O Brasil precisa de uma teologia

Depois de assistir ao programa Vitória em Cristo no último sábado pela manhã, apresentado pelo Pr. Silas Malafaia e com a participação especial do cidadão americano Mike Murdock (que é apresentado como “doutor”, porém não se diz em que), cheguei à conclusão de que é preciso rever com urgência o ensino teológico brasileiro, e o que muitos estão fazendo com esse conhecimento.

O que se ouviu nesse programa é um ultraje a tudo o que temos no Brasil em forma de pensamento teológico. Silas Malafaia e Mike Murdock abusaram do direito de menosprezar a interpretação bíblica e toda a tradição cristã brasileira.

O que foi apresentado em forma de pregação ultrapassa todos os limites permitidos para um país que se declara cristão. Lembro-me do tempo em que pastor pregava e ensinava a Bíblia, e não se utilizava desse espaço para falar de um livro com ideias pessoais, colocando-o acima do texto sagrado.

O cristianismo tem uma história, uma tradição que está acima de tudo isso. Já foi o tempo em que pastores, missionários americanos chegavam em nosso país como donos do saber, e o povo ficava de boca aberta aplaudindo. Hoje temos em nosso país homens e mulheres com autoridade para interpretar os textos sagrados com maestria.

O que Silas e Murdock fizeram foi um desrespeito a muitos que se dedicam, por uma vida toda, nos estudos da Palavra de Deus. Isso foi feito pelo referido pastor, pois o mesmo sabe das condições das lideranças evangélicas brasileiras, pois na sua maioria (principalmente nos meios pentecostal e neopentecostal), não possui uma formação teológica e, quando possui, não é de boa qualidade.

É fácil de ver anúncios em rádios, em programas evangélicos oferecendo cursos de teologia em forma de correspondência, onde o aluno paga e o material lhe é enviado com o diploma. Por outro lado, quando o ensino é de boa qualidade, muitos utilizam esse conhecimento para encher o seu ego e o de muitas instituições religiosas detentoras do saber.

Para muitos, o conhecimento teológico é utilizado como forma de defesa de uma teologia institucional. Sendo assim, não é repassado para o povo. O conhecimento que deveria dar condições ao povo de se defender de teologias como a que Silas e Murdock ensinaram não chega ao povo, pois muitos que o possuem usam isso para enriquecer seus currículos e para barganhar cargos e posições dentro de suas instituições religiosas.

Com isso, temos uma teologia esfacelada, sem uma direção concreta. Cada instituição defende e prega sua própria teologia.

“Uma teologia que não projeta a vida, para nada serve”.

É preciso rever nossa realidade urgentemente. Não podemos mais ter pregadores ultrapassando os limites da realidade.

“Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” – Romanos 10:14-17

A Palavra está à nossa disposição, para ser tomada a sério, para se fazer valer, pronta para nos afligir o mais pesadamente possível, e para nos dar a liberdade no mais alto grau; ela está à nossa disposição para ser ouvida e falada.

A Palavra de Deus deve ser pregada com o intuito de levar o ser humano a se arrepender dos seus pecados e vir a se converter a Deus e confessar, com sua boca, a salvação em Cristo.

Como pode um pregador, em uma pregação num programa de tv, onde a Bíblia fica em segundo plano em cima de uma mesa, e o pregador exalta seu livro ao ponto de dizer que o livro é: poderoso!?!

A pregação deve ser bíblica, deve levar o ser humano a reconhecer sua situação e confessar a Deus e crer em Sua obra. O texto de Romanos nos diz:

“E como poderão crer Nele, se Dele não tiverem ouvido? Mas como poderão ouvir sem pregadores?” – Romanos 10.12-15.

O que vimos no sábado foram homens substituindo a Palavra de Deus por pensamentos humanos, substituindo as obras de Deus por obras de homens. A pregação cristocêntrica apresenta o Senhor ressurreto perante todos os que o invocam, pois Ele (o Senhor) não é um fundador de igrejas e de novas religiões, Ele é a justiça de Deus para todos no mundo.

Então, pois, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir do Evangelho, que é a revelação de Deus para os seres humanos.

Será que esses homens não temem a Deus? Por que deixam de lado a pregação cristocêntrica para transformar a pregação num discurso de auto-ajuda?

