A Reforma da Igreja na cabeça e nos membros: uma eclesiologia para o séc. XXI

lutero21- Introdução

Muito se tem pesquisado sobre a Reforma, e também sobre os reformadores, principalmente sobre Calvino e Lutero. Minha pesquisa e pensamento se baseiam no contexto eclesiológico da Reforma, pois vemos nos livros de história que o descontentamento dos reformadores com a eclesiologia romana estava em desencontro com a cristologia. Tanto para Calvino como para Lutero, a Igreja deveria ser cristocêntrica, voltada para as necessidades do povo.

Sempre tive em mim a idéia de que a Igreja atual também necessita de uma Reforma, pelo fato de hoje a Igreja estar se voltando mais para o eixo eclesiológico do que para o cristológico. A Igreja vive mais envolvida com suas doutrinas, seus problemas ministeriais, divisões internas, problemas financeiros, do que para as questões do pobre e da viúva, e o pouco que a Igreja faz em prol dos necessitados se torna marketing. Isso não é uma conclusão generalizada, mas a maioria das igrejas está envolvida nos problemas relacionados. Será isso o cristianismo?

“A reforma da Igreja na cabeça e nos membros” (reformatio ecclesiae in capita et membris), esta a expressão do movimento conciliar do século XIV, que designava um apelo ético à auto-reforma por parte dos indivíduos. Assim, a reforma ética parecia mais importante do que a reforma da igreja como instituição.[1]

A última coisa na vida que Lutero queria fazer era começar uma nova igreja. Seu protesto se fundamentava no contexto teológico.[2]

O intuito deste trabalho é levar à reflexão da necessidade da Igreja de rever sua interação com o pensamento dos reformadores. Não é intenção trabalhar com todos os reformadores, mas tocar Lutero e Calvino dentro do tema, destacando que seria necessário uma obra muito mais intensa em detalhes para compreensão total do assunto em destaque.

  

2. Os porquês da Reforma.

Antes de adentrarmos na Reforma Protestante, no século XVI, enumeremos alguns pontos que caracterizavam a Igreja Romana:

1.      O papado era uma potência religiosa e política, e grande parte da vida econômica girava em torno das igrejas paroquiais, o que ocasionava insatisfação por parte das autoridades civis, devido à ingerência do Papa em seus negócios.

2.      Havia uma corrupção política, econômica e moral generalizada na “igreja” e no clero, o que contribuía para um sentimento anti-clerical.

3.      Uma profunda carência espiritual. A Igreja tornara-se extremamente meticulosa no confessionário, e ao mesmo tempo induzia os fiéis a realizarem boas obras, que como não poderiam deixar de ser eram sempre insuficientes para eliminar o sentimento de culpa latente do fiel.

4.      As tentativas reformistas eram cruelmente eliminadas pela Inquisição, e algumas vezes, onde não se podiam achar culpados, queimavam-se os inocentes.

5.      O culto há muito havia se tornado apenas um ritual exterior, repleto de superstições, constituído em grande parte na leitura da vida dos santos. O politeísmo e a idolatria inundavam a Igreja.[3]

A Reforma Protestante no século XVI foi um movimento “eminentemente” religioso. Estava ligado à insatisfação espiritual dos fiéis, que através dos tempos não encontrava na Igreja Romana espaço para manifestação de sua fé, nem alimento para suas necessidades espirituais. As insatisfações não visavam criar uma nova igreja, mas sim tornar a existente mais bíblica.

A Reforma deve ser vista não como um movimento exterior, mas sim, como um movimento interior por parte de católicos. Toda a insatisfação dos fiéis vinha do fato da Igreja estar perdendo sua identidade como fonte de propagação do Evangelho e do Reino de Deus. Valores materiais e também puramente humanos estavam tirando a Igreja de sua grande missão.

As idéias da Reforma tinham como objetivo a volta às Sagradas Escrituras, pois ao longo dos séculos a Igreja entrou em decadência teológica, moral e espiritual. A grande preocupação era com a reforma da vida, da adoração e da doutrina, à luz da Palavra de Deus. É preciso destacar que a Reforma surgiu num contexto humanista e renascentista[4], porém os reformadores vão enfatizar o estudo da Palavra, visto que este fora ofuscado pela preocupação filosófica. A razão havia tomado o lugar da revelação. Na Reforma, o ponto de partida não é o homem, mas sim sua dignidade de ter sido criado à imagem de Deus. A Reforma foi, acima de tudo, uma proclamação positiva do Evangelho de Cristo.

