Apóstolo (?) Agenor Duque envergonhando o Evangelho na Revista Época

Enquanto há 65 países, segundo a Missão Portas Abertas, onde há perseguição a quem vive a fé cristã (e neste 2015 o mundo se fartou com imagens de massacres de cristãos na Nigéria, na Síria, no Iraque e em outros lugares), no Brasil temos o país das maravilhas. Aqui, pode-se professar qualquer tipo de fé (ou falta de) sem maiores problemas. E mais: embora seja crime o estelionato (segundo o Google “fraude praticada em contratos ou convenções, que induz alguém a uma falsa concepção de algo com o intuito de obter vantagem ilícita para si ou para outros [p.ex., a venda de coisa alheia como própria, a hipoteca de bem já hipotecado, a emissão de cheque sem fundos]; burla”), quando se trata de estelionato da fé (ou seja, usando o argumento religioso para ameaçar e extorquir) tudo é possível.

Ou quase tudo. Volta e meia aparece notícias de prisões de “videntes” ou integrantes de religiões afro acusados de tal crime (por exemplo, clique nesse link). Porém, vê-se em rede nacional de rádio e tv os mesmos crimes todos os dias, vindos de supostos cristãos evangélicos, mas para esses nada acontece (um exemplo de claro engano supostamente profético gospel aqui).

Por que dois pesos e duas medidas, se afinal o crime de estelionato da fé é o mesmo? Talvez medo da reação das multidões de cegos que tais lideranças manipulam a seu bel-prazer?

Abaixo reportagem da semana passada da Revista Época, sobre um desses (im)pastores. Ou melhor, Apóstolo (?). Ou melhor ainda, Rei Momo Gospel (pois agora deu de andar com uma coroa carnavalesca na cabeça, para melhor entreter e enganar seus fiéis). Enquanto muitos têm perdido suas vidas pregando o verdadeiro Evangelho com seriedade, tremor, temor, de graça e pela Graça, esse e outros lobos mais têm tosquiado suas ovelhas sem dó nem piedade.

O Dia do Senhor não tarda. Que possam se arrepender enquanto é tempo.

 

Apóstolo emergente das igrejas neopentecostais promete apagar a memória dos fiéis

Numa incansável cruzada por arrecadação, o autointitulado apóstolo Agenor Duque, da Igreja Plenitude do Trono de Deus, pede à plateia que raspe a carteira e que doe até o décimo terceiro salário. Já anda de Porsche e voa de jatinho

ALINE RIBEIRO, COM HARUMI VISCONTI
27/12/2015 – 10h00 – Atualizado 27/12/2015 10h00
ad3ad2Agenor Duque num culto em novembro. Ele se veste de estopa em sinal de humildade, mas não dispensa o Nike no pé (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)

Do alto do púlpito, diante de cerca de 7 mil fiéis com as cabeças cobertas por um pequeno pano avermelhado, um homem vestindo uma roupa que imita estopa aponta o dedo para um rapaz da plateia: “Você é homossexual?”, diz ao microfone. Ao ouvir uma resposta afirmativa, continua: “E você quer sair do homossexualismo?”. O interlocutor diz que sim, e é convidado a subir no altar. Enquanto uma canção entorpecente embala a cena, o líder espiritual cerra os dois punhos, ergue os braços e grita: “No milaaaagre de Manassés, Deus apaga da memória agora todo o passado de sofrimento. No milaaaagre de Manassés, Deus faz a pessoa esquecer que um dia foi homossexual”. Volta a se dirigir ao rapaz.

– Seu nome?
– Junior.
– Você tinha alguma vida errada no passado?
– Não.
– Pensei que você era gay… Pensei que você morava com um homem…
– Não, Deus me livre.

Como que num passe de mágica, Junior diz que nunca gostou de homens. Na semana seguinte, volta ao mesmo altar para contar o desfecho de sua história. Diz que seu namorado, ao saber da conversão, caiu no choro. A mãe, surpresa com o esquecimento súbito, cogitou levar o filho a um hospital. Entre gritos entusiasmados de “aleluia” e “eu creio”, o público se levanta e aplaude a transformação.

O homem das vestes de saco – um figurino para demonstrar humildade diante de Jesus Cristo – é o autoproclamado apóstolo Agenor Duque, um paulistano de 37 anos, filho de pais separados, crescido numa família pobre da Zona Leste de São Paulo, ex-viciado em drogas. No concorrido mercado das igrejas neopentecostais, Duque é o pastor emergente do momento. Com uma forte vocação teatral e adepto da prática de prometer o impossível, Duque abocanha cada vez mais fiéis e começa a incomodar as igrejas concorrentes. Além das usuais curas de doenças e vícios, Duque promete apagar o passado da mente dos fiéis.