Infelizmente, a Igreja tem o “dom especial” de promover as pessoas, transformando-as prontamente em líderes todo o indivíduo que pareça perceber uma pouco mais que alguns outros. Sendo assim, é comum observar que a mensagem central da igreja se fundamenta no interesse mútuo de levar algum tipo de vantagens. É o evangelho intencional, com ideias já pré-formadas de que algo será alcançado.

Muitos já não conseguem mais servir a Deus pelo Seu amor, por Sua misericórdia ou por Sua Graça. Hoje, para muitos, tudo no contexto religioso há uma primeira, segunda e demais intenções.

 A igreja é fonte de auto-promoção, de quem fala e também de quem ouve. Por isso, a palavra prosperidade é a grande evidência, pois no sistema capitalista ter e possuir ultrapassam os limites do ser.

Este é o centro da mensagem de Silas e seu amigo americano. A ênfase no título de doutor de Murdock é para impor sobre um público formado na sua maioria de ignorantes e mal-informados teologicamente, uma forma de dizer: “ele sabe mais do que eu”.

Com isso, a igreja vai perdendo a sua essência, pois a igreja invisível perde espaço para o contexto visível, palpável do capitalismo, que exige uma espiritualidade também palpável. Por que experimentar o melhor de Deus no céu, se eu posso ter tudo aqui e agora?

A teologia da prosperidade produz em quem prega e em quem ouve um desequilíbrio na alma, despertando os desejos mais profundos no ser humano. Não é de hoje que somos vulneráveis a querer todo o conhecimento e todas as riquezas da terra.

É preciso dizer que Silas e Murdock são homens audaciosos. A teologia que pregam foi previamente calculada, fundamentada em uma ciência que vai fundo na Gênesis do ser humano. Somos seres desejosos, e temos nossas fraquezas na relação espiritualidade e desejos deste mundo.

Silas é psicólogo, um profundo conhecedor da natureza humana, e tem usado esse conhecimento científico para aplicar a teologia da prosperidade de uma forma a não permitir que o que ouve se defenda de tão grande mal. Tudo tem um script, um método. É possível perceber nos pormenores, no dicurso de Murdock, técnicas de neurolinguística, com afirmações referidas em diversas repetições, e tudo isso firmado em textos isolados da Bíblia e orações.

É uma forma de transe muito bem calculado e planejado para alcançar  os seus alvos. As considerações pelas coisas da vida terrena, especialmente as vantagens, os prestígios e os prazeres que as riquezas podem proporcionar têm roubado a muitos prováveis discípulos as riquezas verdadeiras e permanentes.

Eclesiastes 6.7 nos diz: “Todo o trabalho do homem é para a sua boca, e contudo nunca se satisfaz o seu espírito”. E em Lucas 4.6 vemos: “E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero”.

É preciso ter consciência de que a teologia da prosperidade se fundamenta em forças que o ser humano não pode vencer por si só, a não ser que esteja respaldado pela direção e capacitação da Palavra de Deus, pois as riquezas e os prazeres da terra têm suas armadilhas para a alma e o espírito. É muito difícil manter um padrão de humanização diante das tentações do luxo e das riquezas, pois luxo e cristianismo são palavras antônimas, pois as riquezas sufocam o ser humano, produzindo vaidade e cobiça, levando a todos que enveredam por esses caminhos a perderem a visão do seu próximo e de toda a criação.

Teologia da Semente

 

Estou exagerando? Analise a história da humanidade e veja o que as grandes potências mundiais fizeram ao mundo e aos seres humanos em nome da conquista de riquezas e poder.

Infelizmente, pentecostais e neopentecostais utilizam, para justificar sua teologia da semente, o texto de 2 Coríntios capítulo 9, principalmente o versículo 10. Temos a impressão de que querem justificar que o Apóstolo Paulo seja o criador da teologia da prosperidade.

Isso não é verdade. J. Becker, em sua obra “Apóstolo Paulo – Vida, Obra e Teologia” destaca que a teologia central do Apóstolo Paulo é a teologia da cruz. Utilizar-se de um texto paulino para justificar a busca por riquezas é uma grande vergonha, pois a doutrina dos verdadeiros apóstolos de Cristo se fundamenta na cruz de Cristo, que veio salvar o perdido e veio trazer vida eterna.

Há muita confusão na interpretação desses textos. Muitos são os exegetas que se dedicam ao estudo do texto bíblico no sentido de trazer orientação para o caminho cristão. É preciso destacar que no capítulo 9 as orientações de Paulo têm como tema central: a coleta de benefícios  para os santos e pobres de Jerusalém.

