Hipnose ou milagre no 10o. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil?

jeronimoavivamentoDurante o feriado de Carnaval o Apóstolo (?) Agenor Duque promoveu o 10o. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil, com a presença de Benny Hinn, Marco Feliciano, Abílio Santana, Jerônimo Onofre da Silveira e outros. Neste artigo analisaremos uma das preleções, a do Jerônimo Onofre.

Antes de continuar a leitura, recomendamos assistir ao seguinte vídeo:

O que se espera de um Congresso de Avivamento? Um avivamento, é claro! E avivamentos só ocorrem pela ação do Espírito Santo, quando buscado de todo o coração pelos fiéis. E essa busca se faz presente quando, entre os fiéis, há verdadeiro arrependimento pelos pecados e sincera vontade de agradar a Deus. E quando há temor e tremor do Senhor.

E o que a participação do Jerônimo Onofre nos faz pensar? Ela denota arrependimento, vontade de agradar a Deus, temor e tremor do Senhor? Ou denota excesso de autoconfiança, certeza no poder próprio, desejo de aplausos, reconhecimento e até de se tornar um ídolo perante a multidão?

É possível um avivamento verdadeiro quando os homens desejam se igualar a Deus?

Como falamos de igreja, temos que nos palpar nas Escrituras Sagradas. Se desejamos seguir a Cristo, precisamos seguir Seus ensinos e Seus passos.

Através de Jesus e dos Apóstolos (de verdade), muitos milagres foram realizados. Leprosos foram curados, cegos enxergaram, deficientes físicos voltaram a andar, mortos ressuscitaram, demônios foram expulsos. Bastava uma ordem para que o milagre se realizasse, e quando isso acontecia, o mundo ao redor ficava em polvorosa.

Hoje em dia, na ânsia de demonstrar poder e autoridade, algumas igrejas ditas cristãs têm falsificado milagres. Já que a prometida cura não veio, alguns pastores dão uma “ajudinha” a Deus manipulando os fiéis. A hipnose é uma das técnicas mais utilizadas, por ser fácil e promover resultados imediatos. Imediatos mas pouco duradouros, mas isso não é um problema, pois o fiel já terá dado seu testemunho e não voltará para desmentir o que ele mesmo afirmou dias atrás.

Se já está difícil obter milagres, quiçá um verdadeiro avivamento. E por isso todos os anos precisa-se buscar novos avivamentos em novos congressos, reuniões de poder, vigílias no monte, viagens a Israel e campanhas mil. E de campanha em campanha, reunião em reunião, viagem em viagem, congresso em congresso sem obter os resultados prometidos, a fé de muitos se esfria. E o amor também.

Muitos pastores precisam aprender que avivamento não é busca por riquezas e prosperidade, não é cura de todas as doenças, não é eleição dos políticos indicados pela liderança, não é a construção de maiores e mais suntuosos templos, não é multidão de dizimistas e ofertantes fiéis. Avivamento é profunda dor pelos nossos pecados e pelos da nação. Avivamento é desejo de justiça para os que mais sofrem. Avivamento é um amor tão grande por Deus que nos faz esquecer de nós mesmos.

Avivamento é amor pela Verdade. Não é falsificação de milagres, não é mentira em prol de uma falsa propaganda de espiritualidade do (im)pastor.

Tristes os dias em que vivemos, onde alguns líderes ditos cristãos colocam sua confiança em políticos, na oferta de empresários, nas técnicas de hipnose e em seu poder de persuasão junto ao rebanho. E que pobre esse rebanho, proibido até de pensar, por medo das ameaças de maldição desses (im)pastores!

Recomendo a leitura do livro Lavagem Cerebral e Hipnose nos Cultos Protestantes. Foi escrito por um católico, e a propósito, os católicos demoram anos para reconhecer um milagre, justamente para que não haja falsificações. Já nós, evangélicos, aceitamos qualquer palavra claramente induzida pelo pastor para dizer que alguém foi curado. Mesmo sem tê-lo sido de fato.

Quando houver seriedade nas igrejas evangélicas, haverá um verdadeiro avivamento. E nem será necessário fazer congressos com esse específico fim.

Por mais Evangelho e menos “ajudinhas” humanas.

Deus não precisa de nós. Nós é que precisamos Dele.

Quem se enche com truques baratos são teatros e circos, não verdadeiras igrejas.

avivamento

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

 

 

 

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O que uma simples faixa causou no 10o. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil

Leia o conteúdo da faixa a seguir:

precisamos de uma igreja

Sentiu-se ofendido(a)? Ameaçado(a)? Ou simplesmente serviu para lhe colocar em estado de reflexão momentânea, advindo depois a simples aprovação ou desaprovação da mensagem?

Misteriosamente, mais uma vez percebemos que essa faixa pode causar grandes reações. Hoje a levamos diante da entrada do 10o. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil, no Estádio do Canindé em São Paulo. “Vacinados”, muitos dos que lá foram e que usavam camiseta do congresso com foto do Benny Hinn mal a olharam. E entre os que ousaram olhar, muitos fizeram ar de reprovação.

Compreendo ser justo não concordar com os dizeres da faixa, uma vez que temos total livre arbítrio. Mas, onde está o erro da mensagem?

Para nossa surpresa, a certa altura do campeonato surge o Apóstolo (?) Agenor Duque em seu carro. Para diante de nós, pega seu celular e tira fotos nossas e da faixa. Aceita educadamente um folheto e nos pergunta o que estávamos fazendo ali.

Na rápida conversa, o que mais nos espantou foi a reação geral. Estávamos em meio a um batalhão de ambulantes e fiéis, e obviamente a gritaria imperava. Os ambulantes, cada um vendendo seu peixe, além do zunzunzum de quem foi buscar uma bênção. Porém, quando a figura do Apóstolo (?) apareceu por trás dos vidros escuros do veículo, fez-se um silêncio sepulcral. Olhei ao redor e todos – sim, todos! – estavam parados, olhando atentamente. Foi uma reação surpreendente, como se todos estivessem diante de algo muito sagrado, muito idealizado, diante do qual não devessem sequer demonstrar movimento. Talvez uma grande autoridade, até mesmo um rei. Fazendo uma analogia, lembrou-me filmes de heróis super rápidos, naquelas cenas em que o mundo inteiro fica praticamente parado enquanto o herói caminha em volta do cenário.

Quando o carro do Apóstolo (?) Agenor Duque deu partida e entrou no estádio, como num passe de mágica tudo voltou ao normal: a gritaria, o caminhar dos fiéis para lá e para cá, a curiosidade de alguns sobre nossa faixa e folhetos e o desprezo de outros pelo mesmo motivo. E então chegaram alguns seguranças do evento, preocupados por acharem que tínhamos outras faixas que denegririam pessoalmente o Apóstolo (?) e a Bispa (?). Mas é claro que não tínhamos, pois nossa intenção não é denegrir pessoas, mas criticar sua teologia dita cristã.

