O Apóstolo (?) Agenor Duque comete um milagre: ressuscita a ExpoMamom, digo, a Expocristã

duque72012 foi o último ano da Expo Cristã, feira de negócios gospel carinhosamente apelidada de ExpoMamom pelo MEEB (Movimento pela Ética Evangélica Brasileira) por ter foco no lucro pela venda de objetos e personalidades gospel, pouco ou nada espelhando a cristandade que carrega em seu título (da mesma forma que não enxergamos o Jesus Cristo estampado nas placas dos templos da IURD). Com o falecimento de Eduardo Berzin Filho, seu criador, a Expo Cristã também teve seu fim.

Até “ontem”.

No início do ano soubemos que um grupo que fazia feiras gospel no interior de São Paulo havia se unido à Rede do Bem, de propriedade do Apóstolo (?) Fred Flintstone-Rei Momo-amaldiçoador de desafetos Agenor Duque. Porém, por causa de suas fantasias de Fred Flintstone, de sua coroa de Rei Momo, de sua mania de amaldiçoar quem o desagrade, além das inúmeras campanhas sincréticas que promove em sua Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus (com o fim de arrecadar mais e mais dinheiro), Agenor Duque não é muito benquisto na comunidade evangélica brasileira. Um exemplo do quanto é “amado” pelos crentes de fora de seu curral, digo igreja, é que não pode sequer pregar na Igreja Batista Getsêmani, mesmo com o (im)Pastor Jorge Linhares se descabelando para elogiá-lo diante de seus fiéis. Tal convite foi uma troca, pois Jorge Linhares pregaria no Congresso Fogo de Avivamento de Agenor Duque.

Se nem em setores neopentecostais Agenor Duque é suportado (seria o Rei das Heresias?), muito menos em setores pentecostais e tradicionais. Assim, estampar o nome de Agenor Duque na frente da tal Expo Cristã seria dar um tiro de canhão no pé, pois poucos, muito poucos decidiriam ligar suas denominações a esse autointitulado Apóstolo (lembrando que o último apóstolo de verdade faleceu há uns 2.000 anos). Assim, buscou-se ocultar de todas as formas o sobrenome Duque, apenas transparecendo que a organização da feira de negócios gospel está nas mãos da tal Rede do Bem.

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Nem na lista de pastores que participarão do Café de Pastores da ExpoMamom Agenor Duque aparece. E olha que ele é um dos organizadores da feira… vai estar queimado assim na churrascaria da esquina!!!

Mas sobre essa “omissão” do nome do Agenor Duque há um outro artigo.

Outro ponto intrigante é o “milagre” da ressuscitação da marca Expo Cristã. Até abril, a feira de negócios gospel do Agenor Duque e cia. chamava-se Expo São Paulo Cristã. Tinha como endereço na web o link www.exposaopaulocrista.com.br, além de ter essa nomenclatura no logotipo e materiais promocionais:

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Porém, como um passe de mágica Agenor Duque e cia. mudaram tudo, apropriando-se da antiga marca Expo Cristã e anunciando ser uma continuação tardia da antiga feira:

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Obviamente, o endereço na web também mudou: www.expocrista.com.br. Tudo isso, pensamos, com o intuito de afastar a relação da feira com o nome do Apóstolo (?) Agenor Duque e tentar, assim, dar alguma credibilidade aos negócios.

Mas enfim, para que serve a Expo Cristã?

Já existe feira literária gospel, feira musical gospel, feira de tecnologia para igrejas gospel. A Expo Cristã, que costumava reunir um pouco de tudo gospel, também era uma simbologia do mercado que havia no Templo há 2.000 anos. Jesus, o Cristo, vendo a situação, usou de um chicote para derrubar as mesas e expulsar os mercadores. O zelo pela Casa do Pai O consumia.

Mas e nós, que somos seus seguidores, por que não nos sentimos consumidos pelo comércio que vemos hoje, dentro e fora das igrejas e em nome de Jesus?

A presença confirmada de figuras como Silas Malafaia, Samuel Ferreira, Renê Terra Nova e tantos outros similares (além da presença “omitida” de Agenor Duque) nos leva a crer que esta edição ressuscitada (vai saber por quais meios) tem tudo para ser a pior, em termos de apostasia, de todas. Como no vídeo acima, prevemos que haja gigante politicagem (no Café dos Pastores já está anunciada a presença de autoridades governamentais), incentivo à idolatria de personalidades gospel, busca por mercadorias de conteúdo duvidoso apenas por estampar grifes de ministérios, clientes àvidos pelo consumo e vendedores desesperados por comissões. Enfim, bem pior até do que a cena que Jesus vivenciou no Templo.

A primeira manifestação pacífica do MEEB foi justamente numa edição da Expo Cristã, em 2009. Dias antes da tal feira, o (im)Pastor Silas Malafaia anunciou em seu programa televisivo a visita de outro (im)Pastor: Morris Cerullo. Esse dito-cujo, com a maior desfaçatez da história, vomitou que viria uma grande crise mundial, mas que “deus” distribuiria a “unção financeira dos últimos dias” a quem doasse “voluntariamente” R$ 900,00 para o Malafaia. Em troca, o fiel receberia “inteiramente grátis” a Bíblia de Batalha Espiritual e Vitória Financeira, que tem ensinamentos estilo “pobreza é escravidão”.

Após assistir ao festival de heresias, e ciente de que haveria uma feira de negócios gospel dias depois, decidimos ir numa loja de transfer e fazer uma camiseta, com a qual andaríamos pela feira numa espécie de protesto silencioso.

O relato de como foi essa primeira manifestação pela volta à pureza e simplicidade ao Evangelho pode ser lida aqui. Após essa, muitas têm sido as oportunidades que Deus tem nos dado de, silenciosamente, através das mensagens em nossas camisetas e nas faixas que estendemos, anunciar o verdadeiro Evangelho.

E agora, em agosto, há mais uma oportunidade. Assim como ressuscitaram a ExpoMamom, se Deus permitir também ressuscitaremos nossa manifestação pacífica nessa feira de negócios para benefício de uns poucos e em nome do Santo, Santo, Santo. Vestiremos camisetas com versículos bíblicos, clamando pela volta ao Evangelho puro e simples de Jesus, o Cristo. Caminharemos pelos corredores da feira, cruzaremos olhares, receberemos expressões de ódio, de indignação, de dúvidas e algumas até de aprovação, mas não temeremos, pois estaremos portando a Espada do Espírito que é a Palavra de Deus. Estaremos no dia 19/08, sábado.

