Marcha para Jesus em Juiz de Fora (MG): o $how tem que parar!

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No dia 10 de junho estivemos em Juiz de Fora (MG) para participar da tradicional Marcha para Jesus. Na cidade, está em sua 24a. edição, e é organizada pelo Conpas, o Conselho de Pastores local, que trazia como novidade as presenças “vip” dos (im)pastores Silas Malafaia, Jabes de Alencar e Flamarion Rolando, todos pregadores da famigerada e demoníaca Teologia da Prosperidade, aquela que atrai fiéis com a promessa de bênçãos financeiras e que exige, para tal, “provas de fé” na forma de grandes quantias em dinheiro (aceita-se carros, jóias e casas também). Um exemplo famoso é o da “unção financeira” mais Bíblia da Prosperidade de brinde para quem desse R$900,00 para o Malafaia (porém, nem para o Malafaia essa negociata gospel deu certo).

Enfim, como a Marcha estava marcada para as 12h, estávamos no local desde às 11:30h e estendemos as faixas. Logo percebemos olhares por parte dos que trabalhavam no evento, mas depois – muito depois – entendemos o porquê.

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Os pastores da Conpas vieram falar conosco e, sabendo qual o nosso propósito ali, foram muito gentis. Aliás, fica aqui nosso elogio a todo o povo juizforano por sua educação e amabilidade. Mesmo quem não concordava com nossas faixas não nos hostilizou, ao contrário do que já aconteceu em outros eventos.

Também colocamos como ponto positivo nessa Marcha que, pelo menos enquanto estávamos na praça (até umas 18:30h), não vimos nenhum político no palco. Havia propaganda de apoio da prefeitura de Juiz de Fora, mas o palco não foi maculado com discursos políticos ou com “orações” para quem pudesse, posteriormente, “retribuir” com as igrejas presentes.

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Falando em igrejas presentes, lá estavam algumas Igrejas do Evangelho Quadrangular e algumas pentecostais. As igrejas históricas de Juiz de Fora e neopentecostais como a do R. R. Soares não participaram. Na pequena multidão havia senhores e senhoras com suas bíblias, mas majoritariamente jovens. A grande maioria só chegou depois das 18h.

Estendemos nossas faixas e lá ficamos. Pessoas se aproximaram para melhor ler, receberam folhetos, algumas apoiavam, outras iam embora. Percebemos alguns homossexuais dispersos na praça e só entendemos à noite: por conta da presença de Silas Malafaia, um grupo LGBT havia marcado, pelas redes sociais, um protesto pacífico. Porém, até o momento em que lá estivemos, nada aconteceu.

Do lado do palco havia uma espécie de camarote, onde moradores de rua dormiam. Foi emblemático que eles tiveram que sair do local que os protegia para dar lugar aos preparativos da Marcha. E mais emblemático ainda que se colocaram ao lado das faixas, sendo que um deles aproveitou a sombra delas para se proteger.

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E começou o show gospel. Cantores e bandas se alternavam a propagandas dos patrocinadores. Havia de apartamentos com iniciais de apenas R$ 299,00 a sorteio de lava-jato e martelinho de ouro. Talvez tocados pelas faixas, os apresentadores a todo momento lembravam o público de que o “show” ali era no sentido da tradução “mostrar”, não de espetáculo ou entretenimento.

Como sempre, teve o tal “ato profético”, pelo qual muitas e muitas vidas seriam salvas através da Marcha para Jesus.

Mas o mais triste foi ouvir dos apresentadores, volta e meia, que aquela era a “segunda” maior Marcha do Brasil, só perdendo para São Paulo. E que era a “maior” Marcha da região. E nem foi pelo fato de acharmos, quando muito, que no total havia umas mil pessoas (e que Marchas como a de Guarulhos [SP] devem ter muito mais adesão). O triste é ver que, enquanto Jesus ensinava Seus discípulos que em Seu Reino o maior era o menor, muitas igrejas ainda vão pela lógica daquele que tentou a Cristo no deserto, a lógica do “quanto maior, melhor”. Não dá para entender esse desejo gospel de destaque, de ser o maior, o melhor, o mais rico, o mais poderoso, o com o templo mais majestoso, o com o carro mais possante.

Lembremo-nos de Jesus, que deveria ser nosso foco, nosso baluarte: Ele lavou os pés dos discípulos. E nós, líderes deste tempo, o que fazemos? Queremos que as ovelhas lavem não apenas nossos pés, mas nossas mãos e nossa cabeça também.

No mais, o de sempre em todas as Marchas: à tardinha, após muita música gospel, todos saíram em Marcha pelas ruas da cidade, ao som de vários ritmos, indo do forró ao funk gospel. Havia três trios-elétricos (sem fotos de pastores e apóstolos, outro ponto positivo), mas em nenhum os “vips” estavam presentes. Anoiteceu, enrolamos nossas faixas e fomos embora, mas de onde estávamos hospedados dava para ouvir o que ocorria no evento. Assim, ouvimos Jabes de Alencar, Flamarion Rolando e Silas Malafaia pregando por pouco tempo. Malafaia, quando muito, falou uns 20 minutos. Acreditamos que as ausências nos trios e o pouco tempo no palco se deveu pelo receio de manifestações dos grupos LGBT.

Nossa oração é para que todos os que tiveram acesso a nossos folhetos e às faixas possam refletir sobre seu papel na Igreja, no Corpo de Cristo. É para que, numa próxima edição da Marcha em Juiz de Fora, não haja a necessidade de afirmação como “uma das maiores” ou promessas de que todos da cidade serão salvos, pois quem acrescenta os salvos é o Espírito Santo, pela Sua vontade, cabendo aos cristãos apenas testemunhar e pregar o Evangelho. Que não haja “atos proféticos” para crescimento dos evangélicos, mas que haja arrependimento e verdadeira conversão daqueles que buscarem a Cristo. Oremos para que o avivamento e a transformação se inicie dentro da Igreja e que esse movimento transborde pelas ruas da cidade, atingindo a todos que se dispuserem para tal. E oremos para que não seja necessário pagar cachês para (im)pastores e artistas gospel, pois se a Marcha é para Jesus quem dela participa o deveria fazer de graça, pois é para Ele, não para o benefício próprio.

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Dia 15 de junho é a vez da Marcha para Jesus em São Paulo. Se concordar e puder, venha estender faixas conosco.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre!

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Uma análise sobre o uso de verbas públicas nas “Marchas para Jesus” parte 2: o caso de São Paulo

Leia também Uma análise sobre o uso de verbas públicas nas “Marchas para Jesus”.

“Os seus sacerdotes violentam a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem discernem o impuro do puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles.” – Ezequiel 22:26

Nessa segunda parte, o foco será o estudo de caso da Marcha para Jesus de São Paulo edição 2017, no que tange ao recebimento de verbas públicas para sua realização.