Em certo momento, recebi o “calendário apostólico” (foi assim que a moça o descreveu). De um lado, um calendário. Do outro, a foto do Deputado (querendo se reeleger) Jorge Tadeu e um outro pastor que não conheço. E o outro Deputado Marco Feliciano havia pregado numa noite do congresso. Afinal, uns confiam em carros, outros em cavalos, outros mais em políticos que os favoreçam, mas nós faremos menção do nome do Senhor Nosso Deus.

Estávamos em cinco, o suficiente para passarmos totalmente despercebidos na multidão. Mas Deus não quis que fosse assim. Mesmo em cinco, com apenas uma faixa com uma mensagem que normalmente agradaria a qualquer cristão, ainda assim incomodamos – e muito. A luz da Verdade incomoda os olhos que permaneceram muito tempo na escuridão, e a defesa, nesse caso, é tentar apagar a Verdade. Mas, quem pode conter a luz?

Fomos embora antes do Benny Hinn subir no palco. O que tínhamos que fazer ali Deus já havia feito. Mesmo aqueles que hoje se incomodaram e até se irritaram com nossa presença, temos fé de que Deus lhes visitará e lhes ensinará novas coisas em Seu tempo, como um dia fez conosco. Deus conhece os corações sinceros e não os deixará no engano.

Sobre o congresso em si, infelizmente muitas heresias e falsificações de milagres, mas disso trataremos no próximo artigo.

Agradecemos a Deus pela oportunidade que Ele nos deu no dia de hoje.

A Ele toda a honra e toda a glória para sempre.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
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Por que os evangélicos brasileiros têm dificuldades em apresentar um caráter transformado?

carc3a1ter.jpgPor que as igrejas evangélicas brasileiras têm dificuldades de se apresentar à sociedade através dos exemplos frutos da transformação do caráter dos seus fiéis?

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” – 2 Coríntios 5:17

Essa é uma reflexão bastante difícil. Muitos que acompanham este blog talvez possam pensar: “só há críticas ao sistema evangélico brasileiro?”

A questão é que este blog é uma ferramenta de conscientização cristã, e para isso objetivamos refletir a realidade cotidiana. Lamentavelmente, o que temos observado na nossa vivência ministerial em meio à igreja é que muito do que é pregado nos púlpitos não é vivenciado nem praticado por muitos que se dizem “evangélicos” no Brasil.

Está difícil ver no cotidiano exemplos de uma verdadeira transformação que parte do caráter para a consciência genuinamente cristã, à luz dos Evangelhos. O que temos visto são pessoas superficiais, levadas por modismos, metodologias, que produzem conversões emotivas, sensacionalistas, frutos de um evangelho místico, mágico, centrado muito mais no propósito de satisfazer os anseios humanos do que ser um referencial de espiritualidade para seus fiéis.

Os evangélicos brasileiros perderam sua identidade, ou melhor, será que um dia a tiveram? (https://pedrasclamam.wordpress.com/2012/04/18/a-igreja-barasileira-precisa-recuperar-sua-identidade/)

Segundo a Profa. Dra. Magali do Nascimento Cunha em seu livro Do Púlpito às Mídias Sociais:

“A imagem dos ‘evangélicos’ no país foi construída com base na identidade de dois grupos de cristãos não católicos e ortodoxos: os protestantes de diferentes confissões, que chegaram ao Brasil  por meio de missões dos Estados Unidos, a partir da segunda metade do século XXI, e os pentecostais, que aportaram na primeira década do século X. Os grupos protestantes que alcançaram o Brasil por meio de imigração, luteranos e anglicanos, construíram uma identidade própria com aberturas significativas à contextualização/inculturação. (…)

Independente das peculiaridades dos distintos grupos que formam o segmento, os evangélicos brasileiros são identificados nos estudos de religião por: 1) uma predominante leitura fundamentalista (literalista, a partir das ideias dos fundamentos da fé) do texto sagrado cristão, a Bíblia; 2) ênfase na piedade pessoal, na busca da salvação da alma (influência do puritanismo e do pietismo dos pioneiros missionários que vieram do Sul dos Estados Unidos no século XIX ao Brasil; 3) frequentes posturas de rejeição das manifestações culturais não cristãs no país (fruto da mesma ação de missionários); 4) um isolamento das demandas sociais (resultante da espiritualização das questões da existência individual e social), entre elas a participação política. Tudo isso gera uma imagem construída em torno do nome evangélico, centrada nas práticas e ideias do protestantismo missionário do Sul dos Estados Unidos e do pentecostalismo embranquecido, mostrando ao Brasil um segmento cristão predominantemente conservador teologicamente, marcado pela conjunção milenarista e fundamentalista e puritana – arminiana – pietista. Desprovido de tradição litúrgica, com prática centrada na palavra e pouca ou nenhuma ênfase na comunicação visual e/ou simbólica; rígido em relação aos prazeres do corpo e à moralidade cotidiana, por meio de um rompimento com expressões culturais brasileiras, anticatólico e denominacionalista. Sendo assim, a terminologia evangélico é resultado desta forma de identidade.”

Vários são os autores que tentam definir ou interpretar qual a verdadeira identidade dos evangélicos. Dentro da proposta deste artigo, essa perda ou falta de identidade é um dos principais motivos da igreja evangélica brasileira ter dificuldades em formar um verdadeiro caráter cristão em seus fiéis, pois se partirmos do princípio que a igreja não sabe o que é, fica difícil a caminhada.

Falo isso em reflexão do que temos visto. Se imaginarmos que uma igreja como a Metodista do Brasil está enfrentando um processo de neopentecostalização, o que dizer?

Nessa reflexão vamos analisar diversos pontos:

