisfaz aos ricos e poderosos.

O que dizer do vulgo Apóstolo, que tem em seu programa televisivo a ênfase em curas e milagres, onde todos que forem tocados por suas mãos receberão um grande milagre? Porém, ao sofrer uma queda e lesionar o joelho, vai de helicóptero para um grande hospital da cidade de São Paulo, onde é socorrido, operado por médicos renomados do hospital dos ricos e famosos.

Quanta incoerência!

Se ele realmente acredita em milagres, e se sua igreja é fundamentada em curas e milagres, nada mais lógico do que pedir aos seus bispos e pastores que impusessem suas mãos sobre ele e orassem. Essa seria a lógica. Mas não. É preciso esnobar, é preciso ostentar. Hoje podemos dizer que existe a “ostentação gospel”. Esse é o Espírito que rege muitas instituições e seus líderes, músicos e membros.

E, enquanto isso, os pobres que se convertam ao deus ostentação que muitos pregam.

A triste notícia de tudo isso é que o planeta Terra conta com 7,7 bilhões de habitantes, onde somente 2,2 bilhões se dizem cristãos, ou seja, 5,5 bilhões de habitantes da Terra não são cristãos. E muitos e muitos e muitos de todos esses vivem na mais profunda miséria.

As nações mais ricas, como os Estados Unidos, hoje já são interpretadas por muitos teólogos como nações pós cristãs, isso porque os valores cristãos sucumbiram diante da materialidade da pós modernidade, que engole dia após dia a espiritualidade e a consciência do Sagrado.

Só há uma saída: voltarmos ao Evangelho puro e simples de Jesus, e essa volta deve ser em consciência e em reflexo aos ensinos de Cristo nas Sagradas Escrituras.

Aí alguém pode dizer: “ah, mas eu sigo a Bíblia, eu cumpro toda a Bíblia, eu sou pós doutor em teologia”. E aí só me resta repetir o que Jesus disse ao doutor da lei em Lucas 10: ama o teu próximo como a ti mesmo e assim terá a vida eterna.

“Só seremos verdadeiros discípulos de Cristo quando vivermos as Suas verdades, enquanto quisermos que Cristo se enquadre nas nossas verdades nossa fé será vã,”

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

Paulo Siqueira

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O $how tem que parar na Convenção G12 Brasil 2018

IMG_20180609_124857416Ontem o MEEB esteve em São Bernardo do Campo (SP), na Convenção G12 Brasil 2018. A princípio ficamos bem na entrada, mas os seguranças educadamente nos pediram para sairmos do local, afinal ele estava “reservado”, ou seja, alugado, para o evento. Concordamos sem pestanejar e nos posicionamos na calçada, em frente a uma das entradas do estacionamento.

Estendemos nossa faixa e logo os organizadores se incomodaram, vindo falar conosco. Isso é muito bom, pois os profetas do Antigo Testamento não eram adorados, não tinham total aceitação, pois traziam na maioria das vezes palavras duras, aquelas que o grande amor de Deus lhes dava para trazer o povo de Israel de volta ao prumo. E as palavras que nossa faixa traziam eram apenas:

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

Para um cristão sincero, que crê em Cristo e segue Seus ensinamentos, esses dizeres não têm nada de mais. Ao contrário, trazem grandes verdades num tempo em que a Igreja Brasileira está se contaminando com o mundo, assumindo seus valores perversos, buscando primeiro as bênçãos materiais do que as do céu, idolatrando líderes e artistas gospel, levando políticos corruptos para profanar os púlpitos, num tempo em que se esqueceu que Deus não faz acepção de pessoas e que se dá os melhores lugares nas igrejas para os maiores dizimistas e ofertantes. Para um cristão verdadeiro, as palavras da faixa fazem todo o sentido, afinal um cristão verdadeiro não se sente ameaçado por elas.

Mas os cristãos puramente nominais, dos quais muitas igrejas estão cheias, esses se revoltam com essas palavras, pois elas são como flechas que atingem diretamente suas verdadeiras convicções diante do Evangelho.

E não foi diferente na Convenção G12. Os organizadores e seguranças vieram nos interpelar, queriam saber o que estávamos fazendo ali, por que estávamos estendendo aquela faixa, por que não estávamos evangelizando os ímpios. O incômodo diante da nossa presença era gigantesco. Um péssimo sinal, em se tratando de um evento que se diz cristão.