Não hesita em abusar de condutas preconceituosas, como propagar o “milagre” de fazer um homem esquecer a homossexualidade ou enfrentar num duelo um suposto adepto do candomblé. Prova de sua destreza para lotar igrejas e influenciar opiniões, o deputado e pastorMarco Feliciano não sai do altar da Plenitude. Na campanha eleitoral do ano passado, o tucano Geraldo Alckmin, reeleito governador de São Paulo, ajoelhou-se no púlpito de Duque.

Num roteiro já conhecido entre os pastores das neopentecostais, Duque começou na Igreja Universal do Reino de Deus e migrou para a Mundial – até que teve uma “visão espiritual” e decidiu criar seu próprio templo. Em setembro de 2006, abria a porta da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus. Com R$ 25 mil da venda de um Astra, Duque comprou algumas poucas horas nas madrugadas de rádios e alugou um galpão na Avenida Celso Garcia – que, pela facilidade de acesso e circulação intensa, concentra boa parte das igrejas neopentecostais. Há dois anos, Duque tinha cinco modestas igrejas em São Paulo.

Hoje, são pelo menos 20, espalhadas por São Paulo, Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal – sem contar as dezenas de núcleos, galpões abertos pelo interior que, ainda sem documentação, não são considerados templos. No ano passado, a Plenitude firmou uma espécie de joint venture evangélica com a igreja de André Salles, o líder evangélico responsável pela conversão da ex-senadora Marina Silva, para aportar em Brasília. Em dois anos, a Plenitude saltou de quatro para 18 horas no canal de televisão RBI. Só entre outubro e novembro, passou de quatro para mais de nove na Rede Brasil TV.

>> “Deus me revelou que Marina será a próxima presidente”, afirma o pastor que converteu a candidata

O traje de saco nos cultos é uma espécie de abadá para uma encenação de pobreza. Há tempos Duque deixou a dureza para trás. Como os adeptos do funk ostentação, fora do palco ele se enfeita com cordões, anéis e relógios dourados, bonés e tênis de marcas como Nike e Hugo Boss e adora exibir-se no Instagram. Dirige um Porsche e um BMW. Já se exibiu em um vídeo com uma Ferrari – após críticas de internautas, recuou e disse que o carro era de um “amigo”, o pastor Arthur Willian Van Helfteren, da Igreja Universal do Reino de Deus.

Sempre que viaja, Duque evita apertar o corpanzil nas poltronas da aviação comercial; prefere o conforto de um bimotor Cessna Citation. De acordo com os registros da Agência Nacional de Aviação Civil, a aeronave pertence à Cimeeli Comércio e Indústria, uma empresa sem rastro. O telefone atribuído à Cimeeli é residencial e seus sócios não foram localizados.

Em um universo em que não faltam exageros, os cultos de Duque são espetáculos ainda mais histriônicos. Ele atua em parceria com a mulher, a autointitulada bispa Ingrid Duque, e mais recentemente com o filho adotivo, o pastor Allan. Em suas performances, Agenor Duque intercala suas falas com expressões incompreensíveis que diz virem da língua do Espírito Santo – “Traz o óleo, quibalamacia balabaliã”, diz, em meio ao culto, enquanto checa mensagens no telefone. Suas orações quase sempre terminam com um “hallelujah”, num esforçado sotaque americano.

>> A força dos evangélicos

“A religiosidade brasileira sempre foi muito sincrética. O brasileiro valoriza tudo o que o ajuda a se relacionar diretamente com o sagrado”, afirma Rodrigo Franklin de Sousa, professor de pós-graduação em ciências da religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “O teatro cai como uma luva.” Os cultos da Plenitude reúnem dramas humanos de todos os tipos. Há mulheres traídas pelo marido, fiéis com pendências com a Justiça, mães desesperadas para tirar o filho da prisão, pais de família desempregados, viciados que tentam resgatar a dignidade.