  1. As conversões não ocorrem influenciadas pelas essências do Evangelho, mas sim moldadas dentro dos interesses, programas das instituições, lideranças ou “donos” das igrejas. As igrejas se tornaram “casas de interesses” tanto das instituições, dos líderes e dos fiéis. Em muitos segmentos, o foco é satisfazer esses interesses. Para isso, o Evangelho não é o centro das ações. Tudo gira em torno de metodologias, ideias, reprodução de estratégias, tudo objetivando o crescimento financeiro, de membresia. Isso faz surgir uma igreja muito mais administrativa, burocrática, onde a espiritualidade é simplesmente um termo empregado para justificar que aquele local tem o nome de “igreja”. As conversões também seguem esse rito, ou seja, não se produzem novas criaturas, mas sim cópias. Quem ainda não viu cópias de Edir Macedo, Valdemiro Santiago, Agenor Duque e outros? O sujeito não tem o direito de escolher a roupa, o corte de cabelo, o vocabulário. Tudo tem que seguir a padronização da instituição e do líder. Até os trejeitos, cacoetes devem ser copiados das lideranças. Se alguém não seguir essa padronização, está fora. O cabeça, ali, não é Cristo, mas sim o “dono” ou líder da igreja. Com isso, não temos conversões ao Evangelho, mas sim um espírito de convencimento onde o objetivo é se tornar uma cópia do líder. É triste, mas essa é a realidade, e olha que estou tentando descrever essa realidade sem me aprofundar nas bizarrices existentes.
  2. Foco em “teologias” e não em uma prática e vivência cristocêntrica.Vemos muitas igrejas mais preocupadas em divulgar suas teologias institucionais do que o próprio Evangelho. O Evangelho só aparece porque ele é a forma de publicar ou justificar as ideias. Há muitos teólogos e líderes que se tornaram verdadeiros especialistas nos fundadores das suas instituições, dando-se a impressão de que sabem mais da biografia dos criadores de sua denominação do que do próprio Cristo. Chego a pensar muitas vezes que nesses espaços o fundador da instituição é o motivo da fé. Isso tem se refletido na formação de muitos pastores, pois a maioria das instituições de ensino teológico são regidas por ideologias, onde não se aprende uma teologia plural, mas sim uma determinada teologia, ignorando as demais. Isso é refletido na falta de uma verdadeira teologia fundamentada na cultura brasileira. As teologias que temos não são frutos de um pensamento teológico brasileiro. Tudo o que temos e vemos vem de fora. Parece que só há sentido em um pensamento teológico se ele for importado. Muitos teólogos brasileiros que ousam quebrar esse círculo não conseguem encontrar apoio e estão isolados com seus pensamentos. Só há continuidade em um pensamento teológico se ele for amparado pelas antigas cátedras acadêmicas. Fora disso, parece não haver teologia. O resultado disso é que somos obrigados a suportar um cidadão como Agenor Duque se autointitulando teólogo. E somos cotidianamente bombardeados por inúmeras heresias travestidas de teologias. Já é sabido que no Brasil a grande maioria dos pastores não tem uma formação teológica consistente, e isso é fruto de vários dos pontos citados acima. Lamentavelmente, em muitas instituições de ensino não se ensina teologia, ensina-se a manutenção, o crescimento e a subsistência da instituição. Por conta disso, muitas são as instituições religiosas no Brasil onde os pastores e líderes têm seus vencimentos calculados de acordo com as metas e objetivos alcançados.
  3. Para muitos evangélicos, a instituição está acima do próprio Evangelho. Pastores estão sendo transformados em funcionários das instituições. São cobrados e os resultados determinam os passos do seu ministério. Os pastores não são avaliados pela consagração, pelo conhecimento, mas sim pelos resultados. Com isso temos igrejas fracas, e muitas que nem sequer podem ser consideradas igrejas. Isso reflete o porquê de tantos pastores que desistem do ministério em tão pouco tempo. Os que permanecem aos poucos vão esfriando na fé, vão abandonando as práticas cristãs e aos poucos se tornam verdadeiros atores, que encenam um personagem: o pastor. O reflexo disso são pastores doentes, igrejas doentes, fiéis doentes. E essas doenças são graves. Os noticiários estão refletindo isso.
  4. Igrejas que não evangelizam. Hoje é comum se acreditar mais em metodologias de marketing e comunicação do que numa evangelização que espelhe os Evangelhos. Evangelização, hoje, para muitas instituições é o marketing pessoal do seu líder. São suas ideias sendo expostas. A exemplo da Universal, onde os versículos bíblicos são fracionados, isolados e em muitos casos nem sequer citados. O pastor ou apresentador usa pseudônimos para se referir a Deus, a Jesus. Tudo se torna um grande espetáculo. O objetivo ali não é levar a pessoa que assiste ou ouve à consciência de que é um pecador e de que Cristo foi enviado por Deus para lhe salvar, e que essa salvação é mediante a Graça (e de graça). Para isso, é preciso que todos os seres humanos se arrependam, convertam seus caminhos e cheguem à reconciliação com o Criador. Temos visto uma grande confusão, onde alguns acreditam que pelo simples fato de se emocionar, chorar ouvindo uma música com fundo emocional é reflexo de uma conversão. Em alguns locais, chamam de discipulado reuniões de adestramento e doutrinação (para não chamar de lavagem cerebral). Sem falar que transformaram o termo missão em reuniões para arrecadação de fundos, transformando a missão da igreja em algo sem fundamento. Muitas das igrejas que fazem algum tipo de evangelização não conseguem fazer sem a ideia centrada de propagar o Reino de Deus, mas sim com o objetivo de abrir mais uma filial da sua instituição. Sem contar que as chamadas missões estão se transformando em verdadeiras empresas de turismo religioso. Temos irmãos e irmãs que em nome da evangelização ou de missões têm visitado diversos países sem apresentar um trabalho consistente em prol do Reino. E mesmo com todas essas viagens, muitos são os que não apresentam transformação de vida e frutos de uma conversão. Muitos projetos de evangelização só têm sentido se trouxer alguma vantagem ou algum lucro à instituição. Essa é a razão pela qual a evangelização de marginalizados é praticamente ignorada por muitas denominações. Temos visto igrejas cercadas por comunidades carentes, e essas instituições nem sequer um programa social possuem. A falta de evangelização tem gerado um crescimento desordenado, fazendo da igreja pequenas porções e não um todo. Os fiéis são vistos como parte do capital das instituições, e não como vidas a serem reparadas, transformadas.

Muitos são os pastores que enxergam e sabem de todos esses pontos aqui citados, porém não conseguem se desmamar do sistema. Muitos se acovardam e vivem e fazem o jogo. Com isso, muitos frequentam a igreja, porém poucos passam por uma verdadeira transformação. E muitos são os que têm uma conversão incompleta, pois foram convencidos de que para seguir a Cristo basta levantar a mão e ir à frente. Recebem uma oração, aprendem a dizimar e ofertar e buscar a vitória. Muitos são os que nada sabem da Graça transformadora do Espírito Santo Consolador.

Estas são algumas razões pelas quais muitos não conseguem completar sua caminhada de fé. Lamentavelmente, o número de fiéis que sai das instituições é maior do que os que entram. As instituições não estão se atentando para o número crescente de “deixados para trás”, os chamados desigrejados, os machucados, os feridos.

Sem contar que muitas são as denominações que não se importam com o fato de, apesar de termos um grande percentual de evangélicos no país, isso não resulte em uma transformação de caráter do brasileiro. Ainda somos reconhecidos como o povo do “jeitinho”, da sensualidade.

Na minha opinião, o grande problema da igreja brasileira é o fato de que muitos crentes não são levados ao arrependimento, à redenção e à santificação através da consciência bíblica. É triste dizer, mas muitos são os que, apesar de frequentar, dizimar, ofertar, ainda assim não se converteram.