Todos os anos, os vereadores enviam emendas ao Projeto de Lei Orçamentária do Município. São pedidos diversos de verba: ajuda a hospitais, escolas, eventos culturais, parques, atividades esportivas, etc. Esses pedidos são analisados e, caso aprovados, passam a fazer parte do Projeto de Lei.

Na cidade de São Paulo temos, para 2017, o PL 509/2016, que trata do orçamento do município. Nele estão previstos todos os gastos possíveis, respeitando-se a receita disponível. Segundo o Parecer 1698/2016, foram propostas 6366 emendas para o orçamento paulistano de 2017, contempladas no todo ou em parte, dispostas em 214 páginas. E, entre essas emendas, uma que nos chama especial atenção: a que define uma verba de 800 mil reais para a realização da Marcha para Jesus de São Paulo 2017 através da emenda E59 MAIS 800 mil para a infraestrutura e serviços utilizados no evento, através da emenda E1066, totalizando 1 milhão e seiscentos mil reais.

Vejamos as páginas 77 e 78, na qual consta as autorizações de verbas públicas para a Marcha para Jesus paulistana:

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Na primeira imagem (a título de exemplo) do parecer temos como maior valor justamente os 800 mil para a Marcha para Jesus. Dividem a página a verba de 100 mil reais para apoio à realização de diversos eventos do calendário municipal, 200 mil para campanhas e eventos do interesse da cidade, 70 mil para infraestrutura para realização de eventos da SVMA e 145 mil para infraestrutura de 2 feiras culturais e um evento católico.

A diferença de verbas assusta? Infelizmente, vai assustar ainda mais.

A seguir, pinçamos alguns outros exemplos de emendas para melhor demonstrar que a Marcha para Jesus, embora sendo um evento religioso, conseguiu um valor muito superior ao direcionado a outros setores do município (tudo pode ser comprovado no site do Parecer do Projeto de Lei Orçamentária de São Paulo 2017):

E4513 – Compra de Material Permanente para o Hospital Municipal do Tatuapé Dr.Carmino Caricchio, Av. Celso Garcia, 4815 – Tatuapé: R$ 300.000,00

E1435 – Aquisição de Equipamentos para o Hospital Municipal Professor Doutor Alípio Correa Netto – CNPJ: 46.392.148/0026- 78: R$ 100.000,00

E87 – Contratação de Serviços e Equipamentos para Realização de Eventos (Palco, Iluminação, etc): R$ 500.000,00

E592 – Reforma e Acessibilidade de Passeios Públicos: R$ 800.000,00

Ainda não está chocado(a)?

E1341 – Urbanização de Favelas, Obras e Serviços em Prol da População de São Paulo: R$ 1.000.000,00 (já pensou se fosse R$ 2.600.000,00 quantas pessoas mais poderiam viver em melhores condições?)

E1472 – Construção de Moradias Populares por Autogestão: R$ 20.000,00 (não, não estão faltando zeros. São apenas 20 mil para a construção de casas em regime de mutirão na cidade de São Paulo – já pensou se fosse R$ 1.620.000,00, quantas pessoas seriam beneficiadas?)

E598 – Melhoria da Qualidade e Ampliação do Acesso à Educação na Rede Municipal de Ensino: apenas R$ 200.000,00

E123 – Campeonato Paulista de Karatê – Adulto – Federação Paulista de Karatê: R$ 168.181,00

Há uns 2 meses, passando em frente ao Shopping Plaza Sul vimos alguns rapazes de quimono fazendo “pedágio” no semáforo. Eram integrantes da Seleção de Karatê, qualificados para participar de um campeonato no exterior, porém sem dinheiro para as passagens. E estavam ali, pedindo para cada motorista qualquer quantia que os pudesse ajudar. E não custa lembrar que esses mesmos garotos – e muitos outros de outros esportes também esquecidos – estarão se desdobrando para representar o Brasil nas próximas Olimpíadas.

E1359 – Realização de Projeto de Cursos de Qualificação Profissional, a Serem Realizados em Entidades, em Parceria com Entidades Sociais: R$ 400.000,00

E3841 – Atendimento a Crianças e Adolescentes em Situação de Rua: R$ 750.000,00

E3929 – Parada LGBT Anual do Município: R$ 30.000,00

E1163 – Fornecimento de Infraestrutura e Serviços para Realização dos Eventos 24ª FESTA DAS NAÇÕES no Cangaíba Lei 15.927/2013, FESTA JUNINA no Cangaíba Lei 16.038/2014 e 5ª FESTA ARRAIAL SÃO JOÃO nas ruas do Brás Lei 15.785/2013: R$ 170.000,00

Veja a diferença… Para a “infra” da Marcha para Jesus, 800 mil. Já a “infra” de 3 festas católicas, com duração de mais de um dia cada, tem o gasto de R$ 170.000,00.

Alguma coisa está errada, não?

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Bom, na Marcha para Jesus há um palco para apresentação dos artistas gospel e há os trios-elétricos, cobertos com fotos do casal Apóstolo (?) Estevam e Bispa (???) Sonia Hernandes e outros pastores. Normalmente, uns dez trios-elétricos, entre os luxuosos estilo Carnaval de Salvador e os mais simples, bem pequenininhos mesmo. Ligamos para uma empresa que aluga trios-elétricos para ter uma noção de preço. Um trio com 12 metros sai por volta de 6 mil reais por um período de 6 horas. Já se tiver 24 metros custará cerca de 12 mil reais. Supondo por alto (bem por alto) 10 trios de 24 metros, o gasto seria em torno de 120 mil reais.

Não chegamos a pesquisar montagem de palco, mas não creio que saia mais do que uns 500 mil reais.

Assim, daria uns 620 mil reais por alto. Haveria um troco dos 800 mil de “infra”, que pagaria – e muito bem!!!! – todos os cachês de todos os artistas gospel que estarão “louvando a Deus” no evento.

E ainda sobram os outros 800 mil reais. Como as camisetas da Marcha são bem pagas e tudo na Marcha é vendido ou patrocinado, não conseguimos usar de criatividade para entender no quê esse valor restante será gasto. Mas enfim…

A verdade é que o uso de verbas públicas em eventos religiosos pode ser legal (no caso em estudo, as verbas estão previstas no Orçamento), mas é imoral. É imoral porque vivemos um momento de crise (e mesmo se não o vivêssemos), sendo pelos próprios ensinos de Cristo necessário cuidar dos mais necessitados, ao invés de fazer espetáculo pelas ruas para demonstrar poder pela força numérica e pelo alto volume das músicas entoadas. É imoral porque a Marcha para Jesus tem dono, foi patenteada pelo Apóstolo (?) Estevam Hernandes e pertence a ele, servindo para sua afirmação espiritual e política sobre a multidão. É imoral porque Jesus, que dá nome à Marcha, nunca buscou holofotes e poder político, mas se despiu de Sua Majestade para caminhar no meio de nós.

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E falando em caminhar, onde Jesus estaria na Marcha que dizem ser Dele?