Se você também está se consumindo com o que estão transformando o Evangelho de Cristo, venha participar conosco. Se não puder fazer uma camiseta, pegue uma mais velhinha e escreva de caneta mesmo aqueles versículos que Silas Malafaia, Agenor Duque, Valdemiro Santiago, Renê Terra Nova e afins fazem questão de ignorar. Os lobos precisam saber que foram descobertos. E as ovelhas precisam saber que há lobos em seu meio.

Que possamos destronar Mamom dos corações dos crentes. E entronizar definitivamente a Cristo, o Único Senhor e Salvador, Digno de toda a Adoração.

“E estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados.
E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas;
E disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda.
E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou.
Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isto?
Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.
Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?
Mas ele falava do templo do seu corpo.
Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito.” –  João 2:13-22

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Marcha para Jesus em São Paulo 2017: o $how tem que parar!

IMG_20170615_110028023Leia também: Uma análise sobre o uso de verbas públicas nas “Marchas para Jesus” parte 2: o caso de São Paulo.

No dia 15 de junho, feriado católico de Corpus Christi, tivemos mais uma Marcha para Jesus em São Paulo (leia aqui artigo sobre as diferenças e semelhanças entre esses dois eventos religiosos). Desde 2009 o Movimento pela Ética Evangélica Brasileira (MEEB) participa das Marchas e pouco ou nada há de diferente.

Comecemos pelo básico: os trios-elétricos. Em outras edições, os trios pertencentes ao dono da marca “Marcha para Jesus”, ou seja, o Apóstolo (?) Estevam Hernandes, seguiam adiante. Assim, os trios da Igreja Renascer em Cristo iam à frente e, no final, os trios menores de algumas outras denominações. Só que, neste ano, só haviam trios da própria Renascer, denotando falta de unidade denominacional. E isso se refletiu no número de participantes, muito menor do que em outras edições. Chegamos a comentar entre nós que havia mais trios-elétricos do que participantes, e isso foi um fato. Excetuando os dois primeiros, onde houve aglomeração de pessoas pela presença dos “líderes”, havia grandes espaços entre os demais trios por falta de pessoas.

Ainda sobre os trios, um fato inédito: pela primeira vez eles passaram do lado direito da avenida, distantes ao máximo possível de onde estávamos com nossas faixas, numa tentativa infantil (para dizer o mínimo) dos “líderes” não visualizarem os dizeres bíblicos que portávamos. Suas consciências devem estar bastante pesadas por conta de suas condutas em relação ao Evangelho para que tal atitude fosse tomada. Enfim, até fingiram não ver as faixas dos “insignificantes” (nomenclatura nos dada pelo tal Apóstolo[?] em 2009), mas demonstraram que 8 gatos-pingados não são grandes e fortes como elefantes, mas podem incomodar muita gente através do Espírito de Deus.

Se os trios passaram distantes, os que marchavam ficaram mais próximos. Assim, muitas pessoas puderam ler as faixas e, quem sabe, refletir sobre elas. Além das “palmilhas gospel”, na qual muitos escreveram pedidos e colocaram dentro dos sapatos para marchar sobre eles, numa estranha “simpatia”, havia os que usavam coroas iguais as do “Burger King”, porém aludindo à Marcha. À propósito, o tema deste ano era Jesus é o meu rei ou coisa parecida, mas em todos os trios-elétricos havia grandes imagens dos Hernandes junto à frase “eu achei meu rei”. Porém, a forma como a imagem e a frase foram dispostas trazia uma conotação negativa. Ficava implícito que o “rei” daquele evento era o Apóstolo (?).

IMG_20170615_114156794_HDRE, como rei, ele tinha o direito de falar o que quisesse e todos lhe diriam “amém” sem pestanejar. E ele sabia disso e aproveitou-se da situação para demonstrar sua fidelidade (momentânea, é óbvio) aos atuais governantes, ainda que envoltos em gigantescas denúncias de corrupção, incluindo áudios e vídeos como o de um deputado carregando uma maleta de 500 mil reais (a “semanada” a qual o governante-mor teria “direito” por ajudar o empresário corruptor a lucrar mais com o meu e o seu dinheiro).

Segundo o UOL Notícias, “Indagado se isso representaria, por exemplo, também a renúncia ou o impeachment de Temer –que foi convidado para o evento, mas não confirmou presença–, o apóstolo negou. ‘Estamos em um processo em que ele já substituiu Dilma Rousseff e, apesar de ele ter o nome citado em delações, não há uma sentença definitiva. Além disso, sinto que o país talvez não suportasse outra mudança tão brusca de rumos –acredito que a mudança mesmo deve vir pelas eleições de 2018’, acrescentou. ‘Isso é o que todo mundo espera.'”

Não, senhor Apóstolo (?). Todo o mundo espera justiça, espera punição exemplar nesta terra para os corruptos e, no caso dos cristãos, ainda há a expectativa de que os bandidos venham a se arrepender dos seus delitos e colocar suas vidas nas mãos do Único Senhor e Salvador.

“Isso é o que todo mundo espera.” Com essa frase, o tal Apóstolo (?) sintetiza o verdadeiro motivo da Marcha (que ele espertamente patenteou com o nome “de Jesus”): mostrar ao mundo que tudo o que for definido e falado por seus organizadores reflete a vontade de toda a população evangélica do Brasil, representada pela multidão atrás do trio-elétrico. Nessa intenção, políticos são convidados e negócios são feitos nos bastidores, de modo que tanto políticos quanto líderes religiosos saiam satisfeitos. Corrupção santa?

Ainda se aproveitando de falar em nome da multidão de crentes, o Apóstolo (?) Estevam Hernandes disse, segundo o UOL Notícias: “Sobre o que o público evangélico espera de um Congresso substancialmente envolvido em escândalos de corrupção? ‘Que se votem projetos fundamentais à retomada da economia, como as reformas Trabalhista e Previdenciária. Pessoalmente, sou a favor de ambas’, posicionou-se o apóstolo.”

Embora o tal Apóstolo (?) diga que pessoalmente é favorável às reformas que tiram direitos trabalhistas adquiridos e dificulta sobremaneira a conquista da aposentadoria pelos cidadãos “normais”, ele deixa claro no início de sua fala que o público evangélico espera a votação de “projetos fundamentais”, ou seja, mais uma vez deixa nem implícito, mas explícito que os evangélicos, que ele diz representar, apoiam as reformas.