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O caminho é longo e árduo. Nós precisamos voltar ao Evangelho de Cristo. A igreja precisa deixar de dar lucro e começar a ter, se possível, prejuízos, porém ela precisa ser um instrumento unicamente de Deus para o mundo.

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O que o Natal realmente significa?

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Stephen Nichols

Uma das mais extraordinárias histórias de Natal vem de um dos momentos mais sombrios da história moderna. A Primeira Guerra Mundial devastou um continente, deixando destruição e destroços em seu rastro. As perdas humanas, mesmo de milhões, nos deixam desconcertados. Mas a partir do meio desse conflito tenebroso ocorre a história da Trégua de Natal de 1914. A Frente Ocidental, há apenas alguns meses na guerra, era um cenário deplorável de devastação. Talvez para dar aos combatentes um dia para que respirassem novamente, foi convocada uma trégua desde a véspera de Natal até o dia de Natal.

Enquanto a escuridão caía sobre a frente como um cobertor, o som de explosivos e o barulho do tiroteio desapareceram. Pequenos corais, de vozes francesas ou inglesas de um lado e de vozes alemãs do outro, se elevavam de modo a encher o silêncio da noite.

Pela manhã, soldados, a princípio de maneira hesitante, começaram a sair do emaranhado das trincheiras para o solo terrível e seco da Terra de Ninguém. Havia mais cânticos. Presentes de alimentos e cigarros foram trocados. As fotos de família foram mostradas. Bolas de futebol surgiram. Ao longo de toda a Frente Ocidental, os soldados, que apenas horas antes estavam travando o combate mortal, agora se enfrentavam em jogos de futebol.

Por um dia breve, mas inteiramente extraordinário, houve paz na terra. Alguns chamaram a Trégua de Natal de 1914 de “o Milagre na Frente Ocidental”.

Ansioso para imprimir algumas boas notícias, The Times of London informou sobre os eventos da Trégua de Natal. Os soldados registraram o dia em cartas para a família e em diários. Algumas dessas anotações chegaram aos jornais, enquanto outras permaneceram desconhecidas até serem descobertas posteriormente. Aqui está uma dessas anotações do diário de um soldado alemão da infantaria:

Os ingleses trouxeram uma bola de futebol das trincheiras, e logo ocorreu um jogo animado. Quão surpreendentemente maravilhoso, e, contudo, quão estranho foi. Os oficiais ingleses sentiram o mesmo. Assim, o Natal, a celebração do Amor, conseguiu unir inimigos mortais como amigos por um momento.

“Amigos por um momento”, “a celebração do amor”, “paz na terra” — este é o significado do Natal. Mas essas celebrações, essas tréguas, não duram. Depois do dia de Natal, as bolas de futebol e os soldados voltaram para as trincheiras. As canções natalinas acabaram e a guerra continuou. E mesmo que a 1ª Guerra Mundial terminasse, algumas décadas mais tarde, o campo e as cidades da Europa se tornaram novamente um campo de batalha, assim como a África e o Pacífico, durante a 2ª Guerra Mundial.

Eventos como a Trégua de Natal são dignos de serem celebrados. Mas eles carecem de algo. Falta-lhes a permanência. Essa paz não permanente é o que muitas vezes encontramos em nossa busca pelo significado real do Natal. Se buscamos a boa vontade, o amor e a paz duradouros e definitivos, devemos olhar para além de nossos encontros para entrega de presentes, reuniões e festas no trabalho. Não devemos olhar para outro lugar senão para uma manjedoura.

Devemos olhar para um bebê nascido não com festejo, pompa ou riquezas, mas com pais pobres em momentos de desespero. José e Maria, e o bebê Jesus nesse sentido, foram figuras históricas reais. Mas, de certa forma, José e Maria se estendem além de si mesmos, além de seu lugar e tempo particulares. Eles representam todos nós. Todos nós somos pobres e vivemos momentos de desespero. Alguns de nós são melhores do que outros em camuflar isso. No entanto, todos nós somos pobres e desesperados, então todos nós precisamos da promessa vinculada a esse bebê.

Precisamos de uma saída para nossa pobreza de alma e para o estado desesperado da nossa condição humana. Encontramos a saída nessa criança deitada numa manjedoura, que era e é Jesus Cristo, o Messias, a Semente, o Redentor e o Rei, há muito prometido.

O nascimento de Jesus há séculos atrás pode ter sido um nascimento um pouco fora do comum. Mesmo em épocas antigas, estalagens não eram comumente usadas como salas de parto e manjedouras geralmente não eram usadas como berços para bebês recém-nascidos. E esse bebê recém-nascido era muito fora do comum. Naturalmente, em alguns aspectos, ele era perfeitamente comum. Ele era um ser humano, um bebê. Ele teve fome. Ele teve sede. Ele sentiu cansaço. Quando nasceu, foi envolto em faixas — o equivalente antigo de fraldas.

Um bebê. Desamparado, com fome, frio e cansaço.

Ainda assim, essa criança era o Filho de Deus encarnado. Ele era Emanuel, que traduzido significa “Deus conosco”. De acordo com o relato do apóstolo Paulo, esse bebê criou todas as coisas. Esse bebê criou a sua própria manjedoura. E esse bebê, esse Rei, opera paz na terra, paz definitiva e permanente.

Tradução: Camila Rebeca Teixeira

Revisão: William Teixeira

Original: The Real Meaning of Christmas.

Fonte: Ministério Fiel

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O perigoso precedente aberto pelo MPT no caso das cartilhas da Hirota Foods Supermercados

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Em comemoração ao Dia da Família, a rede Hirota Foods Supermercados distribuiu aos seus clientes uma cartilha com devocionais do pastor presbiteriano Hernandes Dias Lopes. Porém, após denúncias o Ministério Público do Trabalho decidiu pela suspensão da distribuição (que por si só já havia se encerrado, pois abrangeu apenas o período próximo ao Dia da Família).

Para entender o caso: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/mp-manda-supermercado-de-sp-suspender-cartilha-que-condena-gays-aborto-e-sexo-fora-do-casamento.ghtml.

Para quem achava que o Brasil goza de liberdade religiosa, eis aí um perigoso precedente do contrário.

Vejamos.

Liberdade religiosa implica em se poder expressar a fé livremente. Como o Estado é laico, obviamente não é oportuno expressar uma ou outra fé nos equipamentos públicos, pertencentes ao Estado. Assim, fere a laicidade do Estado tanto um culto evangélico como um ritual vudu durante as atividades do órgão governamental, pois ou se dá espaço para todas as demonstrações religiosas, ou não se dá espaço a nenhuma, sob pena do Estado privilegiar essa ou aquela religião. Se o Estado brasileiro não fosse laico, aí seria outra história.

Porém, se o Estado é laico, os cidadãos não são. É direito de todos terem ou não terem uma religião. Até os servidores públicos podem ter sua fé, a ser expressada fora das dependências governamentais. Da porta do governo para fora, a Constituição Federal nos garante o direito de livre expressão da fé.