Talvez estivesse caminhando entre a multidão, enquanto Herodes e os sacerdotes estariam no alto dos trios-elétricos. Talvez Jesus não acompanhasse toda a Marcha, pois estaria ocupado ajudando aqueles com dificuldades na caminhada. E talvez, se mesmo assim chegasse ao lugar do palco principal, pegaria seu chicote e repetiria a cena que se deu no templo.

As igrejas deveriam ser as primeiras a não lesarem o Erário. Afinal, são entidades isentas da cobrança de impostos. Mas os lobos em pele de cordeiro não se escandalizam em desviar recursos que poderiam ser utilizados na promoção do bem comum. O importante, para eles, é satisfazer seus próprios ventres.

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Mas aí alguém vai dizer que quem fez as emendas foram os vereadores, políticos eleitos pelo povo.  E aí vemos, na prática, o porquê de grandes igrejas se empenharem tanto para eleger os políticos amigos. A união Igreja-Estado já se mostrou virulenta desde os tempos de Constantino e os lobos continuam apostando nessa nefasta parceria.

É ultrajante e vergonhoso ver tantas pessoas desempregadas, endividadas, vivendo em condições precárias ou mesmo nas ruas, ver doentes jogados em macas nos corredores de hospitais, ver crianças tendo roubado o seu direito de estudar e brincar, e ao mesmo tempo ver que no dia 15 de junho de 2017 haverá um Carnaval Gospel pago com dinheiro que poderia mudar a vida de muita gente. Como cristãos estamos profundamente enojados de tudo isso.

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Não foi fácil revirar todo esse lixo para trazer esse artigo a vocês, mas é necessário. Que o Remanescente possa bradar contra toda essa abominação feita em nome do Santo Santo Santo Deus. Que a verdadeira Igreja se diferencie das demais por seu amor, sua justiça e sua ética cristã. Que os valores de Cristo se sobreponham aos ilusórios valores deste mundo.

Que sejamos Sal e Luz para este mundo, não aproveitadores covardes de recursos que pertencem a todos, e não apenas à nossa comunidade.

Que quem veja a nós, veja a Cristo.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

“Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado.” – Ezequiel 16:49

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O Apóstolo (?) Agenor Duque não quer que você saiba que ele é um dos “organizadores” da Expo São Paulo Cristã. Por que será?

expoNos dias 17, 18 e 19 de agosto haverá, no Expo Center Norte em São Paulo, a Expo São Paulo Cristã. Essa feira de negócios gospel acontecia, até 2015, em cidades do interior de São Paulo. Dois anos após sua última edição, a aposta agora é no mercado gospel da capital financeira do país.

Até aí, nada de mais. Um local que promete reunir empresários gospel, artistas, pastores e um público ávido por consumir produtos ungidos e cristãos. Deve haver estandes de livrarias, gravadoras, alguns ministérios, estandes pessoais (do cantor fulano e do pastor sicrano) e de produtos duvidosos (réplicas da arca da aliança, óleos de unção de vários aromas, miniaturas de objetos para serem trocados por dinheiro em campanhas específicas etc). Deve haver gente séria expondo e deve haver muito picareta gospel, intencionando apenas o lucro puro e simples.

A grande surpresa dessa nova feira gospel paulistana é um dos seus organizadores. O primeiro é o mesmo que organizou as feiras de nome semelhante no interior de São Paulo. O segundo – pasmem! – é ninguém menos que o Apóstolo (?) Agenor Duque da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus, aquele mesmo que gosta de hipnotizar as pessoas para fazê-las esquecer de vícios, aquele que costuma amaldiçoar seus inimigos (a maldição não se concretiza, mas serve para assustar a plateia), aquele mesmo que gosta de se fantasiar de Fred Flinkstone simulando pano de saco e às vezes usa coroa de Rei Momo para simular poder sobre o pobre povo que o segue.

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Porém, pode vasculhar de trás para frente o site da Expo São Paulo Cristã e não aparecerá qualquer menção a esse autointitulado apóstolo (?).

Por que será que o tal Agenor Duque entrou nesse negócio às ocultas, às escondidas? Por que do mistério sobre sua participação na organização dessa feira gospel?

Muitas podem ser as alternativas. Talvez medo de uma rejeição em massa, pois muitos entendem o Agenor Duque como um herege, como alguém que deturpa as Escrituras e simula milagres com o único fim de aumentar a arrecadação da sua igreja. Ou talvez o apóstolo (?) não queira que saibam quantos são os seus negócios gospel, talvez por conta do Fisco ou outros motivos quaisquer. Ou talvez seja simplesmente por timidez, vai saber.

Mas o fato é que um passarinho nos deu a dica e corremos atrás. Eis as provas:

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Numa das opções da tela inicial, temos a mensagem acima, na qual é informado que “houve uma fusão entre a Rede do Bem e a Expo São Paulo Cristã”, com a intenção de solidificar a feira gospel. Nada mais é dito, e aí vamos correr atrás da tal Rede do Bem.

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Eis a página inicial da Rede do Bem. Atente para os logotipos. Um deles é o da Rede do Bem FM 97,3 em São Paulo. Ao lado, o da 105,5 Campinas/SP.

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E então temos o “print” do link da Rádio Online da IATPD, com uma imagem com as rádios pertencentes à Rede do Bem, e logo abaixo o logo da Plenitude, dando a entender que a Rede do Bem tem alguma ligação com a igreja do Apóstolo (?) Duque.

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Na Wikipedia, temos:

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Enfim, quando uma igreja recebe dinheiro através de dízimos e ofertas, espera-se que esses valores sejam utilizados para a promoção do bem social, a manutenção de missionários, além do pagamento das contas básicas da instituição (aluguel, contas de consumo etc). Quando possível, também ajudar o pastor e sua família em suas despesas, embora o ideal seja que o pastor tenha seu trabalho, não fazendo do sacerdócio uma profissão. Porém, não se espera de um dinheiro que muitas vezes é doado com grande sacrifício e sobre o qual não incorre a cobrança de impostos que seja utilizado para investimento em empresas e negócios e o consequente enriquecimento dos líderes eclesiásticos. A Rede Record foi mantida com o dinheiro dos fiéis e sob a promessa de servir como um canal de evangelização, e veja no que deu. Aparentemente, a Plenitude está andando no mesmo mau caminho.

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Agenor Duque pedindo R$ 1.000,00 de cada fiel, possivelmente para investir em sua própria feira de negócios gospel.

É triste ver que muitas pessoas depositam suas únicas economias nas contas de estelionatários da fé, de gente que promete mundos e fundos de bênçãos em troca de gordas ofertas. Jesus Cristo nunca fez isso, nunca ensinou isso, ao contrário, ensinou a repartir com o mais necessitado e sem se buscar por riquezas, sucesso e glória. Os lobos em pele de cordeiro estão vendendo um falso Evangelho, estão enriquecendo de forma absurdamente abominável, que é utilizando do Santo Santo Santo como mercadoria, e muitos têm sofrido nesses dias maus.