É para isso que ele patenteou a marca “Marcha para Jesus”: para usar os participantes como base de seu palanque eleitoral gospel, como fundação que sustenta sua lojinha de negócios gospel.

E é por isso que certas frases escritas em faixas lhe causam tanto medo e mal, a ponto de ter que se esconder delas.

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A verdadeira Marcha para Jesus não tem dono, não é patenteada, não faz barganhas políticas, não busca o próprio bem. A verdadeira Marcha para Jesus é tão dura e tão pesada que só uns poucos conseguem participar. A verdadeira Marcha para Jesus é aquela na qual pegamos nossa cruz e O seguimos. Até a morte do Eu.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

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Marcha para Jesus em Juiz de Fora (MG): o $how tem que parar!

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No dia 10 de junho estivemos em Juiz de Fora (MG) para participar da tradicional Marcha para Jesus. Na cidade, está em sua 24a. edição, e é organizada pelo Conpas, o Conselho de Pastores local, que trazia como novidade as presenças “vip” dos (im)pastores Silas Malafaia, Jabes de Alencar e Flamarion Rolando, todos pregadores da famigerada e demoníaca Teologia da Prosperidade, aquela que atrai fiéis com a promessa de bênçãos financeiras e que exige, para tal, “provas de fé” na forma de grandes quantias em dinheiro (aceita-se carros, jóias e casas também). Um exemplo famoso é o da “unção financeira” mais Bíblia da Prosperidade de brinde para quem desse R$900,00 para o Malafaia (porém, nem para o Malafaia essa negociata gospel deu certo).

Enfim, como a Marcha estava marcada para as 12h, estávamos no local desde às 11:30h e estendemos as faixas. Logo percebemos olhares por parte dos que trabalhavam no evento, mas depois – muito depois – entendemos o porquê.

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Os pastores da Conpas vieram falar conosco e, sabendo qual o nosso propósito ali, foram muito gentis. Aliás, fica aqui nosso elogio a todo o povo juizforano por sua educação e amabilidade. Mesmo quem não concordava com nossas faixas não nos hostilizou, ao contrário do que já aconteceu em outros eventos.

Também colocamos como ponto positivo nessa Marcha que, pelo menos enquanto estávamos na praça (até umas 18:30h), não vimos nenhum político no palco. Havia propaganda de apoio da prefeitura de Juiz de Fora, mas o palco não foi maculado com discursos políticos ou com “orações” para quem pudesse, posteriormente, “retribuir” com as igrejas presentes.

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Falando em igrejas presentes, lá estavam algumas Igrejas do Evangelho Quadrangular e algumas pentecostais. As igrejas históricas de Juiz de Fora e neopentecostais como a do R. R. Soares não participaram. Na pequena multidão havia senhores e senhoras com suas bíblias, mas majoritariamente jovens. A grande maioria só chegou depois das 18h.

Estendemos nossas faixas e lá ficamos. Pessoas se aproximaram para melhor ler, receberam folhetos, algumas apoiavam, outras iam embora. Percebemos alguns homossexuais dispersos na praça e só entendemos à noite: por conta da presença de Silas Malafaia, um grupo LGBT havia marcado, pelas redes sociais, um protesto pacífico. Porém, até o momento em que lá estivemos, nada aconteceu.

Do lado do palco havia uma espécie de camarote, onde moradores de rua dormiam. Foi emblemático que eles tiveram que sair do local que os protegia para dar lugar aos preparativos da Marcha. E mais emblemático ainda que se colocaram ao lado das faixas, sendo que um deles aproveitou a sombra delas para se proteger.

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E começou o show gospel. Cantores e bandas se alternavam a propagandas dos patrocinadores. Havia de apartamentos com iniciais de apenas R$ 299,00 a sorteio de lava-jato e martelinho de ouro. Talvez tocados pelas faixas, os apresentadores a todo momento lembravam o público de que o “show” ali era no sentido da tradução “mostrar”, não de espetáculo ou entretenimento.

Como sempre, teve o tal “ato profético”, pelo qual muitas e muitas vidas seriam salvas através da Marcha para Jesus.

Mas o mais triste foi ouvir dos apresentadores, volta e meia, que aquela era a “segunda” maior Marcha do Brasil, só perdendo para São Paulo. E que era a “maior” Marcha da região. E nem foi pelo fato de acharmos, quando muito, que no total havia umas mil pessoas (e que Marchas como a de Guarulhos [SP] devem ter muito mais adesão). O triste é ver que, enquanto Jesus ensinava Seus discípulos que em Seu Reino o maior era o menor, muitas igrejas ainda vão pela lógica daquele que tentou a Cristo no deserto, a lógica do “quanto maior, melhor”. Não dá para entender esse desejo gospel de destaque, de ser o maior, o melhor, o mais rico, o mais poderoso, o com o templo mais majestoso, o com o carro mais possante.

Lembremo-nos de Jesus, que deveria ser nosso foco, nosso baluarte: Ele lavou os pés dos discípulos. E nós, líderes deste tempo, o que fazemos? Queremos que as ovelhas lavem não apenas nossos pés, mas nossas mãos e nossa cabeça também.

No mais, o de sempre em todas as Marchas: à tardinha, após muita música gospel, todos saíram em Marcha pelas ruas da cidade, ao som de vários ritmos, indo do forró ao funk gospel. Havia três trios-elétricos (sem fotos de pastores e apóstolos, outro ponto positivo), mas em nenhum os “vips” estavam presentes. Anoiteceu, enrolamos nossas faixas e fomos embora, mas de onde estávamos hospedados dava para ouvir o que ocorria no evento. Assim, ouvimos Jabes de Alencar, Flamarion Rolando e Silas Malafaia pregando por pouco tempo. Malafaia, quando muito, falou uns 20 minutos. Acreditamos que as ausências nos trios e o pouco tempo no palco se deveu pelo receio de manifestações dos grupos LGBT.