 

3. Eclesiologia e Cristologia

A Reforma é sempre retratada como tendo abalado a unidade da Igreja medieval, deixando ao mundo moderno um legado de uma cristandade dividida. Havia no contexto uma busca intensa por uma Igreja verdadeira, em meio à pluralidade de formas e doutrinas eclesiais, e isso havia começado muito antes de Lutero, Calvino ou os padres de Trento.

Não tenho a intenção, neste capítulo, de trazer definições sobre eclesiologia e cristologia, mas pensar, juntamente com alguns autores, a respeito da situação no século XVI, sobre os dois conceitos.

Emil Brunner fala em seu livro “O equívoco sobre a Igreja”, sobre a distinção entre a Igreja visível e a invisível[5]. A eclesiologia sempre foi uma das mais complexas áreas da teologia. Muitos atribuem à eclesiologia a missão da Igreja, formas de governo, os sacramentos ou ordenanças etc. Porém Brunner traz uma visão voltada à teologia prática e pastoral.

Outra contribuição em minha pesquisa foi J. de Senarclens, em “Herdeiros da Reforma”, na qual também descreve ser a cristologia como uma das matérias mais divergentes no estudo teológico[6]. Destaca que o homem, em sua natureza humana, não tem a faculdade de produzir o Ser Divino, ou de atraí-Lo. Tem, contudo, o dom de se unir ao Divino, dom em que pesa estar sujeito ao pecado.

Tanto Brunner como Senarclens, em suas definições sobre a eclesiologia e a cristologia, destacam o homem como sendo o motivador dos dois termos. Brunner, quando fala sobre a Igreja visível e a invisível, me levou a pensar sobre:

·         O eixo eclesiológico, que seria a Igreja visível;

·         O eixo cristológico, que seria a Igreja invisível.

Os dois eixos se completam em si. Como descrevi no capítulo anterior, muitos eram os motivos que impulsionavam a Reforma, pois a Igreja, em sua eclesiologia, fugia do sentido maior da sua existência, que era ser testemunha de Cristo, com isso, perdendo sua missão cristológica. Desta forma, o eixo eclesiológico estava contra o eixo cristológico. Não havia concordância, pois a Igreja visível não refletia a Igreja invisível, ou seja, não havia busca pelo Espiritual. Tudo estava na razão, na forma, e o pensamento humano estava acima dos ensinamentos da Palavra de Deus. A Igreja se deixou levar pelos conceitos filosóficos e também pelo contexto material. Tudo era razão ou lucro.

A Igreja passa a ser fruto de escândalos e medo. Ao invés de vida, passa a produzir a morte, de forma cruel e covarde. Uma eclesiologia que produzia medo, sentimentos de abandono e exploração. A grande pergunta era: “onde está Deus?”

Em minha pesquisa concluí que o grande motivo para o espírito precursor da Reforma foi o descompasso do eixo eclesiológico com o eixo cristológico. Esse descontentamento foi motivando e fazendo nascer no meio da Igreja o desejo de justiça e socorro, devido a um povo massacrado por um sistema eclesiástico que não objetivava pregar a Cristo e Sua salvação.

 

4. A Reforma e Lutero.

Poderia falar da Reforma somente com os pontos de Calvino, porém Lutero tem seu papel dentro do contexto de levar a Igreja de volta para o eixo cristológico. Assim como Calvino, Lutero, através de suas obras, influenciou a Igreja do século XVI até os dias de hoje.

Quero destacar a visão de Lutero. Com palavras poderia resumir sua obra, pois ele mesmo afirmou “não fiz nada. A Palavra fez tudo”[7].

Lutero era um teólogo bíblico. Para ele, Deus era uma questão de vida ou morte, envolvendo não apenas o intelecto de um homem, mas sua existência como um todo. Dentre toda sua obra e vida, ele provou a inerência mútua entre as Escrituras e a tradição, a Sagrada Escritura e a Santa Igreja.

Aqui vemos a Igreja visível e a Igreja invisível. Lutero não divergia da tradição medieval, em sua suprema consideração pela inspiração e pela verdade da Bíblia. Para ele a Bíblia era “livro do Espírito Santo”, “o veículo do Espírito”. Não apenas Suas palavras, mas até Suas inspirações, pois mesmo sendo escrita por homens não é e nem vem de homens, mas sim de Deus[8].

Vemos que tanto Lutero como Calvino concordavam que a Igreja tem que estar ligada e movida pela Palavra de Deus. É na Igreja que Deus se manifesta ao povo. Esses são os motivos que levaram os reformadores em busca de uma Reforma. De fazer com que a Igreja visível voltasse ao eixo cristológico.

