Mike Murdock no programa do Silas Malafaia: “eu não queria servir um Deus que fazia as pessoas pobres”

Murdock e Malafaia em fevereiro de 2014. As mesmíssimas roupas usadas no programa que foi ao ar em janeiro de 2013.

Murdock e Malafaia em fevereiro de 2014. As mesmíssimas roupas usadas no programa que foi ao ar em janeiro de 2013.

Por Vera Siqueira

Hoje, dia 01 de fevereiro de 2014, vemos mais uma vez o “Dr.” Mike Murdock no programa televisivo do Pr. Silas Malafaia. E o que há de novo nisso?

Nada. Nada mesmo.

Já no início chama a atenção a camisa do “Dr.” Murdock, listrada em tons de verde. Ué, já vi essa camisa em algum lugar… Ah, lembrei! Ele usava uma camisa igualzinha no programa que foi ao ar em 05/01/2013, aquele programa onde dizia que tinha um livro que tinha superpoderes, o tal d’O Desígnio. Aquele programa onde, ao final, pedia uma oferta de R$ 1.000,00 em troca de visitação do Espírito Santo (vendendo literalmente a santa presença de Deus) e dinheiro.

Mas olhando bem… Não apenas o Murdock usa, em 2014, as mesmas roupas que usava em 2013. O Malafaia e o intérprete Gidalti Alencar também usam as mesmíssimas roupas de um ano antes!!!

Foto do programa de 2013

Foto do programa de 2013

Ou houve uma gigantesca coincidência, ou os dois programas foram gravados no mesmo dia, em 2012 ou 2013. Como não acredito em coincidências gigantescas, fica claro que o Murdock gravou dois programas no mesmo dia, com mensagens parecidas (apenas com o “livro poderoso” diferente) e o Malafaia guardou um para esse ano.

Isso não seria um grande problema se as tais falas do Murdock não fossem dadas com falso tom profético. O tal “dr.” costuma fazer uma pregação apelativa, usando de métodos de autoajuda misturada com versículos bíblicos fora do contexto para justificar sua Teologia da Prosperidade. E, no final, de forma falsamente inspirada diz que quem oferta certa quantidade vai ter certas bênçãos especiais. Ora, se gravou dois programas no mesmo dia, como teve inspiração para pedidos de oferta com bênçãos relacionadas diferentes para anos diferentes?

Isso, por si só, denota que os pedidos de oferta com bênçãos relacionadas são invenções humanas, não de Deus. Murdock e Malafaia (e Morris Cerullo também) estão intimamente mancomunados na fabricação de apelos para angariar fundos para seus ministérios. E isso nada tem a ver com revelações de Deus.

Bom, as roupas dos (im)pastores eram as mesmas em 2013 e 2014, e claro, o discurso também era o mesmo. Na edição 2014 Murdock começa falando de seu pai, um santo homem que orava de 4 a 10 horas todos os dias, mas mesmo assim não tinha dinheiro. “Eu não queria servir um Deus que fazia as pessoas pobres”, falou Mike Murdock a respeito do Deus que seu pai servia. Porém Murdock (e Malafaia, que apóia toda a papagaiada do seu colega americano) esquece-se que Jesus rejeitou todas as riquezas e poder oferecidos pelo deus deste mundo, quando dos seus quarenta dias no deserto. Jesus também dizia dos pobres e humildes que eram “bem-aventurados”, e isso Ele não disse sobre os ricos e poderosos. Ao jovem rico, Jesus disse que vendesse tudo, doasse aos pobres e só então O seguisse; Zaqueu entendeu a mensagem e não apenas restituiu com altos juros a quem tinha defraudado, como também deu metade do que lhe restou aos pobres. Ainda sobre os ricos, Jesus disse que é muito difícil, quase impossível, um rico entrar no Reino dos Céus, associando à dificuldade de um camelo passar pelo buraco de uma agulha. Ora, se a riqueza torna tão difícil alguém ser salvo, por quê alguns que se dizem cristãos anseiam tanto por ela?

“Eu não queria servir um Deus que fazia as pessoas pobres”. Malafaia e Murdock querem servir ao deus que faz as pessoas ricas. Ele está na Bíblia, e tem até nome: Mamom. Se Jesus, no deserto, respondeu “não” a essa proposta, esses (im)pastores dizem “sim” com toda a alegria do mundo, afinal é no mundo que colherão sua recompensa financeira.