Converter os dramas em espetáculo e gerar lucro requer organização. Nos cultos de domingo, mais lotados, a igreja é dividida em quadras imaginárias, cada qual vigiada por um pelotão de obreiros. Numa cerimônia, um homem se exaltou e foi contido por seguranças. Curiosa, parte da plateia foi repreendida pelos obreiros: “Deus está no altar lá na frente. Parem de olhar para o lado”.

ad1O apóstolo Agenor Duque, o pastor André Salles e a bispa Ingrid Duque. Numa espécie de joint venture evangélica, suas igrejas se uniram no ano passado para arrebanhar mais fiéis (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)

Em um dos episódios mais plásticos, no ano passado, Duque estava no altar quando um dos obreiros avisou sobre um homem que, sem abrir a boca, se apresentava como pai de santo e o desafiava. Rodando uma jaqueta ao redor do corpo, o homem subiu ao palco e foi ao encontro de Duque. Como se estivesse num MMA espiritual, Duque encostou a cabeça no adversário, deu dois gritos e – shazam! – o sujeito desmilinguiu-se. A plateia foi ao delírio. “O público gosta”, diz Paulo Romeiro, doutor em ciências da religião. “A igreja neopentecostal brasileira é cega, infantilizada, cheia de picaretas e cambalacheiros.”

Tanto cultos quanto programas no rádio e na TV da Plenitude têm um roteiro simples, que converge para a arrecadação. A pregação da Bíblia é quase inexistente. Invariavelmente, o pastor apresenta um “milagre” e, na sequência, pede dinheiro ostensivamente. Numa tarde de terça-feira, em outubro, uma pastora da Plenitude pediu aos fiéis que abrissem suas Bíblias em 1 Reis 17. A passagem conta a história de uma viúva miserável que, diante de uma onda de fome, doou tudo o que tinha – um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite numa botija – a um profeta desconhecido, antes mesmo de alimentar o filho.

Ao final da leitura do capítulo, a pastora gritou ao microfone: “Deus está me dizendo que alguém aqui tem R$ 50 na carteira, é tudo que essa pessoa tem. Se você sentiu que esse chamado é para você, faça como a viúva. Ela deu tudo que tinha, e foi recompensada”. Uma mulher se encaminhou ao altar e retirou a única nota de R$ 50 da carteira. Os pedidos aos demais continuaram num crescente. “Prova para Deus que você acredita. Precisa ser um sacrifício grande, algo que dói! Limpa a carteira! Raspa a carteira! Ou faz como uma mulher no culto desta manhã, que doou o próprio carro.”

A adivinhação no púlpito, diz um ex-obreiro da Plenitude, não passa de uma trapaça. Na chegada à igreja, os fiéis com um pedido especial preenchem uma ficha com sua história – depois colocada no altar. Enquanto lê disfarçadamente o relato, o pastor repete tudo ao microfone como se estivesse tendo uma epifania. Ao reconhecer sua história, o fiel emocionado se dirige ao altar e confirma o milagre. “São verdadeiras empresas da fé”, afirma o teólogo João Flávio Martinez, presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas. Os pastores que arrecadam mais são recompensados e ascendem. “Eles recebem até bônus”, afirma um ex-obreiro da Plenitude. “Eles dizem que você tem de entrar na mente da pessoa, convencê-la a aceitar o que você diz”, afirma.

Às quintas-feiras, numa reunião fechada de presbíteros, os mais experientes recomendam “agressividade” e “olhar clínico” para identificar potenciais doadores. “Os pastores dessas igrejas são bem preparados, fazem cursos de marketing, de gestão, de oratória. A lógica é unicamente de mercado. Não existe uma base de doutrina”, diz Rodrigo Sousa. Os pastores das maiores agremiações fazem cursos específicos de gestão financeira de igrejas no exterior. A hierarquia é rígida. Como um presidente de empresa, Agenor Duque convive com poucos de seus comandados. Usa até mesmo uma entrada exclusiva na sede. Os insistentes pedidos de entrevista de ÉPOCA – todos negados – percorreram três instâncias antes de chegar a ele.

Em sua incansável cruzada por arrecadação, a Plenitude promove campanhas temáticas com objetivos específicos. Uma do Vale de Elah, traz um boneco recente, gigante que procura reproduzir a figura do rei David, vestido como um guerreiro, com escudo e espada no altar da igreja. Uma loja vende diversos badulaques inspirados longinquamente em temas bíblicos. A gama de produtos inclui a marca própria de roupas e acessórios femininos da bispa Ingrid, na loja Amor Oficial.

Os looks – saias estampadas, calças boca de sino, bolerinhos e vestidos longos com estampas em três dimensões – usados por Ingrid na TV e nas redes sociais são reproduzidos por boa parte das fiéis nos cultos. “Quem usa é escolhida por Deus”, diz Ingrid no Instagram da marca. Como a inflação não respeita nem o sagrado e não está fácil nem para milagreiros, na Amor Oficial também tem liquidação – só muda o nome: a Black Friday, o dia internacional do desconto, chama-se White Friday.