Portanto, não é apenas a descoberta de uma nova teologia, superior a da escolástica decadente, que determinou a nova orientação para a vida e o pensamento dos reformadores. Essa mudança de orientação foi precedida e acompanhada por uma irupção do Deus vivo em sua vida, que transformou seu pensamento religioso sobre novos fundamentos.[9]

Certa feita, perguntaram a Lutero: “o que é exatamente a Igreja?”, e ele respondeu: “ora, até uma criança de sete anos sabe o que é a Igreja”. Para ele, a verdadeira Igreja era o povo de Deus, a comunidade de cristãos, ou, como diz o credo dos apóstolos, a comunhão dos santos.[10]

Os sinais da nova noção de Igreja já se encontravam nos comentários em 1513. A Igreja visível não pode ser identificada como a Igreja verdadeira. Para os homens, a Igreja permanece invisível, pois só Deus sonda os corações e conhece os que são verdadeiramente tocados pela Sua Graça. Esta é a convicção que acompanhou Lutero até o fim: a Igreja é o resultado real, mas invisível, da Palavra que age mediante testemunho.[11]

Em 1518, no sermão sobre a excomunhão, Lutero afirma: existe a Igreja invisível, que nos assegura a salvação, e da qual só o pecado nos pode desligar. A exclusão da Igreja visível em nada afeta nossa participação na primeira. Devemos, sem dúvida, submetermo-nos ao poder eclesiástico; entretanto, nosso dever mais urgente é ser fiel à verdade, mesmo que nos custe a vida.[12]

Lutero ainda afirma, de forma veemente, que a distinção entre Igreja visível e Igreja invisível deve ser corrigida com a interpretação e a prática da Palavra de Deus. A missão específica da Igreja é servir a todos, e só terá por arma a Palavra, e voltará a ser o que deve ser: um grande poder puramente espiritual, para a consciência da humanidade.[13]

O conceito de Igreja visível e invisível trouxe muitos debates, diversos opositores, levando Lutero a propor o emprego de outras palavras para explicá-lo. Com isso, ele usa “cristandade espiritual” ou interior, e “cristandade corpórea” ou exterior. Novamente, os dois termos levam a discussões e debates.

Ao longo de todo o processo da Reforma inúmeros debates vão surgir, principalmente sobre os conceitos aplicados por Lutero, Calvino, Zwinglio e Bucer, e demais reformadores. Muitos se tornaram opositores ferrenhos de Lutero, porém a noção de uma Igreja, que necessitava de transformação, estava no coração de todos.

Bucer conserva a distinção essencial entre a Igreja visível e a Igreja invisível, dizendo: somente esta é eterna. Quando Deus torna-se tudo em todas as coisas, a Igreja visível, que ora, é mero instrumento, não mais será necessária. Porém, enquanto perdurar este mundo de pecado, haverá sempre igrejas aqui e acolá.[14]

 

5. A Reforma e Calvino.

Minha intenção não é de descrever, de forma biográfica, a vida de Calvino, mas dentro do raciocínio da Reforma, trazer a visão do reformador.

Calvino sentia-se chamado a dedicar-se ao estudo e às obras literárias. Seu propósito não era, de modo algum, chegar a ser um dos líderes da Reforma, mas sim encontrar um lugar tranquilo, onde pudesse estudar as Escrituras, e escrever sobre a nova fé.

Seu principal projeto era um breve resumo da fé cristã, do ponto de vista protestante. Propunha preencher o vazio sobre as doutrinas fundamentais do cristianismo, como a Trindade, a encarnação. Com isso, escreve um breve manual, ao qual deu o título de “Institutas da Religião Cristã”[15].

O ensino de Calvino sobre a Igreja é muito lúcido e abrangente. Foi através de suas obras, que as definições sobre a Igreja se tornaram evidentes. Calvino preferiu dizer que “eu creio a Igreja Católica”, ao invés de “eu creio na Igreja Católica”[16], já que considerava a Igreja como um objeto de fé. Concordava com a distinção de Zuínglio, entre a Igreja dos cristãos professos e a verdadeira esposa de Cristo, “cujo número de membros está velado aos olhos humanos”.

Calvino distingue os dois sentidos contidos nos usos da Escritura da palavra Igreja:

·         Em um sentido, significa Igreja como Deus a vê, consistindo somente daqueles que por adoção e graça são filhos de Deus, e pela santificação do Espírito, membros verdadeiros de Cristo;

·         No outro sentido escriturístico, a palavra designa “toda a multidão dispersa pelo mundo, que professa adorar a um só Deus e Jesus Cristo”.

