Reconciliação – Amor, tolerância, perdão, entendimento, comunhão

II Co 5.19: Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.
Rom 4.7-8: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, E cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado.

A igreja, quando cumpre sua missão, está centrada num princípio de reconciliação. Os desvios do mundo devem ser consertados com a reconciliação. A missão é descrever ao mundo os propósitos de Deus e seu Reino.

Oramos o Pai Nosso para que a vontade de Deus seja feita lá no céu e não aqui na terra.

Como se desenvolve ministério da reconciliação?

Hoje a missão está muito mais próxima da concorrência. Os mecanismos que acirram essas concorrências são os mecanismos de manipulação de massas. Na dinâmica do ministério da reconciliação, ele não se dá a partir da acusação do outro. Para a herança cristã Paulo é o grande missionário, e essa estratégia da acusação se torna o foco. Exemplo disso são as cruzadas.

O princípio da missão é: Deus ama as pessoas, Deus não aponta o dedo para o ser humano.

A reconciliação é a essência da pregação do Evangelho, nela está fundamentada o ser, a razão, o sentido do Reino de Deus.

A lógica do Reino não é a lógica do mundo. A lógica do mundo é a concorrência, os índices, as metas numéricas “enfeitiçando” a todos.

Observamos que com novos focos, figuras e novas armas as cruzadas não terminaram. Exemplo disso são os embates entre Rede Globo e Rede Record, onde a mídia é o foco da concorrência dentro do âmbito religioso.

A nossa confissão religiosa tem um valor maior que nossos valores de Reino. O foco de nossa evangelização se distancia dos propósitos do Reino. Com isso nasce uma igreja racional, ou melhor, gestacional, administrativa ou juridicamente falando uma “pessoa jurídica”, onde suas regras e “status quo” são regidos por fundamentos distantes do Reino.

A Bíblia se torna simplesmente o objeto de relação entre o sagrado e o profano, ou seja, é o meio que dá a linguagem religiosa para o “empreendimento”. A igreja é vista a partir daí unicamente como uma gestão pessoal, onde risco e decepções são previsíveis.

A esses “mercadores”, a grande decepção é que na gestão humana os frutos do Espírito Santo não são comprados ou adquiridos com dividendos financeiros.

A igreja é regida pelo Pai, pelo Filho, e pelo Espírito Santo: essa é a supremacia do cristianismo.

A grande comissão (Mt 28.18-20) é movida pelo foco no Reino. Qualquer intervenção humana é desastrosa, a história nos mostra isso.

Administrar a igreja com uma visão administrativa é uma grande erro. Vejo muitas igrejas partindo para esse erro. Algumas, além de terem uma visão administrativa, ainda se utilizam de gestões vindas do enfoque da maçonaria. Há um grande número de pastores vindos do contexto maçom, que apesar de sua “conversão”, mantêm amizades e regras de vida ainda fundamentadas no conceitos da maçonaria, que historicamente tem seu foco no comando e na administração da vida religiosa e econômica de muitas nações.

Com isso, a igreja sai do eixo cristológico e se torna puramente mercadológica.

O foco das missões que movimentaram o mundo em prol da extensão do reino de Deus se perdeu. Não estou falando de turistas religiosos, que partem para o mundo africano com o intuito de marketing financeiro para muitas “ONGs” evangélicas. Estou dizendo foco como o de 1910 em Endimburg, que moveu o mundo para o verdadeiro sentido da igreja, a reconciliação do mundo com o Deus verdadeiro e Vivo, que deseja comunhão com a humanidade e toda a criação. É preciso lembrar que nada seríamos se não houvesse ao longo da história homens e mulheres que aceitaram o desafio de fazer valer os preceitos bíblicos diante de todas as “tentações” do mundo moderno.

Posso parecer um tanto retrógrado com meus pensamentos, talvez sejam reflexos de minha consciência histórica. Não vejo um bom futuro para a atual situação da igreja com o atual modelo de administração em que muitas estão caminhando. A respeito disso, incentivo aos defensores do movimento celular a pesquisarem os efeitos desse método ao longo do tempo na Coréia do Sul, berço desse método. Pesquise sobre o assunto com o Prof.Dr. Paul Freston.

A igreja tem que voltar a discutir seus caminhos, e retornar a ser o meio de reconciliação do homem com Deus.

A mão invisível que movimenta o Reino de Deus no mundo é o Espírito incorruptível do Deus Altíssimo. Nisso creio e vivo.

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