Na introdução do programa, o Malafaia diz: “a questão não é você ouvir, é você obedecer à instrução”. A princípio, apenas mais do mesmo. Porém, no decorrer do programa percebe-se que esse é o centro da pregação: a obediência às instruções. Ora, o Malafaia então já sabia de antemão sobre o que o Murdock ia falar? Sim, sabia.

Usando o exemplo de seu pai, Murdock diz que nunca ora por finanças, pois é perda de tempo. Seu pai mesmo orava horas e horas e não tinha dinheiro nenhum. Segundo Murdock, “a maioria dos intercessores que conheci não têm dinheiro; muitas pessoas trabalham sem sabedoria”. Em outras palavras: não perca tempo orando, isso não dá dinheiro.

Para Murdock, o que traz dinheiro nem é amar a Deus, mas entender as leis de Deus. Como exemplo citou Donald Trump, que segundo ele não é do tipo que aparenta ser santo, de oração, mas é milionário. Para Murdock e Malafaia mais vale um incrédulo rico que um santo pobre.

E aí o Murdock usa, pela primeira vez, a Bíblia (mal usada, mas usa): invoca o Salmo 112 como aquele com a mais poderosa “aliança financeira” para com Deus. Diz até que, em homenagem a esse salmo, todo domingo dá uma oferta de 112 dólares. É numerologia gospel da brava.

E agora entra a tal “obediência às instruções” que o Malafaia citou lá na introdução da mensagem. O Salmo 112 diz no primeiro versículo sobre quem tem prazer nos mandamentos de Deus, que Murdock nomeia como “instruções”. As instruções seriam as ordens dos líderes eclesiásticos e as ordens dos patrões ou chefes, que devem ser obedecidas imediata e totalmente, e caso isso ocorra Deus tem que fazer a pessoa prosperar.

“Não ame a Deus. Você pode ter um filho que te ama e não ama suas instruções”. O segredo do sucesso nas finanças, segundo Murdock, é obedecer às instruções dadas (por ele, é claro) tão somente. Essa lição é muito importante, afinal no final da mensagem haverá um apelo financeiro que precisa ser obedecido pelo maior número de telespectadores, com o fim de aumentar os recursos dos impérios religioso-midiáticos de Silas Malafaia e Mike Murdock.

No Malafaia custa 12 parcelas de R$ 58,00; na livraria Saraiva você encontra por R$ 29,90

No Malafaia custa 12 parcelas de R$ 58,00; na livraria Saraiva você encontra por R$ 29,90

Se em 2013 quem ofertasse ganhava O Desígnio, em 2014 o livro da vez é 31 Razões Porque as Pessoas Não Recebem Sua Colheita Financeira (lembrando que ambos os programas foram gravados no mesmo dia, mas já havia o planejamento para que tal livro fosse lançado em 2014 aqui no Brasil pela editora do Malafaia). O assunto de ambos, é óbvio, é a busca por sucesso financeiro.

“Eu faço negócios com Deus. Deus faz negócios através de mim”. Será?

Há muito mais a se falar, mas vamos pular para as tais 4 dicas para nunca perder o emprego, o mote da propaganda que o Malafaia tem feito a semanas sobre o programa de hoje. Adivinha o teor das dicas?

Se disse obediência às instruções, acertou:

– Você nunca vai precisar repetir uma instrução (pois será obedecida na hora);
– Eu termino toda a instrução que recebo;
– Eu concordo com qualquer pessoa na equipe;
– Serei a pessoa mais fácil para você corrigir.

Agora leve essas “instruções” do mundo corporativo para o mundo eclesiástico, e veja que belo rebanho manipulável por líderes inescrupulosos nós teremos!

A propósito, estamos em ano de eleições. Aceite as “instruções” do seu pastor (se for do Malafaia melhor ainda, pois a unção dele é maior) para eleger quem “deus” indicou para estar no poder, e fique com as promessas de bênçãos financeiras a perder de vista…

Bom, após toda essa tentativa de lavagem cerebral gospel, chega a hora do apelo financeiro. No ano passado foi R$ 1.000,00 parcelados em 10 vezes; em 2014, 12 parcelinhas de R$ 58,00 para quem quer receber milagres de qualquer tipo e um emprego novo, claro! No ano passado os mais fiéi$$$ tinham que ofertar 12 parcelas de R$ 1.000,00; no programa apresentado neste ano o valor é uma oferta única de R$ 8.500,00, e em troca bênçãos em todas as áreas da vida do ofertante pelo resto da sua vida. É pegar ou largar.