Mas enfim, continuamos no local e presenciamos muitos, mas muitos cristãos sinceros. Pessoas que realmente entregaram suas vidas a Cristo, e que seguiam as ordens do G12 porque esse foi o Evangelho que lhes fora ensinado. Muitos pegaram nossos folhetos, muitos fizeram perguntas, e muitos se incomodaram como os organizadores e seguranças. Enfim, bendito seja o Nome do Senhor!!!

g12algodaoUm fato, para nós muito triste, chegou ao nosso conhecimento. Um rapaz que vendia algodão doce veio falar conosco. Revelou que, ao saber do que tratava o evento, sentiu muita vontade de entrar e assistir ao “culto”. Porém, ao chegar na entrada, houve o seguinte diálogo:

_ Eu gostaria de entrar para assistir ao culto.
_ São R$ 80,00.
_ Não, eu não quero entrar para vender aí dentro, quero só assistir ao culto!
_ A entrada é R$ 80,00.

Esse valor, segundo o rapaz nos revelou, é o lucro de dois dias de seu trabalho. Por suas necessidades e por não crer que o que de graça receberam, pagando devem dar, o rapaz decidiu continuar do lado de fora. E ficou conversando conosco por um longo tempo. Deus não deixa quem Lhe busca sem resposta.

É bom deixar claro que sabemos que um evento de grande porte tem seus custos. E que esses custos devem ser pagos pelos membros da igreja. Assim, se um local é alugado, é justo que todos os que têm condições colaborem. Todos os que têm condições.

Jesus, o Cristo, pregava majoritariamente entre os pobres e marginalizados. Por isso, pregava em áreas livres, montes, à beira da praia. O Cristianismo nunca precisou de luxos e confortos para que sua mensagem fosse propagada. Na Idade Média, quando o catolicismo se tornou a religião oficial em grande parte da Europa, é que começamos a ver os “luxos”, templos magníficos com maravilhosos vitrais, desenhos e esculturas, arquitetura gótica, isso e aquilo, porém com uma mensagem apenas para os pouquíssimos que entendiam latim. Hoje, temos o Evangelho em nossa própria língua, porém herdamos o gosto pelo luxo e buscamos igrejas com cadeiras almofadadas, ar condicionado, estacionamento privativo, templos suntuosos e tudo o mais que possa mostrar aos outros o quanto nossa congregação é “abençoada”, já que, atualmente, a medida da bênção não são os frutos do Espírito, mas o saldo na conta bancária.

E por isso eventos como a Convenção G12 Brasil precisam cobrar, e caro, para dar aquilo que de graça Jesus nos ensinou. Custa caro manter a estrutura de “apóstolos” (?). Custa caro pagar a mensalidade da cobertura espiritual em forma de pirâmide, até chegar no dono da franquia, quero dizer, da metodologia G12, o sr. Castellanos. Custa caro manter aparência de prosperidade, enquanto os membros de muitas igrejas necessitam de auxílio financeiro e só dependem da infinita misericórdia de Deus.

Outro fato muito triste foi quando fomos entregar um folheto a um senhor que lia a faixa. Ele nos perguntou o que estávamos pregando, e lhe informamos que queríamos levar a Igreja à reflexão sobre algumas situações que a irmanavam com o mundo, como  o fato de algumas dependerem de políticos, levando-os para macular os púlpitos. Nessa hora, com raiva, o senhor devolveu o folheto. No mínimo, era um político ou um líder religioso com grande interesse em políticos.

Jesus aprova tudo isso?

Saímos do evento tristes, pela situação de boa parte da Igreja Brasileira, e felizes, pois enquanto nossas faixas incomodarem é sinal que Deus ainda tem amor e misericórdia para conosco e ainda não derramou sobre nós o cálice da Sua ira. Enquanto o chamado ao Evangelho incomodar, é sinal que há espaço para reflexão e arrependimento, e que ainda há esperança para nós.

Especificamente sobre a metodologia G12, sobre “a visão”, existem vários artigos na internet. Por exemplo: O que está por trás do G12.

Na Igreja Primitiva ninguém se reunia em grupos de 12. Reuniam-se em grupos de quantos fossem alcançados. A liderança não era para todos, mas apenas para os capacitados espiritualmente. A ênfase era a pregação do Evangelho, e o levantamento de recursos servia para prover os cristãos e igrejas em necessidade, não para custear os luxos dos líderes. O título de Apóstolo desapareceu após a morte dos doze, e durante séculos e séculos e séculos nem a Igreja Católica ousou se apossar desse título. Porém, poucas décadas atrás tiveram a lucrativa ideia de ressuscitar esse título, para tornar líderes gananciosos com a falsa impressão de mais poder espiritual perante os demais.

Cristo nos ensinou que quem quer ser o maior precisa servir o menor. No Evangelho dos novos tempos, o maior tem que ser maior ainda, com título mais grandioso, mais pompa e mais circunstância. O quanto estamos distantes do verdadeiro Evangelho!!!