Nossa oração é para que todos os que tiveram acesso a nossos folhetos e às faixas possam refletir sobre seu papel na Igreja, no Corpo de Cristo. É para que, numa próxima edição da Marcha em Juiz de Fora, não haja a necessidade de afirmação como “uma das maiores” ou promessas de que todos da cidade serão salvos, pois quem acrescenta os salvos é o Espírito Santo, pela Sua vontade, cabendo aos cristãos apenas testemunhar e pregar o Evangelho. Que não haja “atos proféticos” para crescimento dos evangélicos, mas que haja arrependimento e verdadeira conversão daqueles que buscarem a Cristo. Oremos para que o avivamento e a transformação se inicie dentro da Igreja e que esse movimento transborde pelas ruas da cidade, atingindo a todos que se dispuserem para tal. E oremos para que não seja necessário pagar cachês para (im)pastores e artistas gospel, pois se a Marcha é para Jesus quem dela participa o deveria fazer de graça, pois é para Ele, não para o benefício próprio.

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Dia 15 de junho é a vez da Marcha para Jesus em São Paulo. Se concordar e puder, venha estender faixas conosco.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre!

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Uma análise sobre o uso de verbas públicas nas “Marchas para Jesus” parte 2: o caso de São Paulo

Leia também Uma análise sobre o uso de verbas públicas nas “Marchas para Jesus”.

“Os seus sacerdotes violentam a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem discernem o impuro do puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles.” – Ezequiel 22:26

Nessa segunda parte, o foco será o estudo de caso da Marcha para Jesus de São Paulo edição 2017, no que tange ao recebimento de verbas públicas para sua realização.

Todos os anos, os vereadores enviam emendas ao Projeto de Lei Orçamentária do Município. São pedidos diversos de verba: ajuda a hospitais, escolas, eventos culturais, parques, atividades esportivas, etc. Esses pedidos são analisados e, caso aprovados, passam a fazer parte do Projeto de Lei.

Na cidade de São Paulo temos, para 2017, o PL 509/2016, que trata do orçamento do município. Nele estão previstos todos os gastos possíveis, respeitando-se a receita disponível. Segundo o Parecer 1698/2016, foram propostas 6366 emendas para o orçamento paulistano de 2017, contempladas no todo ou em parte, dispostas em 214 páginas. E, entre essas emendas, uma que nos chama especial atenção: a que define uma verba de 800 mil reais para a realização da Marcha para Jesus de São Paulo 2017 através da emenda E59 MAIS 800 mil para a infraestrutura e serviços utilizados no evento, através da emenda E1066, totalizando 1 milhão e seiscentos mil reais.

Vejamos as páginas 77 e 78, na qual consta as autorizações de verbas públicas para a Marcha para Jesus paulistana:

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Na primeira imagem (a título de exemplo) do parecer temos como maior valor justamente os 800 mil para a Marcha para Jesus. Dividem a página a verba de 100 mil reais para apoio à realização de diversos eventos do calendário municipal, 200 mil para campanhas e eventos do interesse da cidade, 70 mil para infraestrutura para realização de eventos da SVMA e 145 mil para infraestrutura de 2 feiras culturais e um evento católico.

A diferença de verbas assusta? Infelizmente, vai assustar ainda mais.

A seguir, pinçamos alguns outros exemplos de emendas para melhor demonstrar que a Marcha para Jesus, embora sendo um evento religioso, conseguiu um valor muito superior ao direcionado a outros setores do município (tudo pode ser comprovado no site do Parecer do Projeto de Lei Orçamentária de São Paulo 2017):

E4513 – Compra de Material Permanente para o Hospital Municipal do Tatuapé Dr.Carmino Caricchio, Av. Celso Garcia, 4815 – Tatuapé: R$ 300.000,00

E1435 – Aquisição de Equipamentos para o Hospital Municipal Professor Doutor Alípio Correa Netto – CNPJ: 46.392.148/0026- 78: R$ 100.000,00

E87 – Contratação de Serviços e Equipamentos para Realização de Eventos (Palco, Iluminação, etc): R$ 500.000,00

E592 – Reforma e Acessibilidade de Passeios Públicos: R$ 800.000,00

Ainda não está chocado(a)?

E1341 – Urbanização de Favelas, Obras e Serviços em Prol da População de São Paulo: R$ 1.000.000,00 (já pensou se fosse R$ 2.600.000,00 quantas pessoas mais poderiam viver em melhores condições?)

E1472 – Construção de Moradias Populares por Autogestão: R$ 20.000,00 (não, não estão faltando zeros. São apenas 20 mil para a construção de casas em regime de mutirão na cidade de São Paulo – já pensou se fosse R$ 1.620.000,00, quantas pessoas seriam beneficiadas?)

E598 – Melhoria da Qualidade e Ampliação do Acesso à Educação na Rede Municipal de Ensino: apenas R$ 200.000,00

E123 – Campeonato Paulista de Karatê – Adulto – Federação Paulista de Karatê: R$ 168.181,00

Há uns 2 meses, passando em frente ao Shopping Plaza Sul vimos alguns rapazes de quimono fazendo “pedágio” no semáforo. Eram integrantes da Seleção de Karatê, qualificados para participar de um campeonato no exterior, porém sem dinheiro para as passagens. E estavam ali, pedindo para cada motorista qualquer quantia que os pudesse ajudar. E não custa lembrar que esses mesmos garotos – e muitos outros de outros esportes também esquecidos – estarão se desdobrando para representar o Brasil nas próximas Olimpíadas.

E1359 – Realização de Projeto de Cursos de Qualificação Profissional, a Serem Realizados em Entidades, em Parceria com Entidades Sociais: R$ 400.000,00

E3841 – Atendimento a Crianças e Adolescentes em Situação de Rua: R$ 750.000,00

E3929 – Parada LGBT Anual do Município: R$ 30.000,00

E1163 – Fornecimento de Infraestrutura e Serviços para Realização dos Eventos 24ª FESTA DAS NAÇÕES no Cangaíba Lei 15.927/2013, FESTA JUNINA no Cangaíba Lei 16.038/2014 e 5ª FESTA ARRAIAL SÃO JOÃO nas ruas do Brás Lei 15.785/2013: R$ 170.000,00

Veja a diferença… Para a “infra” da Marcha para Jesus, 800 mil. Já a “infra” de 3 festas católicas, com duração de mais de um dia cada, tem o gasto de R$ 170.000,00.

Alguma coisa está errada, não?