O caso da Rede Hirota é emblemático. A rede de supermercados não tem qualquer ligação com o governo, sendo uma empresa privada. Seus donos devem professar uma fé, aparentemente evangélica. Por professarem tal fé, decidiram através de SUA empresa, do SEU espaço, distribuir a cartilha com devocionais que, obviamente, pregam a crença que seguem ou que consideram a ideal. Mas aí alguém não concorda com pontos dessa crença e levam o caso ao Ministério Público do Trabalho (do Trabalho???), que resolve por suspender a distribuição, como se o mercado estivesse errado. E o mercado, por sua vez, para não perder clientes é praticamente obrigado a emitir “sinceras desculpas” pelo ocorrido.

Vivemos o tempo absurdo do “politicamente correto”. O que inicialmente poderia ser positivo, inibindo formas de bullying, por exemplo, com o tempo se mostrou uma patrulha contra os que não são do “mundo”. Hoje não podemos usar frases racistas, o que é maravilhoso, mas também não podemos falar do pecado, da perversão, dos valores que essa sociedade moderna está jogando no lixo supostamente em prol da felicidade e da união mundial.

Mesmo no âmbito puramente religioso já não é possível discutir aborto, homossexualismo, poligamia, corrupção, idolatria sem ser taxado de fundamentalista ou coisa pior. Veja que não estou falando em concordar ou discordar, apenas em discutir! Isso porque a religiosidade que o “mundo” nos permite, nesse momento de Era de Aquários e busca por uma unidade mundial, é a religião cantada por Raul Seixas: “faça o que tu queres que é tudo da lei”.

Milhões morrem no mundo todos os dias das mais diversas causas. Mas basta um terrorista matar dez ou vinte na América ou na Europa que a imprensa nos entope com informações de como o fundamentalismo religioso é prejudicial. No que concordo plenamente, diga-se de passagem. O problema não são essas informações, mas a motivação por trás delas.

Engana-se quem pensa que tentam demonizar apenas os muçulmanos. A grande imprensa tenta demonizar, aos poucos e pelas beiradas, as religiões que não se curvarão a um Governo Único. E essas religiões são as monoteístas: muçulmanos, cristãos e judeus. As demais aceitarão um Governo Mundial de bom grado, seja por crerem que o que importa é a paz mundial (espíritas e demais religiões espiritualistas), seja por crerem já em várias divindades, então mais uma, menos uma não fará a menor diferença, conquanto que o mundo conquiste a tão esperada paz.

A demonização dos muçulmanos é fácil, pois os fundamentalistas entregam o prato pronto e cheio. A demonização dos judeus é um pouco mais trabalhosa, foi tentada várias vezes durante a história e atualmente se dá no enfoque de “lobo mau” frente aos pobres palestinos. Já a demonização dos cristãos se dá dividindo-os em duas frentes: dos “que nem parecem cristãos” por serem gente boa, que aceitam a tudo e a todos, e dos “fanáticos”, os que vêem pecado em todos mas são hipócritas com seus próprios pecados. E, após dividi-los, o mundo aprova os do primeiro grupo (como o Papa Francisco ou evangélicos liberais) e desaprova os do segundo (alguns justamente, como boa parte da Bancada Evangélica e lideranças pastorais a eles ligados, e alguns injustamente, apenas porque não respaldam totalmente a doutrina do “politicamente correto”).

Embora o Brasil seja de ampla maioria cristã, intriga saber que o “nem parece cristão” ou “nem parece evangélico” tornou-se um elogio. Culpa do péssimo exemplo que muitos que se dizem cristãos demonstram, culpa da omissão de outros (que preferem ser “politicamente corretos” a desagradar o mundo que os cerca) e culpa também da manipulação que, aos poucos, viabilizará a perseguição conforme as profecias bíblicas.

A Rede Hirota ousou distribuir cartilhas onde o aborto e o homossexualismo são tratados à luz das Escrituras Sagradas e foi punida por isso. Tivesse distribuído cartilhas com fotos de casais homossexuais se beijando e atores globais com cartazes “Meu corpo, minhas regras” e nada teria acontecido. Caso alguém se sentisse ofendido e denunciasse, as autoridades competentes arquivariam o processo por julgá-lo improcedente. Afinal, vivemos o século XXI, a diversidade, a canção de Raul Seixas, o vale-tudo pela felicidade pessoal aqui e agora. Os cristãos têm que respeitar e aceitar o mundo. Mas o mundo não tem que aceitar ou respeitar os cristãos. Ao mundo, total liberdade de ação e de pensamento. Aos cristãos, apenas a liberdade de pensar e agir conforme o mundo.

Por que denunciar a Rede Hirota por ter distribuído uma cartilha com suas crenças religiosas? Se alguém se sentiu ofendido, bastava não comprar mais no supermercado.

Na porta da minha casa recebo publicações das Testemunhas de Jeová e, mais raramente, do Universo em Desencanto. Em alguns estabelecimentos comerciais me deparo com imagens de santos católicos e até com discretos altares budistas. Volta e meia espíritas tentam me demonstrar a racionalidade de sua fé. E nunca cogitei denunciar ninguém por isso.

Hoje foi a Rede Hirota. Amanhã será eu ou você, pois:

“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim.
Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.
Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.
Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.” –  João 15:18-21

Aproximamo-nos do Fim. Estejamos vigilantes. Busquemos a santificação. Busquemos o Alto.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
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A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

 

 

 

 

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Os evangélicos e a corrupção: delações de Funaro, novo Refis e o direito de comer o melhor desta terra

michel3Há 2 anos, surgiam as primeiras denúncias contra o então deputado Eduardo Cunha. Além de presidente da Câmara dos Deputados, esse dito também era evangélico, dizimista e ofertante na Assembleia de Deus do Brás Ministério Madureira (ADBras). Era convidado de honra nos palcos das Marchas para Jesus, principalmente no Rio, ao lado de aliados e até então fiéis defensores, como Silas Malafaia. Nos bastidores era conhecido por sua agressividade, mas à vista de todos era um homem inteligentíssimo e articulado, que pela “vontade de Deus” alcançou grande poder político.

Com o tempo, e com a necessidade de entregar um “bode expiatório” para justificar o “perdão” aos demais políticos corruptos do seu partido (PMDB) e dos demais aliados, Eduardo Cunha caiu. As denúncias (segundo o Ministério Público) de corrupção, desvio de verbas públicas, a existência de contas no exterior em seu nome e no nome da esposa e filha, acabaram com a perda do seu mandato político e seu envio para um presídio. Por seu caráter agressivo e vingativo, esperava-se que logo faria “aquela” delação, entregando a tudo e a todos, mas misteriosamente mantém-se calado, curtindo seu longo período de férias forçadas.