Que Deus abre os olhos dos sinceros. Que Deus tenha misericórdia de nós.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

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A quem interessa essa Marcha?

marcha2018sp1“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” – Mateus 6:19-21
Acabamos de chegar de mais um evento “Marcha para Jesus”. Mais uma vez vimos muita música (em todos os ritmos possíveis: do reggae ao funk, do pagode ao axé, e para fechar uma escola de samba gospel). Tudo isso com muita dança, coreografias, poses e muitas fotos. Sem contar as orações positivas, afirmando, impondo, decretando, tomando pose. Pisando, amarrando, expulsando o diabo e seus demônios. Tudo dentro do script de um evento neopentecostal. O que houve de novo para nós do Meeb (Movimento pela Ética Evangélica Brasileira)???
Para nós que já participamos pelo nono ano não houve muitas novidades, porém alguns pontos precisam ser destacados:
1) Ainda não consigo entender o porquê das lideranças da Igreja Renascer orientar seus membros a fugirem dos nossos folhetos e virarem o rosto para nossas faixas. O que será que há de tão perigoso nos folhetos e faixas? Nesse ano muitos evitaram até dialogar conosco;
2) Porque as lideranças sempre citam o número de participantes aos milhões? Se há preocupação com o número de participantes, porque não contratar uma empresa ou permitir que órgãos especializados façam a aferição dos números? Estivemos lá e ficou evidente que em alegoria o evento não tirou nota 10. Havia muito espaço entre os trios elétricos, deixando claro que o pequeno número de presentes teve que ser tapado com manobras e técnicas alegóricas;
3) Nesse ano ficou evidente que o evento entrou de cabeça na campanha eleitoral. Os candidatos foram o destaque em todo percurso. Em um dos trios o assunto eleição e votos era falado em bom e alto som, fazendo diferenciação entre um candidato e outro. As principais lideranças vinham no alto do trio rodeados por presidenciáveis, assessores, candidatos ao senado e ao congresso. Ou seja, não há mais medo de esconder ou camuflar que as intenções estão além do evangelismo. Ou seja, a igreja quer usufruir do poder e para isto não medirá esforços;
4) Outro ponto que nos deixa intrigados é o fato de estarmos participando do evento há quase uma década e ainda muitos demostram espanto com os versículos bíblicos das nossas faixas. Minha conclusão é que, devido o grande trânsito religioso que se manifesta nestas instituições, muitos dos presentes estão participando pela primeira vez do evento;
5) Não consigo entender porque lideres no alto dos trios elétricos insistem em nos zombar, referindo-se aos poucos irmãos presentes do nosso lado e se exaltando pelo fato de eles estarem numa grande multidão. Ou seja, uma grande besteira.
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Nisso me lembrei das duas grandes multidões que se manifestaram no ministério de Jesus:
1) A primeira multidão é a descrita em Marcos 6.30-56. A multidão dos famintos e dos que eram como ovelhas sem pastor. Jesus desafiou os discípulos a darem de comer para eles. E eles, impossibilitados pelos poucos recursos, nada podiam fazer. Jesus então pergunta: o que tens? Somente cinco pães e dois peixes. E foi o suficiente para alimentar a grande multidão. Fica evidente aqui que o grande milagre,    além da multiplicação, foi a compaixão com a  multidão. Jesus sempre deixou isto claro, pois seu ministério se fundamentava na proclamação do Reino de Deus na terra. Seu Reino não era deste mundo. Nesse sentido a Marcha nos revela que os propósitos das lideranças são mais terrenos do que celestiais, pois o foco está nos tesouros desta terra.
2) A segunda multidão está descrita em Lucas 23.20-21. O texto descreve a multidão que insistia em clamar em alto voz: crucifica-o, crucifica-o, referindo-se a Jesus diante de Pilatos. Mesmo Pilatos insistindo na inocência de Jesus o povo não teve misericórdia. Muitos dos que ali estavam com certeza também estiveram na primeira multidão. O porquê de tamanho ódio e esquecimento? Simples: a multidão é movida pelas emoções e sensações. A multidão nem sempre é racional, muitos só querem gozar os prazeres dispostos. O que podemos refletir aqui sobre o que vimos hoje na “tal Marcha para Jesus”? Dois pontos importantes:
1) A marcha e sua organização se perderam na essência e na identidade do evento, pois saíram da proclamação do Reino de Deus para a ganância de construir impérios terrenos. Para isso, insistem em trocar favores com os poderes da terra. A igreja brasileira e suas lideranças preferem depender mais de homens do que se render totalmente a vontade de Deus, o Criador. Não medem esforços para se prenderem em jugos desiguais com o mundo. Esta é a razão de vermos cada dia mais os púlpitos e eventos evangélicos com mais políticos e candidatos do que pastores.
2) A Marcha deixa evidente que a Igreja brasileira trocou a Espiritualidade pelo entretenimento. Trocou o sagrado pelo profano. Perderam-se e não sabem mais o caminho de volta às essências do cristianismo. Isto é manifesto no fato de se ver poucos espaços para a meditação e reflexão bíblica. Tudo gira em torno do determina, receba, tome posse, não importando se os processos fujam dos exemplos bíblicos. Bíblia aqui só é usada para dar o referencial religioso, porém ela é pouco explorada e vivida. Isso fica evidente no espanto de alguns ao se confrontarem com os versículos descritos em nossas faixas. Já tivemos a experiência de sermos confrontados por uma senhora que afirmava que o livro de Amós não tinha na relação bíblica. Ela só acreditou quando eu lhe mostrei o texto na sua própria bíblia. Isso é reflexo da pouca ou quase inexistente reflexão bíblica nestes eventos.
Concluindo: precisamos voltar ao Evangelho Puro e Simples de Jesus. Com razão, com entendimento. O povo sabe dançar, sabe fazer as coreografias, sabe determinar, sabe pisar no diabo, porém não sabe nada do cristianismo e suas essências. Sabem votar no candidato que o líder mandou votar, e é isto que importa em muitos ministérios. Não importa se a pessoa é mau caráter, ou adúltera, ou ladra. O importante é o fato de enriquecer o líder e o ministério. Sendo assim, muitos líderes vivem como reis, não se importando com a vida dos seus eclesianos. Assim caminha a igreja brasileira. Muitos preferem se omitir e fazer de conta que nada vêem. Nós, porém, escolhemos declarar que o $HOW TEM QUE PARAR. POR ISSO MAIS UMA VEZ ESTIVEMOS LÁ PARA DESPERTAR A CONSCIÊNCIA DE ALGUNS.
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Que todos e todas que ousaram ler nossas faixas e nossos folhetos possam ser libertos das prisões institucionais, alcançando a liberdade que só tem quem está em Cristo Jesus.
A Deus toda honra e toda glória. Somos simplesmente servos, proclamando um Reino que não é deste mundo.
Paulo Siqueira
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Marcha para políticos ou para Jesus?