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Bom, na Marcha para Jesus há um palco para apresentação dos artistas gospel e há os trios-elétricos, cobertos com fotos do casal Apóstolo (?) Estevam e Bispa (???) Sonia Hernandes e outros pastores. Normalmente, uns dez trios-elétricos, entre os luxuosos estilo Carnaval de Salvador e os mais simples, bem pequenininhos mesmo. Ligamos para uma empresa que aluga trios-elétricos para ter uma noção de preço. Um trio com 12 metros sai por volta de 6 mil reais por um período de 6 horas. Já se tiver 24 metros custará cerca de 12 mil reais. Supondo por alto (bem por alto) 10 trios de 24 metros, o gasto seria em torno de 120 mil reais.

Não chegamos a pesquisar montagem de palco, mas não creio que saia mais do que uns 500 mil reais.

Assim, daria uns 620 mil reais por alto. Haveria um troco dos 800 mil de “infra”, que pagaria – e muito bem!!!! – todos os cachês de todos os artistas gospel que estarão “louvando a Deus” no evento.

E ainda sobram os outros 800 mil reais. Como as camisetas da Marcha são bem pagas e tudo na Marcha é vendido ou patrocinado, não conseguimos usar de criatividade para entender no quê esse valor restante será gasto. Mas enfim…

A verdade é que o uso de verbas públicas em eventos religiosos pode ser legal (no caso em estudo, as verbas estão previstas no Orçamento), mas é imoral. É imoral porque vivemos um momento de crise (e mesmo se não o vivêssemos), sendo pelos próprios ensinos de Cristo necessário cuidar dos mais necessitados, ao invés de fazer espetáculo pelas ruas para demonstrar poder pela força numérica e pelo alto volume das músicas entoadas. É imoral porque a Marcha para Jesus tem dono, foi patenteada pelo Apóstolo (?) Estevam Hernandes e pertence a ele, servindo para sua afirmação espiritual e política sobre a multidão. É imoral porque Jesus, que dá nome à Marcha, nunca buscou holofotes e poder político, mas se despiu de Sua Majestade para caminhar no meio de nós.

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E falando em caminhar, onde Jesus estaria na Marcha que dizem ser Dele?

Talvez estivesse caminhando entre a multidão, enquanto Herodes e os sacerdotes estariam no alto dos trios-elétricos. Talvez Jesus não acompanhasse toda a Marcha, pois estaria ocupado ajudando aqueles com dificuldades na caminhada. E talvez, se mesmo assim chegasse ao lugar do palco principal, pegaria seu chicote e repetiria a cena que se deu no templo.

As igrejas deveriam ser as primeiras a não lesarem o Erário. Afinal, são entidades isentas da cobrança de impostos. Mas os lobos em pele de cordeiro não se escandalizam em desviar recursos que poderiam ser utilizados na promoção do bem comum. O importante, para eles, é satisfazer seus próprios ventres.

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Mas aí alguém vai dizer que quem fez as emendas foram os vereadores, políticos eleitos pelo povo.  E aí vemos, na prática, o porquê de grandes igrejas se empenharem tanto para eleger os políticos amigos. A união Igreja-Estado já se mostrou virulenta desde os tempos de Constantino e os lobos continuam apostando nessa nefasta parceria.

É ultrajante e vergonhoso ver tantas pessoas desempregadas, endividadas, vivendo em condições precárias ou mesmo nas ruas, ver doentes jogados em macas nos corredores de hospitais, ver crianças tendo roubado o seu direito de estudar e brincar, e ao mesmo tempo ver que no dia 15 de junho de 2017 haverá um Carnaval Gospel pago com dinheiro que poderia mudar a vida de muita gente. Como cristãos estamos profundamente enojados de tudo isso.

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Não foi fácil revirar todo esse lixo para trazer esse artigo a vocês, mas é necessário. Que o Remanescente possa bradar contra toda essa abominação feita em nome do Santo Santo Santo Deus. Que a verdadeira Igreja se diferencie das demais por seu amor, sua justiça e sua ética cristã. Que os valores de Cristo se sobreponham aos ilusórios valores deste mundo.

Que sejamos Sal e Luz para este mundo, não aproveitadores covardes de recursos que pertencem a todos, e não apenas à nossa comunidade.

Que quem veja a nós, veja a Cristo.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

“Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado.” – Ezequiel 16:49

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O Apóstolo (?) Agenor Duque não quer que você saiba que ele é um dos “organizadores” da Expo São Paulo Cristã. Por que será?

expoNos dias 17, 18 e 19 de agosto haverá, no Expo Center Norte em São Paulo, a Expo São Paulo Cristã. Essa feira de negócios gospel acontecia, até 2015, em cidades do interior de São Paulo. Dois anos após sua última edição, a aposta agora é no mercado gospel da capital financeira do país.

Até aí, nada de mais. Um local que promete reunir empresários gospel, artistas, pastores e um público ávido por consumir produtos ungidos e cristãos. Deve haver estandes de livrarias, gravadoras, alguns ministérios, estandes pessoais (do cantor fulano e do pastor sicrano) e de produtos duvidosos (réplicas da arca da aliança, óleos de unção de vários aromas, miniaturas de objetos para serem trocados por dinheiro em campanhas específicas etc). Deve haver gente séria expondo e deve haver muito picareta gospel, intencionando apenas o lucro puro e simples.

A grande surpresa dessa nova feira gospel paulistana é um dos seus organizadores. O primeiro é o mesmo que organizou as feiras de nome semelhante no interior de São Paulo. O segundo – pasmem! – é ninguém menos que o Apóstolo (?) Agenor Duque da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus, aquele mesmo que gosta de hipnotizar as pessoas para fazê-las esquecer de vícios, aquele que costuma amaldiçoar seus inimigos (a maldição não se concretiza, mas serve para assustar a plateia), aquele mesmo que gosta de se fantasiar de Fred Flinkstone simulando pano de saco e às vezes usa coroa de Rei Momo para simular poder sobre o pobre povo que o segue.

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Porém, pode vasculhar de trás para frente o site da Expo São Paulo Cristã e não aparecerá qualquer menção a esse autointitulado apóstolo (?).

Por que será que o tal Agenor Duque entrou nesse negócio às ocultas, às escondidas? Por que do mistério sobre sua participação na organização dessa feira gospel?

Muitas podem ser as alternativas. Talvez medo de uma rejeição em massa, pois muitos entendem o Agenor Duque como um herege, como alguém que deturpa as Escrituras e simula milagres com o único fim de aumentar a arrecadação da sua igreja. Ou talvez o apóstolo (?) não queira que saibam quantos são os seus negócios gospel, talvez por conta do Fisco ou outros motivos quaisquer. Ou talvez seja simplesmente por timidez, vai saber.