Nesta Igreja visível, existem muitos hipócritas, mas Calvino afirma a necessidade de comunhão com ela. Portanto, assim como é necessário crer na Igreja, que é invisível a nós, sendo conhecida somente por Deus, da mesma forma nos é ordenado que respeitemos e mantenhamos comunhão com esta Igreja que é visível aos seres humanos (Institutas 4.1.7).

Calvino tinha certeza de que a Igreja era a forma de Deus se manifestar ao homem. Ele argumentava que “sair da Igreja é renunciar a Deus e a Cristo” (Institutas 4.1.10). Embora a Igreja visível seja imperfeita, é reconhecida pelas marcas e possui autoridade divinamente sancionada ao zelo pela obediência[17].

Nas Institutas, Calvino define que o homem necessita de Deus através da comunhão com Sua Igreja. Na Igreja, estão os eleitos; os hipócritas estão nela, mas não são dela. A Igreja é um corpo do qual Cristo é a cabeça pelo Pai, e o Espírito é o ela que une o corpo à cabeça. Vemos que, para Calvino, a Igreja era santa, e por isso deveria voltar ao eixo cristológico e cumprir sua missão no mundo, pois a Igreja visível é de duração perpétua no cenário mundial. Ela não é um fenômeno transitório da história, ou uma frágil instituição. É a comunidade dos filhos de Deus, onde o Reino de Deus é levado até o fim do drama terreno.

 

6. Conclusão

Precisamos de uma reforma hoje? É uma pergunta muito difícil de responder. Quando iniciei minha pesquisa, buscava encontrar algum pensador ou teólogo que afirmasse a necessidade de uma Reforma para a Igreja do século XXI.

A Igreja passa por uma crise de identidade, com o surgimento a cada dia de novas teologias. Observo que a Igreja novamente perdeu o rumo, que novamente o eixo cristológico, apresentado pelos reformadores e pelos pais da Igreja, se perdeu ao longo do tempo. Novamente as Escrituras perdem espaço para as liturgias voltadas para as emoções e para o sensacionalismo e os fenômenos sobrenaturais.

Muitos são os cultos onde a Palavra de Deus não é mais pregada, e quando o é está adulterada, ou ensinada com o intuito de lucro, e não de santificação. A Igreja se volta para o homem, tudo é para hoje, para agora. Não há lugar para o sagrado. Tradição é um palavra que causa repulsa, pois é entendida como retrocesso.

Os líderes se destacam pelo poder e aparência, pelo marketing de suas igrejas. O marketing é a verdadeira motivação do crescimento. Há alguma semelhança com a Igreja do século XVI?

Eu pergunto: a Reforma é para hoje? Os ensinamentos de Calvino e Lutero são para hoje? O que dizer quando até mesmo as igrejas históricas estão se deixando levar pela “onda do poder e do espírito consumista”, deixando de lado suas tradições e contextos históricos?

Os reformadores tinham como objetivos conquistar o mundo, transformá-lo com base na Palavra de Deus. Concordavam que o Evangelho não devia estar preso a dogmas ou a realidades puramente eclesiásticas, mas sim ser acessível aos guetos, favelas, e até aos palácios do nosso mundo. Isto é para hoje também.

Sim, a Igreja é a comunhão de pecadores e salvos, fundamentada no Evangelho da livre graça de Deus em Jesus Cristo. Ele foi enviado ao mundo para morrer em testemunho eterno do amor de Deus para com os homens. Ao ler a obra de David Bosch, Missão transformadora, vi que o iluminismo também teve o seu papel ao longo da história da Igreja e sua transformação através da quebra dos paradigmas.

Falar em Reforma hoje é um grande desafio. Como confrontar os teólogos e pensadores do século XVI com os teólogos de hoje? É uma tarefa bastante difícil. O que dizer da teologia pré e pós-moderna? Como atualizar os conceitos dos reformadores para o mundo moderno? Pois estamos no século XXI.

Para que a Igreja volte ao eixo cristológico, é preciso uma Reforma abrangendo uma visão de modernidade, e isso, ao meu ver, é uma revolução. Apesar de toda a sua ênfase no retorno à Igreja primitiva do Novo Testamento e da época patrística, a Reforma constituiu essencialmente um movimento visando o futuro. Calvino, em 1543, escreveu ao santo imperador romano Carlos V: “a Reforma da Igreja é obra de Deus. Sendo tão independente da vida e dos pensamentos humanos quanto a ressurreição dos mortos ou quanto qualquer obra assim”[18].

