Michael Jackson vive para sempre

“…quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá”. Jo 11. 25-26

Hoje o mundo parou para ver o memorial a Michael Jackson, uma super produção que ultrapassou todas as expectativas até mesmo da mídia internacional. Michael teve uma vida marcada desde a infância pela emoção e também pela dor, porem marcado pelo grande talento. Michael despertava admiração até mesmo nos meios distantes do estrelismo midiático. Cercado pelas questões que envolveram seu nome, como pedofilia, exploração de menores, gastos faraônicos, e uma vida marcado por momentos de crise emocional, que para muitos chegava às beiras da loucura. Michael deixaria qualquer filósofo, psiquiatra, teólogo bastante confuso, pois em meio às suas loucuras, estava sua imensa competência profissional, e também seu carisma e amor para todos. Suas músicas cruzaram os continentes, quebrando as barreiras e fronteiras raciais, culturais, e se tornando um ícone jamais visto em toda história. Em seu memorial os números se confundiram com sua vaidade, com suas loucuras, como um caixão de vinte e cinto mil dólares, banhado a ouro, porém lá estava toda mídia, e um número incontável de fãs, vindos de todas as partes do mundo. Calcula-se que passa de um bilhão o número de espectadores que acompanharam sua despedida. Nunca se imaginaria que a música poderia tomar números tão expressivos, como o que se viu nessas últimas semanas envolvendo Michael e toda sua carreira. Em seu memorial tivemos uma mistura de fé, música, religiosidade, só antes visto em um enterro de um faraó. Imaginei que no final veríamos Michael sendo levado para sua pirâmide, em sua lápide no Vale dos Reis, tamanha era a devoção, comoção e adoração dos oradores; mito, rei, eram os adjetivos dados a ele. O que mais ouvi nestas últimas semanas foi: Michael Jackson viverá para sempre, seja em nossos corações, seja na mídia, seja nas lembranças dos inumeráveis fãs.

Hoje, em seu memorial, descobrimos que acima dos escândalos Michael Jackson também tinha amigos, família, e que seus filhos também o amavam. O que quero destacar aqui em poucas palavras é que em seu memorial ouvimos a palavra de diferentes ícones do mundo gospel, como os filhos de Martin Luther King, que chamaram Michael Jackson de “irmão”, traçando um comparativo com os sonhos do pai com todos feito de Michael, destacando suas músicas e trabalhos em combates nas questões raciais.
O memorial começou com uma canção do coral, depois tivemos uma palavra pastoral, diversos cânticos, terminando com uma fervorosa oração. Tudo dentro da tradição litúrgica das igrejas do movimento afro-americano. A pergunta é: Michael Jackson era cristão? Gostava do gospel, tinha amizades com os grandes pastores americanos? O que há em tudo isso, ao ponto da Rede Globo excluir de seus noticiários a referência da presença, e também dos textos dos referidos pastores no evento? Não vi nenhum canal de TV que deu referência à oração feita no final do evento, ou à tradução da música de entrada do caixão no recinto. Michael foi um homem bastante misterioso, confuso, porém em seu funeral podemos ver que Deus pode se manifestar das diferentes formas. Através de sua morte, muitos ao redor do mundo, hoje, puderam ouvir as mensagens de esperança, de unidade, de paz, e acima de tudo, que não somos nada além de pó, que somos carentes da Graça infinita Daquele que é o verdadeiro dono da vida e de todo o ouro e toda a prata.

Ele é o único que vive e reina para sempre.

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