Que a Luz expulse as trevas em nosso meio, que tudo o que está feito escondido seja revelado, que a Verdade prevaleça e abra os nossos olhos.

Que Deus tenha misericórdia de nós.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

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Silas Malafaia e a Síndrome do Holofote: promovendo até guerra entre pentecostais e reformados para se manter na mídia gospel

camisa-de-forçaO (im)Pastor Silas Malafaia tem bacharelado em Psicologia, mas ele mesmo é um ótimo caso para estudo. Quando esbraveja na tevê contra seus adversários, pouco ou nada demonstra dos “frutos do Espírito” (amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança, segundo Gálatas 5:22). O único momento em que se torna um pouquinho mais simpático é na hora em que anuncia os produtos de sua gravadora ou da editora.

Mas só Deus conhece os corações (embora as atitudes, falas e comportamentos deixem transparecer muita coisa, ao ponto de termos a alegoria do conhecer a árvore pelos frutos, ou seja, conhecer uma pessoa por aquilo que produz). E só Deus pode julgar Malafaia no que tange à sua sinceridade em relação a Ele, pois a sinceridade pertence ao campo do coração, que só Deus verdadeiramente conhece.

Mas os atos, palavras, ideias, projetos, esses todos podemos e devemos, segundo a Bíblia, julgar, pois fazem parte do campo dos frutos da árvore, que todos podemos ver. Afinal, como não saber que aquela macieira está dando bananas? E como não saber se uma ideia ou atitude condiz ou não com o Evangelho? Não há como não saber, pois são coisas expostas às nossas vistas!

Em vários outros artigos neste blog há críticas teológicas a Silas Malafaia. Criticamos sua pregação com ênfase na obtenção de vitórias e riquezas nessa terra, sua venda de bênçãos (vinculação a uma bênção específica a quem lhe der certa quantia em dinheiro – ex.: unção financeira em troca de oferta de 900 reais, casa própria em troca de oferta no valor de uma prestação), sua identificação com igrejas neopentecostais (como Universal, Mundial, Plenitude e tantas outras que colocam o dinheiro e riquezas como meta principal), sua vinculação política (com o fim de conseguir benesses para si e sua denominação). Neste artigo, infelizmente abordaremos um problema que talvez tenha a ver com toda essa deformação do Evangelho que Malafaia criou – e que tem milhares de cegos seguidores.

A Síndrome do Holofote é algo da nossa sociedade contemporânea. Andy Warhol profetizou que chegaria um dia em que todos teriam seus quinze minutos de fama. George Orwell achou que em 1984 teríamos uma sociedade totalmente vigiada por câmeras e controlada com mãos de ferro – apenas errou a data, atualmente estamos bem próximos da ficção descrita em seu livro. Além de centenas de canais de televisão temos a internet, as redes sociais, muitas oportunidades para nos fazermos conhecidos de alguma forma. E imersos na globalização e em meio a várias crises, só sobrevive apesar da livre mão do mercado quem consegue colocar seu produto mais em evidência que seus concorrentes.

Mas voltemos à Síndrome do Holofote. Resumidamente, leva a seu portador a buscar estar sempre no centro das atenções, sempre no topo, sempre na mídia, sempre na boca do povo. Para isso, seu portador é capaz de criar factoides, inventar inimigos, fazer coisas escandalosas, tudo para que esteja sempre em voga. Como não lembrar dessas pessoas que participam de realities shows e, após caírem no esquecimento (umas duas semanas depois de terminado o programa) inventam situações para continuar como notícia? Fulana foi vista tomando sorvete no parque, Sicrano começou um namoro com Beltrano, paparazzo flagrou topless de Fulana?

A psicóloga Terezinha Barreiro assim define a Síndrome do Holofote:

Dentre tantos problemas que surgiram com a civilização, hoje observamos um fenômeno que já está pra lá de categorizado: a síndrome do holofote, ou melhor, dizendo, a necessidade incontrolável em ser o centro das atenções, de “roubar a cena”, de querer ser o “umbigo” do mundo.

Essas pessoas vivem em constante desafio com os que o cercam e, às vezes, até com uma nação inteira.

[…] Para essas pessoas, qualquer oportunidade será uma chance que não pode ser perdida. Esquecem estes, que sentimentos negativos são gerados em quem os cercam, tornando-se assim pessoas inconvenientes, chatas e sem medidas,  porque a “necessidade de aparecer” também tem sua contramão, como tudo na vida, e neste caso, ela vem com o repúdio, o desgaste da imagem, a intolerância e o valor negativo impresso e associado a sua foto ou presença.”

Consegue enxergar o (im)Pastor Silas Malafaia nessa descrição?

Malafaia sempre quer estar diante dos holofotes. Sempre. Em todo o tempo.

Começou defendendo a Igreja Universal e seu dono Edir Macedo, que sofria com os ataques da Rede Globo, especialmente depois de vazar um vídeo onde Macedo ensinava a seus pastores a teoria do “dá ou desce”, a ser ministrada para aumento da arrecadação em forma de dízimos e ofertas. Há quem diga que recebia uma mesada da IURD nesse período. Mas depois se distanciou de Macedo, chegando a pedir para que não votassem em Marcelo Crivella para o governo do Rio de Janeiro. Há pouco voltou atrás, inclusive indicando dessa vez a seus seguidores que votassem em Crivella para a prefeitura do Rio.

Houve uma época em que se colocou contra o movimento G12. Depois se irmanou a ele.

Durante muito tempo gritava contra seu inimigo, a Rede Globo. Anos depois se gabou de ficar amigo da Vênus Platinada, chegando a ajudar na divulgação da FIC (Feira Internacional Cristã), a feira de negócios gospel da Globo (que durou uma única edição) e no Festival Promessas (que durou algumas poucas edições). Com o fim da lua-de-mel entre a Globo e os evangélicos, Malafaia ainda assim não desistiu de aparecer, mendigando pequenas entrevistas nas afiliadas locais quando das Marchas para Jesus.

Malafaia estava sumindo da mídia. Aí precisou inventar outro factoide. Dessa vez, um que contasse com a aprovação de boa parte dos crentes. E iniciou então sua cruzada contra os gays, não denunciando o pecado, mas ofendendo, “caindo de pau”, buscando uma guerra que o deixou por muito tempo em evidência.

Para estar nos holofotes é necessário estar ao lado de quem está no poder. Assim vemos Malafaia contra Lula (quando não tinha chances de ser eleito), a favor de Lula (quando finalmente foi eleito), a favor de Dilma (quando do primeiro mandato), contra Dilma (quando começava a cair). Ficou aliadíssimo de Eduardo Cunha, que era presidente da Câmara dos Deputados. Defendeu-o até quase o fim, e quando finalmente não tinha mais como defendê-lo tratou de dizer que nunca recomendou voto para ele.

