O verdadeiro Reino de Deus

Culto do Ku Klux Klan na igreja metodista

Digo-lhes a verdade: Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai. – João 14:12

Estamos vivendo dias catastróficos nas relações entre as palavras “poder” e “religiosidade”. Não falo só de Brasil. Vivemos isso em caráter mundial.

Logicamente, diante do que vemos e ouvimos diariamente no Brasil dá-se a impressão de que tudo está centrado em nosso redor. As questões sociais, políticas e econômicas relacionadas com a religião parecem ser o tema. Por exemplo, as relações de Trump vão muito além do que simplesmente política econômica. Seu descontentamento com a China não é somente comercial, mas sim pelo fato da China ter aliados no mundo árabe/muçulmano.

Esquecemo-nos de que estamos numa era globalizada, e a globalização tem seus prós e contras. E o que estamos vivenciando é que, para muitos, não há uma diferenciação entre os valores deste mundo e o Reino de Deus.

Jesus, o Verbo que se fez carne e habitou no meio de nós, usou cada um dos seus dias para demonstrar que o Reino de Deus é bastante diferente dos reinos e poderes deste mundo.

Jesus nasceu em meio a uma grande transformação social, política e econômica no seu mundo. Jesus viveu sobre o peso de um império dominante e de suas influências. E Jesus nasceu e viveu dentro das relações entre a religiosidade e esses poderes dominantes, diante dos resultados desses conflitos.

A pobreza, o massacre de vidas, as doenças, a fome que eram muitas vezes ofuscados pelo luxo do império e da igreja não lhes era oculto aos olhos. Ao contrário, tornaram-se terreno fértil para sua grande missão, que é salvar e libertar o povo sofrido.

É preciso entender que o Messias representa o Reino dos Céus. Isso significa dizer que o Seu Reino não é o deste mundo, pois seus valores e suas essências não se fundamentam no que é terreno. Por isso, Suas verdades foram tão controversas. Ele simplesmente viveu o Reino dos Céus a cada dia.

Cada palavra, cada ato visavam o Reino de Deus.

Temos inúmeros fatos descritos nas Sagradas Escrituras que demonstram que Jesus, realmente, não era deste mundo. Posso citar a questão envolvendo a mulher adúltera. Ele não contrariou a Lei, não usou nenhum poder sobrenatural. Simplesmente usou daquilo que lhe era maior: Ele foi o Messias.

Ao perguntar “quem não tem pecado, que atire a primeira pedra”, Ele trouxe aos homens um grande reflexo, como num espelho, do Reino de Deus e o mundo.

O Reino de Deus está sempre em conflito com os nossos valores e com os nossos sentidos.

O mundo vive em sentido contrário ao Reino de Deus. Muitos seres humanos nada sabem do Reino de Deus, porque, infelizmente, até mesmo a igreja e suas lideranças não representam esse Reino. O que vivenciamos há séculos contraria as essências do Reino de Deus.

Jesus é o verdadeiro exemplo para aqueles que querem viver o Reino de Deus, e a única forma de ter esses ensinamentos implícitos em nossa vida cotidiana é viver como Ele viveu.

A grande pergunta é: como isso seria possível em um mundo onde a lógica é viver para mim mesmo?

A igreja não consegue transformar as palavras de Jesus em algo penetrante, que leva a sociedade a viver uma verdadeira transcendência entre o céu e a terra.

Conheço muitos que, há décadas, frequentam uma instituição religiosa, mas até hoje não conseguem praticar o perdão ou um ato de misericórdia. Infelizmente, o que tem sido pregado em muitos púlpitos não são os exemplos de Cristo, mas sim resumos de teologias sistemáticas segundo teólogos locais. Há uma infinidade disso. Saímos de nossos lares, vamos a uma igreja para ouvir sínteses teológicas de pastores, carregadas de cunho e sentimentos pessoais, alicerçadas sobre interesses denominacionais, tudo assinado em nome de Jesus.

O resultado disso tudo é o que temos visto: pessoas ditas cristãs defendendo a tortura, a morte, a violência, o ódio, a destruição do meio ambiente. Pessoas que não admitem, em hipótese alguma, serem confrontadas com os exemplos de Jesus.

Quando citamos algum texto bíblico onde Jesus pratica o amor, a solidariedade, a misericórdia, muitos até se ofendem. Já tive que ouvir uma vez que Jesus era socialista.

Não, Jesus representa o Reino de Deus.

É nisso que se fundamentam os Seus atos.

Jesus não confrontou o César, porém não o adorou. O Seu alvo era o Reino de Deus.

Tenho visto e me entristecido muito com muitos pastores mais preocupados em ensinar a Constituição do que a própria Bíblia. Para muitos, dá muito mais lucro defender o governo do momento do que as verdades bíblicas. Porém, muitos se esquecem que, para aqueles que querem viver o verdadeiro Reino de Deus, é preciso negar o reino e os poderes deste mundo.

lavapes

Jesus disse que não podemos servir a dois senhores. É preciso fazer a escolha.

A qual Reino queremos servir?

Lembrando sempre que somente Um nos levará ao Céu.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

Paulo Siqueira
(um candidato a servo inútil)

 

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