Também é curioso que Cláudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha, tenha sido inocentada de todas as acusações. Com envolvimento parecido, tivemos a prisão (mesmo que absurdamente domiciliar) da esposa de Sérgio Cabral. Poupar Cláudia Cruz do espaço prisional teria sido a moeda que pagou até hoje o silêncio de Eduardo Cunha?

Lembrando de trecho de uma gravação do Senador (suspeito de corrupção) Romero Jucá meses atrás: “tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria, por meio de um acordo com o Supremo, com tudo”. (fonte: UOL Notícias)

2aypx7ijr4_6dqq6q316a_fileEduardo Cunha continua em silêncio, mas seu parceiro operacional no PMDB resolveu falar. Lúcio Funaro fez a delação e dias atrás foram divulgadas as gravações. Incriminou, na delação, todos os caciques do PMDB, citando inclusive o presidente Michel Temer. Apesar de horrível, tudo isso já era esperado. Mas o que mais intriga, e que é o cerne deste artigo, são os trechos a seguir:

“O terceiro encontro com Temer, segundo Funaro, foi uma reunião de apoio à candidatura de Gabriel Chalita (PMDB) para a Prefeitura de São Paulo. Ele diz que o encontro foi na Assembleia de Deus do bairro Bom Retiro, com a presença dos bispos Manoel Ferreira e Samuel Ferreira.” (fonte: Revista Veja)

michel6Encontrar-se numa igreja evangélica não tem nenhum problema. Porém, a cúpula do PMDB foi a uma igreja não para um culto, mas para uma “reunião de apoio” a um candidato a prefeito de São Paulo, o católico Gabriel Chalita. Ou seja, era um evento especial, fechado, com o objetivo puramente político. E com o aval dos papas dessa igreja.

E lembrando, essa igreja, que antes era do Jabes de Alencar, agora é do Samuel Ferreira, também dono da ADBras, que é a mesma que tem (ou tinha) Eduardo Cunha como fiel dizimista e ofertante. E a ADBras é a mesma que, tempos atrás, foi acusada de lavar parte do dinheiro de Eduardo Cunha, no caso uns 250 mil reais (fonte: UOL Notícias). E vale lembrar que seu papa, o agora Bispo Samuel Ferreira, foi acusado na delação da JBS de receber 1 milhão de dólares de propina em 10 parcelas de 100 mil dólares, numa conta nos Estados Unidos (por que será? – Fonte: G1 Notícias).

michel4Enfim, Eduardo Cunha é (ou era) membro da igreja certinha para seu (falso) caráter cristão.

Outros trechos da delação de Lúcio Funaro que merecem destaque neste artigo são os seguintes (a partir de 3:15 minutos):

“O Eduardo, ele funcionava como se fosse um banco de corrupção e de políticos. Ou seja, todo mundo que precisava de recursos pedia pra ele e ele cedia os recursos, e em troca mandava no mandato do cara, era assim que funcionava” (3:27 minutos).

“O dinheiro vivo chegando em minha mão, eu distribuía pra quem eu tinha que pagar, e nesse caso era o Eduardo Cunha que fazia o repasse para quem era de direito dentro do PMDB, que eram as pessoas que apoiavam ele dentro do PMDB”. “Que eram?” “Henrique Meireles, Michel Temer, todas as pessoas. A bancada que a gente chamava de bancada do Eduardo Cunha” (4:14 minutos).

No vídeo acima, a partir do minuto 1:40, vemos Lúcio Funaro delatando que a bancada evangélica sempre votava seguindo Eduardo Cunha, e que esse “esquema” se iniciou em 2009, justamente com a ascensão de Cunha. Em 2:40 minutos, Funaro revela que Eduardo Cunha tinha influência no PSC (Partido Social “Cristão” – aspas nossas), na Bancada Evangélica e no PMDB, e com todos esses em suas mãos, Cunha tinha um poder de barganha muito grande na Câmara dos Deputados, podendo “negociar” com empresários interessados a aprovação ou a rejeição de projetos de leis e medidas provisórias. Esse “esquema” é explicado a partir de 4:30 minutos.

Aí fica a dúvida: a Bancada dita Evangélica seguia (obedecia) ao Eduardo Cunha por ver nele um homem de Deus, ungido, santo e cheio de discernimento? Ou o faziam porque, assim como os demais deputados que o seguiam, havia, segundo Funaro, o recebimento de propinas advindas dos empresários que tinham interesses nesse ou naquele projeto de lei?

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Muito grave tudo isso. Diria até abominável, se a delação se confirmar. Afinal, se alguém se diz seguidor de Jesus Cristo, é até aceitável que cometa um ou outro pecado. Porém, é incompreensível que viva em tão grande corrupção.

Dias atrás houve também a votação de uma medida provisória, o novo Refis, que seria o refinanciamento de dívidas tributárias de empresas. Para as igrejas, os deputados deram dois benefícios a mais, segundo a Época Negócios:

“A primeira prevê perdão de dívidas tributárias com a Receita Federal de igrejas, entidades religiosas e instituições de ensino vocacional sem fins lucrativos. A remissão vale para débitos inscritos ou não na Dívida Ativa da União, inclusive aqueles objeto de parcelamentos anteriores ou que são alvo de discussão administrativa ou judicial.

A segunda emenda favorável às igrejas estabeleceu isenção de cobrança de tributos da União incidentes sobre patrimônio, renda ou serviços para igrejas e instituições de ensino vocacional. A isenção valerá por cinco anos para entidades que exerçam atividade de assistência social, sem fins lucrativos.”

michel7As igrejas já possuem isenções fiscais, por seu caráter de entidade sem fins lucrativos (para muitas, pelo menos em tese, não na prática). Além disso, o Brasil passa por um dos mais difíceis períodos de sua história econômica, com altos índices de desemprego, grandes quedas na produção e com os entes da União sem caixa para tratar das mínimas questões. O Estado do Rio de Janeiro amargou falta de dinheiro até para o pagamento de aposentados e servidores ativos. Não há como arcar com os gastos para a segurança, saúde, moradia, educação nas mais diversas regiões do país.

Com o desemprego e a queda na produção, obviamente caiu também a arrecadação através dos impostos. O Refis seria uma alternativa de renegociação para que o governo possa receber valores atrasados e assim investir (e não propinar, por favor) no que é necessário. É claro que também é uma tentativa do governo de se aproximar do empresariado, ao facilitar a renegociação de dívidas. Apesar da necessidade do governo de angariar fundos, os líderes e políticos evangélicos não conseguem se sensibilizar e buscam, através de negociatas travestidas de votações no Congresso, não pagar nem o que antes lhes era devido. Mas eu e você precisamos pagar, sim senhor!

Cabe aqui um adendo: você viu algum líder evangélico, mesmo de igrejas tradicionais, denunciando isso? Será que a mudez geral se deve ao fato de que todos, isso mesmo, todos, serão no final “beneficiados”?