Levantou um boicote a O Boticário, pois numa de suas propagandas havia um casal homossexual. E dia desses levantou outro boicote, agora à Disney, por conta de uma cena do filme A Bela e A Fera. Nenhum dos boicotes surtiu efeito (em relação à queda nas vendas), mas serviu para manter Silas Malafaia nos holofotes midiáticos.

Como essa história contra os gays já está desgastada, não dá mais o mesmo “ibope” que antes, Malafaia teve que se reinventar para continuar no centro da mídia. E aí resolveu se voltar contra o Pr. Paulo Junior e movimentos de defesa do Evangelho, isso porque, para esses, Malafaia é um herege, alguém que não prega o verdadeiro Evangelho, que é renúncia do Eu, mas prega um falso e demoníaco evangelho, que é de afirmação do Eu, da busca por holofotes, riquezas e poder. Ou seja, todo o contrário do que fizeram e buscaram Jesus Cristo e seus apóstolos (os de verdade, não as falsificações do nosso tempo).

Gravou vídeo, fez mimimi, foi duramente criticado. Mas quem sofre de Síndrome do Holofote não tem medo de crítica. Ao contrário, se regozija com ela, pois através dela consegue se manter na boca do povo. Para isso, o portador dessa síndrome não teme fazer papéis ridículos, nem falar besteiras ou contradições.

No seu falso desabafo (e verdadeira criação de factoide para se manter na mídia gospel), Malafaia criticou o Pr. Paulo Junior por ter citado seu nome e de outros hereges como Morris Cerullo, Mike Murdock, Myles Munroe e Benny Hinn. Disse que não deveria ter citado os nomes (embora na Bíblia os hereges e apóstatas tiveram seus nomes citados).

Hoje, porém, Malafaia em seu Twitter vomitou seu factoide, estendendo a discussão (para se manter na mídia, lembre-se da fissura dos portadores da Síndrome do Holofote), citando nominalmente o Pr. Paul Washer. Porém o citou de forma absurdamente mentirosa, colocando o pastor americano como inimigo dos pentecostais brasileiros.

E Malafaia se colocando como pentecostal!!!
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Malafaia, desde que deixou a pureza do Evangelho para construir seu império financeiro e midiático, deixou de ser pentecostal para abraçar o neopentecostalismo, esse sim contrário às tradições cristãs. O pentecostalismo e as igrejas históricas seguem os dogmas cristãos, com suas diferenças, é verdade, mas que não se sobrepõem à mensagem da Cruz.

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Já os neopentecostais trocaram a Cruz pelas promessas de satanás no deserto. Trocaram a Cruz pelos reinos que vislumbraram do alto do pináculo do Templo.

Nenhuma disfunção é desculpa para mau caratismo. Nem a Síndrome do Holofote é desculpa para alguém distorcer uma verdade. Paul Washer não tem nada contra os pentecostais. Tem contra os neopentecostais, como Silas Malafaia, contra gente que usa da fé para conseguir gordas ofertas e grandes impérios religiosos (em meio a um mundo de miseráveis).

Quando Malafaia coloca Paul Washer como inimigo dos pentecostais, não coloca só ele. Coloca todos os reformados contra os pentecostais. Ressuscita a ridícula batalha Calvino X Armínio. Reforça a divisão entre verdadeiros irmãos em Cristo Jesus. Traz guerra onde deveria haver a Paz. E tudo isso para se manter em evidência. Quanta falta de amor pelas almas!!!

Paul Washer erra. Paulo Junior erra. Você erra. Eu erro. Ninguém é perfeito, mas quem tem sinceridade no coração Deus ajuda a reconhecer o erro e se converter, voltar atrás, voltar ao caminho estreito que leva à Salvação.

Silas Malafaia não apenas erra (muito, e feio), como o faz de forma premeditada, estudada, para conquistar aquilo que um dia sentiu o gostinho e agora não sabe mais viver sem: os holofotes.

Oremos por Silas Malafaia. Que ele possa ter ajuda psicoterápica e principalmente espiritual. Que ele retome a razão e possa se derramar diante Daquele que, sim, tem que ser e é o verdadeiro centro de tudo.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

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O Apóstolo(?) Agenor Duque quer 1 milhão em ofertas para bancar seu 90. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil

img_20170211_122143161Leia também 9o. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil: conheça os palestrantes

Estranhamos que, faltando menos de um mês para o congresso do Apóstolo(?) Agenor Duque e do falso profeta Benny Hinn, ainda não estava à venda os ingressos da Área Vip (que nos anos anteriores, em troca de R$ 1.000,00, davam direito a um “camarote gospel” e a receber unção diretamente das mãos de Benny Hinn). Será que finalmente deixaram de fazer acepção de pessoas para o recebimento de bênçãos?

Ledo engano.

Na internet, onde esse tal apóstolo(?) está mais sujo do que pau de galinheiro, ele não postou nada. Nem do Facebook da igreja, nem no site do tal congresso.

Mas em seus programas de rádio e tevê, aí sim o negócio é aberto! Pois na internet Agenor Duque coleciona críticos à sua Teologia da Prosperidade, e esses críticos têm como lhe responder rapidamente. Já em seus programas, a maioria de quem assiste é de pessoas desesperadas por uma bênção, e mesmo havendo quem o poderia criticar, para esses não há espaço no rádio e na tevê.

Assim, em seus programas Agenor Duque pode posar de reizinho sem problemas.

duque momo

Mas hoje assistimos a um dos seus programas, ao vivo. Perdemos boa parte do que disse, mas conseguimos filmar o suficiente para que se possa entender a barganha gospel.

Uma vez que a Área Vip causou uma enormidade de críticas, desta vez Agenor Duque inventou que precisa de 1.000 ofertantes com R$ 1.000,00 para a realização do tal congresso. Mil vezes mil dá 1 milhão de reais, dinheiro que deve pagar o cachê dos ungidos e pagar o aluguel dos estádios, fora que ainda se levantarão ofertas dentre a multidão nos dias do congresso. Ou seja, se a coisa não rendesse bastante não ocorreria todo o ano.

Levando-se em conta que outro apóstolo(?) conseguiu arrecadar 8 milhões em poucos dias, aproveitando-se de um atentado que sofrera, e que ainda outro apóstolo(?) conseguiu 800 mil da prefeitura de São Paulo para patrocinar sua Marcha para Jesus, levantar 1 milhão entre os fiéis vai ser fichinha.

Ainda mais quando levamos em conta o público-alvo do pedido de ofertas e os argumentos utilizados.

Assista ao vídeo, perdoando-nos pelos ruídos, coisas de quem tem filhos menores.

Os frequentadores da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus são em geral pessoas humildes, com pouco ou nenhum conhecimento da Palavra, muitas migrantes de igrejas como a Mundial e a Universal. Ou seja, gente que acredita em qualquer coisa que alguém fale do alto do púlpito e que é capaz de qualquer coisa para receber a bênção prometida.