Mas o fato é que um passarinho nos deu a dica e corremos atrás. Eis as provas:

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Numa das opções da tela inicial, temos a mensagem acima, na qual é informado que “houve uma fusão entre a Rede do Bem e a Expo São Paulo Cristã”, com a intenção de solidificar a feira gospel. Nada mais é dito, e aí vamos correr atrás da tal Rede do Bem.

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Eis a página inicial da Rede do Bem. Atente para os logotipos. Um deles é o da Rede do Bem FM 97,3 em São Paulo. Ao lado, o da 105,5 Campinas/SP.

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E então temos o “print” do link da Rádio Online da IATPD, com uma imagem com as rádios pertencentes à Rede do Bem, e logo abaixo o logo da Plenitude, dando a entender que a Rede do Bem tem alguma ligação com a igreja do Apóstolo (?) Duque.

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Na Wikipedia, temos:

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Enfim, quando uma igreja recebe dinheiro através de dízimos e ofertas, espera-se que esses valores sejam utilizados para a promoção do bem social, a manutenção de missionários, além do pagamento das contas básicas da instituição (aluguel, contas de consumo etc). Quando possível, também ajudar o pastor e sua família em suas despesas, embora o ideal seja que o pastor tenha seu trabalho, não fazendo do sacerdócio uma profissão. Porém, não se espera de um dinheiro que muitas vezes é doado com grande sacrifício e sobre o qual não incorre a cobrança de impostos que seja utilizado para investimento em empresas e negócios e o consequente enriquecimento dos líderes eclesiásticos. A Rede Record foi mantida com o dinheiro dos fiéis e sob a promessa de servir como um canal de evangelização, e veja no que deu. Aparentemente, a Plenitude está andando no mesmo mau caminho.

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Agenor Duque pedindo R$ 1.000,00 de cada fiel, possivelmente para investir em sua própria feira de negócios gospel.

É triste ver que muitas pessoas depositam suas únicas economias nas contas de estelionatários da fé, de gente que promete mundos e fundos de bênçãos em troca de gordas ofertas. Jesus Cristo nunca fez isso, nunca ensinou isso, ao contrário, ensinou a repartir com o mais necessitado e sem se buscar por riquezas, sucesso e glória. Os lobos em pele de cordeiro estão vendendo um falso Evangelho, estão enriquecendo de forma absurdamente abominável, que é utilizando do Santo Santo Santo como mercadoria, e muitos têm sofrido nesses dias maus.

Que a Luz expulse as trevas em nosso meio, que tudo o que está feito escondido seja revelado, que a Verdade prevaleça e abra os nossos olhos.

Que Deus tenha misericórdia de nós.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

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Silas Malafaia e a Síndrome do Holofote: promovendo até guerra entre pentecostais e reformados para se manter na mídia gospel

camisa-de-forçaO (im)Pastor Silas Malafaia tem bacharelado em Psicologia, mas ele mesmo é um ótimo caso para estudo. Quando esbraveja na tevê contra seus adversários, pouco ou nada demonstra dos “frutos do Espírito” (amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança, segundo Gálatas 5:22). O único momento em que se torna um pouquinho mais simpático é na hora em que anuncia os produtos de sua gravadora ou da editora.

Mas só Deus conhece os corações (embora as atitudes, falas e comportamentos deixem transparecer muita coisa, ao ponto de termos a alegoria do conhecer a árvore pelos frutos, ou seja, conhecer uma pessoa por aquilo que produz). E só Deus pode julgar Malafaia no que tange à sua sinceridade em relação a Ele, pois a sinceridade pertence ao campo do coração, que só Deus verdadeiramente conhece.

Mas os atos, palavras, ideias, projetos, esses todos podemos e devemos, segundo a Bíblia, julgar, pois fazem parte do campo dos frutos da árvore, que todos podemos ver. Afinal, como não saber que aquela macieira está dando bananas? E como não saber se uma ideia ou atitude condiz ou não com o Evangelho? Não há como não saber, pois são coisas expostas às nossas vistas!

Em vários outros artigos neste blog há críticas teológicas a Silas Malafaia. Criticamos sua pregação com ênfase na obtenção de vitórias e riquezas nessa terra, sua venda de bênçãos (vinculação a uma bênção específica a quem lhe der certa quantia em dinheiro – ex.: unção financeira em troca de oferta de 900 reais, casa própria em troca de oferta no valor de uma prestação), sua identificação com igrejas neopentecostais (como Universal, Mundial, Plenitude e tantas outras que colocam o dinheiro e riquezas como meta principal), sua vinculação política (com o fim de conseguir benesses para si e sua denominação). Neste artigo, infelizmente abordaremos um problema que talvez tenha a ver com toda essa deformação do Evangelho que Malafaia criou – e que tem milhares de cegos seguidores.

A Síndrome do Holofote é algo da nossa sociedade contemporânea. Andy Warhol profetizou que chegaria um dia em que todos teriam seus quinze minutos de fama. George Orwell achou que em 1984 teríamos uma sociedade totalmente vigiada por câmeras e controlada com mãos de ferro – apenas errou a data, atualmente estamos bem próximos da ficção descrita em seu livro. Além de centenas de canais de televisão temos a internet, as redes sociais, muitas oportunidades para nos fazermos conhecidos de alguma forma. E imersos na globalização e em meio a várias crises, só sobrevive apesar da livre mão do mercado quem consegue colocar seu produto mais em evidência que seus concorrentes.

Mas voltemos à Síndrome do Holofote. Resumidamente, leva a seu portador a buscar estar sempre no centro das atenções, sempre no topo, sempre na mídia, sempre na boca do povo. Para isso, seu portador é capaz de criar factoides, inventar inimigos, fazer coisas escandalosas, tudo para que esteja sempre em voga. Como não lembrar dessas pessoas que participam de realities shows e, após caírem no esquecimento (umas duas semanas depois de terminado o programa) inventam situações para continuar como notícia? Fulana foi vista tomando sorvete no parque, Sicrano começou um namoro com Beltrano, paparazzo flagrou topless de Fulana?

A psicóloga Terezinha Barreiro assim define a Síndrome do Holofote:

Dentre tantos problemas que surgiram com a civilização, hoje observamos um fenômeno que já está pra lá de categorizado: a síndrome do holofote, ou melhor, dizendo, a necessidade incontrolável em ser o centro das atenções, de “roubar a cena”, de querer ser o “umbigo” do mundo.