E pensar que Jesus, o Cristo, pagava impostos sem reclamar e sem necessitar, mas para dar e ser exemplo para os verdadeiros cristãos!

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Seja nas delações de Funaro, seja nos esquemas para a aprovação das vantagens gospel no Refis, o que vemos é que muitos líderes evangélicos são capazes de qualquer coisa para ter, no futuro, um presidente da mesma religião. E qualquer coisa, para muitos desses líderes, significa propinar, roubar, mentir, enriquecer às custas do Erário e dos fiéis. Para eles, o fim justifica os meios.

Lembremos de Jesus, quando chamou os fariseus de sepulcros caiados: limpos por fora e podres por dentro. Lembremos das admoestações de Jesus em Mateus 23, quantos ais!

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Certa vez, uma jovem seguiu o Apóstolo (de verdade) Paulo por muitos dias, bradando que ele e os demais eram servos do Deus Altíssimo (Atos 16:16-18). Porém, o Apóstolo (de verdade) Paulo era cheio do Espírito Santo e teve discernimento de Deus. Embora a jovem falasse a verdade, estava tomada por um espírito maligno, que foi prontamente expulso pelo Apóstolo.

O que acontece nas igrejas hoje, que líderes e políticos evangélicos são totalmente enganados por seres como o Eduardo Cunha? Cadê o discernimento dos espíritos? Cadê a prudência?

Ou será que não foram enganados e se aliaram de caso pensado?

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Tudo isso é para se pensar. Funaro deu 13 horas de depoimentos, que podem ser assistidos na íntegra no Youtube. Tive que assistir a muitas horas, pois se você pesquisar no Google “bancada do Cunha” e “bancada evangélica”, não achará absolutamente nenhuma notícia. É como se tivessem orquestrado um cala-boca gospel. Mas assistindo aos vídeos, outros gospel são citados, como o Garotinho e o Pr. Everaldo, e isso provavelmente também não sairá na grande imprensa. Amanhã inventarão algum meme na internet e essa delação, assim como a da JBS e a da Odebrecht, cairá no esquecimento. E os “esquemas” continuarão, com direito a testemunhos nos púlpitos de como “deus” abençoou que apareceu um bom dinheiro para ajudar na reforma do templo.

Nojo. Por muito menos, Jesus expulsou os mercadores do templo. E nós, pelo caminhar da carruagem, acabaremos reelegendo os mesmos indicados de sempre por nossos (im)pastores.

O mais triste é que muitos evangélicos sabem de tudo, mas mesmo assim apoiam suas lideranças e instituições, pois tudo vale em prol do “reino”. Até mesmo corrupção em nome de Jesus.

Será que ninguém mais está vendo isso? Onde estão as vozes para denunciar a iniquidade em parte das igrejas evangélicas brasileiras? Por que estão caladas?

Simples: muitas lideranças e muitas instituições são sustentadas por esse “sistema”. Ninguém quer perder sua parcela dentro do sistema corrupto.

Estamos a cerca de 2 semanas dos 500 anos da Reforma Protestante. O que temos a comemorar é que as Escrituras, como sempre, estão certas:

“E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.” – Mateus 7:14

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Igreja Evangélica Brasileira, formada por mim e por você: arrependamo-nos enquanto é tempo.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
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A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

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O mal da dependência institucional religiosa

Mundo“Sabemos que aquele que nasceu de Deus não peca; mas o que é gerado de Deus se acautela, e o Maligno não o toca.
Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno.” – 1 João 5:18,19

Sei que muito gente vai se enfurecer com este artigo. Ou melhor, já devem estar enfurecidos só pelo título. Porém, esta é uma reflexão de quem acompanha a vida institucional religiosa desde criança, pois minha vida institucional da qual tenho lembrança se inicia aos 6 anos no catecismo católico.

Sempre tive minhas pulgas atrás da orelha, como diz o dito popular. Já na infância, minha mãe me alertava a tomar cuidado com o pároco da comunidade, pois o mesmo era dado a muito vinho. Na minha adolescência, fiz parte dos então iniciados grupos carismáticos porque acreditava que esses estavam mais próximos da Bíblia do que os católicos convencionais. Na minha conversão para o protestantismo (no meu caso, para o pentecostalismo), sempre me assustava com toda a mística envolvendo a igreja. Isso nunca me atrapalhou, pois sempre estive mais envolvido com a prática do que com as teorias, e nunca me deixei estimular pelos dogmas, preferindo as ações de misericórdia e solidariedade.

Uma das primeiras intrigas que tive com o “sistema institucional religioso” foi quando era professor de escola dominical em uma pequena congregação num bairro extremamente miserável da periferia de minha cidade natal. Tinha quase trinta alunos que chegavam às aulas nos domingos pela manhã, algumas crianças nuas, descalças, sujinhas, famintas, e algumas com somente uma peça de roupa. A maioria, filhos de pais envolvidos no alcoolismo, drogas, em todo o tipo de violência. Eu então trabalhava no período noturno e pela manhã me dirigia para essa escola com sacolas e sacolas de alimentos, roupas, calçados e brinquedos arrecadados durante a semana entre colegas de trabalho, vizinhos e amigos.

Então fui comunicado pela igreja-sede de que eu deveria incluir na classe da escola dominical da congregação as “revistas” exigidas pela instituição. Então comentei: “as crianças não têm roupas, não têm o que comer, como comprarão a revista?” E o irmão superintendente disse: “Paulo, são as regras da igreja!” E então descobri, a partir disso, que a instituição religiosa tem suas falhas, e falhas gravíssimas.

Assim como nesse exemplo, muitas são as perguntas que todo aquele que vive dentro do sistema religioso tem dentro de si e muitas vezes guarda calado.

Nessa história que referi, não adotei as revistas. Mas, aos poucos fui adquirindo bíblias para as crianças, ao ponto de todas as crianças terem uma bíblia. Ou seja, eu comprei uma grande briga com a instituição, pois quebrei a regra. E essa quebra de regra só não me trouxe grandes consequências porque a congregação cresceu, se tornou uma igreja (pois os pais e responsáveis pelas crianças, vendo a transformação que o Evangelho proporcionava em seus filhos, passaram a também frequentar a congregação).

Ou seja, a congregação cresceu, deu frutos. Sendo assim, a quebra de regras foi desconsiderada.

Porém, essa não é a realidade da igreja. A igreja vive sob um sistema pesado na sua dogmática, na sua eclesiologia, onde as regras falam muito mais alto do que a sensatez, a misericórdia, a solidariedade, o amor. Muitas vezes, as regras falam até mais do que a própria razão. E muitas vezes, até mais do que a própria fé.

Estamos no mês em que comemoramos 500 anos da Reforma e é uma boa lembrança nos referirmos aos motivos que levaram Lutero a afixar suas teses. Não é de hoje que o sistema institucional religioso está doente, decadente, ferido e ferindo a muitos.