Voltar ao passado não, a Igreja precisa avançar. Descobrir o caminho de volta para o eixo cristológico, através de uma verdadeira eclesiologia, que leve o povo de Deus de volta à Igreja, com a certeza de que Deus está no meio deles, por meio da revelação da Sua Palavra.

Talvez seja sonhar demais, pois sonho com uma Igreja que cumpre o seu papel dentro do seu contexto social e político; uma Igreja que tenha pobres, ricos, viúvas, doentes, brancos, negros, asiáticos, judeus, palestinos. Todos juntos, na verdadeira comunhão dos santos diante de Deus. Uma Igreja invisível aos olhos dos corruptos, fraudadores e hipócritas dos nossos dias.

Porém, como disse Calvino, os hipócritas estão na Igreja, mas não fazem parte dela. Cristo é quem sabe todas as coisas.

Minha pesquisa não termina aqui, tenho como objetivo me aprofundar e levar adiante, com o intuito de buscar fontes para a conclusão de um material sólido e consistente para a edificação da Igreja.

A Igreja do século XXI novamente se perdeu do eixo cristológico, necessitando de um novo caminho para enxergar a vontade do Pai. Talvez eu seja pretensioso, mas prefiro viver como um simples profeta que clama no deserto, crendo que a Igreja é do Senhor, e como disse Jesus, “nem as portas do inferno prevalecerão contra a minha Igreja”.

Minha oração é que o Espírito de Deus esteja levantando pessoas que à semelhança de Lutero, Calvino, Zwinglio, Bucer e outros ilustres do século dezesseis, que sensíveis a necessidade de transformar a realidade, tornem a mensagem cristã compreensível para todo.

 

7. Bibliografia.

  1. Brunner, Emil. O Equívoco sobre a Igreja. São Paulo: Fonte Editorial, 2000.
  2. George, Timothy. Teologia dos Reformadores. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1993.
  3. Gonzalez, Justo L. A era dos reformadores. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1983.
  4. Lindberg, Carter. As Reformas na Europa. São Leopoldo, RS: Sinodal. 2001,
  5. Mackim, Donald K. Grandes Temas da Tradição Reformada. São Paulo: A. E. E. Pendão Real, 1998.
  6. O pensamento de João Calvino. Série Colóquios vol. II. São Paulo: Ed. Mackenzie, 2000.
  7. Senarclens, J. D. Herdeiros da Reforma. São Paulo: Aste, 1970.
  8. Strohl, Henri. O pensamento da reforma.  São Paulo: Aste, 2004.


[1] Lindberg, Carter. As Reformas na Europa. São Leopoldo, RS: Sinodal, 2001 – p. 23.

[2] George, Timothy. Teologia dos reformadores. São Paulo: Vida Nova, 1994 – p. 87.

[3] O pensamento de João Calvino. Série Colóquios. Vol. 2. São Paulo: Ed. Mackenzie, 2000 – p. 13.

[4] O pensamento de João Calvino. Série Colóquios. Vol. 2. São Paulo: Ed. Mackenzie, 2000 – p. 14.

[5] Brunner, Emil. O equívoco sobre a Igreja. São Paulo: Fonte Editorial, 2000 – p. 7.

[6] Sernaclens, J.D. Herdeiros da Reforma. SãoPaulo: Aste, 1970 – p. 171.

[7] Citado em Gordon Puppi, Luther, Progress to the Diet of Worms, p. 99.

[8] George, Timothy. Teologia dos reformadores. São Paulo: Vida Nova, 1994 – p. 83.

[9] Strohl, Henri. O pensamento da reforma.  São Paulo: Aste, 2004 – p. 26.

[10] George, Timothy. Teologia dos reformadores. São Paulo: Vida Nova, 1994 – p. 86.

[11] George, Timothy. Teologia dos reformadores. São Paulo: Vida Nova, 1994 – p. 166.

[12] George, Timothy. Teologia dos reformadores. São Paulo: Vida Nova, 1994 – p. 167.

[13] George, Timothy. Teologia dos reformadores. São Paulo: Vida Nova, 1994 – p. 168.

[14] George, Timothy. Teologia dos reformadores. São Paulo: Vida Nova, 1994 – p. 192.

[15] Gonzalez, Justo L. A era dos reformadores. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1983 – p. 109.

[16] Gonzalez, Justo L. A era dos reformadores. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1983 – p. 110.

[17] Mackim, Donald K. Grandes temas da tradição reformada. São Paulo: A. E. E. Pendão Real, 1998 – p. 154.

[18] George, Timothy. Teologia dos reformadores. São Paulo: Vida Nova, 1994 – p. 320.

(UMESP – FaTeo – Outubro de 2008)
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