Essas pessoas vivem em constante desafio com os que o cercam e, às vezes, até com uma nação inteira.

[…] Para essas pessoas, qualquer oportunidade será uma chance que não pode ser perdida. Esquecem estes, que sentimentos negativos são gerados em quem os cercam, tornando-se assim pessoas inconvenientes, chatas e sem medidas,  porque a “necessidade de aparecer” também tem sua contramão, como tudo na vida, e neste caso, ela vem com o repúdio, o desgaste da imagem, a intolerância e o valor negativo impresso e associado a sua foto ou presença.”

Consegue enxergar o (im)Pastor Silas Malafaia nessa descrição?

Malafaia sempre quer estar diante dos holofotes. Sempre. Em todo o tempo.

Começou defendendo a Igreja Universal e seu dono Edir Macedo, que sofria com os ataques da Rede Globo, especialmente depois de vazar um vídeo onde Macedo ensinava a seus pastores a teoria do “dá ou desce”, a ser ministrada para aumento da arrecadação em forma de dízimos e ofertas. Há quem diga que recebia uma mesada da IURD nesse período. Mas depois se distanciou de Macedo, chegando a pedir para que não votassem em Marcelo Crivella para o governo do Rio de Janeiro. Há pouco voltou atrás, inclusive indicando dessa vez a seus seguidores que votassem em Crivella para a prefeitura do Rio.

Houve uma época em que se colocou contra o movimento G12. Depois se irmanou a ele.

Durante muito tempo gritava contra seu inimigo, a Rede Globo. Anos depois se gabou de ficar amigo da Vênus Platinada, chegando a ajudar na divulgação da FIC (Feira Internacional Cristã), a feira de negócios gospel da Globo (que durou uma única edição) e no Festival Promessas (que durou algumas poucas edições). Com o fim da lua-de-mel entre a Globo e os evangélicos, Malafaia ainda assim não desistiu de aparecer, mendigando pequenas entrevistas nas afiliadas locais quando das Marchas para Jesus.

Malafaia estava sumindo da mídia. Aí precisou inventar outro factoide. Dessa vez, um que contasse com a aprovação de boa parte dos crentes. E iniciou então sua cruzada contra os gays, não denunciando o pecado, mas ofendendo, “caindo de pau”, buscando uma guerra que o deixou por muito tempo em evidência.

Para estar nos holofotes é necessário estar ao lado de quem está no poder. Assim vemos Malafaia contra Lula (quando não tinha chances de ser eleito), a favor de Lula (quando finalmente foi eleito), a favor de Dilma (quando do primeiro mandato), contra Dilma (quando começava a cair). Ficou aliadíssimo de Eduardo Cunha, que era presidente da Câmara dos Deputados. Defendeu-o até quase o fim, e quando finalmente não tinha mais como defendê-lo tratou de dizer que nunca recomendou voto para ele.

Levantou um boicote a O Boticário, pois numa de suas propagandas havia um casal homossexual. E dia desses levantou outro boicote, agora à Disney, por conta de uma cena do filme A Bela e A Fera. Nenhum dos boicotes surtiu efeito (em relação à queda nas vendas), mas serviu para manter Silas Malafaia nos holofotes midiáticos.

Como essa história contra os gays já está desgastada, não dá mais o mesmo “ibope” que antes, Malafaia teve que se reinventar para continuar no centro da mídia. E aí resolveu se voltar contra o Pr. Paulo Junior e movimentos de defesa do Evangelho, isso porque, para esses, Malafaia é um herege, alguém que não prega o verdadeiro Evangelho, que é renúncia do Eu, mas prega um falso e demoníaco evangelho, que é de afirmação do Eu, da busca por holofotes, riquezas e poder. Ou seja, todo o contrário do que fizeram e buscaram Jesus Cristo e seus apóstolos (os de verdade, não as falsificações do nosso tempo).

Gravou vídeo, fez mimimi, foi duramente criticado. Mas quem sofre de Síndrome do Holofote não tem medo de crítica. Ao contrário, se regozija com ela, pois através dela consegue se manter na boca do povo. Para isso, o portador dessa síndrome não teme fazer papéis ridículos, nem falar besteiras ou contradições.

No seu falso desabafo (e verdadeira criação de factoide para se manter na mídia gospel), Malafaia criticou o Pr. Paulo Junior por ter citado seu nome e de outros hereges como Morris Cerullo, Mike Murdock, Myles Munroe e Benny Hinn. Disse que não deveria ter citado os nomes (embora na Bíblia os hereges e apóstatas tiveram seus nomes citados).

Hoje, porém, Malafaia em seu Twitter vomitou seu factoide, estendendo a discussão (para se manter na mídia, lembre-se da fissura dos portadores da Síndrome do Holofote), citando nominalmente o Pr. Paul Washer. Porém o citou de forma absurdamente mentirosa, colocando o pastor americano como inimigo dos pentecostais brasileiros.

E Malafaia se colocando como pentecostal!!!
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Malafaia, desde que deixou a pureza do Evangelho para construir seu império financeiro e midiático, deixou de ser pentecostal para abraçar o neopentecostalismo, esse sim contrário às tradições cristãs. O pentecostalismo e as igrejas históricas seguem os dogmas cristãos, com suas diferenças, é verdade, mas que não se sobrepõem à mensagem da Cruz.

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Já os neopentecostais trocaram a Cruz pelas promessas de satanás no deserto. Trocaram a Cruz pelos reinos que vislumbraram do alto do pináculo do Templo.

Nenhuma disfunção é desculpa para mau caratismo. Nem a Síndrome do Holofote é desculpa para alguém distorcer uma verdade. Paul Washer não tem nada contra os pentecostais. Tem contra os neopentecostais, como Silas Malafaia, contra gente que usa da fé para conseguir gordas ofertas e grandes impérios religiosos (em meio a um mundo de miseráveis).

Quando Malafaia coloca Paul Washer como inimigo dos pentecostais, não coloca só ele. Coloca todos os reformados contra os pentecostais. Ressuscita a ridícula batalha Calvino X Armínio. Reforça a divisão entre verdadeiros irmãos em Cristo Jesus. Traz guerra onde deveria haver a Paz. E tudo isso para se manter em evidência. Quanta falta de amor pelas almas!!!