Aborreço com veemência as vossas celebrações – a vossa hipocrisia, honrando-me com festas religiosas.
Não aceitarei os vossos holocaustos e sacrifícios de gratidão. Nem sequer olharei para os vossos sacrifícios de paz.
Calem antes os vossos hinos de louvor – não passam de mero barulho aos meus ouvidos. Não escutarei a vossa música, por muito bonita que possa ser.
O que eu quero ver é antes a justiça correndo como o poderoso caudal de um rio – como uma torrente abundante de boas obras. – Amós 5:21-24 Edição O Livro

Começamos neste mês em todo o Brasil o evento intitulado Marcha para Jesus, evento esse que é referido por seus fundadores como “o maior evento gospel do mundo”. Um evento que é uma marca registrada da Igreja Renascer em Cristo, e devido a isso, para que esse evento possa ocorrer em qualquer parte do território nacional é preciso que se pague para se utilizar a marca. Por essa razão, em muitos locais o evento ocorre com outros títulos, por exemplo Marcha da Família.

Em decorrência dos fatos ocorridos com os líderes da Igreja Renascer, muitas igrejas e suas lideranças deixaram de participar do evento, fazendo com que a Marcha se tornasse um evento de uma só bandeira, exigindo da liderança acordos e conchavos para a execução do mesmo.

Em São Paulo capital, esses conchavos fizeram com que o evento se tornasse, além de religioso, também um evento político. Isso é facilmente percebível diante das inúmeras reuniões, cafés, cultos com a participação de candidato A, B ou C. Sem contar que são nesses eventos que se apresentam candidatos, partidos, fazem-se orações, profecias em torno desses candidatos e partidos.

Isso foi amplamente visto, por exemplo, pela ampla defesa de Eduardo Cunha em pleno palco do evento no Rio de Janeiro.

E por que deste artigo?

Porque lamentavelmente, ano após ano, nós do MEEB (Movimento pela Ética Evangélica Brasileira) temos denunciado neste e em outros blogs as verdades por trás desse evento que ora tem um título religioso, porém sua essência ultrapassa os limites do Sagrado e do Profano.

Por que esse evento desperta tamanho interesse por parte dos políticos e seus partidos?