Aliado a isso, vemos no vídeo que Agenor Duque dá uns benefícios para quem ofertar os mil reais: terá oração especial dele, terá sua ficha untada no gigantesco pote de Óleo do Provedor (que, como o nome sugere, deve trazer bênçãos financeiras ao ofertante), chama a oferta de “sacrifício” (pois fala aos pobres, a quem mil reais faz muita falta sendo, muitas vezes, tudo o que se tem na poupança para uma emergência – para os ricos, mil reais é troco), e ainda promete que o ofertante participará de uma exclusivíssima Santa Ceia na Quarta-Feira de Cinzas, na qual provavelmente se poderá tirar selfies ungidas com Benny Hinn.

Glorioso é Deus, que não faz acepção de pessoas. Em Cristo, não há diferença entre o Óleo do Provedor e o Óleo Lisa (ambos, quando na panela em fogo brando e misturado a temperos e a algum alimento, cozinham que é uma beleza); não há diferença entre a oração de um pretenso apóstolo (pois o último dos verdadeiros morreu há uns 2 mil anos) e a oração de um mísero pecador; não há diferença entre se orar no monte, em Israel ou no escondido dos aposentos (ou mesmo nas ruas, sem privacidade, na triste situação em que muitos vivem); não há diferença entre o que oferta mil reais e entre quem não tem condições de dar o valor estipulado pelos estelionatários da fé, pois a Graça não tem preço: é de graça, é sem merecimento algum. Em Cristo todos somos iguais e carecemos igualmente de Sua misericórdia.

Nos dias desse congresso haverá um pequeno grupo em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, portando faixas que levem a multidão a refletir sobre as verdades do Evangelho. Deus não é mercadoria, não se vende e não se aceita vender.

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Movimento pela Ética Evangélica Brasileira levando versículos bíblicos no 7o. Congresso de Avivamento Fogo para o Brasil, no Estádio do Canindé em São Paulo

Você é nosso(a) convidado(a).

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A Deus toda a honra e toda a glória para sempre.

Em tempo: perceberam como o tal Agenor Duque trata seus funcionários? Em pleno programa de tevê se referiu à funcionária Aline (responsável por anotar os nomes dos ofertantes) de forma desrespeitosa, como se ela fosse incompetente, burra mesmo. E isso aconteceu duas vezes, praticando assédio moral ao vivo e às vistas de telespectadores de todo o país. Nenhuma surpresa para nós, que já o conhecemos e que o vimos amaldiçoar seus críticos por duas vezes. Pelos frutos os conhecereis, nos ensinou o Mestre Jesus.

E a propósito, não somos contra ofertas. Somos totalmente favoráveis a ofertas de acordo com o coração do ofertante, sem manipulações ou vinculação de realização de bênçãos e milagres, e direcionadas para a manutenção básica do templo, para o sustento de missionários e para o cuidado com os órfãos, viúvas e estrangeiros dos nossos tempos. Líder que enriquece às custas da igreja serve a Mamom, não a Deus.

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Uma análise sobre o uso de verbas públicas nas “Marchas para Jesus”

“Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores.” – Mateus 7:15

Há 2 dias saiu a notícia que deu origem a esse artigo: Marcha para Jesus não terá mais verba da Prefeitura, tratando da cidade de São José do Rio Preto (SP). Após lê-la, resolvemos destrinchar, mesmo que de forma superficial, o assunto. Assim, transcreveremos trechos da notícia em itálico para melhor compreensão.

A Prefeitura de Rio Preto negou o pedido da Igreja Renascer em Cristo, que queria R$ 314 mil para realização da Marcha para Jesus. Outros eventos religiosos, como a encenação da Paixão de Cristo, também não vão contar com dinheiro público neste ano. Em 2016, a marcha gospel reuniu cerca de 20 mil fiéis das mais variadas igrejas em uma passeata por ruas e avenidas que terminou no Recinto de Exposições.

O primeiro ponto a se discutir: o Estado é laico, ou seja, não toma partido por nenhuma religião. Mesmo com a maior parte da população brasileira se declarando cristã (em suas mais diversas vertentes), ainda assim o Estado é laico e precisa, por isso, agir com equidade frente a todos os credos religiosos, ou mesmo a falta deles.

Quando o Estado usa de verba pública para beneficiar este ou aquele credo religioso, está agindo contrariamente aos cidadãos que não professam essa fé, mas que mesmo assim percebem parte do dinheiro pago em impostos sendo direcionado para algo em que não concordam.

Além disso, fica a “dívida” da instituição religiosa frente ao político que lhe facilitou o recebimento da verba pública. Essa “dívida” terá que ser paga em algum momento, mas disso falaremos mais adiante.

A justificativa para não liberar o auxílio é que não há recursos suficientes para eventos particulares de qualquer religião. Além disso, a verba não está prevista no orçamento. “A Prefeitura não tem condições de patrocinar evento particular de qualquer religião. Os eventos religiosos são muitos na cidade. Se for financiar todos, não sobra dinheiro para as criancinhas que precisam, para creche, essas coisas”, afirmou o secretário de Governo, Jair Moretti, destacando o respeito pela religião.

Não é segredo para ninguém que vivemos uma crise sem precedentes, na qual vemos Estados ricos como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul deixando de pagar o salário dos seus servidores. Em momentos como esse, é necessário cortar o máximo de gastos menos necessários para conseguir manter os serviços essenciais e as contas em dia. E não há dúvidas que é muito mais importante manter um hospital, uma creche, uma escola ao invés de investir numa “festa” estilo “Marcha para Jesus” ou “Carnaval”.

E aqui cabe um adendo. Para muitos, o Carnaval é uma festa cultural. Para nós, porém, é cultural (por fazer parte da cultura brasileira), mas também é religiosa. O feriado de Carnaval é previsto no calendário gregoriano, sendo os dias que antecedem o período da Quaresma (que prevê contrição até a chegada da Páscoa). E apesar de dito pagão, o Carnaval brasileiro é a apoteose das religiões de raiz afro, especialmente o Candomblé, que é uma religião amoral. Não à toa, a maioria das escolas de samba fazem homenagens abertas a deuses do Candomblé ou mesmo os citam em seus sambas-enredo.

Voltando, muitas prefeituras estão entendendo que não dá para patrocinar o Carnaval ou a Marcha para Jesus enquanto os servidores estão sem salário, os hospitais sem condições de funcionamento e as escolas fechadas por falta de estrutura. Algumas cidades cancelaram o Carnaval neste ano, e o mesmo está acontecendo em algumas Marchas para Jesus. No Rio de Janeiro não houve Marcha em 2016, pois o dinheiro que tinham – e o que não tinham – foi direcionado para as Olimpíadas.