O que pensar disso tudo?

Eu penso na figura de Cristo, em Seus ensinos, em Sua vida. E até Ele foi profanado na pregação de hoje do Murdock/Malafaia, pois foi afirmado que Jesus era rico, com base em que havia um tesoureiro entre os doze. Ora, se Jesus era rico Ele mentiu ao dizer, em Lucas 9.58, que as raposas tinham covis, as aves dos céus ninhos, mas o Filho do Homem não tinha sequer onde recostar a cabeça. E também não dá para entender como alguém rico precisa apelar para uma moeda na barriga de um peixe para pagar seu imposto e o de um de seus discípulos.

No livro Zelota, a Vida e a Época de Jesus de Nazaré, do especialista em temas religiosos Reza Aslan, vemos:

“Aqui está o que sabemos sobre Nazaré no momento do nascimento de Jesus: havia pouco lá para um carpinteiro fazer. Isto é, afinal, o que a tradição diz ser a ocupação de Jesus: um tekton – um carpinteiro ou construtor -, embora valha a pena mencionar que há apenas um versículo em todo o Novo Testamento em que é feita essa afirmação sobre ele (Marcos 6:3). Se essa afirmação é verdadeira, então, como trabalhador artesanal e diarista, Jesus teria pertencido à classe mais baixa de camponeses na Palestina do século I, um pouco acima do indigente, do mendigo e do escravo.” – pág. 59

Pois é, para adequar Jesus aos propósitos da Teologia da Prosperidade vale até dizer que era rico, mesmo que o Novo Testamento traga muitos relatos que discordam dessa visão.

É com muita tristeza que mais uma vez escrevo sobre esse assunto, ciente de que terei que escrever ainda muitas outras vezes, pois com certeza há outros programas gravados ou a gravar com os (im)pastores Mike Murdock e Morris Cerullo, além de Silas Malafaia, que talvez não diga da própria boca os impropérios que seus colegas americanos não se acanham em dizer, mas os aceita a todos e ainda lucra muito com isso.

Pobres ovelhas as que ainda acreditam em pastores pelo belo terno que vestem (mesmo repetido), ou por sua bela retórica, ou posição social avantajada. O Verdadeiro Pastor tem cheiro de ovelha e não precisa deturpar a Palavra para que ela se encaixe em seus (ou nossos?) interesses pessoais.

Fiquemos com uma passagem de 1 Timóteo que penso que nunca ouvirei sendo pregada por im(pastores) como Malafaia, Murdock ou Cerullo (e outros mais Brasil e mundo afora):

“Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade,
É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas,
Perversas contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.
Mas é grande ganho a piedade com contentamento.
Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.
Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.” – 1 Timóteo 6:3-11

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O Show tem que parar!

O vídeo está sendo baixado e nas próximas horas estará disponível.

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Uma resposta para Mike Murdock no programa do Silas Malafaia: “eu não queria servir um Deus que fazia as pessoas pobres”

  1. Paulo Pereira Sousa disse:

    O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente;
    não há nada novo debaixo do sol”.
    (Eclesiastes 1:9)

    Os liberais de hoje — ou “progressistas”, nome mais discreto pelo qual preferem ser chamados — atuam movidos por uma ideia errada e estranha. Em outras palavras, não há nada que seja de fato “progressista” nos dogmas fundamentais de sua cega religião humanista e secular. Aliás, o liberalismo moderno é em grande parte a versão recauchutada e esterilizada de uma mitologia antiquada — uma mitologia que existe antes do único movimento que realmente traz progresso, que é o Cristianismo bíblico.

    A adoração a Baal possui uma ligação cada vez mais forte com o seu descendente moderno: o esquerdismo e o liberalismo. Baal, o deus da fertilidade que era meio touro e meio homem, era o ponto central da idolatria pagã no Israel semítico antes de Deus ter revelado Sua natureza monoteísta para os precursores do Judaísmo.

    Embora tenham adquirido um aroma mais moderno, os princípios fundamentais da adoração a Baal permanecem vivos nos dias de hoje. As principais colunas do baalismo eram o sacrifício de crianças, a imoralidade sexual (tanto heterossexual quanto homossexual) e o panteísmo (adoração da criação acima do Criador).