O ritmo de inovação da Plenitude é incessante. Recentemente, Duque passou a pedir o 13º salário dos fiéis – e até o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Para os próximos meses, planeja a construção de um novo templo, para o qual criou uma campanha específica, cuja contribuição começa em R$ 1.000. Em fevereiro, pretende lotar o Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, com capacidade para 13 mil pessoas, e o estádio do Canindé, em São Paulo, que acomoda 21 mil pessoas, com uma atração internacional: o controverso pastor Benny Hinn, que percorre o mundo com seus megacultos milagrosos. “Com a crise financeira, as igrejas neopentecostais estão tendo de se reinventar para entregar resultados”, afirma Rodrigo Sousa. No que depender da criatividade de Duque, a Plenitude pode superar limites.

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Até quando, Senhor?
Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!
Agradecimentos à irmã Bete C. Pitanga por disponibilizar o link da reportagem.
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3 respostas para Apóstolo (?) Agenor Duque envergonhando o Evangelho na Revista Época

  1. Antonio disse:

    Caro Paulo,
    Os sentimentos que nos resta, após a leitura desta matéria, é o de vergonha e tristeza. Mas aí você olha para o campo da política; onde políticos corruptos são condenados, cassados e no fim retornam pelo voto; e chega então à lamentável conclusão que o povo brasileiro gosta de ser enganado, gosta de ser lesado, tendo as lideranças que merece.
    Por outro lado, ao contrário das falsas promessas, a nossa esperança reside em movimentos como esse que você, Vera, Laudinei, Ideraldo, entre outros; promovem para desmascarar toda essas mentiras pregadas pelos os ministros de Satanás.
    Enfim, também é maravilhoso ver o agir de Deus na vida de pessoas como você e o Marquinhos, que apesar das dificuldades, não se deixam desanimar, colocam a missão do Senhor acima das próprias vontades.
    Espero que esse ano de 2016 eu possa me programar melhor e participar mais dos trabalhos do grupo. Desejo muito a presença de Cristo na vida de todos do MEEB, onde possam desfrutar do consolo, da alegria e paz que provêm de Deus.
    Um fraterno abraço!

    • pedrasclamam disse:

      Amém, meu irmão. Não deixamos de lembrar de você e de sua família. Na verdade o que vemos é cumprimento da palavra de Deus. E vai disto para pior, pois o ser humano a cada dia se afasta mais do Seu Criador. O materialismo, o misticismo, a sede de poder esta transformando a igreja em um retrato do mundo. O povo não sabe mais discernir o sagrado do profano. Nossa esperança é que Cristo logo vem.

      Um grande abraço meu querido, fica na paz.
      Paulo Siqueira

  2. Daniel Acacio dos Santos disse:

    O caso compromete ainda mais a nossa consciência, porque no lugar dele, vivendo no contexto dele, com as oportunidades que ele teve talvez nós faríamos pior. Seria uma especulação muito otimista e arrogante não considerar esta possibilidade.
    Todavia denunciar o pecado é um direito e um dever da Igreja de Jesus Cristo como corpo. E esta denúncia deve ser precedida do bom testemunho daqueles que apontam os hereges. É espiritualmente saudável pensar primeiro em nossas: Salvação, Santidade e Devoção. Porque a “porta é estreita” e ainda pecamos, apesar do pecado não ser mais o nosso estilo de vida.
    Quando a Bíblia garante que “não há um justo sequer” e “todos pecaram” (pra não ficar citando outros), é pra que haja empatia e seja possível obedecer o mandamento de Jesus que disse: “AMARÁS O TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO”.
    Jesus é nosso exemplo maior e Ele denunciou severamente o pecado chegando a fazer uso de um chicote.
    Porém Ele morreu sem nunca ter pecado e tudo que ele fez foi expressão do amor de Deus para humanidade.
    Porque Ele ama e quer Salvar, inclusive eu, você que está lendo e o irmão Agenor Duque, mesmo que um, dois ou três de nós seja(mos) como o ladrão da cruz.
    O texto de romanos que diz: “Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia.” nos conscientiza que, apesar de sermos “nova criatura”, não somos bons ou melhores que outros, e sim mordomos fiéis do amor e da misericórdia que Deus já derramou sobre nós.
    Tudo isto para dizer, e não causar espanto que precisamos orar por ele. Esta atitude nos colocará no nosso devido lugar e de alguma forma alcançará nosso irmão.
    Um abraço a todos,
    Em especial ao Pastor Paulo Siqueira, meu amigo.

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