Porém, nem todos têm esse entendimento. Na cidade de São Paulo, sede da maior Marcha para Jesus do Brasil, veja duas emendas ao orçamento da cidade enviadas pelo Vereador Abou Anni, ligado à Igreja Renascer em Cristo (cujo líder Apóstolo [?] Estevam Hernandes patenteou a marca “Marcha para Jesus”):

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Percebe a discrepância? Enquanto o político pede 800 mil reais para uma “festa” de um dia de um grupo religioso, solicita apenas cem mil para socorrer um hospital que cuida de pacientes de câncer, um hospital 100% SUS, cujas despesas devem ser absurdas.

Na época do Mais Médicos, cada médico cubano custava dez mil reais. Se não houve aumento de salários passados alguns anos, a verba solicitada pelo vereador cobre apenas o salário de um mês de 10 médicos. Só que esse hospital tem muito mais do que 10 médicos!!!

Já pensou se fosse o contrário? 800 mil em socorro a um hospital público que é referência e que recebe pacientes do Brasil inteiro, que vêm se tratar gratuitamente (até por não possuir bens)?

Que Cristianismo é esse das Marchas para Jesus patrocinadas com altas verbas públicas, em detrimento das necessidades das viúvas, órfãos e estrangeiros dos nossos tempos?

“São anos difíceis”, disse sobre a situação financeira. O que pode ser fornecido, segundo ele, é apoio, como a presença da Guarda Municipal no evento. Segundo Jair Moretti, é tradição disponibilizar o espaço para eventos, mas é preciso fazer a requisição com antecedência.

Nisso concordo plenamente. Quer fazer uma Marcha para Jesus? Então que o Poder Público possa colaborar com o necessário, ou seja, um espaço para o evento, ambulância para socorrer alguém que passe mal, policiais e agentes de trânsito para manter a segurança dos participantes, itens básicos e que não onerarão o Orçamento. Mais do que isso, é abuso.

Infelizmente, como os líderes das Marchas para Jesus são “abusados”, acabam extrapolando nos pedidos.

[…] Segundo Daniel [Rigoleto, Bispo da Renascer], a Marcha vai acontecer neste ano, mesmo sem o patrocínio da Prefeitura. “Vai depender de doações, de patrocínio, que agora a gente tem de ir atrás. A Prefeitura não bancava sozinha, mas dava toda a estrutura do evento, não só som, palco e luz, mas também cachê de banda, trios elétricos”, comentou.

Cachê de banda. Cachê de banda???

Sim. Nas Marchas para Jesus só quem vai adorar de graça é o público. Os “levitas”, os “adoradores”, na verdade os artistas gospel em nada se diferem dos artistas seculares. Por isso, “adoram” ser chamados para Marchas para Jesus: pois é a chance de embolsar um bom dinheirinho.

“Ah, mas a Bíblia diz que o trabalhador é digno do seu salário, blablablá!”

“Causou discussão em plenário da Câmara Municipal, na sessão de ontem, o recurso financeiro utilizado pela Prefeitura para custear um show durante a Marcha para Jesus, realizada na cidade no último sábado. O questionamento refere-se ao cachê pago à empresa Faz Chover Produções Artísticas Ltda, para apresentação do cantor gospel Fernandinho, que se apresentou na Praça Antonio Carlos. Conforme extrato do contrato, publicado no Atos do Governo, foi pago R$ 85 mil ao conjunto musical.” (fonte: Tribuna de Minas)

Bom, vejamos… Digamos que o Fernandinho “louvou a Deus” na tal Marcha por umas 2 horas (penso que até menos). E ele e sua banda, por “louvar a Deus”, recebeu 85 mil reais. Por 2 horas.

Pelo visto, é melhor ser “artista gospel” do que  morrer fazendo Mestrado e Doutorado para depois trabalhar 8 horas por dia!!!

“Ah, mas o Fernandinho e os outros artistas gospel têm gastos com a banda e a estrutura de palco!”

Não, eles não têm gastos com a banda e com a estrutura de palco. Eles têm a banda e a estrutura faraônica de palco como INVESTIMENTO. Quanto mais equipada a banda, quanto mais efeitos especiais no palco, mais bonito e chamativo fica o show e, consequentemente, mais pessoas vão PAGAR para ver o artista e COMPRAR seus cds.

Ou seja, estratégia de mercado, pura e simplesmente.

Um verdadeiro adorador não precisa dos últimos recursos tecnológicos e instrumentais para levar as pessoas a Cristo. Voz e violão bastam para se levar a Palavra às multidões. Como exemplo, abaixo o vídeo de um “cantor secular”, que tive a oportunidade de assistir pessoalmente e que até hoje vive de forma simples, levando sua música a quem o chamar (e sem cobrar 85 mil por isso):

Sim, o trabalhador é digno do seu salário. Mas louvor não é profissão. O Apóstolo (de verdade) Paulo tecia tendas para não ser pesado a ninguém, e olha que ele viajava muito mais e de forma muito mais demorada e difícil que uma Aline Barros ou um Thalles Roberto. Mas, ainda assim, trabalhava. O problema é que os líderes e artistas gospel não gostam de trabalhar, então buscam enriquecer com a desculpa de que estão fazendo a obra de Deus. Mas não conheço um único Apóstolo (de verdade) que ficou rico pregando na porta do Templo, ou mesmo algum Levita (de verdade) que enriqueceu com as ofertas do povo. Só os de mentira fazem isso, e sem qualquer pingo de vergonha na cara.

E tem também o gasto, nas Marchas, com aluguéis de trios-elétricos. O legal deles é que sempre estampam os líderes de suas denominações. Jesus Cristo passa longe dali – o que manda é o Ego. Mas é mais um gasto que tentam empurrar para o Erário, para ser pago com o meu e o seu dinheiro.

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Pagar cachês milionários a pseudo adoradores e a exposição dos líderes em grandes outdoors nos trios-elétricos. É para isso que em São Paulo, neste ano, serão direcionados 800 mil reais.

[…] O Diário lançou nesta sexta-feira, 27, uma enquete questionando os internautas se a Marcha para Jesus deveria receber verba da Prefeitura. Em duas horas foram 11.676 votos. Disseram “não” 10.042 pessoas e “sim” 1.634 internautas. Nesse tempo, 413 pessoas compartilharam a enquete. “Marcha, seja ela qual for, deve ser feita e financiada exclusivamente por quem está envolvido!”, opinou um internauta.

A reportagem deixa claro como a opinião pública vê a questão da liberação de verbas públicas para as Marchas para Jesus. Infelizmente, torna-se mais um ato que escandaliza o Evangelho. E de forma motivada por tudo o que já foi dito neste artigo.

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Fonte: 
http://www.otempojornal.com.br/site/religiao/item/98-polemicas-relacionadas-ao-custeio-da-marcha-para-jesus-nao-tira-brilho-do-evento

Lá no início citamos a questão da “dívida” entre os líderes das Marchas e os políticos que propiciam a liberação de verbas públicas. Em tempos de Lava-Jato, a situação se torna ainda mais grave.