 

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Dentro do versículo que descrevemos no início, a segunda parte é a que mais nos vem à lembrança. Porém, a primeira parte nos refere sobre a questão do “nascido de Deus”.

Em João 3, Jesus diz a Nicodemus que importa nascer de novo, pois aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. E aqui em 1 João temos que o que realmente é nascido de novo o Maligno não lhe toca. E por que digo isso?

Porque todos aqueles que vivem ou fazem parte do sistema religioso e vivem as mentiras, as armações, as hipocrisias do sistema vivem uma vida de pecado.

Tenho visto, após décadas vivendo no sistema religioso, que muitos são os que vivem os pecados institucionais em troca de salários, em troca da casa pastoral, em troca de um carro, em troca de mestrados e doutorados, ou seja, todas as benesses do sistema. Porém, eles não se atentam de que o que realmente importa nessa vida é o estar em Cristo, como Paulo diz em 2 Coríntios 5: 17: aquele que está em Cristo nova criatura é. Ou seja, uma nova criatura que não se alimenta, que não se veste, que não usufrui dos favores do mundo. E isso inclui os favores institucionais.

Os milhões de desigrejados são vítimas das feridas provocadas pelo sistema religioso. Um sistema que vai coexistindo com a mudez e a conivência dos seus participantes. É muito fácil apontar as falhas do catolicismo, as falhas do espiritismo, mas é preciso entender que o sistema evangélico também é repleto de falhas: falhas doutrinárias, ético-morais, sociais, políticas. Porém, o grande mal é o corporativismo institucional, alimentado por todos aqueles que de certa forma vivem do sistema.

Há alguns anos encontrei um contemporâneo de faculdade teológica. Dialogando com ele, apontei-lhe o porquê dele ter aderido à Teologia da Prosperidade mesmo tendo todo o conhecimento teológico. Ele subitamente interrompe meus argumentos com a pergunta: “quantas vezes você foi para Israel?” Sinceramente, não acreditei estar ouvindo aquilo. E depois veio a outra: “que carro você tem?”

Ou seja, essa pessoa a qual me refiro não só havia sido engolida por um desvio doutrinário. Essa pessoa estava equivocada quanto ao seu novo nascimento.

Tenho enfrentado isso nos últimos anos. Depois que comecei a fazer parte do Movimento pela Ética Evangélica Brasileira e passei a denunciar os problemas da instituição evangélica, sou confrontado com os valores deste mundo. Muitos, quando sabem dos meus problemas de saúde, encontram argumentos para confrontar as verdades bíblicas. É preciso entender que a Igreja só tem sentido de existir se ela for o reflexo de Cristo descrito na Bíblia.

Só há um sentido da prática dogmática da Igreja: se essa dogmática for o reflexo de Cristo na Bíblia. A grande essência de um pastor, de um líder frente a uma comunidade religiosa não está no salário, nas viagens ou no carro, mas sim nos frutos do Espírito que a convivência dos santos proporciona.

A Igreja não é uma empresa. A Igreja não se fundamenta nos lucros. A Igreja é uma instituição totalmente espiritual, apesar de palpável. Para isso, é preciso que os que dela fazem parte vivam uma espiritualidade real, em Cristo. Por isso, ela é o contrário do mundo. Enquanto o mundo jaz no Maligno, a Igreja e os que dela fazem parte são de Deus e vivem os Seus valores. Isso deve ser manifesto com integridade, com transparência, com verdade, não com hipocrisias e mentiras.

A Palavra de Deus nos diz que todo obreiro é digno do seu sustento. Porém, a partir do momento em que o sustento se torna o motivo de eu estar na igreja isso passa a ser um profissionalismo, e aí os valores que norteiam minha vivência são totalmente institucionais.

Há muitos pastores puramente institucionais. Verdadeiros profissionais da fé. Jesus chama a esses de mercadores ou mer-ce-ná-rios. Sim, isso mesmo. Mercenários da fé.

O mercenário é aquele que atua, que age simplesmente pelo pagamento, sem se importar com a essência, os valores e as consequências do trabalho a ser realizado. Essa é a razão de tantas igrejas, apesar de cheias, não produzirem verdadeiros nascimentos em Cristo.

Essa é a razão pela qual, apesar do crescente número percentual de evangélicos, o Brasil ainda sucumbir diante da corrupção, da intolerância, da prostituição, da violência. Reflexos de uma igreja que vive mais os valores do mundo do que os valores de Deus.

Por isso João faz questão de lembrar que o mundo jaz no Maligno.

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A Igreja não depende de verbas públicas, a Igreja não depende de favores políticos, a Igreja não depende de ter um grande empresário. A Igreja depende de Deus, e para isso precisa viver Seus valores descritos na Palavra de Deus.

Sei que muitos não conseguirão ler essa reflexão. É mais fácil ignorar. É mais fácil viver os luxos do que ser confrontado com as verdades. Porém, como o título desse blog é As Pedras Clamam, estou aqui como uma pedra que clama, clamando por justiça, clamando por santificação, clamando por mais de Deus e menos do homem.

Espero que os que chegaram até aqui na leitura desta reflexão possam se sentir aliviados, pois apesar de fazerem parte de uma instituição religiosa, estão com as vestes limpas. Ou senão, que esta reflexão possa levar ao arrependimento e até, se possível, ao abandono do pecado.

Isso mesmo, abandono!

“Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.
E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.” – Mateus 5:29,30

Você está sendo radical, irmão!!! Do que que eu vou viver? Onde vou trabalhar?

Verdade. Porém, é preciso lembrar que essa vida é passageira, mas o inferno será eterno.

“Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar.” – Mateus 18:6

Eu poderia citar mais versículos, como por exemplo o capítulo todo de Mateus 23 ou Ezequiel 34, textos esses esquecidos por muitos.

Muitos devem estar horrorizados deste texto. “Como pode falar mal da instituição?”

Não. Estou falando contra os que fomentam a mentira, a hipocrisia, aos mercadores da fé que transformaram a Igreja num balcão de negócios. Há muitos homens e mulheres que não se venderam ao deus deste mundo. Há muitos mesmo. Porém, o número de mercadores cresce a cada dia.

Esta reflexão tem por intenção despertar os que pecam, pois assim age o Espírito Santo de Deus, sempre no propósito de chamar o homem à consciência, e assim o levar ao arrependimento. Não seremos salvos segundo nossa formação teológica, segundo nosso cargo ou posição dentro do sistema religioso, ou pelo quanto nos adequamos aos valores deste mundo, mas seremos salvos mediante o reconhecimento, em vida, do sacrifício de Cristo no Calvário.

Não viva em mentiras, pois o Pai da Mentira é o diabo. Mesmo que ele lhe pague um bom salário, esse salário pode ser sua ruína, pois o salário do pecado é a morte.

Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.

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