O $how tem que parar! Protesto na Marcha para Jesus em BH

Do blog …Para esses dias… (visite para visualizar mais fotos)

O sentimento que carrego em mim agora é um sentimento misto de misericórdia e raiva. Misericórdia do povo que acompanhava a marcha como se fizessem algo para Deus, coo se prestassem um serviço ao Altíssimo, andando pela Av. Andradas, aqui em BH, pulando saltando, seguindo a voz de “levitas” (realmente eram levitas que leviavam acima do povo, à bordo de Trios Elétricos) que gritavam o RIDÍCULO “PULA PELO AMOR DE DEUS!!”.

Nos encontramos na praça 7, às 8:00hs da manhã, eu, o Alan, o Wagner Lemos (http://webevangelista.blogspot.com/), o Alex Cesar, Mariel Marra (http://guerreirosdaluz.com.br/), Jonas, Appoklyse e Arlen. Seguimos para o local da concentração da Marcha, e já no caminho nos notavam por causa de nossas camisetas, já dizendo que éramos contra a marcha. Já chegando, a marcha estava saindo, estendemos nossas faixas, recebendo olhares de espanto com as frases estampadas “Deus não aceita suborno – Dt. 10:17”, “Voltemos ao Evangelho puro e Simples”, “O $how tem que parar”, “Entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas2 Pedro 2;1a e 3a.”

Logo no começo, um pastor conhecido, esposo de uma cantora “famosa” veio conversar com o Mariel, parece que o inquirindo a respeito da manifestação. Com cara de poucos amigos, veio até mim, colocou sua mão sobre meu ombro, como um meio abraço, me olhou dentro dos olhos, sem piscar, intimidando com o olhar, me perguntou o que estávamos fazendo ali. Sem tirar os olhos do dele, respondi a razão da manifestação, me calei e o encarei de volta. Ele me largou e voltou para a balbúrdia da marcha. Depois me falaram que eu tive sorte de não tomar um tapa. Pois a fama deste camarada é de brigão e espancador. Coitada de sua esposa.

Seguíamos andando rápido e parávamos com as faixas estendidas, algumas pessoas, com olhar de reprovação, estendiam suas “santas” mãos nos repreendendo, profetizando que o senhor pesaria a mão contra nós e coisas do gênero. Destaque para uma mulher que gritando, tentava nos convencer de que o que fazíamos era errado, que não tinha aquilo de se levantar contra os ungidos, que não podíamos julgar e o mesmo discurso de sempre. É essa da foto.

Outros, com sinal de aprovação, sinalizavam para nós com aprovação, até vindo até nós para nos cumprimentar.

Encontramos aí com Paulo, veterano no protesto que veio de São Paulo.

Do alto dos trios elétricos, a nata ora nos ignorava, ora nos encarava com ar de desaprovação. Notei uma mocinha de uns vinte e poucos anos, que, olhando os textos da faixa, me dirigiu um sinal de positivo, muito tímido, como quep ara não ser vista, pois ela estava do lado do Pr. Jorge Linhares, um dos organizadores da Marcha.

Cid Guerreiro, ele mesmo, o ilariê eterno, me encarou do alto do trio e eu fiz a ele um sinal apontando para a faixa de segunda Pedro, ele olho, leu, me deu um sinal de positivo, pegou uma câmara e tirou fotos das faixas, e enquanto o trio seguia, ele nos seguia com seu olhar.

Me deparei com um diácono da igreja que eu congregava, com OUTRA mulher, que não era a dele, e quando ele me viu, soltou a dita e veio me cumprimentar com o crentês muito bem ensaiado.

Nos colocamos em locais estratégicos, nos encontramos quase no final com o Josemar, o Teóphilo Noturno, o Daniel e o outro irmão, enciclopédia bíblica, onde estavam com as faixas clássicas estampadas na frente da praça da Estação. Ficamos por ali um tempo, por já estava chegando o final da marcha, e as pessoas se dirigiam para o local do show, até cheguei a sugerir entrarmos ali também, mas o Paulo disse que aquele local não era lugar para cristão. Dei uma entradinha para distribuir uns panfletos e do jeito que me olharam e me trataram, vi que se estivesse com as faixas, apanharia mesmo.

Saímos dali e fomos tomar um refrigerante numa padaria, onde os paulistas e o carioca conheceram o maravilhosopãodequeijomineiro, o lugar ficou parecendo um congresso de reformadores, de tanto que falávamos da Graça do Senhor. Dali saímos para a loja do Ev. Arlen, onde depois de contarmos nossas experiências, nos despedimos, felizes por encontrarmos uma parte do corpo que pensa, fala, e é mudado a cada dia como nós.

O melhor do protesto, não é ele em si, mas a certeza de que ainda há um REMANESCENTE.

Que o Senhor nos ajude, MARANATA.

Mais fotos, em breve, vídeos postados aqui também.

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