Paulo trata das questões de coletas e doações em diversos textos em suas cartas. Porém, sempre dando sentido para o assunto. Isso está descrito de forma bem clara em 1 Coríntios 16.1-2. O capítulo 9 de 2 Coríntios é considerado por muitos estudiosos como continuidade do capítulo 8, pois enquanto no capítulo 8 o apóstolo descreve a situação enfrentada pelos irmãos em Jerusalém, também fundamenta a ação da coleta pelo exemplo dado pelos macedônios.

No capítulo 9, Paulo descreve toda a espiritualidade do ato de envia ajuda aos irmãos de Jerusalém. É preciso deixar claro que tanto no capítulo 8 como no capítulo 9 o fundamento é enviar ofertas para os pobres de Jerusalém.

Para entendermos melhor o contexto do capítulo 9, é preciso entendermos o 8, pois Deus é galardoa dor daqueles que contribuem com liberalidade. Porém é preciso entender que o ensino aqui descrito é que o dar é uma obra espiritual, que leva os beneficiados a louvar a Deus. Ou seja, não devemos esquecer os que sofrem, e por isso nossas esmolas faz-nos exercer a piedade prática no sentido de aliviar as necessidades físicas e espirituais dos pobres, dos órfãos, das viúvas e dos demais que sofrem.

A pergunta é: por que Paulo dá tamanha importância a essa oferta?

A resposta é: havia grande aflição em Jerusalém, pelas perseguições contra a igreja e os crentes.

Atente a isso agora: o texto central utilizado pelos pregadores da prosperidade é 2 Coríntios 9.6, com a intenção de levar a muitos a substituir as sementes (as ações de misericórdia e amor) por dinheiro. Porém, o texto de 2 Coríntios 9.6 em momento algum se refere ao semear dinheiro, com o intuito de adquirir bens materiais. O texto se fundamenta em Gálatas 6.7-8: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.”

Paulo descreve que tudo o que fazemos (plantamos), seja bom ou ruim, é visto por Deus, e isso resultará em consequências. Em momento algum Paulo descreve a questão de dinheiro, de enriquecimento. Essa referência ao texto de Gálatas é o reforço de Paulo em justificar os atos de bondade dos seres humanos para com os que sofrem. Na teologia da cruz de Paulo, o Cristo é representado em prol dos que sofrem. O ato de ofertar na coleta dos santos e pobres é um ato de bondade, que espelha o ato de Cristo para com o mundo.

Ou seja, aquele que semeia “pouca” bondade, pouca bondade também colherá.

Quando o texto diz que é Deus quem dá a semente, essa semente é o exemplo de Cristo, que se deu pelo mundo para exemplo de todos nós. Pois, se vamos referir às cartas paulinas, principalmente as cartas aos Coríntios, é preciso dizer que o texto central desses dois livros se fundamenta em 1 Coríntios 13, onde o apóstolo coloca claramente que a obra de Cristo tem sua essência no amor ao próximo.

Com isso, o ato de ofertar é um ato de bondade, de amor, e não um ato de ganância da riqueza desenfreada que expõe o ser humano como um escravo do mundo material.

O ato de reconhecer a necessidade do meu próximo faz de mim um praticante da vontade de Deus.

Nada, nada a ver com a teologia apresentada por Malafaia, Murdock, Cerullo, Estevan Hernandes, R. R. Soares, Renê Terra Nova, Valdemiro Santiago, Edir Macedo, entre outros.

Para terminar, vejamos 2 Coríntios 9.9: “conforme está escrito: espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre”.

Meu Deus, quanto engano na boc a desses homens! E isso seria facilmente resolvido se o povo tivesse acesso ao conhecimento desprovido do mercantilismo comercial de muitas igrejas.

Onde estão os teólogos deste país? O que estão fazendo com o conhecimento adquirido na Academia? Onde estão os profetas, que anunciam as verdades de Deus diante do mundo, sem temer as ameaças?

Para que homens como Malafaia, Murdock e outros sejam combatidos com a verdade do Evangelho é preciso que muitos voltem a pregar o Evangelho cristocêntrico, que revela a cruz de Cristo.

Que sejamos semeadores do amor, da justiça, da paz. E as demais coisas nos serão acrescentadas.