Paul Washer erra. Paulo Junior erra. Você erra. Eu erro. Ninguém é perfeito, mas quem tem sinceridade no coração Deus ajuda a reconhecer o erro e se converter, voltar atrás, voltar ao caminho estreito que leva à Salvação.

Silas Malafaia não apenas erra (muito, e feio), como o faz de forma premeditada, estudada, para conquistar aquilo que um dia sentiu o gostinho e agora não sabe mais viver sem: os holofotes.

Oremos por Silas Malafaia. Que ele possa ter ajuda psicoterápica e principalmente espiritual. Que ele retome a razão e possa se derramar diante Daquele que, sim, tem que ser e é o verdadeiro centro de tudo.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

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O Apóstolo(?) Agenor Duque quer 1 milhão em ofertas para bancar seu 90. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil

img_20170211_122143161Leia também 9o. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil: conheça os palestrantes

Estranhamos que, faltando menos de um mês para o congresso do Apóstolo(?) Agenor Duque e do falso profeta Benny Hinn, ainda não estava à venda os ingressos da Área Vip (que nos anos anteriores, em troca de R$ 1.000,00, davam direito a um “camarote gospel” e a receber unção diretamente das mãos de Benny Hinn). Será que finalmente deixaram de fazer acepção de pessoas para o recebimento de bênçãos?

Ledo engano.

Na internet, onde esse tal apóstolo(?) está mais sujo do que pau de galinheiro, ele não postou nada. Nem do Facebook da igreja, nem no site do tal congresso.

Mas em seus programas de rádio e tevê, aí sim o negócio é aberto! Pois na internet Agenor Duque coleciona críticos à sua Teologia da Prosperidade, e esses críticos têm como lhe responder rapidamente. Já em seus programas, a maioria de quem assiste é de pessoas desesperadas por uma bênção, e mesmo havendo quem o poderia criticar, para esses não há espaço no rádio e na tevê.

Assim, em seus programas Agenor Duque pode posar de reizinho sem problemas.

duque momo

Mas hoje assistimos a um dos seus programas, ao vivo. Perdemos boa parte do que disse, mas conseguimos filmar o suficiente para que se possa entender a barganha gospel.

Uma vez que a Área Vip causou uma enormidade de críticas, desta vez Agenor Duque inventou que precisa de 1.000 ofertantes com R$ 1.000,00 para a realização do tal congresso. Mil vezes mil dá 1 milhão de reais, dinheiro que deve pagar o cachê dos ungidos e pagar o aluguel dos estádios, fora que ainda se levantarão ofertas dentre a multidão nos dias do congresso. Ou seja, se a coisa não rendesse bastante não ocorreria todo o ano.

Levando-se em conta que outro apóstolo(?) conseguiu arrecadar 8 milhões em poucos dias, aproveitando-se de um atentado que sofrera, e que ainda outro apóstolo(?) conseguiu 800 mil da prefeitura de São Paulo para patrocinar sua Marcha para Jesus, levantar 1 milhão entre os fiéis vai ser fichinha.

Ainda mais quando levamos em conta o público-alvo do pedido de ofertas e os argumentos utilizados.

Assista ao vídeo, perdoando-nos pelos ruídos, coisas de quem tem filhos menores.

Os frequentadores da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus são em geral pessoas humildes, com pouco ou nenhum conhecimento da Palavra, muitas migrantes de igrejas como a Mundial e a Universal. Ou seja, gente que acredita em qualquer coisa que alguém fale do alto do púlpito e que é capaz de qualquer coisa para receber a bênção prometida.

Aliado a isso, vemos no vídeo que Agenor Duque dá uns benefícios para quem ofertar os mil reais: terá oração especial dele, terá sua ficha untada no gigantesco pote de Óleo do Provedor (que, como o nome sugere, deve trazer bênçãos financeiras ao ofertante), chama a oferta de “sacrifício” (pois fala aos pobres, a quem mil reais faz muita falta sendo, muitas vezes, tudo o que se tem na poupança para uma emergência – para os ricos, mil reais é troco), e ainda promete que o ofertante participará de uma exclusivíssima Santa Ceia na Quarta-Feira de Cinzas, na qual provavelmente se poderá tirar selfies ungidas com Benny Hinn.

Glorioso é Deus, que não faz acepção de pessoas. Em Cristo, não há diferença entre o Óleo do Provedor e o Óleo Lisa (ambos, quando na panela em fogo brando e misturado a temperos e a algum alimento, cozinham que é uma beleza); não há diferença entre a oração de um pretenso apóstolo (pois o último dos verdadeiros morreu há uns 2 mil anos) e a oração de um mísero pecador; não há diferença entre se orar no monte, em Israel ou no escondido dos aposentos (ou mesmo nas ruas, sem privacidade, na triste situação em que muitos vivem); não há diferença entre o que oferta mil reais e entre quem não tem condições de dar o valor estipulado pelos estelionatários da fé, pois a Graça não tem preço: é de graça, é sem merecimento algum. Em Cristo todos somos iguais e carecemos igualmente de Sua misericórdia.

Nos dias desse congresso haverá um pequeno grupo em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, portando faixas que levem a multidão a refletir sobre as verdades do Evangelho. Deus não é mercadoria, não se vende e não se aceita vender.

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Movimento pela Ética Evangélica Brasileira levando versículos bíblicos no 7o. Congresso de Avivamento Fogo para o Brasil, no Estádio do Canindé em São Paulo

Você é nosso(a) convidado(a).

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A Deus toda a honra e toda a glória para sempre.

Em tempo: perceberam como o tal Agenor Duque trata seus funcionários? Em pleno programa de tevê se referiu à funcionária Aline (responsável por anotar os nomes dos ofertantes) de forma desrespeitosa, como se ela fosse incompetente, burra mesmo. E isso aconteceu duas vezes, praticando assédio moral ao vivo e às vistas de telespectadores de todo o país. Nenhuma surpresa para nós, que já o conhecemos e que o vimos amaldiçoar seus críticos por duas vezes. Pelos frutos os conhecereis, nos ensinou o Mestre Jesus.

E a propósito, não somos contra ofertas. Somos totalmente favoráveis a ofertas de acordo com o coração do ofertante, sem manipulações ou vinculação de realização de bênçãos e milagres, e direcionadas para a manutenção básica do templo, para o sustento de missionários e para o cuidado com os órfãos, viúvas e estrangeiros dos nossos tempos. Líder que enriquece às custas da igreja serve a Mamom, não a Deus.

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