Susan Boyle somos todos nós!!!

Nessas últimas semanas fomos bombardeados por imagens vindas da Inglaterra, que a muitos comoveram. É a história de Susan Boyle, uma senhora de 47 anos, solteira, “gordinha”, fugindo totalmente dos padrões físicos e de beleza tanto dos programas de TV como também de toda a sociedade.

Em sua apresentação, é notório o descaso dos apresentadores e de toda a platéia. É um programa que visa descobrir talentos musicais, ou seja, o que está em jogo é o desempenho das pessoas cantando. O que vemos no vídeo é um ser humano sendo discriminado por ser mulher, por sua idade, pela sua forma física.

Ao entrar no palco, o que menos importou foi seu talento musical. Fácil ver isso nas imagens, quando ao se apresentar Susan destaca que é muito mais do que aparenta. A imagem dessa mulher já foi vista por mais de um milhão de pessoas em todo o mundo pela internet, e agora através da publicação via TV, com certeza bilhões de pessoas vão conhecer Susan.

Eu pergunto: por que tamanha comoção, diante de um fato comum para muitos seres humanos ao redor do mundo? Quem nunca foi discriminado pela sua forma física, ou por sua aparência?

Desde que nascemos, somos comparados pela nossa forma física. Somos primeiramente comparados ao pai, à mãe, avó, avô, e é incrível como cada parte do nosso corpo é avaliada. Quem nunca fez comentários sobre a aparência de um bebê? E conforme vamos crescendo nossa forma física, nossa cor, falam muita do que nossas qualidades pessoais, quem nunca viu uma menina ou menino de olhos claros, se destacarem até mesmo no jardim da infância?

E nossa cor de pele, nossa forma física, ou alguma imperfeição que contrarie as qualificações da sociedade vão definir em muitos casos, apelidos, nomes, influenciando até mesmo na formação da pessoas.
Quantas crianças, retraídas, deprimidas, por serem magras, ou gordas, ou por ter um orelhinha para dentro ou para fora, isso é desperto principalmente da fase escolar.

Isto é claramente entendido quando se trata da adoção de crianças, crianças, negras, ou com qualquer forma de qualificação física ou mental, são desprezadas e deixadas de lado. O que importa é o belo e perfeito.

Na adolescência temos estes traumas mais acentuados, pois é a fase da descoberta da sexualidade. Muitos jovens descobrem que muitos elogios dos pais não se refletem nos colegas de escola, o que explica os enormes índices de cirurgias plásticas entre adolescentes. Porém, é na fase adulta que isso é realmente exposto. De forma hipócrita, muitos não assumem mas é a pior forma de discriminação existente na sociedade.

Quem nunca viu um anúncio de trabalho especificando “boa aparência”?
Muitos dos traumas e depressões se despertam pela inconformidade física em relação aos padrões da sociedade.

No caso Susan isso é totalmente evidente. Susan passou a vida toda cuidando da mãe doente. Com certeza, isso foi lhe tirando as vaidades, pois o desejo de ver a mãe melhor lhe consumiu todo o tempo.

Há também os fatores genéticos, pois somos aquilo que nossas células maternas e paternas nos fizeram, ou seja, se meus pais têm formas mais arredondadas, tenho fortes chances de também ter formas mais arredondadas; isso tem que ser entendido. Claro que temos que cuidar de nossa alimentação, praticar exercícios físicos, não usar álcool e drogas e cigarros, tudo com o intuito de viver bem.

O que me toca no caso Susan vai muito além das questões de vaidades pessoais, mas o que quero despertar aqui é o porquê dessa cultura onde as essências humanas são deixadas de lado. Isto tem influenciado a todos, não há mais o despertar para os valores humanos. Caráter, honestidade, mansidão, amor ao próximo, inteligência, afetividade e muitos outros valores não são mais essenciais. Muitos jovens “escolhem” suas namoradas de acordo com os apelos da mídia. Se uma moça não se encaixa no perfil das “mulheres-frutas” não serve, e assim também muitos pais “escolhem” de acordo com a forma física, posição financeira, cor de pele. É vergonhoso. É como ir ao mercado e sair escolhendo qual nos agrada melhor, se não servir jogamos fora e pegamos outro.
Com isso os valores essenciais da vida humana vão sendo deixados de lado. Por isso vemos crescer a valorização muito grande a animais e objetos, em detrimento dos seres humanos. Não é difícil ver pessoas que gastam muito mais com seus cachorrinhos do que com a vida humana. Ou melhor, estamos tendo a humanização dos animais. Isso é reflexo desta cultura da desvalorização da vida humana.

Quero despertar, através do caso Susan, que somos muito mais do que somente aparência: somos um conjunto de valores.

Somos todos Susan porque somos todos à imagem de Deus.

Se Susan não cantasse, seria descartada como um produto qualquer.
Nós também fazemos isso a cada dia. Muitos não têm tempo para demonstrar seus verdadeiros valores, seja na escola, no trabalho, em casa e até mesmo na igreja.

Quero desafiar a todos a se atentarem para os verdadeiros valores humanos. Para isso temos o texto bíblico em Samuel 16.7. São palavras desafiadoras, porém o mundo seria melhor se a Palavra de Deus se refletisse em nós.

Paz seja com todos e todas que refletem a Graça de Cristo no mundo.

Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração”. Samuel 16.7

http://www.youtube.com/watch?gl=BR&v=xRbYtxHayXo

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