  1. Já faz anos que o Ministério Público proíbe o uso de showmícios promovidos por políticos e partidos (Lei 9.504/97).
  2. É proibido pedir votos em templos religiosos segundo o MP (Folha Web).

Diante disso, eventos como a Marcha para Jesus se tornaram um grande trunfo, já que por ser “religioso” pode atrair as grandes massas, podendo ser uma ferramenta de marketing comercial, político ou não.

Se um referido político se diz participante ou simpatizante de determinada instituição religiosa, quem poderá impedi-lo de participar ou “abençoar” ou “ser abençoado” no evento?

Com isso, políticos se tornaram figuras fáceis no alto dos trios-elétricos e nos palcos do evento.

Outro ponto que preciso destacar é que igrejas como a Universal do Reino de Deus, a Mundial, Renascer, AD Vitória em Cristo e outras fazem, através de seus líderes, uma aberta campanha e projetos em prol da conquista do poder e dos espaços públicos. Para isso, defendem abertamente seus candidatos e seus partidos.

Por exemplo, a Universal encabeça um partido onde lança seus candidatos diretamente vinculados aos propósitos e objetivos da igreja; Silas Malafaia, no Rio de Janeiro, não esconde de ninguém seus candidatos e usa os espaços na mídia para divulgar e buscar votos para esses candidatos, de tal forma que nesse ano São Paulo e Rio se dividem no cenário religioso eleitoral.

Enquanto no Rio Malafaia usa seu universo religioso como cabo eleitoral de Bolsonaro (na intenção de conquistar a presidência da república), em São Paulo Edir Macedo se une a Estevam Hernandes no intuito de lançar seu candidato também à presidência da república – um candidato um tanto desconhecido do público, que necessitará do apoio de seus “padrinhos políticos” para ganhar projeção no cenário nacional.

Então, eventos como a Marcha para Jesus se tornam um grande trunfo nas mãos daqueles que buscam o poder.

Algumas igrejas e suas lideranças não escondem de ninguém que ter um vereador, um deputado, um prefeito, um governador ou um presidenciável como membro é algo de destaque para a promoção e crescimento da referida instituição, tanto que em ano eleitoral vemos uma verdadeira caça, de ambos os lados, em busca desses benefícios.

Muitos são os estudos que divulgam essa realidade a fundo. Um estudioso que já citei em outros artigos sobre essa realidade é o sociólogo inglês Paul Freston, que por muito tempo pesquisou a igreja coreana no intuito de traçar um paralelo entre a igreja coreana e a igreja brasileira. Isso em virtude da igreja coreana fascinar tanto as lideranças evangélicas brasileiras, principalmente as pentecostais.

Do_pulpito_as_midias_sociais-212x300Recomendo o estudo das conclusões de Freston sobre o tema. Já adianto que, por ver os resultados da igreja da Coreia do Sul, a igreja brasileira caminha para uma situação não muito boa.

As lideranças que se utilizam da Marcha para Jesus para negócios com o universo político não têm por alvo a democracia, muito menos o caráter evangelístico-missionário. As intenções são diretas. Por exemplo, Edir Macedo não esconde de ninguém que seu objetivo é tomar o poder. E, assim como os católicos, dirigir o país através de uma teocracia, tendo como base a teologia da Universal. Para isso, não medem esforços para utilizar a Marcha para Jesus.

Uma pena que muitos que participam desses eventos não param um segundo para pensar e refletir. O alto som dos trios-elétricos, o ritmo dos cantores gospel não deixam espaços para isso. Lamentavelmente, não há uma teologia, não há uma reflexão histórica e muito menos uma sociologia ou uma consciência da realidade que tudo cerca.

Hoje, quem tem o conhecimento se tranca em suas instituições e divide o conhecimento só com os seus. Muitos são os pastores que preferem levar os membros da sua igreja para um retiro longe de tudo, com o pensamento de que, não vendo, não serão contaminados. Grande engano!

A Igreja de Cristo é uma só.

Alguns analistas já dizem que o silêncio de Cunha é no propósito de defender a igreja, pois muitos são os líderes envolvidos com os escândalos da política brasileira.

Nós do MEEB estaremos no próximo dia 31 de maio novamente na referida Marcha para Jesus. Temos a consciência de que o evento não é para Jesus. Estaremos com nossas faixas, camisetas e folhetos no propósito de despertar alguns para as verdades do Evangelho. Sabemos que diante do volume das músicas, da grande apoteose do culto, somos meramente insignificantes. Porém, estaremos envoltos no versículo que abre esse artigo. Estaremos ali como uma pequena fonte que goteja justiça e retidão.

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A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

Paulo Siqueira

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