A DEUS, TODA A GLÓRIA

Paulo Siqueira

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12 respostas para O Brasil precisa de uma teologia

  1. Pingback: Pastor, distorções bíblicas de Malafaia e Murdock: Teologia esfacelada

  2. Laudinei disse:

    Para os lideres, sem dúvida falta uma teologia sadia, para alguns deles, o que falta é vergonha na cara mesmo.
    Para o povo que não tem acesso a um curso teológico,
    um pouquinho mais de bíblia ajudaria a se livrarem destes mercenários.

    • Letícia Adriana disse:

      Concordo plenamente irmãozinho. Deus dê sabedoria a todos nós e um pouco mais de vergonha na cara pra ler a Sua palavra e se livrar de falsos profetas.

      • Eddy disse:

        É isso mesmo irmãos, o que tem faltado é a leitura da palavra por parte dos irmãos em Cristo, não sei se preguiça ou sei lá o que, mais o povo não tem um habito de ler, e por esta razão são facilmente enganados, com estes ensinos do diabo.
        É isso que falta, o povo gastar mais tempo com a leitura da Palavra de Deus, pois ela sim em tudo são verdades; Salmos; 119:160.
        A paz do Senhor a todos…

      • gledson disse:

        Ótimo texto irmão, é cada vez mais urgente a pregação cristocêntrica e todos aqueles que entendem dessa forma precisam se empenhar para que o evangelho puro e simples seja proclamado com toda sua verdade, estamos juntos nessa empreitada, Deus seja louvado

  3. Pingback: Pastor menciona distorções bíblicas na campanha de Silas Malafaia e Mike Murdock

  4. Duas frases de Martin Luther King Jr. servem muito para esta situação:

    “Não é o grito dos maus que me assusta, mas o silêncio dos bons”
    “Para criar inimigos não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa”

    Que Deus nos ajude a pregar o seu verdadeiro evangelho.

  5. César Augusto disse:

    Caro irmão até concordo com a sua crítica sobre Mike Murdock, e sobre homens que vem de fora trazendo ensino de homens, mas me desculpe em não aceitar essa Teologia Brasileira, onde se criou RELIGIOSOS de costume, onde debatem quem cortou o cordão umbilical de Caim, onde querem saber quem construiu as pirâmides do Egito, vivem na letra, tiram o povo da escravidão do mundo e escravizam dentro das igrejas com usos e costumes, se tornaram doutores da Lei e não conhecem a pessoa do Espirito Santo.
    Faça a sua critica a estes que do mesmo modo vem com ensino próprio e não da palavra, concordo plenamente, mas pelo amor de Deus, fale na pessoa do Espírito Santo.
    Não vamos esquecer de Pedro e João, sabiam e era de conhecimento de todos que eram iletrados, mas o poder impressionava a todos, mas vejo muitos com essa tal teologia e não curam nem uma PEREBA e não expulsam demônios e as igrejas só na aparência e por dentro todos mortos, vivendo sobre uma religiosidade…. sepulcros caiados, ao invés de dar lugar ao Espírito Santo, que é a pessoa do próprio Deus querendo fazer algo pelo seu povo, e os doutores da Lei matando a igreja de Cristo.
    Estou dando um pelo outro e não quero volta.
    Reflita e estou a disposição se for preciso.

    • pedrasclamam disse:

      Irmão se observar o texto, eu tbm deixo claro minha indignação com os “teologos de carteira”, isto tbm é um mau a ser combatido. Sobre o Espírito Santo é preciso dizer que também se fundamenta na palavra, e nada que for dito fora da palavra não vem do Espírito Santo. E este é o grande problema de muitas igrejas e muitos lideres. Deus não barganha sua gloria com ninguém por mais que se diga estar cheio do ES, o que vemos é abuso, é muito espírito para poucas obras do Espírito. É muita emoção sem um minimo de razão, o ES não é uma força descontrolada, Ele é a sabedoria de Deus a disposição dos seres humanos.
      Agora o que vemos é um espírito que não transforma a igreja na humanidade de Cristo, uma igreja que não assume sua responsabilidade social para com um mundo sofrido, sujo, mentiroso. O estamos vendo é que ao invés da igreja ser luz e sal para o mundo seus lideres e seus mebros se aliam ao Deus deste mundo. Qdo digo que o Brasil precisa de uma teologia, digo por ver que as atuais teologias seja pentecostal, neo pentecostal ou historida, se fundamentam em saciar os desejos humanos, e não refletir a cruz de Cristo para o mundo. É preciso mudar muitas coisas, para isto é preciso primeiramente deixar de viver mentiras, como: somos um corpo; somos uma igreja que vive para Cristo; somos uma igreja que perservera na doutrina dos verdadeiros apóstolos; somos uma igreja que não sabe o que é graça, amor ao proximo, na pratica, e muito outras coisas mais. Precisamos de uma teologia da cruz, onde somente Cristo é exaltado, e homens e mulheres estejam dispostos a morrer para que Cristo nos reviva através do seu verdadeiro Espírito Santo, é para isto que Ele foi enviado, para nos conduzir pelo caminha da fé que nos leva a ser espelhos de Cristo para o mundo. Obrigado pelo seu comentário, Deus lhe abençoe.