    A adoração ritualística a Baal, em resumo, funcionava da seguinte maneira: Os adultos costumavam se reunir em volta do altar de Baal. Recém-nascidos eram então queimados vivos como oferta sacrificial ao falso deus. Em meio a tamanha crueldade, os adoradores — homens e mulheres, sem distinção — se engajariam em orgias bissexuais. O ritual da conveniência tinha como propósito produzir prosperidade econômica estimulando Baal a mandar chuvas para que a “mãe terra” experimentasse fertilidade.

    As consequências naturais de tal conduta — gravidez indesejada e parto — e os pesos financeiros associados eram facilmente resolvidos. O adorador poderia escolher se engajar em relações homossexuais ou poderia simplesmente — com a disponibilização legal do sacrifício de crianças — participar de outra cerimônia de fertilidade para eliminar o bebê indesejado.

    O liberalismo moderno é pouca coisa diferente de seu antigo antecessor. Embora seus rituais macabros tenham sido modificados e maquiados com termos floridos e eufemistas de arte, seus principais dogmas e práticas permanecem assustadoramente semelhantes. A adoração da “fertilidade” foi substituída pela adoração da “liberdade reprodutiva” ou “liberdade de escolha”. Os sacrifícios de crianças por meio de oferendas de fogo foram atualizados, ainda que levemente, para se tornarem sacrifícios de crianças por meio de abortos cirúrgicos ou químicos. A promoção, prática e celebração ritualista da imoralidade e promiscuidade heterossexual e homossexual foram cuidadosamente camufladas — e adotadas com entusiasmo — pelas religiões do feminismo radical, do movimento homossexual militante e do movimento que quer implantar abrangente educação sexual nas escolas. E a adoração panteísta da “mãe terra” foi substituída — apenas no nome — pelo ambientalismo radical.

    Entretanto, não são somente aqueles que se intitulam “progressistas” ou humanistas seculares que adotaram as colunas fundamentais do baalismo. Nestes tempos pós-modernos, estamos lamentavelmente vendo o advento de uma espécie de “Cristianismo emergente”, que é contrário à Bíblia, o qual prefiro chamar de “pseudo-Cristianismo”.

    Essa tendência é meramente um liberalismo embonecado e imerecidamente carimbado como “cristão”. É um jeito de ideólogos depravados terem seu próprio “cristianismo” e o praticarem. Sob o pretexto da “justiça social”, seus seguidores muitas vezes apoiam as mesmas políticas pró-homossexualismo, pró-aborto e pró-ambientalismo radical promovidas pelos modernos adoradores de Baal.

    Embora a “esquerda cristã” represente uma minoria insignificante dentro do Cristianismo maior, apesar disso os meios de comunicação liberais abraçaram a causa deles e adotaram a popularidade deles entre as elites como prova de que a tão chamada “direita cristã” (leia-se: Cristianismo bíblico) está perdendo influência — que o Cristianismo está, de certo modo, “acompanhando a evolução dos tempos”.

    Pelo fato de que o Cristianismo emergente não consegue passar pelo teste de autenticidade toda vez que é sujeito ao exame bíblico mais leve, suspeito que com o tempo ele acabará em grande parte se extinguindo. Mas isso não absolve os líderes evangélicos de sua obrigação de cobrar explicações acerca dessa heresia de outros líderes envolvidos nessa revolução contrária aos princípios bíblicos. Não é uma questão de direita versus esquerda; é uma questão de certo e errado — de princípios bíblicos versus princípios não bíblicos.

    Apesar disso, as colunas acima mencionadas do baalismo pós-moderno — aborto, relativismo sexual e ambientalismo radical — quase que certamente farão rápido progresso nos próximos quatro a cinco anos, com ou sem a ajuda da esquerda cristã. Os deuses do liberalismo têm sacerdotes supremos no meio político, e desfrutam muitos seguidores devotos nos veículos de comunicação liberais, nas instituições de ensino e na intelectualidade que se julga detentora da ciência e da sabedoria.

    Portanto, o liberalismo de hoje é realmente apenas um velho livro com uma lustrosa capa nova. Uma filosofia enraizada nas antigas tradições pagãs, das quais nada há para se orgulhar. É vendido como o doce remédio das revoluções sociais, contudo não passa da mesma lepra espiritual que sempre foi.

    É verdade. Salomão estava coberto de razão: “não há nada novo debaixo do sol”.

    Leia mais: http://www.reinaldoribeiro.net/news/baal-so-mudou-de-roupa/

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