O que normalmente ocorre é lideranças eclesiásticas beneficiadas por verbas públicas levando ao palco das Marchas os políticos “amigos”, sutilmente levando os fiéis a acreditarem que devem votar neles nas próximas eleições. No linguajar gospel, a expressão “vamos orar por eles”, quando endereçada a políticos, significa “vamos votar neles”. Para nós, isso não passa de uma forma nua e crua de barganha de verbas públicas em troca de votos, pois o número de evangélicos que participam desses eventos é bastante expressivo, tornando esses eventos gospel como ferramenta de campanha para muitos políticos e seus partidos.

Com certas igrejas apoiando políticos que, por sua vez, servem aos propósitos pessoais das lideranças eclesiásticas, forma-se uma relação indecente, ausente de ética, que não satisfaz as necessidades da população em geral. Se a despesa com a Marcha para Jesus está prevista no Orçamento ela é legal, mas ainda assim se torna imoral e antiética. Jesus nunca precisou da ajuda do Império Romano para pregar Suas Boas-Novas, ao contrário, seus ensinos batiam de frente com os valores predominantes. Porém, nos dias de hoje, queremos pregar um evangelho aceitável ao mundo, no qual um Eduardo Cunha da vida pode ser membro dizimista de uma igreja, sem que seja disciplinado por conta de seu poderio financeiro.

Precisamos de menos Marchas e de mais Jesus. E Ele se mostra ao mundo através da bondade, da justiça, do amor, da pregação da necessidade de arrependimento que todos nós, fiéis ou líderes, multidões ou artistas gospel, cidadãos ou políticos temos que ter. Todos pecamos e carecemos da misericórdia divina.

Que as igrejas sejam Sal e Luz nesse mundo, espelhando o Cristo que buscam pregar. Tudo nos é lícito, até utilizar verbas públicas previstas em Orçamento, mas nem tudo nos convém.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A Deus toda a honra e toda a glória para sempre.

Links consultados:

http://www.cpadnews.com.br/universo-cristao/36176/ministerio-publico-suspende-marcha-para-jesus-em-guarulhos.html

http://www.midiamax.com.br/transparencia/justica-suspende-concessao-r-60-mil-prefeitura-6a-marcha-jesus-314488

http://irineusalgado.com.br/blog/justica-condena-ex-prefeito-por-financiar-marcha-para-jesus/

http://www.correiodoestado.com.br/cidades/igreja-e-obrigada-a-devolver-r-30-mil-por-marcha-de-jesus-ilegal/286103/

http://www.saoroque.sp.gov.br/portal/noticias/0/3/3292/Deputado-Marcelo-Aguiar-vem-a-S%C3%A3o-Roque-e-anuncia-apoio-para-a-Marcha-para-Jesus

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,sp-veta-uso-de-verba-do-governo-na-marcha-para-jesus,77452

http://www.camara.sp.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/Abou-Anni-5.pdf

http://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/365620/verba-municipal-da-marcha-para-jesus-motiva-acao-do-mp

https://noticias.gospelprime.com.br/mp-investiga-verba-marcha-jesus-rj/

http://gcn.net.br/noticias/270699/franca/2014/11/prefeitura-corta-verba-e-marcha-para-jesus-e-cancelada

http://www.tribunademinas.com.br/verba-de-marcha-para-jesus-causa-discussao/

http://www.expressaobahia.com.br/v1/2015/06/08/planalto-verba-municipal-da-marcha-para-jesus-motiva-denuncia-da-oposicao-contra-prefeito/

http://guaruevoce.com.br/prefeitura-suspende-marcha-para-jesus/

http://bandnewsfmcuritiba.com/mp-recomenda-fim-do-repasse-da-prefeitura-a-marcha-para-jesus/

http://www.diariodaregiao.com.br/cidades/marcha-para-jesus-n%C3%A3o-ter%C3%A1-verba-da-prefeitura-1.666201

http://www.otempojornal.com.br/site/religiao/item/98-polemicas-relacionadas-ao-custeio-da-marcha-para-jesus-nao-tira-brilho-do-evento

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Resoluções da Igreja para o novo ano

ano-novo-destroi-anos-de-idadeÀs vésperas de 2017, muita gente está fazendo sua listinha de resoluções para o próximo ano. Emagrecer, voltar a estudar, fazer uma viagem dos sonhos, arrumar casamento… Enfim, a simbologia de que tudo se modifique junto à mudança do calendário pode servir de alavanca para se deixar a procrastinação e o comodismo. Ou não (a repetição de certas resoluções ano após ano que o diga).

Mas e se as igrejas também tivessem sua lista de resoluções, de desejos para 2017? Imagino que seria mais ou menos assim:

– Fazer uma dieta urgente para perder a gordura das falsas conversões, que me tornam inchada e desnutrida espiritualmente;
– Fazer uma poupança nos céus, onde a inflação e o consumismo não corroem, distribuindo os recursos financeiros terrenos onde forem necessários para trazer dignidade às pessoas;
– Desapegar dos valores deste mundo, que têm ocupado um espaço muito grande em meu coração, tirando o espaço para Deus;
– Dedicar um bom tempo ao estudo e à prática das Escrituras, para não ser vítima de estelionatários e aproveitadores da fé;
– Adquirir o máximo de almas possível com o preço do sacrifício de Cristo e o amor por Ele ordenado;
– Tratar a todos com equidade, sem acepção de pessoas, não havendo distinção entre o menor e o maior ofertante, entre o desconhecido e o artista gospel, entre quem cometeu um ou outro tipo de pecado;
– Refutar com todas as forças a tentação da teologia da prosperidade, que me faz negar a Cristo em troca das promessas de satanás no deserto, enchendo-me de ganância pelas riquezas desta terra (de cujos valores preciso me desapegar);
– Exercitar diariamente o perdão, em sessões de setenta vezes sete;
– Viajar muito, não em caravanas gospel para Israel ou em cruzeiros marítimos com pregadores famosos, mas para os lugares onde minha presença se faz necessária para levar provisão, conforto e esperança aos necessitados;
– Deixar de confiar nos poderes político e econômico e passar a confiar Naquele que detém todo o Poder;
– Lembrar-me de que não sou feita de tijolos, mas de gente – e que preciso alimentar gente, não tijolos;
– Libertar-me da “cura e da libertação” e de todas as metodologias de crescimento e superstições gospel, que dificultam o acesso a Cristo ao impor rituais e cerimônias para a obtenção daquilo que Ele já me conquistou na Cruz do Calvário;
– Aguardar ansiosamente pelo meu casamento, nos céus, linda e ataviada, pura e santa. E enquanto aguardo a chegada do Noivo, que eu possa espelhar Sua luminosidade, trazendo, através do meu testemunho, luz a esse mundo em trevas.

E depois, 365 dias para colocá-las em prática. Será?

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Que as igrejas possam  sair do círculo vicioso no qual vivem há séculos e se definam como Igreja, como Corpo guiado pelo Cabeça que é Cristo.

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