      Paulo Siqueira

      • César Augusto disse:

        Entendi o que você esclareceu, e quero te dizer que procurei ser reduzido em minhas palavras, tão quanto nas observações, mas se o espirito não transforma a igreja este não é de Deus, mas Paulo disse que quando nos tornamos nova criatura, passamos a ter a mente de Cristo, a pensar como Jesus pensava, reproduzindo o Cristo em nós.Irmão o que discordo é que o Brasil não precisa de uma teologia, talvez você não tenha notado que esta Teologia é que tem esvaziado os homens que eram cheios do Espírito Santo….eu creio que o conhecimento deve andar junto com o que chamamos de intimidade com Deus, e quando os apóstolos procuraram homens para a obra, ninguém procurou se tinha algum curso de teologia e sim que fossem cheios do Espírito Santo.
        A igreja de Cristo na minha visão, só será igreja guiada pelo Espirito de Deus, se não é letra é carne…..E o apóstolo Paulo disse que os filhos seriam guiados pelo Espírito Santo.
        A sua preocupação ela tem sentido em olhar para a igreja em busca de melhor dias, isto é louvável eu também me preocupo e quero te dizer:Tenho viajado o nosso Brasil e tenho ministrado em igrejas que não conhecem a pessoa do Espírito Santo, aquele que Jesus disse que era necessário ir para o Pai para poder enviar para estar conosco até a consumação dos séculos….Se não valorizarmos este que nos guia, nos orienta, nos ensina, nos revela …pode escrever a morte de Jesus foi em vão.
        Mas tenho convicção que o Senhor preparou este momento para aprendermos um com o outro, fica o meu abraço e que haja do céus a sabedoria de Deus para nós que necessitamos muito. Abraços

      • pedrasclamam disse:

        Muito bom seu comentário, é bom ter pessoas inteligentes por aqui. Qdo digo que o Brasil precisa de uma teologia, está teologia tem que ser realmente movida pelo ES. Os dias são maus, e a teologia que digo é uma forma de servir ao Senhor, não só com emocionalismo mais também com estrutura, com sabedoria real. Pense bem meu irmão, qtos assustos estão em palta na sociedade e nós não temos ninguém que nos representa a altura de CRisto, é neste sentido que digo que o Brasil precisa de uma teologia. Teologia para muitos é o estudo de Deus, ao contrario a teologia nos capacita a entendermos tudo que se relaciona com o Reino, de uma forma mais humana, esta é a obra de Jesus, nos fazer entender o que é o Reino de Deus na terra. Vivemos dias complicados, é preciso ter o Espírito, mais também é preciso ter sabedoria humana, o ap. Paulo nos ensina isto. Paulo era uma homam preparado por Deus, pois até mesmo seu conhecimento da lei lhe foram uteis na pregação do verdadeiro evangelho. Vc não imagina o quanto me alegro em dialogar com alguém que entende o que eu digo, qdo estiver em SP me avise venha em casa para compartilhar-mos as coisas de Deus. Um grande abraço.

        Paulo Siqueira

  6. César Augusto disse:

    Amem querido, a minha casa em Brasilia está as suas ordens…..Creio que o conhecimento de Paulo serviu muito, como o meu e o seu para esta obra de muitas lutas, mas um dia querendo Deus falaremos um pouco mais do Espirito Santo, aquele que levou Paulo ao terceiro céu, depois disto todo seu entendimento melhorou….que fez Pedro curar pela sombra(uma das obras maiores que Jesus falou) e ele inculto….mas cheio do Espirito Santo.
    Sou apaixonado pela pessoa de Deus chamada Espirito Santo, e ponho o conhecimento atrás à acompanhar .
    Um grande abraço, Shalom

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